{"id":30142,"date":"2014-10-08T14:14:51","date_gmt":"2014-10-08T14:14:51","guid":{"rendered":""},"modified":"-0001-11-30T00:00:00","modified_gmt":"-0001-11-30T04:00:00","slug":"quantidade-de-queimadas-no-estado-supera-indices-do-ano-passado-30142","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/quantidade-de-queimadas-no-estado-supera-indices-do-ano-passado-30142\/","title":{"rendered":"Quantidade de queimadas no Estado supera \u00edndices do ano passado"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/crea-am.org.br\/img\/upload\/not141008ricardo-oliveira-625x392.jpg\" \/><br \/>O n\u00famero de queimadas registradas nos 10 meses de 2014 superou os \u00faltimos tr\u00eas anos. Em 2012, foram 5.901 focos, e em 2011, 3.176, ficando atr\u00e1s somente de 2010, quando foram contabilizados 7.601 inc\u00eandios.O instituto tamb\u00e9m d\u00e1 conta de que nas \u00faltimas 48 horas, dois munic\u00edpios localizados no sul do Amazonas compuseram a lista dos 10 munic\u00edpios brasileiros onde foi registrado o maior n\u00famero de focos de inc\u00eandio. Apu\u00ed (a 453 quil\u00f4metros da capital) ocupou a 8\u00aa posi\u00e7\u00e3o, com 1.126 focos, e em 10\u00aa posi\u00e7\u00e3o ficou Manicor\u00e9 (distante 332 quil\u00f4metros) com 1.036. Nos dois primeiros lugares ficaram os munic\u00edpios paraenses de Altamira com 2.591 focos, e S\u00e3o F\u00e9lix do Xingu, com 2.480, seguido de Porto Velho (RO), com 2.046.O Amazonas n\u00e3o foi o \u00fanico com registro de aumento da quantidade de queimadas em rela\u00e7\u00e3o ao ano passado. Neste ano, o Par\u00e1 j\u00e1 contabilizou 17.949 focos em vegeta\u00e7\u00e3o, contra 7.305 em 2013. Em Tocantins tamb\u00e9m houve um salto de 7.861 em 2013 para 11.214 neste ano. Tamb\u00e9m houve aumento em Rond\u00f4nia de 3.021 em 2013 para 6.408 focos em 2014. No Acre, o salto foi de 2.910 no ano passado para 3.513 neste ano. Em Roraima, o acr\u00e9scimo foi de 1.398 em 2014 e 776 em 2013.O Estado da Regi\u00e3o Norte com menor aumento de focos de inc\u00eandios foi o Amap\u00e1. Em 2013, o Inpe observou 122 queimadas e neste ano j\u00e1 foram 217. Em todo o pa\u00eds, foram registrados 121.675 incid\u00eancias sobre a vegeta\u00e7\u00e3o, e em 2013, 75.594.O superintendente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renov\u00e1veis (Ibama), M\u00e1rio L\u00facio Reis, atribui o aumento dos inc\u00eandios florestais \u00e0 redu\u00e7\u00e3o das chuvas e da umidade do ar, principalmente entre agosto e setembro. \u201cSe fizermos um comparativo do \u00edndice pluviom\u00e9trico e da umidade, em 2013 choveu mais nesse per\u00edodo e a umidade era bem mais alta. Essa quest\u00e3o est\u00e1 intimamente ligada ao fator clim\u00e1tico que atingiu toda a Amaz\u00f4nia\u201d, ressaltou.Ele apontou que a baixa umidade e aus\u00eancia de chuvas formam o combust\u00edvel para a propaga\u00e7\u00e3o dos focos de calor, sejam acidentais ou propositais. \u201c\u00c0s vezes um pescador faz uma fogueira na beira do lago para assar o peixe, pr\u00f3ximo \u00e0 vegeta\u00e7\u00e3o, ou algu\u00e9m atira uma bagana no caminho. Tem tamb\u00e9m o fogo provocado no ro\u00e7ado que se alastra, quando n\u00e3o \u00e9 observado o vento. E tamb\u00e9m o efeito natural, por conta de uma descarga el\u00e9trica ou a intensidade de raios solares que acabam provocando a propaga\u00e7\u00e3o. A vegeta\u00e7\u00e3o muito seca propicia\u201d, afirmou.Os maiores \u00edndices de queimadas est\u00e3o nos munic\u00edpios de Boca do Acre, Apu\u00ed, Canutama, Manicor\u00e9, Humait\u00e1 e no sul de L\u00e1brea. \u201cS\u00e3o \u00e1reas mais desmatadas e onde h\u00e1 atividade pecu\u00e1ria mais intensa. O fogo \u00e9 utilizado para fazer a limpeza das pastagens e quando se perde o controle, o inc\u00eandio se alastra na vegeta\u00e7\u00e3o\u201d, disse.Em agosto deste ano, um dos inc\u00eandios que mais preocupou as autoridades ocorreu na terra ind\u00edgena e no parque Mapinguari, no sul do Amazonas, pr\u00f3ximo a Manicor\u00e9. \u201cDeu trabalho para conter, mas conseguimos controlar. O restante foram focos isolados\u201d, disse Reis.A\u00e7\u00f5esDe acordo com o superintendente, al\u00e9m de agir no combate \u00e0s queimadas \u2013 com equipe de brigadistas distribu\u00eddas em todos os munic\u00edpios \u2013 o Ibama tamb\u00e9m realiza trabalho preventivo entre os produtores rurais para evitar a queima de pastagens e do ro\u00e7ado. \u201cRealizamos a\u00e7\u00f5es educativas, palestras e visitas \u00e0s propriedades para alertar aos produtores. Tamb\u00e9m atuamos no combate do fogo. Quando constatado que houve queima proposital, sem autoriza\u00e7\u00e3o, o respons\u00e1vel ir\u00e1 responder a um processo administrativo nos \u00f3rg\u00e3os ambientais e um criminal que \u00e9 noticiado ao Minist\u00e9rio P\u00fablico. A pessoa responde a um processo na Justi\u00e7a, mas algumas vezes \u00e9 aplicada pena alternativa. J\u00e1 no processo administrativo, o respons\u00e1vel pode pagar multa de R$ 1 mil por hectare\u201d, explicou Reis.Fonte: Portal Em Tempo<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A quantidade de focos de inc\u00eandio florestal no Amazonas aumentou 94 % de janeiro a outubro de 2014, em rela\u00e7\u00e3o a todo o ano de 2013. De acordo com dados publicados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), de 1\u00ba de janeiro a 6 de outubro deste ano j\u00e1 foram registradas 7.526 focos e, no ano passado, 3.870.<\/p>\n","protected":false},"author":7,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[],"tags":[],"class_list":["post-30142","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/30142","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=30142"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/30142\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=30142"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=30142"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=30142"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}