{"id":29524,"date":"2012-08-15T16:53:25","date_gmt":"2012-08-15T16:53:25","guid":{"rendered":""},"modified":"-0001-11-30T00:00:00","modified_gmt":"-0001-11-30T04:00:00","slug":"amazonia-abriga-terceira-corrida-do-ouro-no-brasil-29524","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/amazonia-abriga-terceira-corrida-do-ouro-no-brasil-29524\/","title":{"rendered":"Amaz\u00f4nia abriga terceira corrida do ouro no Brasil"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/crea-am.org.br\/img\/upload\/not120815garimpoamazonia.jpg\" \/><br \/>Nos \u00faltimos cinco anos, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renov\u00e1veis (Ibama) desativou 81 garimpos ilegais que funcionavam no norte de Mato Grosso, no sul do Par\u00e1 e no Amazonas, na regi\u00e3o da Transamaz\u00f4nica. O Ibama informou que foram aplicadas multas no total de R$ 75 milh\u00f5es e apreendidos equipamentos e dezenas de motores e balsas.Nesta semana, fiscais do Ibama e da Funda\u00e7\u00e3o Nacional do \u00cdndio (Funai) e agentes da Pol\u00edcia Federal, desativaram tr\u00eas garimpos ilegais de diamante no interior da Reserva Ind\u00edgena Roosevelt, em Rond\u00f4nia. Dezessete motores e caixas separadoras usadas no garimpo ilegal foram destru\u00eddos, cessando o dano de imediato em \u00e1rea de dif\u00edcil acesso.Valoriza\u00e7\u00e3oA retomada do movimento garimpeiro em \u00e1reas exploradas no passado, como a Reserva de Roosevelt, e a descoberta de novas fontes de riqueza coincidem com a curva de valoriza\u00e7\u00e3o do ouro no mercado mundial. No ano passado, a on\u00e7a \u2013 medida que equivale a 31,10 gramas de ouro \u2013 chegou a valer mais de US$ 1,8 <a href=\"http:\/\/mil.Com\" class=\"autohyperlink\">mil.Com<\/a> a crise mundial, a cota\u00e7\u00e3o no mercado internacional, recuou um pouco este ano, mas ainda mant\u00e9m-se acima de US$ 1,6 mil. No Brasil, a curva de valoriza\u00e7\u00e3o do metal continua em ascens\u00e3o. No in\u00edcio deste ano, o pre\u00e7o por grama de ouro subiu 12%, chegando a valor R$ 106,49.\u201c\u00c9 um valor muito alto que compensa correr o risco da clandestinidade e da atividade ilegal. Agora qualquer teorzinho que estiver na rocha, que antes n\u00e3o era econ\u00f4mico, passa a ser econ\u00f4mico\u201d, afirma o ge\u00f3logo Elmer Prata Salom\u00e3o, presidente da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Pesquisa Mineral e ex-presidente do Departamento Nacional da Produ\u00e7\u00e3o Mineral (DNPM), ligado ao Minist\u00e9rio de Minas e <a href=\"http:\/\/Energia.Com\" class=\"autohyperlink\">Energia.Com<\/a>o a atual corrida do ouro \u00e9 muito recente, os dados ainda s\u00e3o prec\u00e1rios e os \u00f3rg\u00e3os oficiais n\u00e3o t\u00eam uma contagem global. Segundo Salom\u00e3o, que presidiu o DNPM na d\u00e9cada 1990, depois da corrida do ouro de Serra Pelada, foram feitos levantamentos que apontaram cerca de 400 mil garimpeiros em atividade no Brasil.\u00c1reas mais visadasO secret\u00e1rio executivo da Ag\u00eancia para o Desenvolvimento Tecnol\u00f3gico da Ind\u00fastria Mineral Brasileira (Adimb), Onildo Marini, cita duas regi\u00f5es em Mato Grosso consideradas estrat\u00e9gicas para o garimpo: o Alto Teles Pires, no norte do estado, que j\u00e1 teve forte movimento da atividade e hoje est\u00e1 em fase final, e Juruena, no noroeste mato-grossense, onde o garimpo foi menos explorado.\u201cTem garimpos por toda a regi\u00e3o e tem empresas com direitos miner\u00e1rios reconhecidos para atuar l\u00e1\u201d, relata. Como ainda h\u00e1 muito ouro superficial que atrai os garimpeiros ilegais, a \u00e1rea tem sido alvo de conflitos. As empresas tentaram solucionar o problema no final do ano passado, quando procuraram o governo de Mato Grosso e o DNPM. \u201cA not\u00edcia que tive \u00e9 que a reuni\u00e3o n\u00e3o foi muito boa. Parece que o governo local tomou partido do garimpo\u201d, disse ele. Procurado pela Ag\u00eancia Brasil, o governo de Mato Grosso n\u00e3o se manifestou.\u201cOs garimpos mais problem\u00e1ticos s\u00e3o os de ouro e diamante. Na Amaz\u00f4nia, incluindo o norte de Mato Grosso, est\u00e3o os mais problem\u00e1ticos e irregulares, tanto por estarem em \u00e1reas proibidas, como por serem clandestinos.\u201dA Reserva Roosevelt, no sul de Rond\u00f4nia, a 500 quil\u00f4metros da capital, Porto Velho, \u00e9 outro ponto recorrente do garimpo ilegal. A propriedade de mais de mil \u00edndios da etnia Cinta-Larga, rica em diamante, foi palco de um massacre, em 2004, quando 29 garimpeiros, que exploravam clandestinamente a regi\u00e3o, foram mortos por \u00edndios dentro da reserva. O epis\u00f3dio foi seguido por v\u00e1rias manifesta\u00e7\u00f5es dos Cinta-Largas, incluindo sequestros, que pediam autoriza\u00e7\u00e3o para explorar a reserva.\u201cAgora existe um grupo de garimpeiros atuando junto com os \u00edndios, ilegalmente. Agora, eles est\u00e3o de m\u00e3os dadas. A gente viu fotografias com retroescavadeiras enormes\u201d, diz o ge\u00f3logo.Os garimpos na Reserva do Roosevelt voltaram a ser desativados esta semana, quando o Ibama deflagrou mais uma opera\u00e7\u00e3o na regi\u00e3o, com o apoio da Pol\u00edcia Federal.Marini explicou que ainda n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel contabilizar os n\u00fameros da atividade praticada ilegalmente na regi\u00e3o. \u201cN\u00e3o h\u00e1 registro. Em Tapaj\u00f3s, onde [o garimpo] est\u00e1 na fase final, falava-se em valores muito altos, em toneladas de ouro que teria sa\u00eddo de l\u00e1, mas o registro oficial \u00e9 pequeno, a maior parte \u00e9 clandestina. Ouro, diamante e at\u00e9 estanho, que \u00e9 mais barato, na fase de garimpo, mais de 90% era clandestino\u201d.Fonte: Portal Amaz\u00f4nia<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O que o resultado das opera\u00e7\u00f5es de fiscaliza\u00e7\u00e3o de crimes ambientais sinalizava, e o governo temia, est\u00e1 sendo confirmado agora por especialistas em minera\u00e7\u00e3o e \u00f3rg\u00e3os ambientais: come\u00e7ou, h\u00e1 quase cinco anos, a terceira corrida do ouro na Amaz\u00f4nia Legal, com propor\u00e7\u00f5es, provavelmente, superiores \u00e0s do garimpo de Serra Pelada, no sul do Par\u00e1, no per\u00edodo entre 1970 e 1980.<\/p>\n","protected":false},"author":7,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[],"tags":[],"class_list":["post-29524","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/29524","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=29524"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/29524\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=29524"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=29524"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=29524"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}