{"id":30060,"date":"2014-07-11T15:30:53","date_gmt":"2014-07-11T15:30:53","guid":{"rendered":""},"modified":"-0001-11-30T00:00:00","modified_gmt":"-0001-11-30T04:00:00","slug":"hidrovias-da-amazonia-dao-novo-folego-para-setor-do-agronegocio-30060","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/hidrovias-da-amazonia-dao-novo-folego-para-setor-do-agronegocio-30060\/","title":{"rendered":"Hidrovias da Amaz\u00f4nia d\u00e3o novo f\u00f4lego para setor do agroneg\u00f3cio"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/crea-am.org.br\/img\/upload\/not140711hidrovia_antaq.jpg\" \/><br \/>A abertura de uma nova\u00a0rota do transporte de \u00a0gr\u00e3os pelo rio Tapaj\u00f3s,\u00a0no Par\u00e1, em abril deste\u00a0ano, amplia discuss\u00f5es sobre\u00a0como melhorar\u00a0a utiliza\u00e7\u00e3o do Porto de Itacoatiara para o escoamento\u00a0de produtos agr\u00edcolas\u00a0que se destinam \u00e0 exporta\u00e7\u00e3o.\u00a0Empresas privadas j\u00e1 investem\u00a0em melhorias pelo rio Madeira\u00a0e estudos da Expedi\u00e7\u00e3o Safra\u00a0apontam import\u00e2ncia do porto\u00a0no Amazonas como rota alternativa.A Companhia Nacional\u00a0de Abastecimento (Conab) divulgou\u00a0na \u00faltima quarta-feira (9) as previs\u00f5es\u00a0para a safra brasileira de\u00a0gr\u00e3os em 2013\/14. Segundo relat\u00f3rio,\u00a0o Pa\u00eds deve colher 193,8\u00a0milh\u00f5es de toneladas. \u00c0 medida\u00a0que a produ\u00e7\u00e3o de gr\u00e3os\u00a0aumenta, uma preocupa\u00e7\u00e3o:\u00a0como os produtores transportar\u00e3o\u00a0suas mercadorias at\u00e9 os\u00a0compradores internacionais? A Expedi\u00e7\u00e3o Safra aprofunda\u00a0as discuss\u00f5es sobre a log\u00edstica\u00a0do agroneg\u00f3cio brasileiro e analisou\u00a0-nas duas \u00faltimas semanas\u00a0\u2013a estrutura portu\u00e1ria dos\u00a0Estados do\u00a0Par\u00e1\u00a0eAmazonas\u00a0e a produ\u00e7\u00e3o de gr\u00e3os de Roraima.Para Ferreira, \u00e9 importante conhecer\u00a0pessoalmente a din\u00e2mica de trabalho da regi\u00e3o para incentivar a participa\u00e7\u00e3o mais\u00a0eficiente no conjunto nacional. \u201cAno passado, o excesso de produ\u00e7\u00e3o provocou um gargalo n\u00e3o\u00a0apenas nas vias terrestres de acesso como tamb\u00e9m dentro dos portos, que operaram no limite da movimenta\u00e7\u00e3o, com\u00a0registros de atrasos e filas de espera que desencadearam preju\u00edzos tanto para os produtores\u00a0quanto para os transportadores\u201d, lembra.Para evitar que outras safras\u00a0tamb\u00e9m se percam, t\u00e9cnicos e\u00a0jornalistas do projeto conferiram\u00a0de perto as obras de constru\u00e7\u00e3o\u00a0e amplia\u00e7\u00e3o de terminais\u00a0portu\u00e1rios no Par\u00e1 e no Amazonas,\u00a0que fazem parte da regi\u00e3o\u00a0conhecida como\u00a0Arco Norte\u00a0e\u00a0\u00e9 formada por outros quatro\u00a0portos. \u201cNeste ano, o rio Madeira\u00a0atingiu a marca hist\u00f3rica\u00a0de 19,96 cent\u00edmetros acima do\u00a0n\u00edvel normal. Foram tr\u00eas meses\u00a0de enchente e s\u00f3 h\u00e1 cerca de\u00a040 dias os terminais puderam\u00a0voltar a trabalhar\u201d, diz.Preju\u00edzosSegundo\u00a0o gerente de opera\u00e7\u00f5es Osmar Ruani, os custos com a reforma no terminal j\u00e1 ultrapassaram a marca de R$ 1 milh\u00e3o. \u201cUm dos terminais que recebiam em m\u00e9dia 10 mil toneladas de gr\u00e3os por dia ficou debaixo d\u2019\u00e1gua e\u00a0precisou ficar fechado por 78 dias, por exemplo\u201d. O transporte de cargas pelo rio durante a cheia s\u00f3 n\u00e3o parou gra\u00e7as a\u00a0um porto, chamado porto organizado, que fica numa regi\u00e3o mais alta em rela\u00e7\u00e3o ao n\u00edvel do\u00a0rio. Todos os terminais que ficaram alagados usaram essa estrutura\u00a0para fazer o escoamento\u00a0de suas mercadorias. Segundo a administra\u00e7\u00e3o, o movimento aumentou em 300%.Para o embarque de gr\u00e3os no\u00a0porto organizado, a estrutura\u00a0do cais, que \u00e9 flutuante, foi refor\u00e7ada\u00a0por causa da cheia, mas\u00a0n\u00e3o houve preju\u00edzo. Em 2013, o\u00a0terminal embarcou 2,8 milh\u00f5es\u00a0de toneladas de gr\u00e3os, que v\u00eam,\u00a0principalmente, do noroeste de\u00a0Mato Grosso e do sul de Rond\u00f4nia\u00a0pela BR-364.A\u00a0Hidrovia do Madeira\u00a0movimentou\u00a011 milh\u00f5es de toneladas\u00a0de cargas em 2013, mas ainda\u00a0oferece riscos \u00e0 navega\u00e7\u00e3o. As\u00a0empresas que operam no porto\u00a0reclamam da falta de sinaliza\u00e7\u00e3o\u00a0e dragagem no rio. Quem\u00a0trabalha na hidrovia sabe dos\u00a0perigos que aparecem principalmente\u00a0depois que o rio baixa\u00a0no fim de agosto: os bancos de\u00a0areia.De acordo com o N\u00facleo de\u00a0Obras e Melhoramento das Hidrovias\u00a0da Amaz\u00f4nia Ocidental,\u00a0do Minist\u00e9rio dos Transportes,\u00a0as obras de dragagem no rio\u00a0Madeira devem come\u00e7ar em\u00a0julho.Atividade portu\u00e1ria\u00a0As tr\u00eas estruturas portu\u00e1rias\u00a0que foram visitadas pela Expedi\u00e7\u00e3o\u00a0em junho t\u00eam capacidade de\u00a0escoamento estimada em cerca\u00a0de 10 milh\u00f5es de toneladas. A\u00a0movimenta\u00e7\u00e3o tende a ser duplicada\u00a0nos pr\u00f3ximos anos e\u00a0reduzir os custos de produ\u00e7\u00e3o\u00a0em toda a regi\u00e3o. Hoje, cerca de\u00a060 milh\u00f5es de toneladas de soja\u00a0e milho produzidos no Centro-Oeste e Centro-Norte brasileiros\u00a0descem o mapa para serem\u00a0exportadas pelos portos do Sul\u00a0e Sudeste, conforme estudo da\u00a0Confedera\u00e7\u00e3o Nacional\u00a0de Agricultura (CNA). \u201cPara conseguir\u00a0aumentar as exporta\u00e7\u00f5es \u00e9\u00a0preciso ter estrutura de rodovias\u00a0e ferrovias. Isso n\u00f3s tamb\u00e9m\u00a0vamos conferir nessa viagem,\u00a0al\u00e9m da influ\u00eancia que os portos\u00a0do Norte podem ter na movimenta\u00e7\u00e3o\u00a0do Sul\u201d, acrescenta o\u00a0coordenador do projeto.Segundo o estudo, os produtos\u00a0podem aderir rotas pelo rio\u00a0Madeira, atrav\u00e9s do porto de\u00a0Itacoatiara (localizado a menos\u00a0de 300 quilometros de Manaus),\u00a0que \u00e9 o destino de barca\u00e7as que\u00a0sobem o rio a partir de Porto\u00a0Velho (Rond\u00f4nia). \u201cPercebemos\u00a0que, embora o Amazonas\u00a0n\u00e3o seja destaque na produ\u00e7\u00e3o\u00a0de gr\u00e3os, pode atuar como roteiro\u00a0para os gr\u00e3os produzidos\u00a0em outras regi\u00f5es do pa\u00eds que\u00a0s\u00e3o exportados\u201d, explica.Para\u00a0diminuir os custos, a soja que\u00a0\u00e9 produzida no Mato Grosso e\u00a0seguia de caminh\u00e3o para o Sul,\u00a0hoje pode ir de caminh\u00e3o at\u00e9\u00a0Porto Velho, subir de barca\u00e7a\u00a0at\u00e9 Itacoatiara e embarcar em\u00a0navios que seguem para o exterior.\u00a0Atualmente, pelo porto de Itacoatiara\u00a0circula quase 3 milh\u00f5es\u00a0de toneladas de gr\u00e3os e h\u00e1 o\u00a0investimento no porto da Hermasa\u00a0\u2013atrav\u00e9s do Grupo Maggi\u00a0para dobrar essa capacidade. O\u00a0espa\u00e7o s\u00f3 deve ficar pronto para\u00a0essa demanda em 2020. O porto\u00a0de Itacoatiara opera desde 1997.\u00a0Na \u00e9poca, o volume de cargas\u00a0n\u00e3o ultrapassava a marca de 90\u00a0mil toneladas.Fonte: Portal Amaz\u00f4nia<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Rotas fluviais ampliam import\u00e2ncia para a economia, mas empres\u00e1rios ainda reclamam de estruturas.<\/p>\n","protected":false},"author":7,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[],"tags":[],"class_list":["post-30060","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/30060","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=30060"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/30060\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=30060"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=30060"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=30060"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}