{"id":29721,"date":"2013-01-17T09:02:20","date_gmt":"2013-01-17T09:02:20","guid":{"rendered":""},"modified":"-0001-11-30T00:00:00","modified_gmt":"-0001-11-30T04:00:00","slug":"criada-a-coordenadoria-de-camaras-especializadas-de-engenharia-florestal-29721","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/criada-a-coordenadoria-de-camaras-especializadas-de-engenharia-florestal-29721\/","title":{"rendered":"Criada a Coordenadoria de C\u00e2maras Especializadas de Engenharia Florestal"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/crea-am.org.br\/img\/upload\/not13011739.jpg\" \/><br \/>Debate que teve como seus principais marcos, tamb\u00e9m em 2012, a Rio+20 &#8211; Confer\u00eancia das Na\u00e7\u00f5es Unidas para o Desenvolvimento Sustent\u00e1vel e ainda a aprova\u00e7\u00e3o do novo C\u00f3digo Florestal brasileiro (lei n\u00ba 12.651\/2012). Esta ruptura de paradigmas \u00e9 a expectativa dos representantes da d\u00e9cima coordenadoria de c\u00e2mara especializada dos Creas, cujo corpo profissional registrado no Sistema Confea\/Crea e M\u00fatua abrange aproximadamente 11 mil profissionais.\u00a0Criada ap\u00f3s atender ao crit\u00e9rio m\u00ednimo estabelecido pelo regimento interno do Confea, que prev\u00ea a participa\u00e7\u00e3o de pelo menos tr\u00eas c\u00e2maras especializadas regionais, a Coordenadoria Nacional de C\u00e2maras Especializadas de Engenharia Florestal (CCEEF) re\u00fane, por enquanto, as c\u00e2maras de Mato Grosso, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Segundo seus coordenadores, h\u00e1 a expectativa de que em breve os estados do Amazonas e de Amap\u00e1 venham a se agregar a este grupo.    Segundo o coordenador da Comiss\u00e3o de \u00c9tica e Exerc\u00edcio Profissional, eng. eletric. Marcos Vinicius Santiago, a nova C\u00e2mara atende a uma solicita\u00e7\u00e3o que j\u00e1 tramitava no Confea h\u00e1 cinco anos. A cria\u00e7\u00e3o havia sido aprovada em maio pela Decis\u00e3o Plen\u00e1ria 0724\/2012. \u201cEla deixa ent\u00e3o de ter suas resolu\u00e7\u00f5es tomadas pela C\u00e2mara de Agronomia, participando da elei\u00e7\u00e3o como as demais coordenadorias, j\u00e1 em fevereiro, no Encontro de Representantes\u201d, comentou ent\u00e3o. Resist\u00eancias e atribui\u00e7\u00f5es  Embora a engenharia florestal tenha 52 anos de hist\u00f3ria no Brasil, hoje contando com cursos em 62 universidades, seu reconhecimento enquanto modalidade ainda encontra certa resist\u00eancia no Sistema Confea\/Crea e M\u00fatua. Na vis\u00e3o do coordenador da c\u00e2mara de Engenharia Florestal do Rio Grande do Sul, engenheiro florestal Luiz Elesb\u00e3o, historicamente, a Agronomia tem mantido uma grande resist\u00eancia em reconhecer modalidades como a Engenharia Florestal, a Engenharia de Pesca e a Engenharia Agr\u00edcola.  \u201cEsta \u00e9 a grande dificuldade que a gente tem. O pr\u00f3prio Regimento Interno ainda n\u00e3o contempla a Engenharia Florestal como modalidade, embora j\u00e1 tenha havido c\u00e2maras no Amazonas e no Amap\u00e1, que fecharam justamente por falta de uma representatividade maior. Certamente, elas v\u00e3o voltar agora. Atualmente, somos a c\u00e2mara mais antiga, no Rio Grande do Sul, com 12 anos. J\u00e1 v\u00ednhamos fomentando as entidades de classe e as universidades para que se filiassem ao Sistema. Deu certo. Hoje a engenharia florestal \u00e9 consolidada. Somos exportadores de celusose, hoje temos a maior f\u00e1brica do mundo, no Mato Grosso, (N.R: Eldorado Brasil, inaugurada em 12 de dezembro, \u00faltimo), ent\u00e3o, em fun\u00e7\u00e3o da preserva\u00e7\u00e3o permanente proporcionada pelo trabalho do engenheiro florestal, sobretudo no contexto do Novo C\u00f3digo Florestal, acredito que a C\u00e2mara venha em boa hora\u201d.  O engenheiro florestal acrescenta que a principal meta da c\u00e2mara de Engenharia Florestal \u00e9 apresentar \u00e0 sociedade as atribui\u00e7\u00f5es profissionais e os curr\u00edculos da engenharia florestal no Brasil. \u201cEm fun\u00e7\u00e3o da sustentabilidade, dos problemas clim\u00e1ticos, da retirada de vegeta\u00e7\u00e3o em lugares impr\u00f3prios e das cheias frequentes em diversos lugares, precisamos mostrar que todas estas rela\u00e7\u00f5es com o solo s\u00e3o atribui\u00e7\u00f5es do engenheiro florestal. Embora seja este o papel das entidades de classe, estas rela\u00e7\u00f5es com a sociedade s\u00e3o muito debilitadas, e o Sistema agora ser\u00e1 o bra\u00e7o direito para mostrar \u00e0 sociedade quem \u00e9 o engenheiro florestal\u201d, considera o professor da gradua\u00e7\u00e3o na Universidade Federal de Santa Maria.  Descentraliza\u00e7\u00e3o  Para o coordenador da c\u00e2mara especializada de Engenharia Florestal do Mato Grosso, eng. ftal. \u00c9zio Ney Prado, a c\u00e2mara atende a uma demanda j\u00e1 bastante discutida no Crea-MT e na Associa\u00e7\u00e3o dos Engenheiros Florestais do estado. Sua expectativa \u00e9 de que a participa\u00e7\u00e3o da categoria nos Creas de todo o pa\u00eds aumente, fortalecendo assim a C\u00e2mara Nacional. A demanda materializada na constru\u00e7\u00e3o da \u201cmaior f\u00e1brica de celulose do mundo\u201d, pode ser medida tamb\u00e9m pela exist\u00eancia de quatro cursos de gradua\u00e7\u00e3o na \u00e1rea, em Cuiab\u00e1, Alta Floresta, Sinop e C\u00e1rcere, perfazendo cerca de 1.100 profissionais na regi\u00e3o.  \u201cPor enquanto, vai ser um desafio grande. H\u00e1 alguma resist\u00eancia. Acredito que o que falte seja um pouco de conscientiza\u00e7\u00e3o dos pr\u00f3prios engenheiros florestais para come\u00e7ar a estruturar a nossa C\u00e2mara, em parte, a categoria est\u00e1 desmobilizada. As discuss\u00f5es em torno das quest\u00f5es ambientais ficar\u00e3o um pouco mais descentralizadas porque a c\u00e2mara de Agronomia puxava mais para as suas quest\u00f5es, e as nossas ficavam um pouco suprimidas. Na reuni\u00e3o de cria\u00e7\u00e3o da C\u00e2mara discutimos a inten\u00e7\u00e3o de, j\u00e1 no Encontro de Representantes, quando ser\u00e1 eleito o coordenador geral, a gente propor que pelo menos uma das reuni\u00f5es das c\u00e2maras aconte\u00e7a em outro estado, para tamb\u00e9m criar c\u00e2maras em outros estados com forte incid\u00eancia de atua\u00e7\u00e3o\u201d, diz, ressaltando que a quest\u00e3o ambiental \u00e9 uma tend\u00eancia irrevers\u00edvel e que a c\u00e2mara veio no momento certo, principalmente devido ao novo C\u00f3digo Florestal, em que os engenheiros florestais passar\u00e3o a ter um \u201cnovo marco\u201d para poder \u201cespelhar-se\u201d. Sustentabilidade \u00e9 a palavra  A cria\u00e7\u00e3o da c\u00e2mara de Santa Catarina, em 2011, ap\u00f3s cinco anos de discuss\u00f5es, e sua instala\u00e7\u00e3o, no ano passado, proporcionou que fosse pleiteada ao Confea a cria\u00e7\u00e3o da C\u00e2mara Nacional de Engenharia Florestal.  Ponderando a imin\u00eancia da cria\u00e7\u00e3o da C\u00e2mara do Amap\u00e1 e ainda a de Minas Gerais, seu coordenador, o eng. fltal Marcos dos Santos Weiss, define que \u201ccom a implementa\u00e7\u00e3o da C\u00e2mara Nacional, a expectativa \u00e9 que sejamos enfim donos do nosso nariz. Poderemos levar ao conhecimento p\u00fablico as atribui\u00e7\u00f5es do engenheiro florestal, algo que n\u00e3o foi difundido, por estarmos sempre atrelados \u00e0 Agronomia. Quando comecei a atuar, nos anos 80, \u00e9ramos 50 engenheiros florestais em Santa Catarina. Hoje, somos mais de 1.300 profissionais\u201d.    Professor da Universidade do Contestado, em Canoinhas, onde foi instalado o primeiro curso de engenharia florestal de Santa Catarina (hoje h\u00e1 outros quatro cursos, em universidades particulares), Weiss considera que \u201ca palavra do momento\u201d \u00e9 sustentabilidade, e o profissional preparado para promov\u00ea-la \u00e9 o engenheiro florestal.  \u201cNossa grade curricular \u00e9 preparada para lidar com recursos naturais renov\u00e1veis e com a pr\u00f3pria sustentabilidade em si. N\u00f3s falamos de sustentabilidade desde a d\u00e9cada de 80, antes da Constitui\u00e7\u00e3o. Qualquer empreendimento precisa do fator sustentabilidade, e o profissional preparado para lidar com a conserva\u00e7\u00e3o e a preserva\u00e7\u00e3o dos recursos naturais \u00e9 o engenheiro florestal. Desde a conserva\u00e7\u00e3o das florestas nativas ao uso sustent\u00e1vel das florestas plantadas, de reflorestamento. Tamb\u00e9m \u00e9 nossa atribui\u00e7\u00e3o o manejo florestal, que visa ao uso sustent\u00e1vel, racional, da natureza, e isso \u00e9 sustentabilidade\u201d. O engenheiro florestal ressalta que o manejo se faz tanto na floresta nativa (para a ind\u00fastria moveleira e de produtos n\u00e3o madeir\u00e1veis, como os f\u00e1rmacos), como na floresta plantada (constitu\u00edda pelas ind\u00fastrias de grande escala, como a de papel, que lan\u00e7a m\u00e3o de grandes ativos florestais).Paradigmas As transforma\u00e7\u00f5es que a engenharia florestal vem experimentando, nas \u00faltimas d\u00e9cadas, acompanham a evolu\u00e7\u00e3o do debate ambiental em todo o mundo. \u201cA grande mudan\u00e7a \u00e9 que a engenharia florestal, no inicio, visou bastante \u00e0 produ\u00e7\u00e3o florestal. Hoje, visa \u00e0 produ\u00e7\u00e3o florestal e \u00e0 conserva\u00e7\u00e3o de ambientes florestais. S\u00e3o duas linhas de forma\u00e7\u00e3o do engenheiro florestal, os que v\u00e3o trabalhar com manejos de florestas nativas e plantadas, e os que v\u00e3o trabalhar com os parques florestais, que hoje tamb\u00e9m \u00e9 uma turma bastante significativa\u201d.    Mas h\u00e1 paradigmas que dever\u00e3o persistir, como o uso do pinus e do eucalipto para a produ\u00e7\u00e3o de papel. \u201cN\u00e3o se substitui isso. H\u00e1 o sen\u00e3o de n\u00e3o serem nativos, mas, no setor industrial, todo o seu maquin\u00e1rio \u00e9 destinado para estas esp\u00e9cies. N\u00e3o haveria condi\u00e7\u00e3o para modificar isso, em termos de mercado mundial\u201d, diz, informando que tanto as florestas econ\u00f4micas como as de conserva\u00e7\u00e3o v\u00e3o ampliar suas \u00e1reas de produ\u00e7\u00e3o, com novas plantas de papel e celulose no Brasil. \u201cMas as empresas que det\u00eam um patrim\u00f4nio florestal, com \u00e1reas muito grandes, t\u00eam sempre mais \u00e1rea de conserva\u00e7\u00e3o do que de utiliza\u00e7\u00e3o. O diferencial \u00e9 em torno de 40 por cento para uso, 60 para conserva\u00e7\u00e3o. Isso tem justificativa pela obedi\u00eancia \u00e0 legisla\u00e7\u00e3o ambiental. As grandes empresas dificilmente fogem \u00e0 sua responsabilidade social. O que houve foi a mudan\u00e7a da legisla\u00e7\u00e3o, mas houve a regula\u00e7\u00e3o com certificados ambientais garantindo o uso sustent\u00e1vel\u201d.  Nesse sentido, para Weiss, o C\u00f3digo Florestal veio para regular o uso do solo, e sua interfer\u00eancia maior recai sobre a pequena propriedade. \u201cA m\u00e9dia e a grande n\u00e3o tiveram muitas altera\u00e7\u00f5es. De acordo com o Novo C\u00f3digo, toda propriedade ter\u00e1 que fazer o seu cadastro, e ter\u00e1 que ser feito atrav\u00e9s do engenheiro florestal, no prazo de dois anos. Ent\u00e3o, esta demanda dever\u00e1 ser cumprida pelos profissionais\u201d.  Em rela\u00e7\u00e3o aos sombreamentos, Marcos considera que eles sempre ocorrem, principalmente com a Agronomia. \u201cAlguns n\u00e3o fazem parte da grade curricular deles e geram discuss\u00f5es, mas outros s\u00e3o contemplados pelos dois sem problema\u201d. Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 engenharia ambiental, ele esclarece que n\u00e3o h\u00e1 qualquer liga\u00e7\u00e3o com a engenharia florestal. \u201cNa sua maioria, os cursos de engenharia ambiental trabalham quest\u00f5es pr\u00f3ximas \u00e0 engenharia sanit\u00e1ria e qu\u00edmica\u201d.  J\u00e1 o ex-presidente da Sociedade Brasileira de Engenheiros Florestais, Glauber Pinheiro, defende que poderia ter havido um empenho maior para se criar primeiro mais c\u00e2maras nos Estados para, apenas depois, criar a c\u00e2mara nacional. \u201cSeria um absurdo n\u00e3o criar a C\u00e2mara porque a engenharia florestal n\u00e3o \u00e9 um ramo da agronomia. N\u00e3o fomos criados a partir da agronomia, foi preciso trazer professores de fora, inclusive. E temos que preservar esta autonomia\u201d. O representante da SBEF no Col\u00e9gio de Entidades do Sistema Confea\/Crea e M\u00fatua ressalta ainda que a vis\u00e3o apoiada por parte dos engenheiros agr\u00f4nomos  nos debates sobre o C\u00f3digo Florestal \u00e9 bem diferente da que seria levada por sua categoria.  Segundo ele, \u201ca engenharia florestal produz alimentos, mas com uma vis\u00e3o diferente da vis\u00e3o predat\u00f3ria que se tem hoje. E a gente tamb\u00e9m produz madeira, n\u00e3o temos a vis\u00e3o de que o ambiente deva ser intocado. Acontece que a gente tenta mudar esta \u00e1rea o m\u00ednimo poss\u00edvel. H\u00e1 uma diferen\u00e7a de filosofia\u201d.Fonte: Confea<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A cria\u00e7\u00e3o da Coordenadoria de C\u00e2maras Especializadas de Engenharia Florestal (CCEEF), em 18 de dezembro, promover\u00e1 uma importante mudan\u00e7a de paradigmas, bem de acordo com a expertise cada vez mais profunda, proporcionada pelo debate mundial em torno da sustentabilidade.<\/p>\n","protected":false},"author":7,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[],"tags":[],"class_list":["post-29721","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/29721","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=29721"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/29721\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=29721"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=29721"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=29721"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}