{"id":117378,"date":"2024-02-16T11:15:38","date_gmt":"2024-02-16T15:15:38","guid":{"rendered":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/?p=117378"},"modified":"2024-02-16T11:15:38","modified_gmt":"2024-02-16T15:15:38","slug":"conheca-as-fazendas-urbanas-cor-de-rosa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/conheca-as-fazendas-urbanas-cor-de-rosa\/","title":{"rendered":"Conhe\u00e7a as fazendas urbanas cor-de-rosa"},"content":{"rendered":"<p>Um espa\u00e7o onde \u00e9 poss\u00edvel plantar muito mais do que em uma fazenda comum e onde n\u00e3o se sujam as galochas ao colher as plantas. Aqui \u00e9 poss\u00edvel gastar 95% menos \u00e1gua, 60% menos fertilizante e absolutamente nada de defensivo agr\u00edcola. Com total controle das pragas e das adversidades clim\u00e1ticas, n\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio nem higienizar os produtos ap\u00f3s a colheita. Parece sonho, mas essa j\u00e1 \u00e9 a realidade das fazendas verticais urbanas.<\/p>\n<article class=\"align-center media media--type-image media--view-mode-embedded\">\n<div class=\"field field--name-field-media-image field--type-image field--label-hidden field__item\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"copia_de_danmagatti_pink_farms-21.jpg\" src=\"https:\/\/www.confea.org.br\/midias\/copia_de_danmagatti_pink_farms-21.jpg\" width=\"4945\" height=\"3265\" \/><\/div>\n<\/article>\n<p>\u201cHoje produzimos comercialmente seis tipos de alface, dez tipos de microverdes, oito tipos de cogumelos (shimeji branco e preto, paris, portobello, etc), oito flores comest\u00edveis&#8230; Daqui um ano teremos toda a parte de folhas \u2013 r\u00facula, agri\u00e3o, toda a parte de ervas. Em tr\u00eas a cinco anos queremos colocar toda a linha de berries, morango e os outros que n\u00e3o achamos no Brasil, tomate, piment\u00f5es\u201d, compartilha o CEO da Pink Farms (a primeira e maior fazenda vertical da Am\u00e9rica Latina), eng. prod. Geraldo Maia.<\/p>\n<p>Localizada em uma das principais vias de S\u00e3o Paulo (a Marginal Tiet\u00ea), a Pink Farms hoje conta com tr\u00eas galp\u00f5es que somam cerca de 16 mil m2, com 6 mil m2 de \u00e1rea produtiva (cada metro quadrado pode chegar a ser 350 vezes mais produtivo que o metro quadrado de uma fazenda tradicional). Os galp\u00f5es t\u00eam entre 10 e 18 andares, e t\u00eam de 7 a 12 metros de altura. S\u00e3o 200 pontos venda e, at\u00e9 o fim de 2024, o grupo pretende chegar a 500 pontos.<\/p>\n<figure class=\"caption caption-drupal-media align-center\" role=\"group\">\n<article class=\"media media--type-image media--view-mode-embedded\">\n<div class=\"field field--name-field-media-image field--type-image field--label-hidden field__item\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"whatsapp_image_2024-02-06_at_10.33.14.jpeg\" src=\"https:\/\/www.confea.org.br\/midias\/whatsapp_image_2024-02-06_at_10.33.14.jpeg\" width=\"897\" height=\"729\" \/><\/div>\n<\/article><figcaption>Eng. agric. Vitor Gon\u00e7alves<\/figcaption><\/figure>\n<p>\u201cA gente transforma metro quadrado e passa a trabalhar com metro c\u00fabico\u201d, pontua o eng. agric. Vitor Gon\u00e7alves, que j\u00e1 estagiou na Pink Farms. A agricultura vertical, al\u00e9m das diversas vantagens j\u00e1 pontuadas, traz em si o car\u00e1ter urbano, o que facilita o transporte: tanto o custo financeiro quanto o ambiental s\u00e3o drasticamente reduzidos nessa modalidade. Al\u00e9m disso, os agricultores n\u00e3o ficam expostos a riscos relacionados a equipamentos agr\u00edcolas pesados, doen\u00e7as e produtos qu\u00edmicos, al\u00e9m de a pr\u00e1tica n\u00e3o perturbar animais e \u00e1rvores.<\/p>\n<p>Uma desvantagem da agricultura vertical, no entanto, \u00e9 o alto consumo de energia. Para que as opera\u00e7\u00f5es funcionem, a fazenda tem que manter acionadas, o tempo todo, sobre as plantas, luzes de led vermelhas e azuis, para que os organismos fa\u00e7am a fotoss\u00edntese (o vermelho e o azul juntos causam o efeito cor-de-rosa e, por isso, pink farms). Al\u00e9m disso, existem os sistemas de manuten\u00e7\u00e3o da temperatura e da umidade. Sem contar os sistemas de internet das coisas e de machine learning envolvidos em todo o processo. As fazendas t\u00eam que ter gerador, pois n\u00e3o podem arriscar ficar sem energia.<\/p>\n<article class=\"align-center media media--type-image media--view-mode-embedded\">\n<div class=\"field field--name-field-media-image field--type-image field--label-hidden field__item\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"danmagatti_pink_farms-22.jpg\" src=\"https:\/\/www.confea.org.br\/midias\/danmagatti_pink_farms-22.jpg\" width=\"2386\" height=\"1447\" \/><\/div>\n<\/article>\n<p>\u201cNo caso da Pink Farms, a pr\u00f3pria bandeja de cultivo tem um backup de \u00e1gua. Se falta energia, o sistema se mant\u00e9m est\u00e1vel por um tempo. As plantas j\u00e1 se mant\u00eam est\u00e1veis, pois elas t\u00eam aclimata\u00e7\u00e3o e capacidade de adaptabilidade\u201d, lembra o eng. eletric. especialista em agricultura espacial\u00a0<a href=\"https:\/\/www.linkedin.com\/in\/daviafs\/\"><strong>Davi Souza<\/strong><\/a>, que tamb\u00e9m j\u00e1 estagiou na Pink Farms. \u201cEstamos migrando todas as unidades para o mercado livre e compramos energia direto de usinas solares\u201d, comentou eng. prod. Geraldo Maia, CEO da Pink Farms, quando perguntado sobre o plano de preven\u00e7\u00e3o e tamb\u00e9m sobre a preocupa\u00e7\u00e3o com o futuro do planeta.<\/p>\n<figure class=\"caption caption-drupal-media align-center\" role=\"group\">\n<article class=\"media media--type-image media--view-mode-embedded\">\n<div class=\"field field--name-field-media-image field--type-image field--label-hidden field__item\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"davi.jpg\" src=\"https:\/\/www.confea.org.br\/midias\/davi.jpg\" width=\"1195\" height=\"811\" \/><\/div>\n<\/article><figcaption>Eng. eletric. Davi Souza<\/figcaption><\/figure>\n<p><strong>Internet das coisas em uma fazenda vertical<\/strong><\/p>\n<p>\u201cSe voc\u00ea verticaliza um sistema agr\u00edcola, voc\u00ea n\u00e3o vai ter a luz do sol chegando em todas as camadas, ent\u00e3o a primeira coisa a se pensar \u00e9 na luz de led. A Internet das Coisas (IoT) entra para deixar sistemas de automa\u00e7\u00e3o inteligentes \u2013 sensores de temperatura e umidade, por exemplo, para ligarem e desliguem sozinhos; sistemas de ilumina\u00e7\u00e3o e irriga\u00e7\u00e3o que levem em considera\u00e7\u00e3o o quanto de luz e \u00e1gua a planta precisa, o sensor monitora o n\u00edvel de \u00e1gua do tanque. Esse \u00e9 o ciclo de intelig\u00eancia de uma fazenda vertical\u201d, explica Davi Souza, que tamb\u00e9m se especializou em IoT na agricultura.<\/p>\n<p><strong>*Com informa\u00e7\u00f5es do site do Confea<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um espa\u00e7o onde \u00e9 poss\u00edvel plantar muito mais do que em uma fazenda comum e onde n\u00e3o se sujam as galochas ao colher as plantas. Aqui \u00e9 poss\u00edvel gastar 95% menos \u00e1gua, 60% menos fertilizante e absolutamente nada de defensivo agr\u00edcola. 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