{"id":30157,"date":"2014-11-05T14:28:07","date_gmt":"2014-11-05T14:28:07","guid":{"rendered":""},"modified":"-0001-11-30T00:00:00","modified_gmt":"-0001-11-30T04:00:00","slug":"expedicao-avalia-quantidade-de-mercurio-no-rio-negro-no-amazonas-30157","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/expedicao-avalia-quantidade-de-mercurio-no-rio-negro-no-amazonas-30157\/","title":{"rendered":"Expedi\u00e7\u00e3o avalia quantidade de merc\u00fario no rio Negro, no Amazonas"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/crea-am.org.br\/img\/upload\/not141105rtemagicc_rio_negro_raylton_alves_ana_620x350_01.jpg.jpg\" \/><br \/>Uma expedi\u00e7\u00e3o t\u00e9cnico-cient\u00edfica pretende avaliar a quantidade de\u00a0merc\u00fario\u00a0na bacia dorio Negro. O projeto intitulado \u201cBiomarcadores de toxidade do merc\u00fario aplicado ao setor hidrel\u00e9trico na regi\u00e3o Amaz\u00f4nica\u201d tem como objetivo desenvolver e validar as metodologias em busca de uma metaloprote\u00edna que possa ser um biomarcador de toxidade do merc\u00fario em peixes e em seres humanos. Nesta etapa, ser\u00e3o feitas coletas de amostras de peixes e de leite materno para o desenvolvimento das pesquisas.Para o desenvolvimento desse novo biomarcador, a pesquisa utilizar\u00e1 uma tecnologia chamadaMetal\u00f4mica\u00a0onde s\u00e3o separadas as suas prote\u00ednas para depois buscar poss\u00edveis metaloprote\u00ednas \u2013 prote\u00ednas que cont\u00e9m um ou mais \u00edons met\u00e1licos em sua estrutura. \u00c9 uma interface entre a biologia e a qu\u00edmica anal\u00edtica. J\u00e1 os\u00a0biomarcadores metal\u00f4micos\u00a0s\u00e3o indicadores que sinalizam eventos ou acontecimentos em sistemas biol\u00f3gicos associados aos efeitos ambientais.O Instituto Nacional de Pesquisas da Amaz\u00f4nia (Inpa) participa, com os pesquisadores da Universidade de Bras\u00edlia (UnB), Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Universidade Estadual Paulista, por meio do Instituto de Qu\u00edmica de Araraquara (IQ-Ar\/Unesp) e da empresa Venturo An\u00e1lises Ambientais.\u201cQuando tivermos identificados os biomarcadores da toxicidade do merc\u00fario ser\u00e1 poss\u00edvel criar indicadores de vigil\u00e2ncia ambiental r\u00e1pidos e seguros, pois \u00e9 importante para o setor hidrel\u00e9trico ter informa\u00e7\u00f5es das reais altera\u00e7\u00f5es do ambiente e fazer um desenvolvimento mais sustent\u00e1vel poss\u00edvel\u201d, ressalta o coordenador do projeto, o pesquisador da UnB Luiz Fabricio Zara.As coletas de amostras de leite materno ser\u00e3o feitas na comunidade do Livramento, situada na margem esquerda do baixo rio Negro, no igarap\u00e9 do Tarum\u00e3-Mirim, na Reserva Sustent\u00e1vel do Tup\u00e9; e em Santa Izabel de Apua\u00fa, localizada no m\u00e9dio rio Negro, distante de Manaus cerca de tr\u00eas horas. As amostras de peixe, especificamente o tucunar\u00e9 ser\u00e3o coletadas nas proximidades da comunidade de Carvoeiro, no m\u00e9dio rio Negro, pr\u00f3ximo ao munic\u00edpio de Barcelos.O projeto, que tem dura\u00e7\u00e3o de quatro anos para concluir os estudos, teve in\u00edcio em 2013 pela bacia do rio Madeira, em Rond\u00f4nia. Agora \u00e9 estendido \u00e0 bacia do rio Negro, no Amazonas, para a coleta de peixes, e iniciando os estudos com leite materno. A pesquisa ser\u00e1 desenvolvida em tr\u00eas eixos tem\u00e1ticos: aspectos ambientais e a din\u00e2mica do merc\u00fario; metal\u00f4mica e ictiofauna; metal\u00f4mica e leite materno. A metal\u00f4mica \u00e9 uma ci\u00eancia nova que agrega a qu\u00edmica anal\u00edtica, bioqu\u00edmica e qu\u00edmica inorg\u00e2nica.A coordena\u00e7\u00e3o das atividades de pesquisas, no Amazonas, ficar\u00e1 a cargo do pesquisador Ezio Sargentini, do Laborat\u00f3rio de Qu\u00edmica Anal\u00edtica Ambiental, da Coordena\u00e7\u00e3o de Din\u00e2mica Ambiental\/Inpa. \u201cAs pesquisas nas regi\u00f5es com maior isolamento no m\u00e9dio rio Negro ser\u00e3o articuladas juntamente com o servi\u00e7o de sa\u00fade, que ajudar\u00e1 na coleta de amostras de leite das lactantes por terem uma alimenta\u00e7\u00e3o rica em peixes, que \u00e9 uma importante fonte natural de exposi\u00e7\u00e3o ao merc\u00fario\u201d, diz o pesquisador e doutor em Qu\u00edmica Anal\u00edtica, Ezio Sargentini.O pesquisador Wilson F. Jardim, da Unicamp, explica que na Amaz\u00f4nia os altos teores de merc\u00fario encontrados em solo, sedimentos, peixes e seres humanos inicialmente foram atribu\u00eddos \u00e0s atividades de garimpos de ouro. Estudos recentes mostraram que as altas concentra\u00e7\u00f5es de merc\u00fario nos compartimentos abi\u00f3ticos (organismos n\u00e3o vivos) e bi\u00f3ticos (organismos vivos) s\u00e3o tamb\u00e9m encontradas em regi\u00f5es sem fontes antr\u00f3picas (relativa ao homem), por causa da influ\u00eancia do ciclo global do merc\u00fario ocasionando um maior teor desse metal em seu estoque natural na Amaz\u00f4nia.\u201cO fato \u00e9 que independentemente da fonte de contamina\u00e7\u00e3o, estudos relacionados \u00e0 elucida\u00e7\u00e3o dos mecanismos de toxidade do merc\u00fario na ictiofauna e nas popula\u00e7\u00f5es ribeirinhas s\u00e3o de fundamental import\u00e2ncia para o desenvolvimento do setor hidrel\u00e9trico na regi\u00e3o Amaz\u00f4nica\u201d, esclarece pesquisador Julio Cesar Rocha, da Unesp.De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE 2008\/2009), o amazonense tem um dos maiores consumos per capita de peixe do pa\u00eds, sendo estimado em cerca de 30 kg anualmente, enquanto a m\u00e9dia nacional, segundo dados do Boletim do Minist\u00e9rio da Pesca e da Aquicultura (2012), \u00e9 de 9,4 kg por ano.\u201cO que estamos buscando \u00e9 uma ferramenta que possibilite monitorar rapidamente qualquer altera\u00e7\u00e3o no ambiente, principalmente com riscos \u00e0 popula\u00e7\u00e3o\u201d, esclarece o pesquisador Ademir dos Santos, da empresa Venturo An\u00e1lises.Fonte: Portal Amaz\u00f4nia<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A iniciativa pretende medir a toxidade do metal em peixes e seres humanos<\/p>\n","protected":false},"author":7,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[],"tags":[],"class_list":["post-30157","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/30157","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=30157"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/30157\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=30157"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=30157"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=30157"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}