{"id":29476,"date":"2012-07-17T10:01:22","date_gmt":"2012-07-17T10:01:22","guid":{"rendered":""},"modified":"-0001-11-30T00:00:00","modified_gmt":"-0001-11-30T04:00:00","slug":"engenharia-de-aquicultura-crescimento-e-dificuldades-29476","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/engenharia-de-aquicultura-crescimento-e-dificuldades-29476\/","title":{"rendered":"Engenharia de Aquicultura: crescimento e dificuldades"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/crea-am.org.br\/img\/upload\/not120717engenharia-aquicultura-imagens-fotos.jpg\" \/><br \/>Hoje, a carcinicultura (cultivo de crust\u00e1ceos) \u00e9 a modalidade mais difundida de aquicultura, entendida como a cria\u00e7\u00e3o em cativeiro de peixes, mariscos, algas, r\u00e3s, jacar\u00e9s, al\u00e9m de crust\u00e1ceos, entre os quais sobressaem os camar\u00f5es. Bom lembrar que a til\u00e1pia tamb\u00e9m tem produ\u00e7\u00e3o cada vez mais representativa , ao lado da carpa, entre as esp\u00e9cies de pescado n\u00e3o nativas. Entre as nativas, tambaqui, pacu e pintado s\u00e3o as mais cultivadas.Oficialmente, segundo o Minist\u00e9rio da Pesca e Aquicultura, relaciona-se com o ?cultivo de organismos cujo ciclo de vida em condi\u00e7\u00f5es naturais se d\u00e1 total ou parcialmente em meio aqu\u00e1tico?. Afinal, plantamos, criamos diversas esp\u00e9cies de animais e, tamb\u00e9m, cultivamos pescado. H\u00e1 milhares de anos. No mar (maricultura) ou em \u00e1gua doce (aquicultura continental). Mesmo assim, a atividade continua encontrando dificuldades para se estruturar no pa\u00eds. Diferente de pa\u00edses como Chile, Jap\u00e3o e Noruega, por exemplo.Segundo o coordenador geral de Aquicultura Continental em Estabelecimentos Rurais e Urbanos do Minist\u00e9rio da Pesca e Aquicultura, Jackson Luiz Pinelli, o setor de aquicultura gera atualmente cinco bilh\u00f5es de reais\/ano, crescendo 35% entre 2003 e 2009, passando de 278 mil toneladas para 415 mil, direcionadas praticamente para o mercado interno. &#8220;Temos \u00f3timas condi\u00e7\u00f5es naturais do pa\u00eds, mas ainda somos emergentes perto de outros pa\u00edses. O principal problema est\u00e1 na falta de produtores. Temos potencial para incrementar bastante o nosso mercado&#8221;.Mesmo assim, ele ressalta que h\u00e1 muito espa\u00e7o para os pesquisadores da \u00e1rea levarem seu conhecimento aos aquicultores. O MPA foi criado em 2003, inicialmente como secretaria. Jackson Luiz informa que as atividades de psicultura j\u00e1 acontecem no pa\u00eds desde os anos 30 e que a atividade re\u00fane conhecimentos t\u00e9cnicos de outras atividades, al\u00e9m da engenharia de aquicultura: engenheiros agr\u00f4nomos, engenheiros de pesca, t\u00e9cnicos de n\u00edvel m\u00e9dio, bi\u00f3logos e zootecnistas.&#8221;O Brasil precisa demais de assist\u00eancia t\u00e9cnica de pesquisadores, de pessoas formadas para poder levar esse conhecimento aos produtores rurais, aos aquicultores para que eles realmente consigam desempenhar as suas atividades. Ent\u00e3o, o espa\u00e7o para essa profiss\u00e3o \u00e9 muito grande em todos os estados, a falta \u00e9 muito grande&#8221;.Defici\u00eanciasOs limites atuais da atividade refletem, em parte, a falta de investimento de d\u00e9cadas passadas. Engenheiro de pesca formado pela UFRPE, com experi\u00eancia na Companhia de Desenvolvimento do Vale do S\u00e3o Francisco (Codevasf), Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecu\u00e1ria (Embrapa), al\u00e9m de ex-superintendente substituto da Superintend\u00eancia de Desenvolvimento da Pesca (Sudepe), Odilon Juvino de Ara\u00fajo, diretor t\u00e9cnico da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Aquicultura (Abraq), fala hoje tamb\u00e9m com a experi\u00eancia de criador de til\u00e1pia. Ele conta que, junto \u00e0 Embrapa, a psicultura sempre era colocada como \u00faltima prioridade.&#8221;N\u00e3o existe uma mentalidade de valoriza\u00e7\u00e3o desta \u00e1rea. Enfrentamos problemas ambientais que interferem na produ\u00e7\u00e3o e outros riscos dif\u00edceis de resolver&#8221;, diz, manifestando-se estarrecido com o fato de o Centro de Aquicultura Marinha da Embrapa estar sendo criado hoje em <a href=\"http:\/\/Palmas.Com\" class=\"autohyperlink\">Palmas.Com<\/a> 4.600 associados, entre profissionais de diversas \u00e1reas cient\u00edficas, tecnol\u00f3gicas, a Abraq, criada em 1978, busca atualmente maior proximidade com o setor empresarial. &#8220;No in\u00edcio, se falava em Tecnologia em Aquicultura. H\u00e1 poucos anos, as universidades entraram neste processo e a transformaram em Engenharia de Aquicultura, curso que tem uma grade pr\u00f3xima \u00e0 da Engenharia de Pesca, que \u00e9 mais ampla. Hoje, a aquicultura \u00e9 desempenhada mais por engenheiros de pesca, bi\u00f3logos e zootecnistas.\u00a0Vivemos em dois planetas: \u00e1gua e terra. O planeta terra est\u00e1 super explorado, como vimos na Rio+20. J\u00e1 o planeta \u00e1gua, \u00e9 inexplorado, exploramos menos de um por cento da costa marinha. N\u00e3o temos no Brasil, a n\u00e3o ser na \u00e1rea de camar\u00e3o, o aproveitamento da \u00e1rea marinha, como acontece em outros pa\u00edses.\u00a0A gente praticamente n\u00e3o explora nada, apenas uns mexilh\u00f5es em Santa Catarina e no Esp\u00edrito Santo e a carcinicultura. Ent\u00e3o, o Brasil hoje est\u00e1 inexplorado. Em \u00e1gua doce, muito pequeno. S\u00f3 produzimos 380 mil toneladas em cativeiro&#8221;, comenta o diretor da Abraq, informando que a carcinicultura possui sua pr\u00f3pria entidade, a Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Criadores de Camar\u00e3o.Odilon aumenta o tom das cr\u00edticas. &#8220;Importamos 60% do que consumimos, \u00e9 uma \u00e1rea que ainda tem muito a crescer, mas continuo escutando a mesma conversa de h\u00e1 40 anos. Continuamos no \u00b4potencial\u00b4. Carcinicultura hoje \u00e9 mais expressiva, em termos de mundo. Til\u00e1pia e camar\u00e3o est\u00e3o crescendo de modo expressivo. Agora, as outras \u00e1reas s\u00e3o muito pontuais, inexpressivas.Tanto \u00e9, que o minist\u00e9rio \u00e9 considerado inexpressivo diante do seu potencial. A gente vive em um pa\u00eds com uma \u00e1rea enorme. O a\u00e7ude Castanh\u00e3o, no Cear\u00e1, tem uma produ\u00e7\u00e3o anual de 25 mil toneladas, enquanto Sobradinho, com \u00e1rea seis vezes maior, tem uma produ\u00e7\u00e3o praticamente zero. N\u00e3o existe est\u00edmulo. Faltam cr\u00e9ditos, temos apenas cr\u00e9ditos agr\u00edcolas que n\u00e3o t\u00eam nada a ver com a pesca e aquicultura. Enfim, \u00e9 todo um processo que tem que ser revisto.Fonte: Crea-DF<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Engenheiros aquicultores brasileiros buscam ampliar e ainda difundir melhor sua atividade, cuja data de refer\u00eancia acontece neste dia. Embora associada a um setor que j\u00e1 envolve quase 40% da produ\u00e7\u00e3o de pescado do pa\u00eds, mobilizando cerca de 800 mil profissionais, entre pescadores e aquicultores, al\u00e9m de gerar 3,5 milh\u00f5es de empregos diretos e indiretos, a Engenharia de Aquicultura ainda est\u00e1 sendo estruturada no pa\u00eds, como a aquicultura em geral. Seu primeiro curso foi criado em 2003, na Universidade Federal de Santa Catarina. No Sistema Confea\/Crea, eles registram 116 profissionais, junto a 114 t\u00e9cnicos e 48 tecn\u00f3logos em aquicultura.<\/p>\n","protected":false},"author":7,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[],"tags":[],"class_list":["post-29476","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/29476","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=29476"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/29476\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=29476"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=29476"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=29476"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}