{"id":29977,"date":"2014-01-28T14:32:08","date_gmt":"2014-01-28T14:32:08","guid":{"rendered":""},"modified":"-0001-11-30T00:00:00","modified_gmt":"-0001-11-30T04:00:00","slug":"aco-produzido-nos-eua-fica-mais-caro-e-da-impulso-a-exportacoes-brasileiras-29977","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/aco-produzido-nos-eua-fica-mais-caro-e-da-impulso-a-exportacoes-brasileiras-29977\/","title":{"rendered":"A\u00e7o produzido nos EUA fica mais caro e d\u00e1 impulso a exporta\u00e7\u00f5es brasileiras"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/crea-am.org.br\/img\/upload\/not140128download.jpg\" \/><br \/>O motivo: a diferen\u00e7a entre os pre\u00e7os de quase todos os tipos de a\u00e7o produzidos nos EUA e do a\u00e7o estrangeiro atingiu n\u00edveis recordes. A amplia\u00e7\u00e3o dessa diferen\u00e7a, atribu\u00edda ao excesso de oferta global e \u00e0 forte demanda por parte das fabricantes de autom\u00f3veis, provocou um salto das importa\u00e7\u00f5es americanas, que devem chegar a 3,2 milh\u00f5es de toneladas em janeiro, um aumento de 23% em rela\u00e7\u00e3o aos 2,6 milh\u00f5es de toneladas importadas em janeiro de 2013.\u00a0A diferen\u00e7a m\u00e9dia de pre\u00e7o entre os EUA e a China saltou para US$ 159 por tonelada. Um ano atr\u00e1s, a tonelada de a\u00e7o americano custava, na verdade, US$ 19 mais barato, de acordo com a empresa de an\u00e1lise de pre\u00e7os CRU.\u00a0Howard Allen, vice-presidente da Midland Steel Warehouse Corp., est\u00e1 entre os compradores americanos que est\u00e3o ampliando as encomendas de a\u00e7o estrangeiro \u00e0 medida que a diferen\u00e7a de pre\u00e7os cresce. A Midland Steel Warehouse, de Nova York, compra bobinas de a\u00e7o e as corta em tamanhos espec\u00edficos para a constru\u00e7\u00e3o, ilumina\u00e7\u00e3o, m\u00f3veis de escrit\u00f3rio e outros produtos.\u00a0Um ano atr\u00e1s, Allen usava sider\u00fargicas nacionais para suprir quase todas as 4.000 toneladas de a\u00e7o que sua empresa precisa a cada m\u00eas. Agora, 30% do produto que compra mensalmente v\u00eam do Brasil, China, e \u00cdndia &#8211; e a qualidade \u00e9 semelhante, diz ele. Depois de levar em conta todos os custos&#8221;, incluindo o transporte, o a\u00e7o importado &#8220;acaba sendo at\u00e9 10% mais barato&#8221;, diz Allen.\u00a0De fato, o Instituto A\u00e7o Brasil confirma esta tend\u00eancia. As sider\u00fargicas brasileiras v\u00eam registrado um aumento constante nas exporta\u00e7\u00f5es de a\u00e7o para o mercado americano. Em 2012, ano para o qual o instituto tem dados mais recentes, as sider\u00fargicas brasileiras exportaram 3,6 milh\u00f5es de toneladas de a\u00e7o para os EUA, 36,9% a mais que em 2011. Para 2013, o instituto estima que os EUA tenham recebido 45% do total exportado pelo Brasil.\u00a0Os pre\u00e7os do a\u00e7o nos EUA se mantiveram relativamente baixos at\u00e9 meados do ano passado, quando grandes produtores, como a U.S. Steel Corp., a AK Steel Holding Corp. e a ArcelorMittal puderam aumentar seus pre\u00e7os, em grande parte por causa da forte demanda da ind\u00fastria automobil\u00edstica e de uma melhora no setor da constru\u00e7\u00e3o. Nos EUA, o pre\u00e7o m\u00e9dio da bobina de la\u00e7o laminado a quente, refer\u00eancia do mercado, \u00e9 hoje de US$ 676, cerca de 10% mais alto que o de um ano antes. Em compara\u00e7\u00e3o, o pre\u00e7o atual para as mesmas bobinas laminadas a quente produzidas pela China para os compradores dos EUA \u00e9 de US$ 540 a tonelada.\u00a0Ao mesmo tempo, embora o governo chin\u00eas tenha tomado medidas para fechar usinas antiquadas, a produ\u00e7\u00e3o de a\u00e7o do pa\u00eds cresceu 7,5% em 2013 ante o ano anterior, para um recorde de 779 milh\u00f5es de toneladas, sete vezes a do Jap\u00e3o, o segundo maior produtor de a\u00e7o do mundo. Com a desacelera\u00e7\u00e3o do crescimento da demanda na China e em outros lugares, &#8220;havia um excesso real no mercado&#8221;, diz John Packard, diretor da &#8220;Market Update Steel&#8221;, uma publica\u00e7\u00e3o do setor.\u00a0Isso fez com que a diferen\u00e7a entre os pre\u00e7os nos EUA e os de outros produtores de a\u00e7o importantes, como o Brasil e a Alemanha, come\u00e7asse a subir no fim do ano, diz David Lipschitz, analista da CLSA Americas. Foi a\u00ed que compradores americanos, como Allen, da Midland Steel Warehouse, passaram a encomendar a\u00e7o importado.\u00a0&#8220;\u00c9 preciso dois ou tr\u00eas meses para o a\u00e7o chegar aqui&#8221;, diz Lipschitz. Os pre\u00e7os mais baixos fazem com que a espera valha a pena, diz Allen.\u00a0As sider\u00fargicas americanas t\u00eam se beneficiado dos pre\u00e7os mais altos no mercado interno, mas a expectativa \u00e9 de que o aumento das importa\u00e7\u00f5es provocar\u00e1 queda nos pre\u00e7os e encomendas de algumas das empresas. Analistas esperam que a U.S. Steel divulgue preju\u00edzo no quarto trimestre na teleconfer\u00eancia marcada para hoje e que a AK Steel, que divulga resultados amanh\u00e3, n\u00e3o passe do ponto de equil\u00edbrio no mesmo per\u00edodo. Os efeitos financeiros das crescentes importa\u00e7\u00f5es come\u00e7aram a ser sentidos este m\u00eas, quando o a\u00e7o encomendado no fim do ano passado come\u00e7ou a chegar nos portos americanos.\u00a0AK Steel, U.S. Steel e ArcelorMittal n\u00e3o quiseram comentar.\u00a0O diretor-presidente da U.S. Steel, Mario Longhi, disse a analistas em outubro que esperava que autoridades comerciais dos EUA impusessem tarifas que resultassem em um ajuste nos pre\u00e7os de importa\u00e7\u00e3o &#8220;que melhor reflitam uma condi\u00e7\u00e3o normal de mercado versus pre\u00e7os distorcidos por pr\u00e1ticas comerciais desleais&#8221;.\u00a0O fechamento de uma usina importante no Estado de Baltimore, na regi\u00e3o leste dos EUA, tamb\u00e9m influenciou a decis\u00e3o de Allen de comprar a\u00e7o estrangeiro. A usina, que pertencia \u00e0 RG Steel LLC, fechou h\u00e1 dois anos por causa de altos custos trabalhistas e falta de demanda na regi\u00e3o. A RG Steel atravessa agora uma recupera\u00e7\u00e3o judicial.\u00a0&#8220;N\u00e3o h\u00e1 uma grande fonte de a\u00e7o [em boa parte da] Costa Leste americana&#8221;, diz Allen.\u00a0Os compradores de a\u00e7o das regi\u00f5es Sul e Centro-Oeste dizem que importar n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o atraente, porque eles podem compr\u00e1-lo de sider\u00fargicas pr\u00f3ximas e evitar os custos de transporte.\u00a0Certamente, os EUA n\u00e3o t\u00eam capacidade de produ\u00e7\u00e3o de a\u00e7o suficiente e dependem de importa\u00e7\u00f5es h\u00e1 d\u00e9cadas. O pa\u00eds consome cerca de 108 milh\u00f5es de toneladas por ano, por volta de 75% desse total s\u00e3o produzidos por sider\u00fargicas locais. O resto vem de produtoras estrangeiras, diz Packard. As importa\u00e7\u00f5es poderiam representar uma fatia maior do mercado, cerca de 30%, at\u00e9 o fim deste ano, se a diferen\u00e7a de pre\u00e7os se mantiver t\u00e3o grande, tornando mais barato comprar a\u00e7o estrangeiro, diz ele.\u00a0&#8220;Esse \u00e9 o maior volume de pedidos de [a\u00e7o] importado para o primeiro trimestre que vi nos \u00faltimos cinco anos&#8221;, diz um operador de a\u00e7o que preferiu n\u00e3o se identificar e cuja corretora intermedia a compra e venda do produto entre empresas americanas e produtores estrangeiros. &#8220;Agora que as pessoas esperam seus barcos chegar, est\u00e1 suavizando, mas isso vai persistir no segundo trimestre.&#8221;\u00a0As importa\u00e7\u00f5es s\u00e3o a principal raz\u00e3o pela qual a maioria dos analistas espera que os pre\u00e7os do a\u00e7o nos EUA caiam este ano. Josh Spoores, que analisa os pre\u00e7os para a CRU, diz que as importa\u00e7\u00f5es devem manter a for\u00e7a em fevereiro e mar\u00e7o. &#8220;Haver\u00e1 uma grande onda de importa\u00e7\u00f5es no primeiro semestre&#8221;, diz ele, acrescentando que os pre\u00e7os provavelmente atingiram o pico no ano.\u00a0Detroit tem fome de a\u00e7o no momento. As montadoras americanas devem vender 16 milh\u00f5es de ve\u00edculos este ano, contra 10,4 milh\u00f5es em 2009.\u00a0Mesmo assim, para alguns compradores de a\u00e7o americanos, a importa\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 a melhor alternativa. Allen diz que preferiria que a Midland Steel Warehouse comprasse todas as 50.000 toneladas de a\u00e7o que consome anualmente de produtores nacionais. &#8220;E isso vai voltar&#8221;, diz ele. &#8220;Este neg\u00f3cio \u00e9 sempre c\u00edclico.&#8221; Fonte: Instituto de Engenharia<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Para alguns compradores de a\u00e7o dos Estados Unidos, est\u00e1 mais barato hoje comprar a\u00e7o da China ou do Brasil do que da Pensilv\u00e2nia.<\/p>\n","protected":false},"author":7,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[],"tags":[],"class_list":["post-29977","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/29977","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=29977"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/29977\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=29977"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=29977"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=29977"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}