{"id":29928,"date":"2013-12-09T14:20:00","date_gmt":"2013-12-09T14:20:00","guid":{"rendered":""},"modified":"-0001-11-30T00:00:00","modified_gmt":"-0001-11-30T04:00:00","slug":"ilhas-de-calor-se-expandem-na-cidade-de-manaus-29928","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/ilhas-de-calor-se-expandem-na-cidade-de-manaus-29928\/","title":{"rendered":"\u2018Ilhas de calor\u2019 se expandem na cidade de Manaus"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/crea-am.org.br\/img\/upload\/not131209asfalto-principais-formacao-chamadas-manaus_acrima20131207_0020_24.jpg\" \/><br \/>O alerta \u00e9 do arquiteto Jaime Kuck, da Universidade Luterana de Manaus (Ulbra). Ao comentar sobre esse fen\u00f4meno, existente em todas as cidades do mundo, caracterizado por um aumento de temperatura porque esses materiais s\u00e3o coletores de calor.Kuck aponta espa\u00e7os como o da Avenida Torquato Tapaj\u00f3s, pr\u00f3ximo \u00e0 Esta\u00e7\u00e3o Rodovi\u00e1ria, em Flores, Zona Centro-Oeste e o Complexo Vi\u00e1rio Gilberto Mestrinho, no Coroado, Zona Leste, como ilhas de calor da cidade.Em ambas, a quantidade de concreto e asfalto gera um desconforto t\u00e9rmico t\u00e3o grande que, no caso do Coroado, nem a proximidade dos fragmentos florestais da Universidade Federal, a Ufam e do Instituto Nacional de Pesquisas da Amaz\u00f4nia (Inpa) contribui para reduzir esse efeito.Outra ilha de calor est\u00e1 situada na Torquato Tapaj\u00f3s, pr\u00f3ximo ao Terminal Rodovi\u00e1rio de Manaus, na rotat\u00f3ria do bairro Jorge Teixeira. Segundo ele, no Centro de Manaus, telhados mais escuros funcionam como coletores de calor.TelhadosA solu\u00e7\u00e3o seria ter uma arboriza\u00e7\u00e3o mais densa e cores mais claras para os telhados para reduzir o fen\u00f4meno. O arquiteto cita, inclusive, os telhados verdes que viraram moda na Europa e que come\u00e7am lentamente a ser implantados no Brasil, com a cobertura vegetal.Al\u00e9m do consumo de energia, um dos efeitos das ilhas de calor \u00e9 o aumento do volume de chuvas, pois nessas \u00e1reas de baixa press\u00e3o atmosf\u00e9rica, o ar tem uma din\u00e2mica ascendente que faz com que nesses locais haja maior concentra\u00e7\u00e3o de umidade, contribuindo para um volume maior de precipita\u00e7\u00f5es.O edif\u00edcios tamb\u00e9m contribuem para esse fen\u00f4meno, principalmente pela uso de vidro, pois embora existam os que reduzem a entrada da radia\u00e7\u00e3o, \u00e9 um material inadequado para Manaus, porque acaba tornando o espa\u00e7o numa estufa.Por conta disso, ele cita a proposta do Plano Diretor de Manaus de autorizar edif\u00edcios de 25 andares na Avenida das <a href=\"http:\/\/Torres.Com\" class=\"autohyperlink\">Torres.Com<\/a>o essa via \u00e9 de fundo para o Igarap\u00e9 do Mindu, Kuck afirma que torres pr\u00f3ximas a leitos de rio v\u00e3o provocar o bloqueio da circula\u00e7\u00e3o de ventos, que manteriam um microclima mais agrad\u00e1vel.Sobre esse aspecto, ele confirma a tese do grande arquiteto Severiano M\u00e1rio Porto, quando dizia que a constru\u00e7\u00e3o de pr\u00e9dios muito altos na Ponta Negra faria uma barreira \u00e0 entrada de ventos na cidade.Kuck diz que com a cidade j\u00e1 tem uma ventila\u00e7\u00e3o prec\u00e1ria, se a brisa pequena que vem do rio for interrompida por conta da ocupa\u00e7\u00e3o da orla, haver\u00e1, sim, mais calor.Plano Diretor n\u00e3o colaboraO arquiteto Jaime Kuck lamenta que no debate do plano diretor n\u00e3o se tenha dado import\u00e2ncia ao conforto ambiental da cidade no cuidado com \u00e1reas de fundos de vale, que s\u00e3o as \u00e1reas mais baixas do relevo, por onde passam os igarap\u00e9s.\u201cMas estamos fazendo o mesmo feito em S\u00e3o Paulo, apesar de conhecer o drama gerado l\u00e1 com o asfaltamento e a cria\u00e7\u00e3o de vias nessas \u00e1reas\u201d, advertiu o arquiteto, lamentando que onde passam os igarap\u00e9s, \u00e9 mais fresco em fun\u00e7\u00e3o da \u00e1gua, por isso projetos que canalizam os igarap\u00e9s n\u00e3o s\u00e3o recomend\u00e1veis.\u201cHoje, a cidade esquentou e uma das raz\u00f5es \u00e9 a degrada\u00e7\u00e3o dos igarap\u00e9s, o desaparecimento da vegeta\u00e7\u00e3o ciliar, a excessiva impermeabiliza\u00e7\u00e3o dessas \u00e1reas, e cria\u00e7\u00e3o das vias de fundo de vale\u201d, assegurou ele, lembrando que s\u00f3 com a prote\u00e7\u00e3o da mata ciliar, que ocorre nas margens dos rios, mant\u00e9m-se uma temperatura mais baixa.No outro lado, nos divisores de \u00e1gua, poder\u00edamos ter as grandes vias, telhados, pr\u00e9dios, lugares mais quentes, mas que em fun\u00e7\u00e3o de temperatura mais amena nos fundos de vale, haveria uma circula\u00e7\u00e3o de vento contribuindo para mitiga\u00e7\u00e3o desse efeito do calor.ColetoresOs coletores de calor, como s\u00e3o chamados o asfalto, os viadutos de concreto, somados a redu\u00e7\u00e3o da vegeta\u00e7\u00e3o, s\u00e3o desvantagem para uma cidade como Manaus, onde se tem que gastar muito mais energia para climatizar os ambientes, observa o especialista, citando diferen\u00e7as de temperaturas em locais onde h\u00e1 pouca vegeta\u00e7\u00e3o e muita quantidade de asfalto e concreto.Recupera\u00e7\u00e3oNa Europa, h\u00e1 40 anos eles v\u00eam quebrando todas a obras concreto ao longo dos riachos e igarap\u00e9s, repondo a mata ciliar, cercando e protegendo essas \u00e1reas. V\u00e1rios rios foram recuperados, com a mata ciliar que faz a prote\u00e7\u00e3o as margens. Jaime Kuck questiona por que aqui se faz o contr\u00e1rio?FONTE: Portal A Cr\u00edtica<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A degrada\u00e7\u00e3o dos igarap\u00e9s e a canaliza\u00e7\u00e3o de seus leitos, a cria\u00e7\u00e3o de pistas nas \u00e1reas de fundo de vale, o asfalto e viaduto s\u00e3o as principais causas da forma\u00e7\u00e3o, cada vez maior das chamadas \u201cilhas de calor\u201d em Manaus.<\/p>\n","protected":false},"author":7,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[],"tags":[],"class_list":["post-29928","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/29928","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=29928"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/29928\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=29928"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=29928"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=29928"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}