{"id":28905,"date":"2008-02-14T20:27:10","date_gmt":"2008-02-14T20:27:10","guid":{"rendered":""},"modified":"-0001-11-30T00:00:00","modified_gmt":"-0001-11-30T04:00:00","slug":"observatorio-nacional-vai-monitorar-terremotos-no-brasil-28905","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/observatorio-nacional-vai-monitorar-terremotos-no-brasil-28905\/","title":{"rendered":"Observat\u00f3rio Nacional vai monitorar terremotos no Brasil"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"\" \/><br \/>Equipamentos importados<br \/>\nFontes informou que o que retarda um pouco o processo \u00e9 a fabrica\u00e7\u00e3o dos equipamentos, porque os sensores de alta precis\u00e3o ainda n\u00e3o s\u00e3o feitos no pa\u00eds. A encomenda est\u00e1 sendo feita neste m\u00eas e a expectativa \u00e9 de que os equipamentos sejam entregues em um ano.<br \/>\nNesse intervalo de tempo, o Observat\u00f3rio Nacional vai entrar em contato com os propriet\u00e1rios dos terrenos onde ser\u00e3o instalados os equipamentos. Algumas cidades j\u00e1 visitadas e que poder\u00e3o sediar as esta\u00e7\u00f5es s\u00e3o Linhares (ES), Canan\u00e9ia (SP), Tubar\u00e3o (SC), Vassouras e Angra dos Reis, ambas no estado do Rio de Janeiro.<br \/>\n50 esta\u00e7\u00f5es<br \/>\nS\u00e9rgio Luiz Fontes estimou que os investimentos da Petrobras no projeto dever\u00e3o chegar a R$ 20 milh\u00f5es. A perspectiva \u00e9 de que o projeto nacional esteja operando em tr\u00eas anos, envolvendo a implanta\u00e7\u00e3o de cerca de 50 esta\u00e7\u00f5es. Depois das Regi\u00f5es Sul e Sudeste, ser\u00e1 a vez de o Nordeste brasileiro se integrar \u00e0 rede sismogr\u00e1fica. &#8220;A parte do Nordeste j\u00e1 foi aprovada pela Petrobras e deve ser iniciada em seguida&#8221;, disse Fontes.<br \/>\nOs dados ser\u00e3o todos concentrados no Observat\u00f3rio Nacional, mas a opera\u00e7\u00e3o ser\u00e1 compartilhada. No Nordeste, por exemplo, o centro de opera\u00e7\u00e3o da rede ser\u00e1 a Universidade Federal do Rio Grande do Norte. No interior do pa\u00eds, ser\u00e1 o Instituto Astron\u00f4mico Geof\u00edsico da Universidade de S\u00e3o Paulo (Iageusp).<br \/>\nRede de sensores<br \/>\nO diretor do ON ressaltou, por\u00e9m, que a rede n\u00e3o ser\u00e1 s\u00f3 sismogr\u00e1fica, mas ter\u00e1 outros sensores de grandezas f\u00edsicas. &#8220;Vai ter rastreadores ou sistemas de posicionamento de sat\u00e9lites de alta precis\u00e3o que conseguem mapear quaisquer movimentos horizontais da Terra. N\u00f3s tamb\u00e9m vamos instalar em algumas esta\u00e7\u00f5es grav\u00edmetros, que s\u00e3o equipamentos que medem a acelera\u00e7\u00e3o da gravidade. Na verdade, v\u00e3o ser verdadeiros observat\u00f3rios geof\u00edsicos monitorando at\u00e9 campos magn\u00e9ticos, de tal forma que o Brasil vai ter uma rede bastante densa de medidas que at\u00e9 hoje a gente n\u00e3o conseguiu fazer&#8221;. Fontes definiu que, com a rede, &#8220;a gente vai entrar no rol das na\u00e7\u00f5es desenvolvidas do ponto de vista de estudos geof\u00edsicos&#8221;.<br \/>\nMedida de atividade s\u00edsmica<br \/>\nA id\u00e9ia, acrescentou, \u00e9 que os dados sejam recebidos via sat\u00e9lite, de forma a ter &#8220;quase em tempo real&#8221; uma medida da atividade s\u00edsmica. Eventualmente, poder\u00e3o ser produzidos relat\u00f3rios no caso de acontecer um sismo ou tremor de maior magnitude, acima de 4 pontos na escala Richter.<br \/>\nMonitoramento de barragens<br \/>\nS\u00e9rgio Luiz Fontes admitiu que das seis mil esta\u00e7\u00f5es sismogr\u00e1ficas existentes no mundo, apenas dez est\u00e3o operando de forma regular, embora existam mais esta\u00e7\u00f5es em funcionamento dedicadas ao monitoramento de barragens, &#8220;onde a press\u00e3o da \u00e1gua pode fazer induzir tremores naquela regi\u00e3o&#8221;.<br \/>\nEle afian\u00e7ou, contudo, que a rede projetada pelo Observat\u00f3rio Nacional ser\u00e1 a primeira de car\u00e1ter nacional, permanente, com medidas que permitam estudar todos os tipos de tremores que ocorram no globo. &#8220;A\u00ed sim, isso \u00e9 novidade&#8221;.<br \/>\nAbalos s\u00edsmicos no Brasil<br \/>\nS\u00e9rgio Fontes informou que os abalos s\u00edsmicos que ocorrem no Brasil, apesar de a maioria ser impercept\u00edvel, podem acarretar riscos para a integridade das estruturas das plataformas de petr\u00f3leo. Ele assegurou, entretanto, que &#8220;as plataformas j\u00e1 est\u00e3o instaladas desde o final da d\u00e9cada de 70, in\u00edcio de 80 e nunca houve nenhum problema s\u00e9rio de dano ambiental ocorrido por conta de um tremor&#8221;.<br \/>\nEsclareceu, por outro lado, que n\u00e3o est\u00e1 descartada a possibilidade de que deslocamentos no assoalho submarino sejam registrados devido a um tremor de intensidade n\u00e3o muito grande. &#8220;Isso, eventualmente, provoca algum dano numa instala\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo. Isso n\u00e3o est\u00e1 descartado&#8221;, reiterou. A rede sismogr\u00e1fica vai permitir valorar melhor o risco que se corre, ao contr\u00e1rio do que sucede atualmente. Fontes avaliou que por conta dessa defici\u00eancia do conhecimento, a Petrobr\u00e1s acaba pagando mais na quest\u00e3o do seguro, &#8220;porque ela n\u00e3o tem como provar que o risco n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o grande&#8221;.<br \/>\nN\u00e3o estamos livres de terremotos<br \/>\nSegundo frisou o diretor do Observat\u00f3rio Nacional, o Brasil n\u00e3o tem muito terremoto de grande intensidade. Isso n\u00e3o significa, entretanto, que o pa\u00eds est\u00e1 livre de ter alguns terremotos de razo\u00e1vel intensidade.<br \/>\nEle lembrou que em 1955, em Mato Grosso, foi registrado um tremor de terra de 6,6 pontos de magnitude na escala Richter e outro no Esp\u00edrito Santo de 6,3 pontos. Por isso, advertiu que &#8220;o Brasil n\u00e3o est\u00e1 livre de terremotos que, se ocorrerem em \u00e1reas de densidade populacional, poder\u00e3o trazer problemas&#8221;. Este ano, a destrui\u00e7\u00e3o do povoado de Cara\u00edbas(MG) por um abalo s\u00edsmico que registrou 4,9 pontos na escala Richter mostrou que a cren\u00e7a de que terremotos n\u00e3o ocorrem no pa\u00eds \u00e9 frustrada.<br \/>\nPrevendo terremotos no Brasil<br \/>\nAinda n\u00e3o h\u00e1 conhecimento acumulado para se conseguir fazer previs\u00f5es de abalos no Brasil com muita precis\u00e3o. O mesmo acontece no resto do mundo. A rede sismogr\u00e1fica nacional do Observat\u00f3rio Nacional poder\u00e1 suprir essa lacuna, estimou Fontes.<br \/>\n&#8220;Ela vai ajudar no aumento de conhecimento sobre a atividade s\u00edsmica em geral e sobre a s\u00edsmica em regi\u00f5es de baixa intensidade como o Brasil. E permitir\u00e1 conhecer melhor a atividade no pa\u00eds e ter elementos para, no futuro, at\u00e9 se fazer certas previs\u00f5es&#8221;, concluiu.<br \/>\nFonte: Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Brasil ter\u00e1, a partir de 2009, uma rede sismogr\u00e1fica que permitir\u00e1 monitorar os tremores de terra em todo o pa\u00eds. Com patroc\u00ednio da Petrobras, o Observat\u00f3rio Nacional (ON) est\u00e1 iniciando o projeto, que dever\u00e1 ter\u00e1 as primeiras 11 esta\u00e7\u00f5es funcionando nas Regi\u00f5es Sul e Sudeste. A informa\u00e7\u00e3o foi dada pelo diretor do ON, S\u00e9rgio Luiz Fontes.<\/p>\n","protected":false},"author":7,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[],"tags":[],"class_list":["post-28905","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/28905","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=28905"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/28905\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=28905"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=28905"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=28905"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}