{"id":29162,"date":"2008-08-27T14:19:32","date_gmt":"2008-08-27T14:19:32","guid":{"rendered":""},"modified":"-0001-11-30T00:00:00","modified_gmt":"-0001-11-30T04:00:00","slug":"tecnologia-arcaica-usada-para-producao-de-carvao-desperdica-entre-60-a-80-da-materia-prima-29162","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/tecnologia-arcaica-usada-para-producao-de-carvao-desperdica-entre-60-a-80-da-materia-prima-29162\/","title":{"rendered":"Tecnologia arcaica usada para produ\u00e7\u00e3o de carv\u00e3o desperdi\u00e7a entre 60% a 80% da mat\u00e9ria-prima"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/crea-am.org.br\/img\/upload\/\" \/><br \/>Por isso, o objetivo do Instituto Nacional de Efici\u00eancia Energ\u00e9tica (INEE) ao organizar o I Semin\u00e1rio Madeira Energ\u00e9tica \u2013 MADEN 2008 \u00e9 provocar a discuss\u00e3o sobre os principais aspectos relacionados ao uso da madeira como biomassa energ\u00e9tica, as quest\u00f5es social e ambiental que envolvem o cen\u00e1rio de produ\u00e7\u00e3o deste insumo, as diferentes tecnologias que podem ser aplicadas para a melhoria e menor desperd\u00edcio desta fonte energ\u00e9tica e a proposta de regulamenta\u00e7\u00e3o governamental do uso da madeira energ\u00e9tica.<br \/>\nO evento ser\u00e1 realizado no Rio de Janeiro, durante os dias 2 e 3 setembro, das 8h30 \u00e0s 18h, na Academia Brasileira de Ci\u00eancias (Rua Anfil\u00f3fio de Carvalho, 29 &#8211; 3\u00ba andar). O programa conta com os mais conceituados especialistas do setor, al\u00e9m de palestras, pain\u00e9is e mesas redondas que visam \u00e0 troca de id\u00e9ias sobre a necessidade de racionalizar a cadeia de utiliza\u00e7\u00e3o da energia proveniente da madeira, tornando-a mais efici\u00eancia e encarando-a como uma ind\u00fastria.<br \/>\nComo o carv\u00e3o vegetal \u00e9 produzido atualmente<br \/>\nAtualmente, na maioria das carvoarias, a origem da mat\u00e9ria-prima \u00e9 insustent\u00e1vel devido \u00e0 utiliza\u00e7\u00e3o da madeira oriunda da floresta nativa, que em grande parte \u00e9 ilegal. O processo tradicional de produ\u00e7\u00e3o do carv\u00e3o vegetal \u00e9 feito com fornos que parecem iglus, os chamados fornos rabo-quente. Eles n\u00e3o recuperam os vol\u00e1teis, fuma\u00e7a que sai do forno com a queima da madeira, e a liberam na atmosfera como poluentes. S\u00e3o equipamentos ineficientes e poluidores, que desperdi\u00e7am aproximadamente 70% da energia total que produzem durante o processo de fabrica\u00e7\u00e3o do carv\u00e3o.<br \/>\n\u201cDesta forma o carv\u00e3o \u00e9 muito barato, por\u00e9m ineficiente e com muitas perdas. Neste modelo, a mat\u00e9ria-prima est\u00e1 pronta e \u00e9 de gra\u00e7a. O \u00fanico custo \u00e9 o do transporte do carv\u00e3o at\u00e9 as sider\u00fargicas. Al\u00e9m disso, a m\u00e3o-de-obra tamb\u00e9m \u00e9 barata. Quando n\u00e3o se trata de sub-emprego, \u00e9 trabalho escravo. A realidade n\u00e3o precisa ser esta. \u00c9 necess\u00e1rio transformar esse processo em uma agroind\u00fastria. \u00c9 neste aspecto que temos trabalhado, em uma mudan\u00e7a tecnol\u00f3gica no setor\u201d, afirma Jos\u00e9 Dilcio da Rocha, Pesquisador da EMBRAPA Agroenergia que apresentar\u00e1 a palestra \u201cCarvoejamento e Pir\u00f3lise\u201d durante o segundo dia de atividades do MADEN 2008.<br \/>\nRecupera\u00e7\u00e3o da polui\u00e7\u00e3o em forma de produto<br \/>\nA ado\u00e7\u00e3o de fornos mais eficientes no processo de produ\u00e7\u00e3o do carv\u00e3o vegetal possibilitar\u00e1 que toda a mat\u00e9ria-prima que hoje \u00e9 jogada na atmosfera se transforme em produtos que t\u00eam valor agregado e que atualmente n\u00e3o s\u00e3o comercializados. Um exemplo \u00e9 o bio-\u00f3leo, que \u00e9 combust\u00edvel chamado alcatr\u00e3o e que pode ser utilizado para diversos fins, desde energ\u00e9ticos at\u00e9 aliment\u00edcios. \u201cPegamos a fuma\u00e7a, que era uma energia desperdi\u00e7ada, e a condensamos para transform\u00e1-la em \u00f3leo. Para isso, precisamos de equipamentos industriais que recuperem este material\u201d, explica Dilcio da Rocha.<br \/>\nOutro co-produto \u00e9 o extrato \u00e1cido, que \u00e9 um fertilizante org\u00e2nico, al\u00e9m do pr\u00f3prio carv\u00e3o vegetal, que pode ser usado para queima direta e tem valor agregado, j\u00e1 que com ele se produz um a\u00e7o de excelente qualidade, com elevado valor de mercado. Neste novo modelo, o custo de produ\u00e7\u00e3o ter\u00e1 outra estrutura, provavelmente com um aumento no custo porque parte de uma tecnologia diferente, com m\u00e3o-de-obra remunerada e mat\u00e9ria prima com custo de produ\u00e7\u00e3o.<br \/>\n\u201cTransformar setor sem tecnologia em uma ind\u00fastria \u00e9 custoso, por\u00e9m \u00e9 muito mais caro continuarmos produzindo da maneira atual. Esse investimento, de alguns milh\u00f5es de reais, \u00e9 pago em pouco tempo porque se ganha atrav\u00e9s dos co-produtos. Al\u00e9m disso, geramos emprego e renda, economizamos mat\u00e9ria-prima e diminu\u00edmos a emiss\u00e3o de poluentes\u201d, esclarece o pesquisador.<br \/>\nNecessidade de pol\u00edtica industrial para o setor<br \/>\nJos\u00e9 Dilcio da Rocha defende a necessidade de uma pol\u00edtica industrial para o setor que produzir carv\u00e3o vegetal, insumo utilizado nas sider\u00fargicas, \u00e1rea de grande mercado e tecnologia de ponta no Brasil. Segundo ele, \u00e9 preciso uma clara defini\u00e7\u00e3o do setor industrial para o carv\u00e3o vegetal porque \u00e9 preciso alcan\u00e7ar a sustentabilidade da mat\u00e9ria-prima, com o fim do desmatamento de queima de florestas, e a mudan\u00e7a tecnol\u00f3gica na \u00e1rea industrial, transformando as carvoarias em agroind\u00fastrias.<br \/>\n\u201cEstamos falando do setor sider\u00fargico, que tem grande capacidade de investimento. Ele n\u00e3o emprega tecnologia na \u00e1rea do setor de insumo de carv\u00e3o vegetal, mas h\u00e1 investimento na \u00e1rea do ferro gusa. Precisamos de uma decis\u00e3o pol\u00edtica para a \u00e1rea industrial aliada ao investimento. Ou investimos em novas tecnologias ou o setor tem dias contados. Futuramente, n\u00e3o h\u00e1 horizonte para mat\u00e9ria-prima de gra\u00e7a e tamb\u00e9m n\u00e3o h\u00e1 possibilidade de continuar poluindo o meio ambiente. Afinal de contas, temos tecnologia agron\u00f4mica para plantar florestas\u201d.<br \/>\nServi\u00e7o<br \/>\nMADEN 2008 \u2013 1\u00ba Semin\u00e1rio Madeira Energ\u00e9tica<br \/>\nData: 2 e 3 de setembro<br \/>\nHor\u00e1rio: 8h30 \u00e0s 18h<br \/>\nLocal: Rua Anfil\u00f3fio de Carvalho, 29, 3\u00ba andar \u2013 Rio de Janeiro<br \/>\n<a href=\"http:\/\/www.inee.org\" class=\"autohyperlink\">www.inee.org<\/a>.br<br \/>\nFonte: <a href=\"http:\/\/www.brasilengenharia.com.br\/\" class=\"autohyperlink\">www.brasilengenharia.com.br\/<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dois grandes e fundamentais problemas afetam o atual modelo de produ\u00e7\u00e3o de carv\u00e3o vegetal no Brasil. O sinal do atraso tecnol\u00f3gico bate \u00e0 porta das carvoarias que se utilizam do extrativismo predat\u00f3rio, derrubando e queimando madeira de florestas nativas. Mais da metade dos 10 milh\u00f5es de toneladas de carv\u00e3o vegetal produzidos por ano no Pa\u00eds \u00e9 proveniente do extrativismo predat\u00f3rio, principalmente no Estado do Par\u00e1. Para piorar, a tecnologia utilizada para produ\u00e7\u00e3o do carv\u00e3o vegetal \u00e9 a mesma desde os tempos do Brasil Col\u00f4nia. S\u00e3o desperdi\u00e7ados de 60% a 80% da mat\u00e9ria prima, tornando o processo insustent\u00e1vel.<\/p>\n","protected":false},"author":7,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[],"tags":[],"class_list":["post-29162","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/29162","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=29162"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/29162\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=29162"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=29162"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=29162"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}