{"id":112790,"date":"2023-06-07T10:48:08","date_gmt":"2023-06-07T14:48:08","guid":{"rendered":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/?p=112790"},"modified":"2023-06-07T10:48:08","modified_gmt":"2023-06-07T14:48:08","slug":"usinas-hidreletricas-e-nucleares-sao-fontes-de-energia-mais-limpas-em-termos-de-densidade-energetica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/usinas-hidreletricas-e-nucleares-sao-fontes-de-energia-mais-limpas-em-termos-de-densidade-energetica\/","title":{"rendered":"Usinas hidrel\u00e9tricas e nucleares s\u00e3o fontes de energia mais limpas em termos de densidade energ\u00e9tica"},"content":{"rendered":"<p>Em artigo publicado na revista Scientific Reports, pesquisadores da Universidade Norueguesa de Ci\u00eancia e Tecnologia investigaram o impacto da produ\u00e7\u00e3o el\u00e9trica, considerando a sua densidade anual de energia. Isto \u00e9, eles calcularam a energia produzida por cada modalidade energ\u00e9tica e a dividiram pelo espa\u00e7o ocupado pelas usinas el\u00e9tricas de cada tipo, tornando poss\u00edvel apontar quais fontes de energia s\u00e3o mais ou menos eficientes em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 sua \u00e1rea.<\/p>\n<p>De acordo com o estudo, a fonte de energia renov\u00e1vel de maior densidade energ\u00e9tica \u00e9 a hidroel\u00e9trica e a n\u00e3o renov\u00e1vel \u00e9 a nuclear. Para chegar a esse resultado, foram analisados dados de 870 usinas el\u00e9tricas. N\u00e3o foram considerados impactos ambientais al\u00e9m da \u00e1rea ocupada pela matriz energ\u00e9tica, como, por exemplo, a emiss\u00e3o de gases causadores do efeito estufa.<\/p>\n<p>Para Ricardo Galv\u00e3o, professor do Instituto de F\u00edsica (IF) da USP e atual presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Cient\u00edfico e Tecnol\u00f3gico (CNPq), o resultado da energia nuclear \u00e9 interessante. Al\u00e9m de possuir uma alta densidade energ\u00e9tica, essa fonte de energia n\u00e3o emite gases do efeito estufa. Contudo, ele argumenta que \u201cquando a \u00fanica op\u00e7\u00e3o \u00e9 queimar combust\u00edveis f\u00f3sseis, eu considero melhor usar nuclear\u201d.<\/p>\n<p>Segundo o professor, comparado a outros pa\u00edses, o Brasil est\u00e1 em uma posi\u00e7\u00e3o \u201cbem confort\u00e1vel\u201d quanto \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de energia limpa. Por\u00e9m, essa produ\u00e7\u00e3o \u00e9 intermitente, ou seja, oscila em diferentes \u00e9pocas do ano. Para suprir essa defici\u00eancia, \u00e9 necess\u00e1ria uma base constante de energia, que hoje \u00e9 composta majoritariamente de combust\u00edveis f\u00f3sseis. \u201cEssa base constante tem que ser mantida, e o melhor \u00e9 usar a energia nuclear, que polui menos. No entanto, n\u00e3o deve ser mais do que 5% de toda a matriz energ\u00e9tica nacional\u201d, defende Galv\u00e3o.<\/p>\n<p>O artigo destaca que cerca de 80% da energia produzida mundialmente prov\u00e9m de combust\u00edveis f\u00f3sseis e constata que at\u00e9 2050, se os esfor\u00e7os para zerar as emiss\u00f5es de gases do efeito estufa continuarem, a \u00e1rea territorial dedicada \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de energia deve sextuplicar.<\/p>\n<p>Os desafios impostos a cada pa\u00eds s\u00e3o \u00fanicos em suas condi\u00e7\u00f5es sociais e geogr\u00e1ficas. Entretanto, o especialista refor\u00e7a a posi\u00e7\u00e3o privilegiada em que o Brasil se encontra, \u201c70% da nossa matriz el\u00e9trica vem da produ\u00e7\u00e3o de hidrel\u00e9tricas, mas tamb\u00e9m estamos avan\u00e7ando substancialmente na produ\u00e7\u00e3o de energia e\u00f3lica e energia fotovoltaica\u201d.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Texto: Guilherme Castro Sousa<\/p>\n<p>Fonte: Jornal da USP<\/p>\n<p>Link &#8211; <a href=\"https:\/\/shorturl.at\/mxQUW\">shorturl.at\/mxQUW<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>An\u00e1lise global destaca que 80% da energia mundial \u00e9 produzida a partir de combust\u00edveis f\u00f3sseis e que a \u00e1rea de produ\u00e7\u00e3o deve sextuplicar at\u00e9 2050, se n\u00e3o houver redu\u00e7\u00e3o das emiss\u00f5es de gases estufa.<\/p>\n","protected":false},"author":14,"featured_media":112791,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[317],"tags":[],"class_list":["post-112790","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-sustentabilidade"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/112790","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/14"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=112790"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/112790\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":112792,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/112790\/revisions\/112792"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/112791"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=112790"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=112790"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=112790"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}