{"id":29231,"date":"2008-10-10T13:32:46","date_gmt":"2008-10-10T13:32:46","guid":{"rendered":""},"modified":"-0001-11-30T00:00:00","modified_gmt":"-0001-11-30T04:00:00","slug":"12-de-outubro-dia-do-engenheiro-agronomo-29231","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/12-de-outubro-dia-do-engenheiro-agronomo-29231\/","title":{"rendered":"12 de Outubro, Dia do Engenheiro Agr\u00f4nomo"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"\" \/><br \/>Para o presidente do Confea, Marcos T\u00falio de Melo, a agronomia de um modo geral e a agricultura, em particular, \u201ccontinuar\u00e3o a fazer do Brasil, a refer\u00eancia mundial como j\u00e1 aconteceu quando foi considerado o maior pa\u00eds agr\u00edcola dos tr\u00f3picos e hoje quando o pa\u00eds continua a produzir cada vez para alimentar os mercados interno e externo de um mundo que enfrenta crise de alimentos\u201d.<br \/>\nPara Jorge Luis e Silva, coordenador nacional das C\u00e2maras especializadas de Agronomia, o primeiro brinde das comemora\u00e7\u00f5es deve lembrar o avan\u00e7o tecnol\u00f3gico. \u201cTemos a melhor tecnologia do mundo para a produ\u00e7\u00e3o de frutas tropicais e desenvolvemos variedades resistentes a pragas, doen\u00e7as e com maior poder de nutrientes. O biodiesel acena como op\u00e7\u00e3o de combust\u00edvel e ainda temos a agroenergia\u201d, lembra Luis e Silva.<br \/>\nAs 140 faculdades de agronomia formam cerca de oito mil profissionais por ano mas Luis e Silva projeta que seriam necess\u00e1rios 16 mil para atender a demanda projetada para daqui a 10 anos.<br \/>\nDas profiss\u00f5es que oferece grande n\u00famero de possibilidades \u2013 de supervisionar constru\u00e7\u00f5es para fins rurais at\u00e9 pol\u00edticas de preserva\u00e7\u00e3o de meio ambiente, passando pela transforma\u00e7\u00e3o de alimentos -, a agronomia exige uma forma\u00e7\u00e3o de cinco anos.<br \/>\n\u201cDepois de formado, o profissional precisa de dois anos de pr\u00e1tica para ser considerado preparado. Ele precisa desse tempo de experi\u00eancia como se fosse uma resid\u00eancia\u201d, informa o coordenador que defende \u201cuma reforma no curr\u00edculo base da agronomia com a inclus\u00e3o demais aulas pr\u00e1ticas\u201d.<br \/>\nEle completa refor\u00e7ando a necessidade de atualiza\u00e7\u00e3o. \u201cAs necessidades mudam de acordo com o avan\u00e7o tecnol\u00f3gico e o profissional tem que estar atento. Nesse sentido o Sistema Confea\/Crea tem oferecido cursos a dist\u00e2ncia de educa\u00e7\u00e3o continuada, o que \u00e9 um est\u00edmulo para muitos agr\u00f4nomos\u201d.<\/p>\n<p>Do aipim, abacaxi, caju e cana de a\u00e7\u00facar a celeiro do mundo<br \/>\nProfessor da Universidade de Campina Grande, o agr\u00f4nomo Jos\u00e9 Geraldo de Vasconcelos Baracuhy, ensina que \u201co Brasil em termos mundiais \u00e9 a maior refer\u00eancia na produ\u00e7\u00e3o agropecu\u00e1ria, j\u00e1 foi considerado o maior pa\u00eds agr\u00edcola tropical e hoje domina, entre outras tecnologias, a de adapta\u00e7\u00e3o de produtos origin\u00e1rios de outros pa\u00edses, al\u00e9m de produ\u00e7\u00e3o, e produtividade\u201d.<br \/>\nDiante de um cartaz com fotos de produtos agr\u00edcolas, Baracuhy observa que \u201cestamos acostumados h\u00e1 tanto tempo com o caf\u00e9, a soja, o eucalipto, que nos esquecemos que eles n\u00e3o s\u00e3o nativos do Brasil. O agr\u00f4nomo brasileiro se especializou na adapta\u00e7\u00e3o dos chamados produtos ex\u00f3ticos, vindo de outros pa\u00edses\u201d.<br \/>\nGrande parte dos nossos produtos foram trazidos da \u00c1sia, entre a China e a \u00cdndia. Quando Cabral aportou em terras brasileiras encontrou na costa o aipim \u2013 com 120 variedades -, a cana de a\u00e7\u00facar, o abacaxi e o caju.<br \/>\nPor volta de 1900, em torno de 90% das exporta\u00e7\u00f5es brasileiras eram alimentados pelo caf\u00e9 e com a crise de 1929, a monocultura termina e o Brasil come\u00e7a a fomentar a cria\u00e7\u00e3o de escolas de agronomia.<br \/>\n\u201cO solo e a tecnologia s\u00e3o uma ben\u00e7\u00e3o para a agricultura brasileira\u201d, afirma Baracuhy.   \u201cA planta precisa de sol, \u00e1gua e solo, condi\u00e7\u00f5es em que o Brasil \u00e9 pr\u00f3digo. Sem \u00e1gua voc\u00ea at\u00e9 d\u00e1 um jeito, o solo se corrige, mas o sol n\u00e3o tem tecnologia que substitua. \u201c\u00c9 essa a d\u00e1diva  que gera energia gratuita em praticamente todo o pa\u00eds a maior parte do ano\u201d, agradece o professor.<br \/>\nComo est\u00e1 o profissional  brasileiro dentro desse celeiro? O professor responde: \u201cCom dom\u00ednio tecnol\u00f3gico e a agricultura complementar, demos um salto qualitativo. A demanda por profissionais \u00e9 intensa\u201d.<br \/>\nMas ele concorda com Luis e Silva quanto a forma\u00e7\u00e3o do agr\u00f4nomo. \u201cExistem<br \/>\nprofissionais e profissionais. O agr\u00f4nomo precisa reciclar seus conhecimentos constantemente. Quando termina o curso j\u00e1 est\u00e1 desatualizado porque o  processo tecnol\u00f3gico \u00e9 muito r\u00e1pido. Hoje temos cursos a dist\u00e2ncia, uma ferramenta fundamental e de f\u00e1cil acesso\u201d.<br \/>\nCuriosidades<br \/>\nA soja veio da China onde \u00e9 gr\u00e3o sagrado junto com o arroz, trigo, cevada e o milheto. O eucalipto \u00e9 da Austr\u00e1lia. O boi \u00e9 da &#8230; . A cabra e a galinha \u2013 que os \u00edndios n\u00e3o gostaram por conta do cacarejar -, vieram na esquadra de Cabral.<br \/>\nOs escravos chamavam o caju de \u00e1rvore milagrosa. Delibilitados pela viagem nos navios negreiros, durante a quarentena a que eram obrigados, comiam a fruta que, rica em vitamina C, repunha energia.<br \/>\nO caf\u00e9, origin\u00e1rio da Eti\u00f3pia, chegou ao Brasil pelas m\u00e3os da trai\u00e7\u00e3o. Proibido pela religi\u00e3o mul\u00e7umana por ser excitante, o caf\u00e9 chegou antes \u00e0 Europa  atrav\u00e9s da biopirataria. A Fran\u00e7a resolveu utilizar a Guiana Francesa para  plantar o produto. Por volta de 1750, o marqu\u00eas de Pombal para resolver um  \u201clit\u00edgio de fronteira\u201d, manda dois emiss\u00e1rios para resolver a quest\u00e3o. Um deles era Francisco Palheta. Desconfiado que os brasileiros queriam, na verdade, roubar mudas da planta, o governador da  Guiana n\u00e3o permite que se hospedem em hotel e nas depend\u00eancias do pal\u00e1cio passa a vigi\u00e1-los. Mas uma paix\u00e3o  repentina rompe o cerco da seguran\u00e7a. Magoada com o marido, a  esposa do governador d\u00e1, gratuitamente, para Palheta, algumas mudas de caf\u00e9 e at\u00e9 ensina como  cuidar.  O caf\u00e9 entra no Brasil pelo Par\u00e1 e a primeira marca, e que existe at\u00e9 hoje, leva o nome de Palheta.<br \/>\nEm 1933, um decreto do ex-presidente Get\u00falio Vargas criou  Conselho Federal e os Regionais de Engenharia, arquitetura e agrimensura. Em 1966, o Congresso Nacional, revogou decretos anteriores e introduziu a profiss\u00e3o de agronomia no lugar de agrimensura, alterando o nome dos conselhos para Conselho Federal e Regionais de Engenharia, Arquitetura e Agronomia.<br \/>\nPara exercer a profiss\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio o registro nos Creas que fiscaliza, o exerc\u00edcio profissional, atendendo as normas definidas pelo  Confea.<br \/>\nMaria Helena de Carvalho<br \/>\nEquipe de Comunica\u00e7\u00e3o do Confea<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Eles s\u00e3o cerca de 240 mil no Pa\u00eds e 50% deles est\u00e3o desempregados, subempregados ou atuam em outras profiss\u00f5es. Mesmo assim, os engenheiros agr\u00f4nomos t\u00eam muito o qu\u00ea comemorar na data nacional da profiss\u00e3o, no pr\u00f3ximo dia 12 de Outubro. Com um mercado de trabalho que nos \u00faltimos dois anos aumentou as ofertas em cerca de 10%, os agr\u00f4nomos recebem em m\u00e9dia R$ 3 mil\/m\u00eas por oito horas trabalhadas. Embora o governo seja o grande empregador, a iniciativa privada tamb\u00e9m contribui para aquecer o mercado com as cooperativas agropecu\u00e1rias, empresas de defensivos agr\u00edcolas, de alimentos e de agroenergia, usinas de \u00e1lcool e a\u00e7\u00facar.<\/p>\n","protected":false},"author":7,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[],"tags":[],"class_list":["post-29231","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/29231","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=29231"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/29231\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=29231"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=29231"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=29231"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}