{"id":29473,"date":"2012-07-13T12:54:46","date_gmt":"2012-07-13T12:54:46","guid":{"rendered":""},"modified":"-0001-11-30T00:00:00","modified_gmt":"-0001-11-30T04:00:00","slug":"engenharia-sanitarista-em-seu-melhor-momento-29473","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/engenharia-sanitarista-em-seu-melhor-momento-29473\/","title":{"rendered":"Engenharia sanitarista em seu melhor momento"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/crea-am.org.br\/img\/upload\/not120713banner_dia_do_engenheiro_sanitarista_face.jpg\" \/><br \/>Tendo como patrono Francisco Rodrigues Saturnino de Brito (1864-1929) e outras importantes refer\u00eancias, lembradas pela presidente da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira da Engenharia Sanit\u00e1ria e Ambiental (Abes), eng. civil, Cassilda Teixeira de Carvalho, a maior parte de seus profissionais, cerca de 1700 registrados no Sistema Confea\/Crea, ainda \u00e9 de engenheiros civis com especializa\u00e7\u00e3o em Engenharia Sanitarista. \u201cOs cursos de gradua\u00e7\u00e3o em Engenharia Sanit\u00e1ria come\u00e7aram a ser criados apenas h\u00e1 poucos anos\u201d, refor\u00e7a. Cassilda informa ainda que a Abes possui representa\u00e7\u00e3o em todos os estados, mas n\u00e3o tem informa\u00e7\u00f5es sobre quantos cursos na \u00e1rea est\u00e3o sendo desenvolvidos atualmente.\u00a0A presidente da Abes aponta que a perman\u00eancia do termo \u201csanitarista\u201d est\u00e1 relacionada \u00e0 import\u00e2ncia dos m\u00e9dicos sanitaristas, cuja atua\u00e7\u00e3o estava relacionada com a que se refere ao conceito da atividade, em torno de saneamento b\u00e1sico, \u00e1gua, esgoto e res\u00edduos. \u201cExiste uma ideia de que sanit\u00e1rio \u00e9 focado em \u00e1gua e esgoto, e ambiental \u00e9 mais amplo. Mas n\u00e3o \u00e9 algo matem\u00e1tico. O engenheiro sanitarista tamb\u00e9m estuda a parte ambiental, a interface \u00e9 muito grande\u201d, considera Cassilda. Ela informa que a entidade que dirige re\u00fane quase 10 mil profissionais. \u201cMas dela participam tamb\u00e9m profissionais de outras \u00e1reas, como bi\u00f3logos, advogados, somos multidisciplinares\u201d, diz, ressaltando tamb\u00e9m a grande participa\u00e7\u00e3o dos t\u00e9cnicos e tecn\u00f3logos que, no Sistema Confea\/Crea, re\u00fanem 1455 t\u00e9cnicos em saneamento, 106 tecn\u00f3logos em saneamento e 1761 tecn\u00f3logos em saneamento ambiental.Mercado e demandasNomenclaturas \u00e0 parte, o certo \u00e9 que a Engenharia Sanitarista vive hoje seu melhor momento no pa\u00eds. \u201cHoje, o setor est\u00e1 muito aquecido. A categoria est\u00e1 toda empregada. N\u00e3o existe engenheiro na nossa \u00e1rea fora do mercado de trabalho. Os investimentos mais que dobraram, nos\u00a0 \u00faltimos tr\u00eas anos. O grande problema \u00e9 reciclar, fazer treinamento, capacitar\u201d. Ela acrescenta que as principais car\u00eancias de cobertura de saneamento est\u00e3o no Centro-Oeste, Nordeste e Norte. \u00c1gua praticamente est\u00e1 universalizada nas regi\u00f5es Sul e Sudeste. Esgoto tamb\u00e9m deve ser universalizado. N\u00e3o faltam mais investimentos, nunca \u00e9 100 por cento, mas vem em um crescendo grande, com dificuldade at\u00e9 de aplica\u00e7\u00e3o dos recursos. O entrave \u00e9 a falta de gest\u00e3o, temos que inovar, fazer uma gest\u00e3o de uma forma muito mais r\u00e1pida. A mudan\u00e7a de cultura \u00e9 muito lenta\u201d.\u00a0Se o mercado est\u00e1 promissor, com investimentos recentes \u2013 da ordem de R$ 7 bilh\u00f5es, segundo a Abes &#8211; do Plano de Acelera\u00e7\u00e3o do Crescimento I e II e ainda as atividades j\u00e1 implementadas do Plano de Saneamento B\u00e1sico, das companhias estaduais, municipais, p\u00fablicas e privadas, os d\u00e9ficits hist\u00f3ricos da \u00e1rea continuam produzindo muitos danos sociais. \u201cO maior problema que a gente tem \u00e9 esgoto e lixo. S\u00f3 metade da popula\u00e7\u00e3o brasileira urbana tem esgotamento sanit\u00e1rio. Dos 50% que possuem, s\u00f3 40% \u00e9 tratado. A propor\u00e7\u00e3o do lixo tratado \u00e9 a mesma do esgoto\u201d. Cassilda Teixeira lamenta que o Plano Nacional de Saneamento B\u00e1sico ainda n\u00e3o esteja sendo totalmente implantado. \u201cH\u00e1 mais de um ano que ele estava pronto, mas o governo quis chegar a um consenso\u201d. O quadro atual, segundo ela, poderia ser modificado em 10 anos, se o investimento fosse o dobro do atual, incluindo um regime diferencial de contrata\u00e7\u00e3o, nos moldes dos modelos da Copa. \u201cNo ritmo em que est\u00e1 hoje, o saneamento s\u00f3 se resolver\u00e1 em uns 40 anos\u201d.Gest\u00e3oNomes como o paulista Azevedo Neto e os mineiros Lincoln Continentino e Ysnard Machado Ennes, al\u00e9m de Saturnino e do ex-presidente da Abes, Walter Pinto Costa, s\u00e3o citados por Cassilda como as grandes refer\u00eancias brasileiras da Engenharia Sanitarista. Nos seus 46 anos, a Associa\u00e7\u00e3o, a principio focada na publica\u00e7\u00e3o de cursos e realiza\u00e7\u00e3o de cursos, \u201cvem crescendo muito tecnicamente e de forma institucional\u201d. O mesmo acontece com a evolu\u00e7\u00e3o da Engenharia Sanitarista que, segundo ela, observa o tratamento de \u00e1gua e esgoto sob outro vi\u00e9s. \u201cO desenvolvimento tecnol\u00f3gico veio trazer outra maneira de lidar com a atividade, como em todas as engenharias. A grande diferen\u00e7a est\u00e1 em quem sabe fazer a gest\u00e3o daquele servi\u00e7o, e n\u00e3o mais em saber quem det\u00e9m aquele conhecimento t\u00e9cnico. Tem que abrir os horizontes, para que o engenheiro tenha uma vis\u00e3o do processo, de como inovar\u201d.O problema da gest\u00e3o do setor de saneamento foi inclu\u00eddo entre as defici\u00eancias em infraestrutura do Brasil pelo presidente da C\u00e2mara Brasileira da Ind\u00fastria da Constru\u00e7\u00e3o (CBIC), Paulo Safady Sim\u00e3o, durante o semin\u00e1rio \u201cOs novos paradigmas da engenharia brasileira\u201d, promovido pelo jornal Valor Econ\u00f4mico no \u00faltimo dia 10\/7, em Bras\u00edlia. \u201cSe o acesso ao saneamento fosse universal, seriam reduzidos muitos gastos da sa\u00fade\u201d, ressaltou. O tema tamb\u00e9m esteve novamente pr\u00f3ximo ao Conselho Federal de Engenharia e Agronomia durante a recente visita (4\/7) do presidente do Confea, eng. civil Jos\u00e9 Tadeu, ao secret\u00e1rio executivo do Minist\u00e9rio das Cidades, Alexandre Cordeiro. \u201cOs planos de saneamento para os munic\u00edpios brasileiros v\u00e3o gerar uma demanda significativa para os profissionais do Sistema\u201d.No in\u00edcio de maio, Jos\u00e9 Tadeu se reunira com outro representante do Minist\u00e9rio das Cidades para come\u00e7ar a tra\u00e7ar uma parceria entre as entidades. Anunciando investimentos da ordem de R$ 80 bilh\u00f5es at\u00e9 2015 no setor, o Secret\u00e1rio Nacional de Saneamento Ambiental, Leodegar da Cunha Tiscoski, comentou que a conclus\u00e3o de 48% das obras do PAC I e II, desde 2007, vem antecipando as a\u00e7\u00f5es do Plano Nacional de Saneamento B\u00e1sico. \u201cTemos muitos recursos para investir em obras, mas temos tamb\u00e9m pouca gente qualificada para as p\u00f3s-obras. Esta \u00e9 uma das nossas maiores preocupa\u00e7\u00f5es, por isso viemos propor\u00a0 uma parceria com\u00a0 o Confea, em que pud\u00e9ssemos contar com o acompanhamento do corpo t\u00e9cnico do Conselho para alavancar a utiliza\u00e7\u00e3o destes recursos e, assim, ajudar a atender a demandas com saneamento nos munic\u00edpios com mais de 50 mil habitantes\u201d, convocou Leodegar. O presidente do Confea destacou que o pa\u00eds est\u00e1 reconhecendo cada vez mais a import\u00e2ncia da engenharia e \u201co Confea n\u00e3o pode ser furtar a participar deste chamamento\u201d.Fonte: Confea Henrique Nunes &#8211; Assessoria de Comunica\u00e7\u00e3o e Marketing do Confea<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Fundamental para o desenvolvimento estrutural do pa\u00eds, a Engenharia Sanitarista comemora em 13 de julho o seu dia. Hoje mais conhecida como Engenharia Sanit\u00e1ria, ela vem ampliando seu alcance, de acordo com os novos tempos, em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 Engenharia Ambiental. Mas tem sua pr\u00f3pria marca, como o ramo da engenharia voltado ao saneamento b\u00e1sico e geral, incluindo o abastecimento e tratamento de \u00e1gua, esgoto e res\u00edduos s\u00f3lidos e l\u00edquidos.<\/p>\n","protected":false},"author":7,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[],"tags":[],"class_list":["post-29473","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/29473","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=29473"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/29473\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=29473"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=29473"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=29473"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}