{"id":131084,"date":"2026-04-14T12:36:00","date_gmt":"2026-04-14T16:36:00","guid":{"rendered":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/?p=131084"},"modified":"2026-04-14T12:36:00","modified_gmt":"2026-04-14T16:36:00","slug":"infra-br-analisa-o-saneamento-basico-nos-estados-amazonas-tem-faixa-intermediaria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/infra-br-analisa-o-saneamento-basico-nos-estados-amazonas-tem-faixa-intermediaria\/","title":{"rendered":"Infra-BR analisa o saneamento b\u00e1sico nos estados; Amazonas tem faixa intermedi\u00e1ria"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-large wp-image-131086\" src=\"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-content\/uploads\/banner_InfraBR-1536x399-1-1024x266.jpg\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"266\" srcset=\"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-content\/uploads\/banner_InfraBR-1536x399-1-980x255.jpg 980w, https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-content\/uploads\/banner_InfraBR-1536x399-1-480x125.jpg 480w\" sizes=\"auto, (min-width: 0px) and (max-width: 480px) 480px, (min-width: 481px) and (max-width: 980px) 980px, (min-width: 981px) 1024px, 100vw\" \/><\/p>\n<p>Entender a qualidade da infraestrutura de um pa\u00eds nem sempre \u00e9 simples. Para ajudar nesse diagn\u00f3stico, foi criado o \u00cdndice Confea de Infraestrutura do Brasil (Infra-BR), que avalia o desempenho da infraestrutura nas 27 unidades da Federa\u00e7\u00e3o a partir de uma abordagem multidimensional. Em vez de observar apenas um aspecto isolado, a ferramenta re\u00fane diferentes \u00e1reas da infraestrutura e combina informa\u00e7\u00f5es para oferecer uma vis\u00e3o integrada sobre como cada estado brasileiro atende \u00e0s necessidades da popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A constru\u00e7\u00e3o do \u00edndice segue um processo metodol\u00f3gico estruturado. Primeiro, especialistas discutiram como medir infraestrutura em um contexto contempor\u00e2neo, considerando desafios do s\u00e9culo XXI, como sustentabilidade, urbaniza\u00e7\u00e3o e acesso universal a servi\u00e7os essenciais. Em seguida, foi definida a estrutura do \u00edndice, dividida em dimens\u00f5es e componentes espec\u00edficos, al\u00e9m das escolhas t\u00e9cnicas necess\u00e1rias para transformar dados dispersos em um \u00edndice compar\u00e1vel entre os estados.<\/p>\n<p>Entre essas dimens\u00f5es est\u00e1 o saneamento b\u00e1sico, considerado um elemento central para a qualidade de vida e para a seguran\u00e7a h\u00eddrica das cidades. Nesse caso, o Infra-BR procura olhar al\u00e9m da simples exist\u00eancia de redes de \u00e1gua ou esgoto. A preocupa\u00e7\u00e3o \u00e9 compreender se os servi\u00e7os realmente funcionam de forma eficiente, ou seja, se o esgoto coletado recebe tratamento adequado e se os res\u00edduos s\u00f3lidos t\u00eam destina\u00e7\u00e3o correta.<\/p>\n<p>No caso do esgoto, um dos crit\u00e9rios adotados foi medir a diferen\u00e7a entre o volume total de esgoto gerado e o volume efetivamente tratado. Os dados s\u00e3o obtidos no Sistema Nacional de Informa\u00e7\u00f5es em Saneamento B\u00e1sico (Sinisa). Esse indicador permite avaliar o impacto do saneamento sobre os recursos h\u00eddricos, j\u00e1 que o esgoto n\u00e3o tratado pode comprometer a qualidade dos rios e aumentar os custos de capta\u00e7\u00e3o e tratamento de \u00e1gua nas cidades.<\/p>\n<p>J\u00e1 na \u00e1rea de res\u00edduos s\u00f3lidos, o \u00edndice considera tr\u00eas aspectos principais: a adequa\u00e7\u00e3o da destina\u00e7\u00e3o final do lixo, a cobertura da coleta e a taxa de recupera\u00e7\u00e3o de materiais recicl\u00e1veis. A an\u00e1lise integrada desses fatores \u00e9 importante porque uma alta cobertura de coleta, por exemplo, n\u00e3o garante necessariamente um bom resultado ambiental. Parte significativa dos res\u00edduos ainda pode acabar em aterros sanit\u00e1rios, quando poderia ser reciclada ou reaproveitada.<\/p>\n<p>De acordo com dados recentes do Sinisa e do Panorama dos Res\u00edduos S\u00f3lidos no Brasil, publicado pela Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Empresas de Limpeza P\u00fablica e Res\u00edduos Especiais (Abrelpe), o pa\u00eds recicla formalmente algo em torno de 3% a 4% do total de res\u00edduos s\u00f3lidos urbanos gerados.Outro ponto importante destacado pelos especialistas \u00e9 a diferen\u00e7a entre materiais potencialmente recicl\u00e1veis e aqueles que realmente entram no ciclo de reciclagem. Muitas vezes, a limita\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 t\u00e9cnica, mas econ\u00f4mica e estrutural, envolvendo desde a falta de incentivos at\u00e9 a aus\u00eancia de equipamentos adequados para triagem e reaproveitamento de materiais.<\/p>\n<h2>Amazonas<\/h2>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-large wp-image-131085\" src=\"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-content\/uploads\/infrabr_mapa_saneamento_basico_2025-1024x698.png\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"698\" srcset=\"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-content\/uploads\/infrabr_mapa_saneamento_basico_2025-980x668.png 980w, https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-content\/uploads\/infrabr_mapa_saneamento_basico_2025-480x327.png 480w\" sizes=\"auto, (min-width: 0px) and (max-width: 480px) 480px, (min-width: 481px) and (max-width: 980px) 980px, (min-width: 981px) 1024px, 100vw\" \/><\/p>\n<p data-start=\"695\" data-end=\"931\">No caso do Amazonas, o estado aparece em faixa intermedi\u00e1ria, mas ainda com desafios importantes. O tratamento de esgoto segue limitado e a destina\u00e7\u00e3o adequada de res\u00edduos s\u00f3lidos enfrenta dificuldades, especialmente fora da capital.<\/p>\n<p data-start=\"933\" data-end=\"1137\">A realidade amaz\u00f4nica exige um olhar pr\u00f3prio. Grandes dist\u00e2ncias, acesso predominantemente fluvial e altos custos de implanta\u00e7\u00e3o impactam diretamente na expans\u00e3o e na qualidade dos servi\u00e7os de saneamento.<\/p>\n<h3>Saneamento impacta na desigualdade<\/h3>\n<p>Segundo a presidente-executiva do Instituto Trata Brasil, a engenheira civil Luana Pretto, hoje quem tem acesso ao saneamento estuda, em m\u00e9dia, 9,5 anos, enquanto crian\u00e7as que n\u00e3o tiveram acesso estudam cerca de 7,5 anos. \u201cH\u00e1 uma diferen\u00e7a m\u00e9dia de dois anos de escolaridade entre quem tem acesso ao saneamento e quem n\u00e3o tem. Essa desigualdade tamb\u00e9m aparece na renda: quem conta com o servi\u00e7o ganha, em m\u00e9dia, R$ 3.477 por m\u00eas, enquanto quem n\u00e3o tem acesso recebe cerca de R$ 2.320, o que equivale a uma diferen\u00e7a de aproximadamente 50% a mais na renda. Isso evidencia o impacto da falta de saneamento sobretudo sobre a popula\u00e7\u00e3o mais vulner\u00e1vel\u201d, explica Pretto.<\/p>\n<p>Ao reunir esses diferentes indicadores, o Infra-BR busca oferecer um retrato mais fiel da infraestrutura brasileira. O objetivo n\u00e3o \u00e9 apenas produzir um ranking entre estados, mas, principalmente, permitir a compara\u00e7\u00e3o de seus pr\u00f3prios resultados ao longo do tempo, evitando assim distor\u00e7\u00f5es como aquelas feitas em compara\u00e7\u00f5es entre estados com carater\u00edsticas muito distintas. Fornecer uma ferramenta que ajude gestores p\u00fablicos, especialistas e a sociedade a compreender onde est\u00e3o os avan\u00e7os, os desafios e as oportunidades de melhoria na infraestrutura do pa\u00eds tamb\u00e9m \u00e9 um dos principais objetivos do Infra-BR.<\/p>\n<p>Confira os recursos do Infra-BR pelo link:\u00a0<a href=\"http:\/\/www.infrabr.org.br\/\">www.infrabr.org.br<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em vez de observar apenas um aspecto isolado, a ferramenta re\u00fane diferentes \u00e1reas da infraestrutura e combina informa\u00e7\u00f5es para oferecer uma vis\u00e3o integrada sobre como cada estado brasileiro atende \u00e0s necessidades da popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"author":126,"featured_media":131093,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-131084","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-sem-categoria"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/131084","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/126"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=131084"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/131084\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":131095,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/131084\/revisions\/131095"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/131093"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=131084"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=131084"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=131084"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}