{"id":30318,"date":"2010-08-26T13:10:36","date_gmt":"2010-08-26T13:10:36","guid":{"rendered":""},"modified":"-0001-11-30T00:00:00","modified_gmt":"-0001-11-30T04:00:00","slug":"novos-combustiveis-comecam-a-fazer-parte-do-dia-a-dia-dos-brasileiros-30318","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/novos-combustiveis-comecam-a-fazer-parte-do-dia-a-dia-dos-brasileiros-30318\/","title":{"rendered":"Novos combust\u00edveis come\u00e7am a fazer parte do dia a dia dos brasileiros"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"\" \/><br \/>O McDonald?s no Brasil decidiu trocar a produ\u00e7\u00e3o de sab\u00e3o pela do biodiesel a partir dos 3 milh\u00f5es de litros de \u00f3leo de cozinha utilizados na fritura de frango empanado e batatas. A ideia veio h\u00e1 quase tr\u00eas anos da parceira Martin-Brower, empresa multinacional que faz todo o trabalho log\u00edstico da rede de fast food. O projeto experimental, que abrange 20 lojas, rende entre 2 mil e 3 mil litros de biodiesel por m\u00eas.<br \/>\nO objetivo para o ano que vem \u00e9 expandir a coleta do res\u00edduo para todas as 584 lojas no Brasil, atendidas por uma frota de 170 ve\u00edculos. De acordo com o diretor de contas nacionais e internacionais da Martin-Brower, Jos\u00e9 Augusto Rodrigues Santos, com a extens\u00e3o para toda a rede o potencial de produ\u00e7\u00e3o ser\u00e1 de 2 milh\u00f5es de litros de biodiesel por ano.<br \/>\nSantos explica que a ideia \u00e9, inclusive, construir uma usina de biodiesel na sede da empresa, o que reduziria os custos de transporte entre a Martin-Brower, em Osasco (SP), e a usina que transforma o \u00f3leo em combust\u00edvel, localizada em Sumar\u00e9 (SP), distantes cerca de 100 km. &#8220;A expectativa \u00e9 de que o biodiesel esteja 3% a 15% abaixo do pre\u00e7o do diesel&#8221;, ressalta.<br \/>\nA maioria dos caminh\u00f5es em circula\u00e7\u00e3o com o combust\u00edvel \u00e9 abastecida com B5 (mistura de 5% de biodiesel com o diesel), mas a empresa j\u00e1 faz testes com B20 (mistura de 20% do biodiesel ao diesel comum) em quatro caminh\u00f5es e um com o B100 (100% de biodiesel). &#8220;Queremos ter autoriza\u00e7\u00e3o definitiva para usar a mistura acima do B5 de forma permanente. Neste caso, n\u00e3o seria s\u00f3 o motor, o equipamento de refrigera\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m receberia o biodiesel&#8221;, explica o executivo.<\/p>\n<p>Batatinhas fritas e cr\u00e9dito de carbono<br \/>\nO \u00faltimo passo do projeto \u00e9 emitir certificados de redu\u00e7\u00e3o de efeito estufa e vender no mercado como cr\u00e9dito de carbono. &#8220;O projeto implementado, da forma que imaginamos, reduz 26% das emiss\u00f5es de gases de efeito estufa&#8221;, avalia Santos, que acredita que o modelo possa ser adotado pelo McDonald?s em outros pa\u00edses.<br \/>\nA iniciativa \u00e9 s\u00f3 uma entre diversos ciclos fehados existentes em empresas para a produ\u00e7\u00e3o de biocombust\u00edvel. Os grandes frigor\u00edficos, por exemplo, utilizam o sebo bovino para a produ\u00e7\u00e3o de biodiesel. O material \u00e9 considerado um problema porque requer tratamento especial para descarte.<br \/>\nApesar do apelo sustent\u00e1vel das iniciativas, o diretor para o segmento automotivo da Roland Berger Strategy Consultants, Stephan Keese, acredita que esse tipo de a\u00e7\u00e3o n\u00e3o ganhar\u00e1 for\u00e7a em escala de produ\u00e7\u00e3o, restringindo-se apenas a opera\u00e7\u00f5es localizadas, de acordo com o interesse de cada empresa.<br \/>\nBact\u00e9ria \u00b4faz\u00b4 segunda gera\u00e7\u00e3o de biodiesel<br \/>\nNas ruas de S\u00e3o Paulo, a popula\u00e7\u00e3o pode conferir de perto os \u00f4nibus abastecidos com o biodiesel derivado da cana-de-a\u00e7\u00facar.<br \/>\nDesde julho, com o apoio da Prefeitura de S\u00e3o Paulo e a parceria da Mercedes-Benz e Petrobras, a produtora americana do biocombust\u00edvel Amyris Biotechnologies iniciou um projeto piloto no qual tr\u00eas \u00f4nibus do transporte urbano p\u00fablico ser\u00e3o abastecidos com 5% do biodiesel de cana-de-a\u00e7\u00facar enquanto outros tr\u00eas ser\u00e3o abastecidos unicamente com o novo biocombust\u00edvel.<br \/>\nA novidade desta tecnologia \u00e9 que, al\u00e9m de ser um combust\u00edvel puro e livre de enxofre &#8211; o grande problema do diesel -, ele n\u00e3o entra no debate do uso de gr\u00e3os comest\u00edveis como mat\u00e9ria-prima de combust\u00edveis. &#8220;H\u00e1 uma press\u00e3o enorme sobre a ind\u00fastria por causa do biodiesel. Cerca de 80% do vendido no pa\u00eds \u00e9 feito da soja&#8221;, explica o membro do comit\u00ea t\u00e9cnico de tecnologia a diesel da Sociedade de Engenheiros da Mobilidade (SAE Brasil), Christian Wahnfired.<br \/>\nPor esse motivo, o diesel de cana-de-a\u00e7\u00facar foi aprovado pelos organismos reguladores dos Estados Unidos, que o consideraram o biocombust\u00edvel menos poluente e que n\u00e3o atenta contra a produ\u00e7\u00e3o de alimentos. O engenheiro explica que o novo biodiesel \u00e9 produzido com a ajuda de uma bact\u00e9ria especial, que transforma o caldo de cana em \u00f3leo. Segundo Wahnfired, apenas quem produz tal levedura pode fabric\u00e1-lo.<br \/>\nO maior desafio da nova tecnologia \u00e9 a escala de produ\u00e7\u00e3o, j\u00e1 que ainda \u00e9 mais cara do que a do biodiesel feito a partir de sementes. Em Campinas, a empresa de biotecnologia produz de 5 mil a 6 mil litros por m\u00eas do biodiesel de cana para o projeto piloto. A escala industrial deve ser atingida entre 2011 e 2012. Para isso, a Amyris espera se unir a grandes produtores locais de etanol, como a Cosan, Bunge e A\u00e7\u00facar Guarani. &#8220;Demanda o Brasil tem. O pa\u00eds consome 45 bilh\u00f5es de litros de diesel por ano&#8221;, ressalta Wahnfired.<br \/>\nSubstitutos de gr\u00e3os usados na alimenta\u00e7\u00e3o<br \/>\nMas a evolu\u00e7\u00e3o continua. Nos pr\u00f3ximos anos, os cultivos de pinh\u00e3o-manso, palma, entre outras plantas que produzem \u00f3leos vegetais, j\u00e1 estar\u00e3o em fase madura para o in\u00edcio da produ\u00e7\u00e3o de novos biocombust\u00edveis. Segundo Christian Wahnfired, o rendimento desses vegetais \u00e9 muito maior que o de gr\u00e3os utilizados na alimenta\u00e7\u00e3o, como o milho e a soja. &#8220;A soja rende 500 kg de \u00f3leo por hectare. J\u00e1 a palma rende cinco toneladas por hectare&#8221;, exemplifica.<br \/>\nPara o consultor de mercado Stephan Keese, os biocombust\u00edveis continuar\u00e3o um neg\u00f3cio rent\u00e1vel no pa\u00eds e ele n\u00e3o ser\u00e1 afetado pela chegada dos ve\u00edculos el\u00e9tricos. &#8220;N\u00e3o existe competi\u00e7\u00e3o entre as tecnologias. As duas, juntas, garantem um balan\u00e7o melhor&#8221;, afirma Keese. Segundo ele, o Brasil n\u00e3o ir\u00e1 se tornar um grande exportador de biodiesel devido \u00e0 press\u00e3o pol\u00edtica de Estados Unidos e Europa.<br \/>\n&#8220;Temos uma possibilidade de exportar para pa\u00edses pr\u00f3ximos como Uruguai, Paraguai e Argentina&#8221;, diz. No entanto, na opini\u00e3o do analista, o pa\u00eds continuar\u00e1 a ser o que melhor tira proveito desse tipo de tecnologia.<br \/>\nFonte: M\u00fatua Caixa de Assit\u00eancia dos Profissionais do CREA<br \/>\nAscom CREA-AM<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>J\u00e1 familiarizados com o biodiesel e o etanol, agora os brasileiros come\u00e7am a entrar em contato com novas matrizes energ\u00e9ticas &quot;verdes&quot; no dia a dia. Entre as mais recentes inova\u00e7\u00f5es neste campo que s\u00e3o colocadas em pr\u00e1tica em projetos-piloto no pa\u00eds est\u00e3o o diesel de cana-de-a\u00e7\u00facar e o \u00f3leo de cozinha usado.<\/p>\n","protected":false},"author":7,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[],"tags":[],"class_list":["post-30318","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/30318","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=30318"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/30318\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=30318"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=30318"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=30318"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}