{"id":28986,"date":"2008-03-19T23:10:49","date_gmt":"2008-03-19T23:10:49","guid":{"rendered":""},"modified":"-0001-11-30T00:00:00","modified_gmt":"-0001-11-30T04:00:00","slug":"pesquisa-do-confea-mostra-raio-x-do-mercado-de-trabalho-28986","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/pesquisa-do-confea-mostra-raio-x-do-mercado-de-trabalho-28986\/","title":{"rendered":"Pesquisa do Confea mostra raio-x do mercado de trabalho"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/crea-am.org.br\/img\/upload\/\" \/><br \/>Essa realidade vem sendo constatada com a presen\u00e7a cada vez maior de estrangeiros no mercado de trabalho nacional. Veiga lembra que em 2006, o Confea analisou o pedido de registro de 34 engenheiros estrangeiros. Esse n\u00famero cresceu para 47 em 2007. &#8220;A perspectiva \u00e9 de que esse contingente alcance centenas de pessoas em 2008.&#8221;, projeta o presidente do Confea que, em seus c\u00e1lculos, considera a entrada no pa\u00eds de 600 chineses a serem trazidos pela CSA (Companhia Sider\u00fargica do Atl\u00e2ntico) que est\u00e1 sendo constru\u00edda em Santa Cruz, no Rio de Janeiro, para produzir coque, uma das mat\u00e9rias-primas do a\u00e7o.<br \/>\nOs chineses s\u00e3o novidade entre os estrangeiros que v\u00eam trabalhar no Brasil. O pa\u00eds \u00e9 mais procurado por espanh\u00f3is e portugueses. Os mercados-de-trabalho de S\u00e3o Paulo, Minas Gerais, al\u00e9m do Rio, somente para citar tr\u00eas capitais, tamb\u00e9m se ressentem e a oferta de bons sal\u00e1rios indica a falta de profissionais habilitados. O sal\u00e1rio inicial para engenheiros rec\u00e9m formados pulou de R$ 1.500 para R$ 4 mil nos \u00faltimos tr\u00eas anos.Radiografia &#8211; Um estudo realizado pela parceria que uniu o Confea a CNI, Sesi, Senai e IEL (*), ensina que para se entender o mercado de trabalho de engenharia no Brasil \u00e9 preciso analisar a estrutura do mercado empresarial e a estrutura do mercado de empresas que contrata engenheiros.<br \/>\nNo Brasil, somam 5.603. 311 as empresas que contratam at\u00e9 49 empregados. Destas 4.703.404 contratam de zero a quatro empregados. As empresas com 500 ou mais empregados s\u00e3o apenas 7.360. As empresas com at\u00e9 49 empregados concentram 30,57% dos assalariados. As com 500 empregados ou mais, empregam 45,86% e s\u00e3o elas, de m\u00e9dio porte, entre 50 a 500 empregados, que relativamente empregam mais engenheiros. Em m\u00e9dia, 56% mais que as grandes empresas e estas 178% mais do que as com at\u00e9 49 empregados.<br \/>\nAs empresas com at\u00e9 49 empregados somam 5.602.381, e contratam perto de 22 mil engenheiros. As empresas com at\u00e9 249 empregados t\u00eam 30.267 engenheiros em seus quadros. As com at\u00e9 499, respondem por quase 17mil contrata\u00e7\u00f5es; com 500 ou mais funcion\u00e1rios, contratam cerca de 61 mil engenheiros. Do total de engenheiros empregados, praticamente a metade se concentra em cinco ramos de atividade, sendo que dois deles est\u00e3o foram das diretamente relacionadas \u00e0 produ\u00e7\u00e3o. Um \u00e9 formado por empresas que prestam consultoria (16.600), projetos ou de terceiriza\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os.<br \/>\nO outro \u00e9 a administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica (defesa e seguridade social). A constru\u00e7\u00e3o civil &#8211; com empresas de at\u00e9 49 empregados &#8211; \u00e9 o ramo da engenharia que mais contrata, cerca de 19 mil, ou 14,8% do total de 49,2% engenheiros contratados. A consultoria fica com 12,9% das contrata\u00e7\u00f5es seguida da administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica, defesa e seguridade social, 10,06%; eletricidade, g\u00e1s e \u00e1gua quente, 6% e fabrica\u00e7\u00e3o e montagem de ve\u00edculos automotores, reboques e carrocerias, 5%. Esses cinco ramos s\u00e3o seguidos por: telecomunica\u00e7\u00f5es 4,6%; fabrica\u00e7\u00e3o de m\u00e1quinas e equipamentos 3,9%; capta\u00e7\u00e3o, tratamento e distribui\u00e7\u00e3o de \u00e1gua 3%; fabrica\u00e7\u00e3o de produtos qu\u00edmicos 2,8%, fabrica\u00e7\u00e3o de coque, refino de petr\u00f3leo, elabora\u00e7\u00e3o de combust\u00edveis nucleares 2,5%.<br \/>\nO mercado de trabalho registra poucas empresas que empregam grande quantidade de engenheiros. As que t\u00eam em seus quadros at\u00e9 cinco engenheiros representam mais de 60% do mercado. As grandes empregadoras com mais de 100 engenheiros, s\u00e3o apenas 2,8% do total. Empresas empregadoras engenheiros empregados:At\u00e9 05 engenheiros: 61,80% 12,48%05 a 10 engenheiros: 17,60% 10,24%11 a 50 engenheiros: 15,80% 25,47%51 a 600 engenheiros: 06% 51,81% Na grande maioria das empresas, aparecem com mais destaque os engenheiros civis, seguidos dos eletricistas e eletr\u00f4nicos e dos mec\u00e2nicos.<br \/>\nSegundo o estudo, resultado da parceira das cinco entidades, no geral essas podem n\u00e3o ser as categorias mais contratadas, mas s\u00e3o as mais constantes em toso os tamanhos de empresa. Somente nas que t\u00eam de 5l a 100 engenheiros contratados \u00e9 que os mec\u00e2nicos cedem lugar aos pesquisadores de engenharia e tecnologia. Quando considera o n\u00famero de engenheiros contratados e n\u00e3o de empresas contratantes, o estudo mostra um, n\u00famero menor de grandes empresas, as que contratam 21 engenheiros ou mais acaba sendo respons\u00e1vel pelo maior n\u00famero de contrata\u00e7\u00f5es, independente da especialidade do engenheiro. Perfil &#8211; Em geral, um engenheiro permanece contratado em m\u00e9dia oito anos. As empresas preferem os rec\u00e9m-formados (89%) aos j\u00e1 experientes (11%).<br \/>\nContratam como estagi\u00e1rio ou trainee 64%, contra 36% e d\u00e3o treinamento para 41%. Apenas 21% das empresas buscam programas para atrair engenheiros em final de forma\u00e7\u00e3o ou rec\u00e9m-formados. 79% delas n\u00e3o usam esse recurso. Mas em compensa\u00e7\u00e3o, 82% das empresas procuram evitar que os engenheiros pe\u00e7am demiss\u00e3o, oferecendo planos de carreira e salariais espec\u00edficos, baseados em avalia\u00e7\u00e3o de desempenho. Outra forma \u00e9 a distribui\u00e7\u00e3o de lucros, aumento salarial por tempo na empresa e b\u00f4nus, associado ao desempenho da empresa como um todo. A exemplo de outras profiss\u00f5es o perfil do engenheiro brasileiro precisa ser dinamizado. Segundo Ricardo Veiga, o engenheiro hoje &#8220;precisa al\u00e9m de uma s\u00f3lida forma\u00e7\u00e3o profissional, falar ao menos um idioma, e ter uma vis\u00e3o ampla de assuntos gerais.<br \/>\nConhecimento de computa\u00e7\u00e3o, capacidade de desenvolver projetos, esp\u00edrito de equipe, disposi\u00e7\u00e3o de aprender coisas novas, facilidade de se adaptar a situa\u00e7\u00f5es inusitadas, s\u00e3o outros dos requisitos que facilitam a entrada e a perman\u00eancia no mercado de trabalho&#8221;. Disposi\u00e7\u00e3o para viajar, honestidade e \u00e9tica, tamb\u00e9m contam pontos. Os engenheiros brasileiros, segundo o estudo t\u00eam m\u00e9dia em torno de 7 quando o tema \u00e9 ter facilidade de se adaptar ao novo perfil exigido. 7,1% est\u00e3o abertos \u00e0 inova\u00e7\u00e3o; 6,9% conhecem as inova\u00e7\u00f5es mais recentes e 6,2% geram inova\u00e7\u00e3o. Quando o assunto \u00e9 o grau de atualiza\u00e7\u00e3o das escolas de engenharia, o Brasil fica abaixo da m\u00e9dia. As institui\u00e7\u00f5es de ensino pouco participam do processo de gera\u00e7\u00e3o de inova\u00e7\u00e3o, e t\u00eam dificuldade para acompanhar a ind\u00fastria.<br \/>\nUma tentativa de mudar esse quadro \u00e9 o conv\u00eanio assinado com o MEC que permite ao Confea participar da avalia\u00e7\u00e3o dos cursos de engenharia j\u00e1 existentes e a cria\u00e7\u00e3o de novos. Al\u00e9m da qualidade, a quantidade de engenheiros formados no pa\u00eds tamb\u00e9m \u00e9 preocupante, se comparada a outros pa\u00edses. S\u00f3 para citar um exemplo, enquanto a Cor\u00e9ia forma 80 mil ao ano, o Btrasil fica apenas com 20 mil. Perspectivas &#8211; Entre os dados fornecidos pelo estudo realizado pelos cinco parceiros, est\u00e1 uma pesquisa sobre as perspectivas do mercado de trabalho para os engenheiros nos pr\u00f3ximos tr\u00eas anos. 62% dos entrevistados acreditam que as contrata\u00e7\u00f5es de engenheiros v\u00e3o crescer muito; 40% afirmam que crescer\u00e1 um pouco e 33% defendem que o n\u00edvel permanecer\u00e1 o mesmo.<br \/>\nA possibilidade das contrata\u00e7\u00f5es diminu\u00edrem foram consideradas apenas por 1% dos entrevistados. Os 62% apostam no aumento de projetos, contratados, trabalhos e concorr\u00eancias. V\u00eam tend\u00eancias de crescimento de mercado e da \u00e1rea da constru\u00e7\u00e3o civil. (*) Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia, Confedera\u00e7\u00e3o Nacional da Ind\u00fastria, Servi\u00e7o Social da Ind\u00fastria, Servi\u00e7o Nacional de Aprendizagem Industrial e Instituto Euvaldo Lodi.<br \/>\nFonte: Confea<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A falta de m\u00e3o-de-obra especializada em diversos setores da economia atinge tamb\u00e9m a \u00e1rea tecnol\u00f3gica que tem na engenharia o seu &quot;calcanhar de Aquiles&quot;. &quot;A entrada de multinacionais, com a privatiza\u00e7\u00e3o da telefonia, a expans\u00e3o do setor de petr\u00f3leo e g\u00e1s e a pr\u00f3pria apresenta\u00e7\u00e3o do PAC (Programa de Acelera\u00e7\u00e3o do Crescimento), por exemplo, evidenciam a car\u00eancia de profissionais brasileiros habilitados&quot;, afirma o engenheiro agr\u00f4nomo Ricardo Veiga, presidente em exerc\u00edcio do Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia.<\/p>\n","protected":false},"author":7,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[],"tags":[],"class_list":["post-28986","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/28986","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=28986"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/28986\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=28986"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=28986"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=28986"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}