{"id":30262,"date":"2010-07-16T12:12:16","date_gmt":"2010-07-16T12:12:16","guid":{"rendered":""},"modified":"-0001-11-30T00:00:00","modified_gmt":"-0001-11-30T04:00:00","slug":"oferta-de-imoveis-pelo-minha-casa-minha-vida-preocupa-construtoras-30262","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/oferta-de-imoveis-pelo-minha-casa-minha-vida-preocupa-construtoras-30262\/","title":{"rendered":"Oferta de im\u00f3veis pelo Minha Casa, Minha Vida preocupa construtoras"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"\" \/><br \/>Segundo o ministro das Cidades, Marcio Fortes, em 2011, o programa dever\u00e1 passar por mudan\u00e7as que flexibilizar\u00e3o a delega\u00e7\u00e3o de poderes, o que tornaria o programa &#8220;mais \u00e1gil&#8221;. &#8220;Temos de ficar menos presos \u00e0 lei&#8221;, disse Fortes ao G1.<br \/>\nNesse per\u00edodo, houve aumento dos gastos para a constru\u00e7\u00e3o dos empreendimentos &#8211; maior queixa das construtoras &#8211; bem como os terrenos, com o passar dos anos, ficaram mais caros. Para o mercado, esses s\u00e3o os principais entraves que, se n\u00e3o corrigidos, amea\u00e7am a oferta dos im\u00f3veis com pre\u00e7os adequados ao programa.<br \/>\nA tarefa cabe ao governo, que, por enquanto, informou que os reajustes pelos quais dever\u00e3o passar o programa est\u00e3o em estudo e ter\u00e3o de passar por aprova\u00e7\u00e3o no Congresso. O projeto de lei com as mudan\u00e7as ainda n\u00e3o tem prazo para ser encaminhado. De qualquer forma, qualquer altera\u00e7\u00e3o valer\u00e1 apenas no ano que vem.<br \/>\n&#8220;Sabemos que se o reajuste for feito, ser\u00e1 de acordo com avalia\u00e7\u00e3o da Caixa Econ\u00f4mica, que tem muita experi\u00eancia em detectar os pre\u00e7os de mercado. N\u00e3o ser\u00e1 feito aumento de pre\u00e7os por reposi\u00e7\u00e3o da infla\u00e7\u00e3o, por exemplo&#8221;, disse o ministro.<br \/>\nPara este semestre, a produ\u00e7\u00e3o est\u00e1 garantida, de acordo com as construtoras consultadas pelo G1, no entanto, a partir do ano que vem, a oferta de im\u00f3veis por meio do programa poder\u00e1 ser inviabilizada &#8211; o que o setor n\u00e3o v\u00ea com bons olhos.<br \/>\nDe acordo com \u00faltimo levantamento da Caixa Econ\u00f4mica Federal, que oferece o financiamento pelo programa, at\u00e9 junho, o n\u00famero de unidades financiadas foi de 520.943. O detalhamento quanto ao n\u00famero de contrata\u00e7\u00f5es dividido por faixa de renda at\u00e9 30 de junho ainda n\u00e3o foi informado.<br \/>\n&#8220;\u00c9 preciso haver uma reavalia\u00e7\u00e3o dos valores. Durante todo o programa, at\u00e9 hoje, os pre\u00e7os est\u00e3o congelados. Esperamos que os crit\u00e9rios sejam definidos pelo menos at\u00e9 o ano que vem. Sabemos que h\u00e1 uma discuss\u00e3o no governo, mas ainda n\u00e3o temos nenhuma resposta&#8221;, disse Rodrigo Martins, diretor do segmento econ\u00f4mico da construtora Rossi, que representa 40% de sua produ\u00e7\u00e3o.<br \/>\nConforme balan\u00e7o divulgado pelo Minist\u00e9rio das Cidades, no final de abril de 2010, o volume de contrata\u00e7\u00f5es de im\u00f3veis novos em 12 meses foi recorde, quando comparado aos dados de mercado e da Caixa Econ\u00f4mica Federal. Em 2008, foram contratadas 299.484 moradias novas e, em 2009, 327.467. Devido ao programa, em um ano, a Caixa  fez 73% das contrata\u00e7\u00f5es do mercado em 2009.<br \/>\nReajuste das faixas de renda<br \/>\nPara a construtora Plano &#038; Plano, a falta de reajuste nas faixas de renda do programa tamb\u00e9m pode prejudicar o andamento do programa. &#8220;Existem algumas limita\u00e7\u00f5es. A atualiza\u00e7\u00e3o da refer\u00eancia do sal\u00e1rio m\u00ednimo, que n\u00e3o foi readequado nesta nova vers\u00e3o do programa, \u00e9 outra quest\u00e3o que inviabiliza projetos para atender a forte demanda&#8221;, disse o diretor comercial da construtora, Rodrigo Luna.<br \/>\nQuando o programa  come\u00e7ou a valer, o sal\u00e1rio m\u00ednimo, usado para enquadrar as faixas de renda que receberiam os subs\u00eddios, era de R$ 465. Desde janeiro de 2010, o sal\u00e1rio m\u00ednimo \u00e9 de R$ 510.<br \/>\nOs subs\u00eddios dados pelo programa variam de acordo com as faixas de renda das fam\u00edlias. As faixas s\u00e3o de zero a tr\u00eas sal\u00e1rios m\u00ednimos, de tr\u00eas a seis e de seis a dez.<br \/>\nPre\u00e7o dos terrenos<br \/>\nO aumento nos pre\u00e7os dos terrenos tamb\u00e9m tem sido uma das preocupa\u00e7\u00f5es do setor. &#8220;Est\u00e1 muito complicado achar terreno. Conseguimos achar algumas coisas em Osasco, Carapicu\u00edba [na regi\u00e3o metropolitana de S\u00e3o Paulo], mas ainda caros&#8221;, afirmou o diretor da construtora Altana, Frederico Azevedo.<br \/>\n&#8220;Est\u00e1 come\u00e7ando a ficar dif\u00edcil. Estamos raspando no teto. At\u00e9 o fim do ano \u00e9 poss\u00edvel continuar oferecendo os im\u00f3veis por esses pre\u00e7os. Depois, vai ficando mais complicado,&#8221; disse Azevedo. A Altana \u00e9 uma construtora com foco na baixa renda, que atua em bairros pr\u00f3ximos aos centros das cidades do estado de S\u00e3o Paulo.<br \/>\nO pre\u00e7o dos terrenos tamb\u00e9m tem sido visto com preocupa\u00e7\u00e3o pela Cbic (C\u00e2mara Brasileira da Ind\u00fastria da Constru\u00e7\u00e3o). Na avalia\u00e7\u00e3o do vice-presidente da associa\u00e7\u00e3o, Jos\u00e9 Carlos Martins, o custo da terra urbanizada \u00e9 muito alto e precisa ser revisto.<br \/>\nUma das solu\u00e7\u00f5es seria uma &#8220;limpeza&#8221; nas taxas cobradas, segundo Martins. &#8220;O presidente Lula j\u00e1 acabou com taxas e seguros cobrados no financiamento. Acabar com algumas cobran\u00e7as burocr\u00e1ticas poderia contribuir para abater o aumento dos pre\u00e7os dos terrenos.&#8221;<br \/>\nOutro aperfei\u00e7oamento que poderia ser feito diz respeito \u00e0 determina\u00e7\u00e3o dos tetos dos pre\u00e7os dos im\u00f3veis de acordo com o porte da cidade. &#8220;Algumas regi\u00f5es metropolitanas, como S\u00e3o Paulo e Belo Horizonte, t\u00eam cidades menores, muito pr\u00f3ximas, praticamente integradas, que t\u00eam o teto mais baixo. Mais pessoas poderiam financiar mais im\u00f3veis se isso fosse, de alguma forma, alterado&#8221;, considerou o diretor de incorpora\u00e7\u00e3o da Gafisa e da Tenda, Antonio Carlos Ferreira. A Tenda \u00e9 uma das maiores construtoras voltadas para o segmento econ\u00f4mico do pa\u00eds.<br \/>\nPublicidade suspensa<br \/>\nH\u00e1 algumas semanas, as construtoras foram proibidas de usar o nome do programa para oferecer seus produtos at\u00e9 o fim do per\u00edodo eleitoral. Portanto, quem estiver interessado em financiar um im\u00f3vel por meio do Minha Casa, Minha Vida encontrar\u00e1 uma publicidade alternativa.<br \/>\nPara o diretor da Cbic, a medida poder\u00e1 prejudicar as vendas nos pr\u00f3ximos meses. &#8220;As pessoas podem ficar receosas, achando que a construtora n\u00e3o oferece as condi\u00e7\u00f5es do programa&#8221;, comentou Martins. A determina\u00e7\u00e3o \u00e9 legal.<br \/>\nPerspectivas do mercado<br \/>\nApesar das queixas e sugest\u00f5es do setor, o mercado dever\u00e1 ter ainda mais lan\u00e7amentos neste semestre do que no primeiro. &#8220;Nossa expectativa \u00e9 de aumento de at\u00e9 20% nas vendas. As pessoas est\u00e3o mais seguras, mais confiantes no programa&#8221;, disse o diretor regional comercial da construtora MRV, Rodrigo Colares. Nos primeiros seis meses deste ano, foram vendidas perto de 7.000 unidades.<br \/>\nFonte: M\u00fatua Caixa de Assist\u00eancia dos Prossionais do CREA<br \/>\nAscom CREA-AM<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O programa Minha Casa, Minha Vida tem contribu\u00eddo para o aquecimento do mercado imobili\u00e1rio. Mas sua continuidade j\u00e1 preocupa muitas construtoras focadas no p\u00fablico de baixa renda. Desde dezembro de 2008, o valor m\u00e1ximo dos im\u00f3veis que podem ser financiados pelo programa ainda n\u00e3o foi reajustado.<\/p>\n","protected":false},"author":7,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[],"tags":[],"class_list":["post-30262","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/30262","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=30262"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/30262\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=30262"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=30262"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=30262"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}