{"id":29210,"date":"2011-09-09T13:58:54","date_gmt":"2011-09-09T13:58:54","guid":{"rendered":""},"modified":"-0001-11-30T00:00:00","modified_gmt":"-0001-11-30T04:00:00","slug":"mudanca-no-codigo-florestal-pode-vulnerabilizar-25-da-amazonia-29210","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/mudanca-no-codigo-florestal-pode-vulnerabilizar-25-da-amazonia-29210\/","title":{"rendered":"Mudan\u00e7a no C\u00f3digo Florestal pode vulnerabilizar 25% da Amaz\u00f4nia"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/crea-am.org.br\/img\/upload\/not110909codigo-florestal.jpg\" \/><br \/>Em agosto, o grupo entregou um pedido de emenda no Projeto de Lei  30\/2011, que trata da revis\u00e3o do C\u00f3digo Florestal. \u201cA mudan\u00e7a no termo  \u2018margem m\u00e9dia dos rios\u2019, contida no artigo 4\u00ba da nova lei, pode deixar  at\u00e9 400 mil km\u00b2 de floresta sem prote\u00e7\u00e3o\u201d, afirma o diretor do Musa e  vice-presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ci\u00eancia  (SPBC), Ennio Candotti. \u201cAo todo, uma \u00e1rea de 1 milh\u00e3o de hectares fica  vulner\u00e1vel em todo o pa\u00eds\u201d.  \u201cA lei, como est\u00e1, pode at\u00e9 ser aplicada sem problemas em rios  menores, mas n\u00e3o cabe aos grandes rios, principalmente na Amaz\u00f4nia\u201d,  explica Candotti. \u201cNossos rios t\u00eam uma varia\u00e7\u00e3o de at\u00e9 20 metros em sua  profundidade entre os per\u00edodos de estiagem e cheia, e essa vaz\u00e3o de  curso \u2018m\u00e9dio\u2019 previsto na lei praticamente n\u00e3o existe na regi\u00e3o\u201d.                                         P\u00e1gina Inicial            \u00bb Not\u00edcias            \u00bb Amazonas            \u00bb Mat\u00e9ria                                            8 de Setembro de 2011 &#8211; 18:35            Amazonas            Mudan\u00e7a no C\u00f3digo Florestal pode vulnerabilizar 25% da Amaz\u00f4nia  Compartilhar            |                                   var addthis_config = {&#8220;data_track_clickback&#8221;:true};                    \t\t  \t            Portal Amaz\u00f4nia, com informa\u00e7\u00f5es do Globo Natureza              MANAUS \u2013 Mudan\u00e7a em uma express\u00e3o no projeto do  novo C\u00f3digo Florestal pode deixar 25% da Amaz\u00f4nia sem prote\u00e7\u00e3o legal. O  alerta \u00e9 de uma equipe coordenada pelo Museu da Amaz\u00f4nia (Musa) e  pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas da Amaz\u00f4nia (Inpa). Os  cientistas solicitam que as \u00e1reas sujeitas a inunda\u00e7\u00f5es da Amaz\u00f4nia e  do Pantanal sejam tratadas por uma legisla\u00e7\u00e3o espec\u00edfica.  Em agosto, o grupo entregou um pedido de emenda no Projeto de Lei  30\/2011, que trata da revis\u00e3o do C\u00f3digo Florestal. \u201cA mudan\u00e7a no termo  \u2018margem m\u00e9dia dos rios\u2019, contida no artigo 4\u00ba da nova lei, pode deixar  at\u00e9 400 mil km\u00b2 de floresta sem prote\u00e7\u00e3o\u201d, afirma o diretor do Musa e  vice-presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ci\u00eancia  (SPBC), Ennio Candotti. \u201cAo todo, uma \u00e1rea de 1 milh\u00e3o de hectares fica  vulner\u00e1vel em todo o pa\u00eds\u201d.  \u201cA lei, como est\u00e1, pode at\u00e9 ser aplicada sem problemas em rios  menores, mas n\u00e3o cabe aos grandes rios, principalmente na Amaz\u00f4nia\u201d,  explica Candotti. \u201cNossos rios t\u00eam uma varia\u00e7\u00e3o de at\u00e9 20 metros em sua  profundidade entre os per\u00edodos de estiagem e cheia, e essa vaz\u00e3o de  curso \u2018m\u00e9dio\u2019 previsto na lei praticamente n\u00e3o existe na regi\u00e3o\u201d.          Foto: Bruno Lopes\/Portal Amaz\u00f4nia       \u00c1reas \u00famidas  Novas redefini\u00e7\u00f5es indicam que 25% da Amaz\u00f4nia seriam \u00e1reas \u00famidas e  podem tamb\u00e9m ser afetadas caso o PL 30 n\u00e3o seja modificado. \u201cNovos  estudos revelaram que a \u00e1rea sujeita a inunda\u00e7\u00e3o na Amaz\u00f4nia \u00e9 muito  maior\u201d, diz Maria Teresa Piedade, pesquisadora do Inpa. \u201cS\u00f3 as \u00e1reas  inund\u00e1veis j\u00e1 correspondem a 7% da floresta, sem contar outras  categorias de \u00e1reas \u00famidas que ficaram desprotegidas\u201d, explica.  S\u00e3o consideradas \u201c\u00e1reas \u00famidas\u201d, segundo o estudo, aquelas alagadas  ao longo de grandes rios de diferentes qualidades de \u00e1gua, como \u00e1guas  pretas, claras, brancas; \u00e1reas alag\u00e1veis nos interfl\u00favios, entre dois  cursos de \u00e1gua, como campinaranas, campos \u00famidos, veredas e brejos; e  \u00e1reas \u00famidas dos estu\u00e1rios, como mangues, banhados e lagoas costeiras.  O pedido de mudan\u00e7a foi encaminhado aos senadores das quatro  Comiss\u00f5es \u2013 Agricultura, Ci\u00eancia e Tecnologia, Meio Ambiente e Justi\u00e7a  \u2013 que avaliam o projeto de lei. A Academia Brasileira de Ci\u00eancias, o  SBPC e o governo do Amazonas tamb\u00e9m receberam a solicita\u00e7\u00e3o. \u201cOutra  quest\u00e3o \u00e9 que a lei atual tamb\u00e9m contraria outras legisla\u00e7\u00f5es, como a  que estabelece o que \u00e9 patrim\u00f4nio da Uni\u00e3o\u201d, conclui Candott do Musa.  Os relat\u00f3rios das comiss\u00f5es devem ser votados at\u00e9 o final de  setembro. Ap\u00f3s a apresenta\u00e7\u00e3o desses relat\u00f3rios, o novo formato do  C\u00f3digo Florestal vai ser analisado pelo Senado Federal e, se aprovado,  levado \u00e0 san\u00e7\u00e3o da presidente Dilma Rousseff.  Discuss\u00e3o  Segundo a assessoria de imprensa do senador Luiz Henrique da  Silveira (PMDB\/SC), ele n\u00e3o considera que exista inconsist\u00eancia  jur\u00eddica no PL 30, como levantou o Musa. Sobre as poss\u00edveis emendas, o  senador afirma que s\u00f3 vai se posicionar ap\u00f3s o relat\u00f3rio final das  outras comiss\u00f5es. Luiz Henrique \u00e9 respons\u00e1vel pelo projeto de lei em  tr\u00eas das quatro comiss\u00f5es onde o projeto passa por adequa\u00e7\u00f5es at\u00e9 sua  vota\u00e7\u00e3o. Apenas a comiss\u00e3o de meio ambiente possui outro relator, o  senador Jorge Viana (PT\/AC).  Uma comiss\u00e3o t\u00e9cnica do Minist\u00e9rio do Meio Ambiente (MMA) tamb\u00e9m  defende uma legisla\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria para Amaz\u00f4nia e o Pantanal. \u201cEssas \u00e1reas  s\u00e3o consideradas com Patrim\u00f4nio Nacional pela Constitui\u00e7\u00e3o Federal, e  precisam ser tratados por uma legisla\u00e7\u00e3o jur\u00eddica espec\u00edfica como  acontece com a Mata Atl\u00e2ntica\u201d, diz Jo\u00e3o de Deus, diretor de florestas  do MMA, que integra a comiss\u00e3o ministerial respons\u00e1vel por avaliar o PL  30.  \u201cHoje se considerarmos a lei como est\u00e1, sem as altera\u00e7\u00f5es que v\u00e3o  ser votadas, j\u00e1 existe uma interpreta\u00e7\u00e3o subjetiva: s\u00e3o consideradas,  para tratar as \u00e1reas de prote\u00e7\u00e3o, as margens dos rios a partir das  cheias sazonais, ou seja, as cheias anuais. Isso \u00e9 algo imposs\u00edvel de  ser fiscalizado, pois exige uma leitura anual do que precisa ser  preservado\u201d, conclui Jo\u00e3o de Deus.  Na pr\u00f3xima ter\u00e7a-feira (13), a ministra do Meio Ambiente, Isabela  Teixeira, vai se reunir com o senador Luiz Henrique para debater a  proposta do novo c\u00f3digo. A posi\u00e7\u00e3o atual do minist\u00e9rio \u00e9 que a lei v\u00e1  para vota\u00e7\u00e3o sem brechas legais ou contradi\u00e7\u00f5es com a Constitui\u00e7\u00e3o. No  dia 14, a Comiss\u00e3o de Constitui\u00e7\u00e3o e Justi\u00e7a deve votar o primeiro  relat\u00f3rio de Luiz Henrique.Fonte: Portal Amaz\u00f4nia<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mudan\u00e7a em uma express\u00e3o no projeto do novo C\u00f3digo Florestal pode deixar 25% da Amaz\u00f4nia sem prote\u00e7\u00e3o legal. O alerta \u00e9 de uma equipe coordenada pelo Museu da Amaz\u00f4nia (Musa) e pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas da Amaz\u00f4nia (Inpa). Os cientistas solicitam que as \u00e1reas sujeitas a inunda\u00e7\u00f5es da Amaz\u00f4nia e do Pantanal sejam tratadas por uma legisla\u00e7\u00e3o espec\u00edfica.<\/p>\n","protected":false},"author":7,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[],"tags":[],"class_list":["post-29210","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/29210","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=29210"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/29210\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=29210"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=29210"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=29210"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}