{"id":28850,"date":"2007-12-17T13:57:13","date_gmt":"2007-12-17T13:57:13","guid":{"rendered":""},"modified":"-0001-11-30T00:00:00","modified_gmt":"-0001-11-30T04:00:00","slug":"niemeyer-comenta-obras-de-brasilia-28850","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/niemeyer-comenta-obras-de-brasilia-28850\/","title":{"rendered":"Niemeyer comenta obras de Bras\u00edlia"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"\" \/><br \/>&#8220;O sujeito da Renascen\u00e7a n\u00e3o podia fazer uma c\u00fapula, por exemplo, com mais de 40 metros. Eu pude, no Museu de Bras\u00edlia, fazer com 80. Podia fazer com 100&#8221;, conta Niemeyer.<br \/>\n    *<br \/>\n      Esplanada de Obras<br \/>\nPor toda a Esplanada dos Minist\u00e9rios, o visitante encontra edif\u00edcios que surpreendem o olhar. O tra\u00e7o modernista de Oscar Niemeyer est\u00e1 nas seis fontes entre colunas do Pal\u00e1cio do Minist\u00e9rio da Justi\u00e7a. Ao fundo, \u00e9 poss\u00edvel ver as c\u00fapulas do Congresso Nacional, que abrigam os plen\u00e1rios do Senado e da C\u00e2mara dos Deputados.<br \/>\nO tra\u00e7ado de Niemeyer est\u00e1 tamb\u00e9m na harmonia e leveza do Pal\u00e1cio do Itamaraty. Chega \u00e0s colunas desenhadas para dar sobriedade ao edif\u00edcio da mais alta corte da Justi\u00e7a brasileira. E se projetam pela Pra\u00e7a dos Tr\u00eas Poderes, para compor o Pal\u00e1cio do Planalto, sustentado nas mesmas colunas que apenas tocam o ch\u00e3o e com destaque para a rampa que d\u00e1 acesso ao poder. &#8220;Esse lugar \u00e9 praticamente a s\u00edntese da est\u00e9tica brasileira para o mundo&#8221;, lembra o arquiteto Cl\u00e1udio Queiroz.<br \/>\nCl\u00e1udio Queiroz v\u00ea nos detalhes do pr\u00e9dio do Itamaraty o toque do mestre: &#8220;Entre o arco e a figura quadrada externa tem uma maneira de negociar com a geometria, para fazer a concord\u00e2ncia desse pilar que \u00e9 esbelto. Extremamente esbelto na vis\u00e3o externa com a parte interna do arco&#8221;.<br \/>\n    *<br \/>\n      Ousadia<br \/>\nA ousadia de Niemeyer imp\u00f5e desafios aos engenheiros encarregados de erguer as suas obras. &#8220;Em cada projeto, ele busca uma aud\u00e1cia e leveza maiores. Em cada um, ele quer superar ele mesmo. Isso \u00e9 Oscar. Cada obra dele n\u00e3o \u00e9 igual a nenhuma outra, cada estrutura dele n\u00e3o \u00e9 igual a nenhuma outra&#8221;, afirma o engenheiro Jos\u00e9 Carlos Sussekind.<br \/>\n    *<br \/>\n      Adjetivo monumental<br \/>\nTem sido assim desde que o presidente Juscelino Kubitscheck come\u00e7ou a cumprir a promessa de campanha de tirar Bras\u00edlia do papel. Lucio Costa deu tra\u00e7os de cidade ao cerrado, Niemeyer acrescentou o adjetivo monumental.<br \/>\nPara muitos opositores de JK, Bras\u00edlia foi fruto de um del\u00edrio pol\u00edtico. O Brasil se endividou para fazer a nova capital do pa\u00eds, constru\u00edda em tr\u00eas anos e dez meses. Mas ela se tornaria o mais importante \u00edcone dos anos de moderniza\u00e7\u00e3o de Juscelino Kubitscheck.<br \/>\n    *<br \/>\n      S\u00edmbolo da arquitetura brasileira<br \/>\nNiemeyer prop\u00f4s, por exemplo, que as colunas de sustenta\u00e7\u00e3o do Pal\u00e1cio da Alvorada apenas tocassem o ch\u00e3o. Elas acabam por virar s\u00edmbolo da nova arquitetura brasileira.<br \/>\nA Catedral de Bras\u00edlia, por sua vez, tamb\u00e9m trouxe um novo conceito. Dezesseis colunas se unem para sustentar a cobertura. Os vitrais deixam ver o c\u00e9u que espalha luz pela igreja. O arquiteto quis que ela fosse bem diferente das escuras catedrais da Idade M\u00e9dia.<br \/>\nO arquiteto Cl\u00e1udio Queiroz trabalhou com o arquiteto por quase duas d\u00e9cadas e recorda as hist\u00f3rias contadas por Niemeyer sobre a constru\u00e7\u00e3o da capital. Foram muitas noites em claro por causa dos plen\u00e1rios da C\u00e2mara e do Senado.<br \/>\n&#8220;O engenheiro Joaquim Cardoso, trabalhando de madrugada, liga para Oscar Niemeyer e diz que conseguiu a f\u00f3rmula para resolver aquela tangente, para que a curva tivesse aquela leveza que Niemeyer pretendia&#8221;, conta Queiroz.<br \/>\n    *<br \/>\n       M\u00e1goa de Bras\u00edlia<br \/>\nA Bras\u00edlia de Oscar Niemeyer \u00e9 Patrim\u00f4nio Cultural da Humanidade h\u00e1 20 anos. Embora tenha orgulho da sua obra, o arquiteto guarda uma m\u00e1goa: a cidade que sonhou junto com JK e Lucio Costa guarda hoje os mesmos sinais da segrega\u00e7\u00e3o de grandes e velhas cidades brasileiras.<br \/>\n&#8220;Os caminh\u00f5es e oper\u00e1rios vinham de toda parte do Brasil querendo colaborar, pensando que iam encontrar a terra da promiss\u00e3o, mas est\u00e3o l\u00e1 nas cidades sat\u00e9lites, t\u00e3o pobres quanto antes. N\u00e3o basta fazer uma cidade moderna. \u00c9 preciso mudar a sociedade. Isso \u00e9 que \u00e9 importante&#8221;, diz Niemeyer.<br \/>\nEste desejo fez de Niemeyer um arquiteto do espa\u00e7o p\u00fablico. Para ele, a arquitetura deve estar a servi\u00e7o do coletivo, privilegiando espa\u00e7os livres para encontros.<br \/>\n&#8220;O que n\u00f3s queremos na arquitetura, com a mudan\u00e7a na sociedade, n\u00e3o \u00e9 nada especial. As casas de luxo ser\u00e3o menores. Os grandes empreendimentos urbanos, os cassinos, os teatros, os museus. Tudo isso ser\u00e1 maior ainda porque todos deles poder\u00e3o participar&#8221;.<br \/>\nFonte: Portal G1<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A capacidade de surpreender parece inesgot\u00e1vel em Oscar Niemeyer, que completa 100 anos neste s\u00e1bado, dia 15. O seu mais recente monumento, o Museu de Bras\u00edlia, \u00e9 um exemplo disso. Porta de entrada da Esplanada dos Minist\u00e9rios, no centro da capital federal, o museu convida para uma viagem ao intrigante mundo do concreto armado de Niemeyer.<\/p>\n","protected":false},"author":7,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[],"tags":[],"class_list":["post-28850","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/28850","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=28850"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/28850\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=28850"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=28850"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=28850"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}