{"id":111511,"date":"2023-04-13T12:03:36","date_gmt":"2023-04-13T16:03:36","guid":{"rendered":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/?p=111511"},"modified":"2023-04-13T12:07:07","modified_gmt":"2023-04-13T16:07:07","slug":"pesquisadores-da-unicamp-cultivam-microalgas-para-a-producao-de-biocombustivel","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/pesquisadores-da-unicamp-cultivam-microalgas-para-a-producao-de-biocombustivel\/","title":{"rendered":"Pesquisadores da Unicamp cultivam microalgas para a produ\u00e7\u00e3o de biocombust\u00edvel"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-111512 aligncenter\" src=\"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-content\/uploads\/photo.jpg\" alt=\"\" width=\"422\" height=\"154\" srcset=\"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-content\/uploads\/photo.jpg 395w, https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-content\/uploads\/photo-300x109.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 422px) 100vw, 422px\" \/><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Um grupo de pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) tem cultivado microalgas em laborat\u00f3rio em condi\u00e7\u00f5es controladas para aproveitar seus metab\u00f3litos, especialmente os lip\u00eddios, com o objetivo principal de produzir<a title=\"Petrol\u00edferas promoveram biocombust\u00edvel como solu\u00e7\u00e3o clim\u00e1tica, mas retiraram financiamentos do setor quando pre\u00e7o do petr\u00f3leo baixou\" href=\"https:\/\/www.ecycle.com.br\/petroliferas-promoveram-biocombustivel-como-solucao-climatica-mas-retiraram-financiamentos-do-setor-quando-preco-do-petroleo-baixou\/\">\u00a0biocombust\u00edvel.<\/a>\u00a0O trabalho foi descrito em artigo\u00a0<strong><a href=\"https:\/\/link.springer.com\/article\/10.1007\/s13399-023-03805-w\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">publicado<\/a><\/strong>\u00a0na revista\u00a0<em>Biomass Conversion and Biorefinery<\/em>.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 poss\u00edvel tamb\u00e9m extrair prote\u00edna e carboidratos e aproveit\u00e1-los como alimento, al\u00e9m de obter produtos que podem ser utilizados na \u00e1rea cosm\u00e9tica, como betacarotenos, e outros compostos valiosos, entre eles a ficocianina, um pigmento natural azul\u201d, afirma\u00a0<strong><a href=\"https:\/\/bv.fapesp.br\/pt\/pesquisador\/77772\/luisa-fernanda-rios-pinto\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Luisa Fernanda R\u00edos<\/a><\/strong>, pesquisadora do Laborat\u00f3rio de Otimiza\u00e7\u00e3o, Projetos e Controle Avan\u00e7ado (LOPCA) da Faculdade de Engenharia Qu\u00edmica da Unicamp. Ela explica que as cores dos mares e dos rios resultam da presen\u00e7a de microalgas, que podem ser azuis, verdes ou marrons.<\/p>\n<p>O trabalho, assinado por quatro cientistas do LOPCA, analisa e compara, pela primeira vez, o crescimento e a produtividade da esp\u00e9cie\u00a0<em>Botryococcus terribilis<\/em>\u00a0em sistemas fechados e abertos. Sistemas fechados s\u00e3o aqueles em que n\u00e3o h\u00e1 troca de ar com o ambiente \u2013 como fotobiorreatores, em que \u00e9 poss\u00edvel manter as condi\u00e7\u00f5es de crescimento da microalga mais controladas. J\u00e1 os sistemas abertos s\u00e3o tanques (<em>raceway ponds<\/em>, que s\u00e3o lagoas artificiais rasas) usados em laborat\u00f3rio, mas que trocam ar com a atmosfera, portanto abertos ao ambiente. Prote\u00ednas, carboidratos, lip\u00eddios, pigmentos e hidrocarbonetos foram extra\u00eddos e quantificados. \u00c9 a primeira vez que os hidrocarbonetos de\u00a0<em>B. terribilis<\/em>\u00a0s\u00e3o extra\u00eddos e caracterizados, segundo o grupo de pesquisa.<\/p>\n<p>\u201cEstudos em cultivo de\u00a0<em>B. terribilis<\/em>\u00a0t\u00eam grande relev\u00e2ncia econ\u00f4mica e ambiental, mas s\u00e3o raramente tratados na literatura cient\u00edfica\u201d, afirma o texto. \u201cAs microalgas s\u00e3o os microrganismos mais antigos, respons\u00e1veis pela produ\u00e7\u00e3o de at\u00e9 50% do oxig\u00eanio que respiramos\u201d, explica R\u00edos. \u201cJuntando-se a fungos, criaram a mat\u00e9ria org\u00e2nica que hoje conhecemos como plantas.\u201d<\/p>\n<p>As microalgas crescem por meio do fen\u00f4meno de fotoss\u00edntese id\u00eantico ao das plantas, ou seja, recebem di\u00f3xido de carbono (CO2) da atmosfera e energia do sol e os transformam em oxig\u00eanio. Assim, acumulam diferentes tipos de metab\u00f3litos, como prote\u00ednas, carboidratos e lip\u00eddios \u2013 e, em menor quantidade, carotenoides, clorofila e vitaminas.<\/p>\n<p>O petr\u00f3leo tamb\u00e9m tem em sua composi\u00e7\u00e3o essas microalgas, que se depositaram no fundo do mar e da terra.<\/p>\n<p><strong>Algas sob estresse<\/strong><\/p>\n<p>As microalgas s\u00e3o unicelulares e se reproduzem por mitose \u2013 cada c\u00e9lula se divide em duas id\u00eanticas, gerando uma multiplica\u00e7\u00e3o exponencial. \u201cO que fazemos no laborat\u00f3rio \u00e9 cultiv\u00e1-las e aproveitar todos esses biocompostos presentes dentro das c\u00e9lulas. Precisamos \u2018mat\u00e1-las\u2019 para nos aproveitarmos delas, mas n\u00e3o precisamos nos preocupar, pois crescem muito r\u00e1pido, ent\u00e3o seria imposs\u00edvel acabar com elas.\u201d<\/p>\n<p>Os \u00f3leos de\u00a0<em>B. terribilis<\/em>\u00a0s\u00e3o adequados para a s\u00edntese de biocombust\u00edveis, pois s\u00e3o compostos por hidrocarbonetos de cadeia longa e maior quantidade de \u00e1cidos graxos saturados e monoinsaturados. O estudo,\u00a0<strong><a href=\"https:\/\/bv.fapesp.br\/pt\/auxilios\/96641\/desenvolvimento-integrado-de-biorrefinaria-e-planta-de-bioetanol-de-cana-de-acucar-com-emissao-zero-\/?q=15\/20630-4\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">apoiado<\/a><\/strong>\u00a0pela FAPESP, ajuda a preencher a lacuna de informa\u00e7\u00f5es sobre cultivo, estresse e composi\u00e7\u00e3o dessa microalga, subsidiando a tomada de decis\u00e3o sobre os par\u00e2metros de cultivo e aplica\u00e7\u00f5es em um contexto de biorrefinaria.<\/p>\n<p>O \u201cestresse\u201d nesse caso \u00e9 a elimina\u00e7\u00e3o de algum nutriente importante para o crescimento da microalga, como f\u00f3sforo ou nitrog\u00eanio. \u201cQuando ela sente que n\u00e3o tem algum desses nutrientes, come\u00e7a a acumular gordura, ou seja, lip\u00eddios, para tentar sobreviver. Assim, conseguimos que acumule mais do metab\u00f3lito de interesse. Dizemos que a estressamos, pois eliminamos nutrientes b\u00e1sicos para o crescimento\u201d, explica R\u00edos. \u201cMas diminu\u00edmos a velocidade de crescimento da microalga e, portanto, a porcentagem de outros metab\u00f3litos, como prote\u00edna e carboidratos, por isso \u00e9 muito importante saber qual composto \u00e9 do nosso interesse e fazer um balan\u00e7o que convenha para o estudo.\u201d<\/p>\n<p>A condi\u00e7\u00e3o de estresse aumentou a produ\u00e7\u00e3o de lip\u00eddios e hidrocarbonetos em at\u00e9 49% e 29%, respectivamente, mas o percentual de prote\u00ednas diminuiu de 32% para 26%. A porcentagem de carboidratos (15%) e pigmentos (0,41%-0,86%) permaneceu semelhante no cultivo estressado e n\u00e3o estressado.<\/p>\n<p>O artigo completo &#8220;<em>Effects of cultivation systems and nutrient limitation on the growth and metabolite biosynthesis of Botryococcus terribilis&#8221;<\/em>, que tamb\u00e9m \u00e9 assinado por Bianca Ramos Estevam,\u00a0<strong><a href=\"https:\/\/bv.fapesp.br\/pt\/pesquisador\/363\/rubens-maciel-filho\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Rubens Maciel Filho<\/a><\/strong>\u00a0e\u00a0<strong><a href=\"https:\/\/bv.fapesp.br\/pt\/pesquisador\/693300\/leonardo-vasconcelos-fregolente\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Leonardo Vasconcelos Fregolente<\/a><\/strong>, pode ser lido em:\u00a0<strong><a href=\"https:\/\/link.springer.com\/article\/10.1007\/s13399-023-03805-w\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">link.springer.com\/article\/10.1007\/s13399-023-03805-w<\/a><\/strong>.<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 8pt\">(Fonte: <i>Ag\u00eancia FAPESP)<\/i><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O trabalho foi recentemente publicado\u00a0na revista cient\u00edfica\u00a0Biomass Conversion and Biorefinery.<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":111512,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[146],"tags":[],"class_list":["post-111511","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-ciencia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/111511","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=111511"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/111511\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":111515,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/111511\/revisions\/111515"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/111512"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=111511"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=111511"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=111511"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}