{"id":29528,"date":"2012-08-17T13:06:07","date_gmt":"2012-08-17T13:06:07","guid":{"rendered":""},"modified":"-0001-11-30T00:00:00","modified_gmt":"-0001-11-30T04:00:00","slug":"ipcc-america-latina-tera-mais-ondas-de-calor-e-chuva-forte-29528","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/ipcc-america-latina-tera-mais-ondas-de-calor-e-chuva-forte-29528\/","title":{"rendered":"IPCC: Am\u00e9rica Latina ter\u00e1 mais ondas de calor e chuva forte"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/crea-am.org.br\/img\/upload\/not120817foto_dentro16047_1.jpg\" \/><br \/>Novo relat\u00f3rio do Painel  Intergovernamental de Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas (IPCC) aponta um prov\u00e1vel aumento de  eventos clim\u00e1ticos extremos, de dias e noites quentes e ondas de calor nas  Am\u00e9ricas Latina e Central. O estudo aponta tamb\u00e9m a tend\u00eancia de grandes  precipita\u00e7\u00f5es na Amaz\u00f4nia e na Regi\u00e3o Norte do Brasil. As Am\u00e9ricas Latina e  Central v\u00e3o enfrentar extremos clim\u00e1ticos de maior variabilidade e com maior  frequ\u00eancia.    O\u00a0Relat\u00f3rio Especial sobre Gest\u00e3o dos Riscos de Extremos Clim\u00e1ticos  e Desastres (SREX) nas Am\u00e9ricas do Sul e Central, que est\u00e1 sendo  apresentado em evento realizado pela Funda\u00e7\u00e3o de Amparo \u00e0 Pesquisa do Estado de  S\u00e3o Paulo (Fapesp), em S\u00e3o Paulo, indica que comunidades, iniciativa privada e  tomadores de decis\u00f5es pol\u00edticas devem trabalhar para reduzir a exposi\u00e7\u00e3o e a  vulnerabilidade das popula\u00e7\u00f5es locais.    O documento refor\u00e7a a ideia do relat\u00f3rio anterior de que as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas  exercem papel importante na ocorr\u00eancia de desastres, mas que elas n\u00e3o s\u00e3o as  \u00fanicas causas. Com elas est\u00e3o as vari\u00e1veis de vulnerabilidade e exposi\u00e7\u00e3o da  popula\u00e7\u00e3o. O professor da Universidad de Buenos Aires e integrante do Centro e  Investigaci\u00f3n del Mar y la Atm\u00f3sfera, Vicente Barros explica que enchentes,  secas, deslizamentos de terras ou tsunamis s\u00e3o resultado da intera\u00e7\u00e3o desses  tr\u00eas fatores.    De acordo com os cientistas que fizeram o relat\u00f3rio, pela primeira vez, as  comunidades cient\u00edfica e de gest\u00e3o de riscos da Am\u00e9rica Latina trabalharam  juntas por um discurso comum. &#8220;\u00c9 o primeiro esfor\u00e7o para trocar  conhecimento de maneira multidisciplinar&#8221;, afirma a professora da  Universidad Nacional Aut\u00f3noma de M\u00e9xico (Unam), \u00darsula Oswald Spring. Segundo  ela, \u00e9 dif\u00edcil reunir comunidade cient\u00edfica e peritos em gest\u00e3o de risco.  &#8220;Mas sem a constru\u00e7\u00e3o de uma linguagem comum, sem uma troca, um trabalho  conjunto, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel avan\u00e7ar nas solu\u00e7\u00f5es do problemas colocados pela  altera\u00e7\u00e3o clim\u00e1tica.&#8221;    O pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Jos\u00e9  Marengo, um dos autores do relat\u00f3rio, explica que os chamados &#8220;desastres  naturais&#8221; t\u00eam mais a ver com planejamento urbano. &#8220;N\u00e3o s\u00e3o as chuvas  que matam as pessoas. \u00c9 a combina\u00e7\u00e3o delas com fam\u00edlias morando em encostas e  em resid\u00eancias prec\u00e1rias. N\u00e3o d\u00e1 para acabar com as chuvas intensas, mas, com  planejamento, \u00e9 poss\u00edvel reduzir o n\u00famero de mortes.&#8221;    &#8220;Para que grandes desastres ocorram \u00e9 necess\u00e1rio que a popula\u00e7\u00e3o esteja  vulner\u00e1vel e exposta&#8221;, refor\u00e7a o professor da Universidad Cat\u00f3lica do  Chile, Sebasti\u00e1n Vicu\u00f1a. Prova disso \u00e9 que 95% das mortes por desastres  naturais ocorrem em pa\u00edses em desenvolvimento. E o dinheiro gasto para  recuperar as \u00e1reas degradadas por fen\u00f4menos extremos tem crescido. Em 2004 o  Brasil gastou US$ 64 milh\u00f5es para a\u00e7\u00f5es de recupera\u00e7\u00e3o. Menos de dez anos  depois o n\u00famero subiu para US$ 1,5 bilh\u00e3o.    Para reduzir o n\u00famero e os efeitos dos desastres ambientais os especialistas  defendem que se trabalhe nas tr\u00eas esferas (mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, vulnerabilidade  e exposi\u00e7\u00e3o) constantemente. &#8220;Esses elementos n\u00e3o s\u00e3o est\u00e1ticos, s\u00e3o  din\u00e2micos no tempo e no espa\u00e7o, pois dependem de aspectos econ\u00f4micos, sociais e  culturais&#8221;, diz Vicu\u00f1a.    Os especialistas defendem que sejam tomadas medidas de adapta\u00e7\u00e3o \u00e0s novas  condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas. Para eles, \u00e9 necess\u00e1rio mudar mais que a emiss\u00e3o de CO2.  O problema est\u00e1 tamb\u00e9m na gest\u00e3o. &#8220;O tipo de desenvolvimento dos pa\u00edses  afeta n\u00e3o s\u00f3 a emiss\u00e3o de gases de efeito estufa, como tamb\u00e9m as condi\u00e7\u00f5es de  vulnerabilidade da sociedade&#8221;, alerta Barros. Para reduzir os riscos, ele  diz que devem ser feitos investimentos em sistemas de alerta, educa\u00e7\u00e3o,  infraestrutura e informa\u00e7\u00e3o. &#8220;Reduzir grandes desastres \u00e9 um objetivo que  coincide tamb\u00e9m com a diminui\u00e7\u00e3o da pobreza.&#8221;        Al\u00e9m de analisar os efeitos  extremos com mais detalhes e de maneira multidisciplinar, outra grande  diferen\u00e7a do SREX para o 4\u00ba relat\u00f3rio do IPCC \u00e9 a fonte de informa\u00e7\u00e3o  utilizada. Dessa vez foram utilizadas informa\u00e7\u00f5es publicadas na Am\u00e9rica do Sul  e Central. Marengo explica que o trabalho deixou de lado a ideia de que estudo  cient\u00edfico bom \u00e9 aquele publicado em revistas especializadas de l\u00edngua inglesa.  &#8220;Conseguimos atingir um n\u00edvel bom em algumas publica\u00e7\u00f5es brasileiras, mas  ainda falta mais literatura cient\u00edfica publicada no Pa\u00eds.&#8221;Fonte: Terra<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Relat\u00f3rio indica que a regi\u00e3o deve trabalhar para reduzir a exposi\u00e7\u00e3o e a vulnerabilidade das popula\u00e7\u00f5es locais a eventos extremos e desastres; gasto do Brasil de US$ 64 milh\u00f5es em 2004 para recupera\u00e7\u00e3o de \u00e1reas submetidas a desastres naturais saltou em sete anos para US$ 1,5 bilh\u00e3o<\/p>\n","protected":false},"author":7,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[],"tags":[],"class_list":["post-29528","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/29528","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=29528"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/29528\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=29528"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=29528"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=29528"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}