{"id":30222,"date":"2010-06-17T17:50:24","date_gmt":"2010-06-17T17:50:24","guid":{"rendered":""},"modified":"-0001-11-30T00:00:00","modified_gmt":"-0001-11-30T04:00:00","slug":"desmatamento-agravou-a-malaria-no-brasil-30222","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/desmatamento-agravou-a-malaria-no-brasil-30222\/","title":{"rendered":"Desmatamento agravou a mal\u00e1ria no Brasil"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"\" \/><br \/>Os cientistas afirmam que isso se deve ao fato de que na regi\u00e3o onde a floresta foi derrubada se criaram novos habitats onde os mosquitos que disseminam a doen\u00e7a podem se reproduzir. Desde o come\u00e7o dos anos 1990, os especialistas come\u00e7aram a notar o aumento da incid\u00eancia de mal\u00e1ria na bacia do rio Amazonas. Acreditam que isso se deve principalmente \u00e0 apari\u00e7\u00e3o de uma cepa do parasita que causa a infec\u00e7\u00e3o, o Plasmodium falciparum, resistente aos medicamentos. Em anos recentes, o desmatamento parece ser o principal respons\u00e1vel no dr\u00e1stico aumento da doen\u00e7a na regi\u00e3o.<br \/>\n&#8220;Ao que parece, o desmatamento \u00e9 um dos fatores ecol\u00f3gicos iniciais que podem desencadear uma epidemia de mal\u00e1ria&#8221;, disse a m\u00e9dica Sarah Olson, que dirigiu o estudo.<br \/>\nA investiga\u00e7\u00e3o se ocupou de 54 distritos sanit\u00e1rios brasileiros, em uma regi\u00e3o da Amaz\u00f4nia pr\u00f3xima ao Peru, onde em 2006 pesquisadores recolheram dados detalhados da sa\u00fade da popula\u00e7\u00e3o. Quando os cientistas americanos compararam essa informa\u00e7\u00e3o com dados de sat\u00e9lite de alta resolu\u00e7\u00e3o sobre as mudan\u00e7as da cobertura vegetal os resultados revelaram um &#8220;enorme impacto&#8221; na sa\u00fade humana pelas mudan\u00e7as relativamente pequenas no panorama da floresta.<br \/>\nSegundo a doutora Olson, uma altera\u00e7\u00e3o de 4% da cobertura vegetal foi associada a um aumento de 48% na incid\u00eancia de mal\u00e1ria na regi\u00e3o dos 54 distritos sanit\u00e1rios.<br \/>\nA derrubada de florestas tropicais, segundo a pesquisadora, cria condi\u00e7\u00f5es que favorecem a reprodu\u00e7\u00e3o do principal vetor da mal\u00e1ria na Amaz\u00f4nia, o mosquito Anopheles darlingi, que transmite o parasita quando pica os humanos. Descobriu-se que o anopheles substituiu outros tipos de mosquitos que vivem nas florestas e tem menos tend\u00eancia a transmitir a doen\u00e7a.<br \/>\n&#8220;Um panorama desmatado, com mais espa\u00e7os abertos e \u00e1gua parada parcialmente iluminados pela luz do Sol, parece oferecer um habitat ideal para esse mosquito&#8221;, disse Sarah Olson. Os cientistas afirmam que a mensagem que fica do estudo \u00e9 que a conserva\u00e7\u00e3o de florestas tropicais pode ter um impacto muito maior do que se pensava sobre a sa\u00fade humana. H\u00e1 500 mil infectados pela mal\u00e1ria a cada ano na bacia do Amazonas. A pesquisa, publicada na Emerging Infectious Diseases, a revista do Centro de Preven\u00e7\u00e3o e Controle de Doen\u00e7as dos Estados Unidos, foi financiada pela NASA.<br \/>\nPor BBC<br \/>\nFonte: <a href=\"http:\/\/veja.abril.com\" class=\"autohyperlink\">veja.abril.com<\/a>.br<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A incid\u00eancia de mal\u00e1ria disparou em regi\u00f5es onde a floresta foi desmatada na Amaz\u00f4nia, afirma uma nova pesquisa. Cientistas da Universidade de Wisconsin-Madison, nos Estados Unidos, encontraram o que afirmam ser &quot;o caso mais detalhado at\u00e9 agora que vincula um aumento na incid\u00eancia da mal\u00e1ria com as pr\u00e1ticas de uso da terra na Amaz\u00f4nia&quot;. Os pesquisadores identificaram um aumento de cerca de 50% nos casos de mal\u00e1ria num dos distritos mais afetados pelo desmatamento.<\/p>\n","protected":false},"author":7,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[],"tags":[],"class_list":["post-30222","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/30222","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=30222"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/30222\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=30222"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=30222"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=30222"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}