{"id":29932,"date":"2009-05-12T10:43:31","date_gmt":"2009-05-12T10:43:31","guid":{"rendered":""},"modified":"-0001-11-30T00:00:00","modified_gmt":"-0001-11-30T04:00:00","slug":"pais-tem-falta-de-formados-e-mercado-em-expansao-29932","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/pais-tem-falta-de-formados-e-mercado-em-expansao-29932\/","title":{"rendered":"Pa\u00eds tem falta de formados e mercado em expans\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/crea-am.org.br\/img\/upload\/\" \/><br \/>O Brasil forma, por ano, cerca de 25 mil engenheiros -um ter\u00e7o do n\u00famero da Coreia do Sul, que gradua anualmente em torno de 80 mil profissionais.<br \/>\nComo faltam engenheiros, sobram postos de trabalho para gente qualificada, inclusive no exterior. Foi o que deu um impulso na carreira de Rafael Watai, 23, aluno do quarto ano de engenharia naval na Poli-USP.<br \/>\nNo ano passado, ele estagiou em uma empresa na Holanda por sete meses. &#8220;Fiquei em Roterd\u00e3, trabalhando em um projeto de estabiliza\u00e7\u00e3o para plataformas de petr\u00f3leo em sistemas mar\u00edtimos.&#8221;<br \/>\nD\u00favida<br \/>\nPor pouco Rafael n\u00e3o optou por outra \u00e1rea. &#8220;Passei tr\u00eas anos do curso acreditando que queria el\u00e9trica e s\u00f3 fui descobrir naval no ano passado.&#8221;<br \/>\nEssa \u00e9 uma situa\u00e7\u00e3o comum, afirma Denis Coury, chefe do departamento de engenharia el\u00e9trica da USP de S\u00e3o Carlos.<br \/>\n&#8220;Os alunos chegam muito novos \u00e0 faculdade e trocam de \u00e1rea com frequ\u00eancia ou n\u00e3o sabem o que querem. Muitos desistem do curso ou v\u00e3o trabalhar com outra coisa.&#8221;<br \/>\nPaula Ruocco, 22, que estuda na Poli-USP, passou por isso. &#8220;N\u00e3o sabia que engenharia eu queria. Ao longo do tempo optei por civil, de que gosto bastante. Mas vejo gente desistir a toda hora&#8221;, diz ela, que est\u00e1 cursando o quarto ano.<br \/>\nBoa parte dos rec\u00e9m-formados ou estudantes de engenharia j\u00e1 trabalhou em banco, ger\u00eancia de empresa ou no mercado financeiro, diz o coordenador de engenharia civil da Unesp de Bauru, Carlos Eduardo Javaroni. &#8220;O sal\u00e1rio chega a R$ 8.000, \u00e9 atraente&#8221;, diz ele.<br \/>\nCoury concorda. &#8220;Isso acontece mesmo, \u00e9 inevit\u00e1vel. Quem faz engenharia costuma ser bom com n\u00fameros e planejamento, e os bancos valorizam. Mas d\u00e1 para trabalhar como engenheiro e ganhar bem.&#8221;<br \/>\nO campus da USP em S\u00e3o Carlos, onde Coury leciona, \u00e9 conhecido pelos cursos diferenciados que oferece, como engenharia aeron\u00e1utica e mecatr\u00f4nica. Como as outras universidades p\u00fablicas, a USP re\u00fane grande n\u00famero de cursos, mas tem perfil mais forte em alguns.<br \/>\nOutra dificuldade para as empresas \u00e9 encontrar alunos com especializa\u00e7\u00e3o em engenharia, afirmam especialistas. Segundo a Federa\u00e7\u00e3o Nacional dos Engenheiros, dos 10 mil doutores formados todo ano, s\u00f3 13% s\u00e3o desta \u00e1rea. No mestrado, os engenheiros s\u00e3o 11,6% de um total de 30 mil alunos.<br \/>\nFonte: Folha de S\u00e3o Paulo<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Existe uma grande procura por profissionais formados em todas as carreiras de engenharia, afirma Jos\u00e9 Tadeu da Silva, presidente do Crea-SP (Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura Agronomia de S\u00e3o Paulo). Ele afirma que a crise econ\u00f4mica ainda n\u00e3o chegou &quot;com for\u00e7a&quot; \u00e0 profiss\u00e3o. &quot;H\u00e1 muitos investimentos que continuam sendo realizados, tanto pelo setor p\u00fablico quanto por empresas, mas falta gente graduada.&quot;<\/p>\n","protected":false},"author":7,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[],"tags":[],"class_list":["post-29932","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/29932","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=29932"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/29932\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=29932"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=29932"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=29932"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}