{"id":29856,"date":"2013-07-25T11:38:40","date_gmt":"2013-07-25T11:38:40","guid":{"rendered":""},"modified":"-0001-11-30T00:00:00","modified_gmt":"-0001-11-30T04:00:00","slug":"brasil-tera-primeiro-trem-de-levitacao-magnetica-em-2014-29856","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/brasil-tera-primeiro-trem-de-levitacao-magnetica-em-2014-29856\/","title":{"rendered":"Brasil ter\u00e1 primeiro trem de levita\u00e7\u00e3o magn\u00e9tica em 2014"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/crea-am.org.br\/img\/upload\/not13072520130724_152952_foto_06.jpg\" \/><br \/>As obras da nova via foram  iniciadas em abril de 2013 a partir de um projeto desenvolvido pelo Lasup, com  financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econ\u00f4mico e Social (BNDES) e  da Funda\u00e7\u00e3o de Amparo \u00e0 Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj), no valor  de R$ 5,8 milh\u00f5es e R$ 4,7 milh\u00f5es, respectivamente, al\u00e9m de apoio da  Secretaria de Assuntos Estrat\u00e9gicos (SAE) da Presid\u00eancia da Rep\u00fablica.    O  professor Richard Stephan explica que o maglev \u201cvai ser um ve\u00edculo para  transporte urbano de curto tempo de implanta\u00e7\u00e3o e de custo menor que o metr\u00f4\u201d.  Stephan indicou que as obras de um metr\u00f4 subterr\u00e2neo, principalmente se for  constru\u00eddo em lugar arenoso, como \u00e9 o caso da Linha 4 do metr\u00f4 do Rio, s\u00e3o  demoradas e devem ficar prontas s\u00f3 para as Olimp\u00edadas de 2016.    O  trem de levita\u00e7\u00e3o magn\u00e9tica \u00e9 feito em uma via elevada, sem a necessidade de  escava\u00e7\u00e3o de t\u00faneis, o que torna a obra mais r\u00e1pida. Stephan ressaltou que esta  \u00e9 uma tend\u00eancia do transporte urbano para ganhar agilidade. Lembrou que, em S\u00e3o  Paulo, est\u00e1 sendo constru\u00eddo o monorail, \u201cque tamb\u00e9m \u00e9 uma via elevada, para  ser mais r\u00e1pido\u201d.    Na  vertente de tecnologia de levita\u00e7\u00e3o de alta velocidade, os alem\u00e3es e os  japoneses est\u00e3o na dianteira. Apesar disso, o coordenador do Lasup informou que  s\u00f3 tem um projeto implantado comercialmente na China, que comprou tecnologia  alem\u00e3. J\u00e1 na vertente para transporte urbano, existem projetos avan\u00e7ados na  China, no Jap\u00e3o, na Coreia, nos Estados Unidos e no Brasil. \u201cH\u00e1 uma demanda  maior porque tem mais necessidade. O transporte urbano \u00e9 mais premente que o  interurbano\u201d, disse. Em termos comerciais, por\u00e9m, s\u00f3 h\u00e1 uma linha implantada no  Jap\u00e3o, mas que usa uma t\u00e9cnica de levita\u00e7\u00e3o diferente da brasileira.    Considerando  a tecnologia proposta pela Coppe para o trem de levita\u00e7\u00e3o magn\u00e9tica, que usa  supercondutores o Brasil est\u00e1 no topo do ranking mundial, assegurou Richard  Stephan. Em termos de experi\u00eancia na opera\u00e7\u00e3o de um ve\u00edculo de levita\u00e7\u00e3o para  transporte urbano, os japoneses est\u00e3o na lideran\u00e7a, embora usem outra t\u00e9cnica.    \u201cEu  acho a nossa t\u00e9cnica mais vantajosa sob uma s\u00e9rie de aspectos. A t\u00e9cnica que  n\u00f3s estamos usando \u00e9 inovadora, tem algumas vantagens que a outra n\u00e3o tem\u201d. A  principal vantagem, para o coordenador do Lasup, \u00e9 a estabilidade do sistema.  \u201c\u00c9 uma t\u00e9cnica de levita\u00e7\u00e3o que, naturalmente, \u00e9 est\u00e1vel\u201d. As t\u00e9cnicas de  levita\u00e7\u00e3o adotadas pelo Jap\u00e3o, pela Coreia e China, por exemplo, exigem um  esquema sofisticado de controle para manter o sistema est\u00e1vel. \u201cEsta \u00e9 uma  diferen\u00e7a enorme, em termos de seguran\u00e7a tamb\u00e9m da opera\u00e7\u00e3o. A possibilidade de  falha \u00e9 bem menor\u201d, disse.    Prot\u00f3tipo  do ve\u00edculo    O  prot\u00f3tipo que est\u00e1 sendo desenvolvido pela Coppe tem capacidade de transporte  de 30 pessoas. Stephan declarou que, em geral, o novo trem de levita\u00e7\u00e3o ter\u00e1  \u00e1rea \u00fatil para transporte de 6 metros quadrados, sendo cinco passageiros por  metro quadrado. O transporte de mais pessoas vai depender da dimens\u00e3o do  ve\u00edculo. Destacou, entretanto, que a propor\u00e7\u00e3o por metro quadrado se mant\u00e9m.  \u201cEu posso incluir mais vag\u00f5es, aumentar a \u00e1rea e transportar mais gente\u201d,  conclui o professor.    O  Maglev-Cobra n\u00e3o consumir\u00e1 combust\u00edvel f\u00f3ssil. \u201cEle n\u00e3o \u00e9 movido a combust\u00e3o. \u00c9  todo el\u00e9trico\u201d. Mesmo comparado a um trem el\u00e9trico, o professor indicou que o  consumo deve ser menor porque no trem de levita\u00e7\u00e3o n\u00e3o existe o problema de  atrito da roda com o trilho. \u201c\u00c9 um ve\u00edculo que n\u00e3o tem contato mec\u00e2nico. Isto  diminui o consumo de energia. \u00c9 um consumo menor de energia, comparado com um  ve\u00edculo el\u00e9trico tamb\u00e9m\u201d, ressaltou.    Os  m\u00f3dulos do trem de levita\u00e7\u00e3o magn\u00e9tica est\u00e3o sendo constru\u00eddos na Cidade  Universit\u00e1ria, na Ilha do Fund\u00e3o, pela empresa Holos. A Coppe informou, por  meio da assessoria de imprensa, que as obras de infraestrutura do trem de  levita\u00e7\u00e3o magn\u00e9tica chegam a ser 70% mais econ\u00f4micas do que as obras de um  metr\u00f4 subterr\u00e2neo, cujo custo atinge em torno de R$ 100 milh\u00f5es por quil\u00f4metro.  Os pesquisadores estimam que o trem de levita\u00e7\u00e3o poder\u00e1 ser implantado por  cerca de R$ 33 milh\u00f5es por quil\u00f4metro.    A  for\u00e7a dos im\u00e3s    Trens  de levita\u00e7\u00e3o magn\u00e9tica s\u00e3o ve\u00edculos que transitam numa linha elevada e s\u00e3o  propulsionados pelas for\u00e7as atrativas e repulsivas do magnetismo por meio de  supercondutores. De fato, eles &#8220;levitam&#8221; alguns mil\u00edmetros acima dos  trilhos, eliminando-se o atrito entre rodas e trilhos, permitindo altas velocidades  com relativo baixo consumo de energia e pouco ru\u00eddo. H\u00e1 projetos para linhas de  maglev que chegariam a velocidade de at\u00e9 3.200 km\/h, utlizando t\u00faneis  despressurizados em toda a extens\u00e3o dos trilho.    Fonte: Revista Funda\u00e7\u00f5es<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A primeira linha de trem de levita\u00e7\u00e3o magn\u00e9tica (maglev) no Brasil deve iniciar suas opera\u00e7\u00f5es no Rio de Janeiro ainda em 2014, informou o professor Richard Stephan, coordenador do Laborat\u00f3rio de Aplica\u00e7\u00f5es de Supercondutores (Lasup), da UFRJ.<\/p>\n","protected":false},"author":7,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[],"tags":[],"class_list":["post-29856","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/29856","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=29856"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/29856\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=29856"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=29856"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=29856"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}