{"id":29911,"date":"2013-11-11T08:52:37","date_gmt":"2013-11-11T08:52:37","guid":{"rendered":""},"modified":"-0001-11-30T00:00:00","modified_gmt":"-0001-11-30T04:00:00","slug":"conheca-as-arvores-que-dominam-a-floresta-amazonica-29911","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/conheca-as-arvores-que-dominam-a-floresta-amazonica-29911\/","title":{"rendered":"Conhe\u00e7a as \u00e1rvores que \u00b4dominam\u00b4 a Floresta Amaz\u00f4nica"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/crea-am.org.br\/img\/upload\/not1311111384032293567.jpg\" \/><br \/>Liderados pelo bi\u00f3logo holand\u00eas Hans ter Steege, \u00a0Rafael Salom\u00e3o e Ima Vieira, (pesquisadores da Coordena\u00e7\u00e3o de Bot\u00e2nica do\u00a0Museu Paraense Em\u00edlio Goeldi) e outros 117 pesquisadores vinculados a\u00a0Amazon Tree Diversity Network\u00a0&#8211; ATDN (Rede de Diversidade de \u00c1rvores da Amaz\u00f4nia), publicaram artigo na Science, sobre as \u00e1rvores hiperdominantes da Amaz\u00f4nia. Para os autores, que acumulam d\u00e9cadas de estudos na Floresta Amaz\u00f4nica, a regi\u00e3o ainda permanece um enigma em v\u00e1rios sentidos. At\u00e9 recentemente, os cientistas ainda n\u00e3o sabiam quantas \u00e1rvores, quantas esp\u00e9cies e quais os territ\u00f3rios que elas se concentram na Amaz\u00f4nia. \u00a0O artigo \u201cHyperdominance in the Amazonian Tree Flora\u201d tenta responder a estas e outras quest\u00f5es.O estudo estimou que o n\u00famero de \u00e1rvores existentes nos 6 milh\u00f5es de quil\u00f4metros quadrados da Amaz\u00f4nia \u00e9 de 390 bilh\u00f5es \u2013 o levantamento relaciona apenas exemplares com di\u00e2metro m\u00ednimo do tronco (DAP) de 10 cm. A m\u00e9dia de \u00e1rvores por hectare \u00e9 de 565. A maior surpresa foi o dado de que apenas 227 das 16.000 esp\u00e9cies de \u00e1rvores s\u00e3o hiperdominantes, e contribuem com mais da metade dos 390 bilh\u00f5es de indiv\u00edduos.As esp\u00e9cies consideradas hiperdominantes correspondem a apenas 1,4% do total das esp\u00e9cies estimadas para a Amaz\u00f4nia. Um dado de suma import\u00e2ncia, pois mais da metade dos frutos, flores, folhas e biomassa da maior floresta do mundo, rica em biodiversidade, s\u00e3o de uma pequena parcela das esp\u00e9cies, que tem uma larga representatividade nos ciclos de carbono, \u00e1gua e nutrientes. Mas, um alerta \u00e9 necess\u00e1rio &#8211; n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel menosprezar a import\u00e2ncia da contribui\u00e7\u00e3o das mais de 5.000 esp\u00e9cies de \u00e1rvores raras no funcionamento dos ecossistemas.Campe\u00f5esO a\u00e7a\u00ed-do-amazonas (Euterpe precatoria), tamb\u00e9m conhecido como a\u00e7a\u00ed-solit\u00e1rio por apresentar apenas um estipe, \u00e9 a esp\u00e9cie com maior popula\u00e7\u00e3o (5,21 bilh\u00f5es de unidades) entre todas as hiperdominantes. O a\u00e7a\u00ed que ocorre em touceiras, o Euterpe oleracea, ocupa a sexta posi\u00e7\u00e3o com 3,78 bilh\u00f5es de indiv\u00edduos. Outras quatro esp\u00e9cies de palmeiras est\u00e3o entre as 20 de maior hiperdomin\u00e2ncia. A\u00a0Protium altissimum, uma esp\u00e9cie de breu, \u00e9 a mais populosa, com 5,21 bilh\u00f5es de \u00e1rvores, seguida de\u00a0Eschweilera coriacea, o matamat\u00e1-branco, com 5 bilh\u00f5es de \u00e1rvores. Detalhe: o matamat\u00e1-branco \u00e9 a \u00fanica hiperdominante em todas as seis regi\u00f5es adotadas pelo estudo.Segundo o bot\u00e2nico Rafael Salom\u00e3o, que contribuiu com dados provenientes de mais de 100 lotes inventariados, o sucesso das hiperdominantes pode ser explicado por duas hip\u00f3teses. \u201cPrev\u00ea-se a descoberta de que essas \u00e1rvores sejam desproporcionalmente resistentes a pat\u00f3genos, herb\u00edvoros especializados e outras fontes de mortalidade que dependam da frequ\u00eancia. Cultivos humanos muito difundidos na fase pr\u00e9-Colombiana pode ser outra hip\u00f3tese convincente para explicar o hiper dom\u00ednio\u201d, diz Salom\u00e3o.MetodologiaO estudo feito por toda a Amaz\u00f4nia, que foi divida em seis grandes regi\u00f5es, totalizou 1.170 parcelas de 1 ha cada, incluindo os cinco tipos de vegeta\u00e7\u00e3o: terra firme, v\u00e1rzea, igap\u00f3, p\u00e2ntanos e floresta de areia branca.A pesquisa abordou principalmente a abund\u00e2ncia (n\u00ba de indiv\u00edduos por \u00e1rea), a frequ\u00eancia (distribui\u00e7\u00e3o espacial), a raridade e a riqueza da flora arb\u00f3rea de toda a Amaz\u00f4nia (nove pa\u00edses). As popula\u00e7\u00f5es das esp\u00e9cies foram distribu\u00eddas em classes de domin\u00e2ncia &#8211; RAD (rank-abundance distribution) -, sendo classificadas em hiperdominantes (227 esp\u00e9cies), dominantes (4.773), raras (5.000) e muito raras (6.000 esp\u00e9cies), totalizando estimadas 16.000 esp\u00e9cies amaz\u00f4nicas.ImpactosPara Ima Vieira, ec\u00f3loga do Museu Goeldi e coordenadora do INCT Biodiversidade e Uso da Terra na Amaz\u00f4nia, este tipo de estudo mostra a for\u00e7a da coopera\u00e7\u00e3o intelectual no qual cientistas de v\u00e1rios pa\u00edses e institui\u00e7\u00f5es contribuem para o avan\u00e7o do conhecimento sobre a Amaz\u00f4nia. \u201cIsso s\u00f3 foi poss\u00edvel gra\u00e7as ao trabalho continuado de v\u00e1rios anos de pesquisa de todos os envolvidos que assinam o artigo. Este \u00e9 um exemplo que deve ser seguido na pol\u00edtica de ci\u00eancia nacional, no apoio a projetos de longo prazo e interinstitucional\u201d, ressalva Vieira.O estudo da Rede ADTN deve apontar novos rumos para simplificar as pesquisas bioqu\u00edmicas, de ecologia animal e vegetal, al\u00e9m do mapeamento das plantas na Amaz\u00f4nia, o que poder\u00e1 contribuir de maneira eficiente aos objetivos da Conserva\u00e7\u00e3o e da Restaura\u00e7\u00e3o de passivos ambientais na regi\u00e3o. Fonte: <a href=\"http:\/\/www.portalamazonia.com\" class=\"autohyperlink\">www.portalamazonia.com<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cientistas destacam esp\u00e9cies que correspondem a mais da metade das 390 bilh\u00f5es de \u00e1rvores na Amaz\u00f4nia<\/p>\n","protected":false},"author":7,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[],"tags":[],"class_list":["post-29911","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/29911","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=29911"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/29911\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=29911"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=29911"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=29911"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}