{"id":30356,"date":"2010-09-29T13:22:43","date_gmt":"2010-09-29T13:22:43","guid":{"rendered":""},"modified":"-0001-11-30T00:00:00","modified_gmt":"-0001-11-30T04:00:00","slug":"falta-de-mao-de-obra-e-risco-para-setor-de-construcao-30356","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/falta-de-mao-de-obra-e-risco-para-setor-de-construcao-30356\/","title":{"rendered":"Falta de m\u00e3o de obra \u00e9 risco para setor de constru\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"\" \/><br \/>De um lado, o setor comemora n\u00fameros recordes de vendas e lan\u00e7amentos, volumes robustos de cr\u00e9dito imobili\u00e1rio sendo liberados e programas habitacionais para garantir \u00e0 parcela menos favorecida da popula\u00e7\u00e3o a possibilidade de ter uma casa pr\u00f3pria.<br \/>\nEm sentido oposto, a ind\u00fastria da constru\u00e7\u00e3o sofre as consequ\u00eancias do forte ritmo de produ\u00e7\u00e3o resultando em escassez de terrenos e, consequentemente, press\u00e3o nos pre\u00e7os dos im\u00f3veis, al\u00e9m de receios de poss\u00edvel esgotamento dos recursos da poupan\u00e7a para financiar a habita\u00e7\u00e3o em cerca de dois ou tr\u00eas anos.<br \/>\nO ponto mais cr\u00edtico, contudo, gira em torno da falta de m\u00e3o de obra qualificada, apontada por representantes do ramo imobili\u00e1rio como principal entrave ao desenvolvimento do setor.<br \/>\nAs ousadas metas de lan\u00e7amentos tra\u00e7adas pelas principais construtoras do pa\u00eds, somadas a obras simult\u00e2neas do programa &#8220;Minha Casa, Minha Vida&#8221;, do Programa de Acelera\u00e7\u00e3o do Crescimento (PAC), da Copa do Mundo de 2014 e dos Jogos Ol\u00edmpicos de 2016, tornam o cen\u00e1rio ainda mais preocupante.<br \/>\n&#8220;A m\u00e3o de obra ser\u00e1 o gargalo da economia nacional em um futuro pr\u00f3ximo, n\u00e3o s\u00f3 na constru\u00e7\u00e3o, mas para a economia como um todo&#8230; E essa quest\u00e3o n\u00e3o se resolve no curto prazo&#8221;, disse o presidente do Sindicato da Constru\u00e7\u00e3o (SindusCon-SP), Sergio Watanabe.<br \/>\nApesar de cr\u00edtica, a situa\u00e7\u00e3o do emprego na constru\u00e7\u00e3o vem avan\u00e7ando e acompanha os baixos n\u00edveis apurados pelo IBGE para o mercado de trabalho nacional. Em agosto, a taxa de desocupados no pa\u00eds era de apenas 6,7%.<br \/>\nNo caso da constru\u00e7\u00e3o civil foram criados 1,1 milh\u00e3o de postos de trabalho nos \u00faltimos cinco anos, crescimento de 1% ao m\u00eas, resultando em um estoque da ordem de 2,75 milh\u00f5es de profissionais com carteira assinada, segundo dados do SindusCon e da Funda\u00e7\u00e3o Getulio Vargas (FGV).<br \/>\n&#8220;Ainda assim, a produtividade do setor diminuiu nos \u00faltimos cinco anos&#8221;, afirmou Watanabe.<br \/>\nEmbora o setor registre grande falta de engenheiros e profissionais de \u00e1rea t\u00e9cnica, a queda na produtividade \u00e9 decorrente de problemas na base, nos canteiros de obras.<br \/>\nEntre os profissionais mais demandados est\u00e3o pedreiros, carpinteiros, eletricistas e, mais recentemente, bloqueiros, fundamentais para constru\u00e7\u00f5es de moradias populares.<br \/>\nPara o professor da FGV Fernando Garcia, o fato de a ind\u00fastria e do com\u00e9rcio oferecerem possibilidade de carreira mais competitivas indica um cen\u00e1rio ainda mais preocupante no longo prazo, exigindo do setor de constru\u00e7\u00e3o meios de torn\u00e1-lo mais atrativo.<br \/>\n&#8220;Nos pr\u00f3ximos 12 anos teremos uma situa\u00e7\u00e3o preocupante. A tend\u00eancia \u00e9 que nesse ciclo de crescimento com os eventos da Copa do Mundo, Olimp\u00edadas e pr\u00e9-sal, a demanda por de m\u00e3o de obra aumente ainda mais&#8221;, comentou.<br \/>\nRisco de execu\u00e7\u00e3o<br \/>\nSob a perspectiva tra\u00e7ada, as principais empresas do setor imobili\u00e1rio podem encontrar pela frente um risco de execu\u00e7\u00e3o para cumprir as metas de lan\u00e7amentos previstas para os pr\u00f3ximos anos, na vis\u00e3o de analistas que as acompanham.<br \/>\nSe consideradas as duas maiores construtoras e incorporadoras do pa\u00eds, PDG Realty e Cyrela Brazil Realty, a previs\u00e3o de lan\u00e7amentos de im\u00f3veis deve avan\u00e7ar de R$ 15,2 bilh\u00f5es este ano para mais de R$ 18 bilh\u00f5es em 2011.<br \/>\n&#8220;O risco de execu\u00e7\u00e3o \u00e9 a principal vari\u00e1vel que tem de ser acompanhada no setor, para entregar obras no prazo e com qualidade. \u00c9 uma restri\u00e7\u00e3o que o setor sempre vai ter&#8221;, disse o analista David Lawant, do Ita\u00fa.<br \/>\nCom o objetivo de se munir contra esse risco, as principais construtoras e incorporadoras do pa\u00eds passaram a buscar m\u00e3o de obra em diferentes Estados e v\u00eam investindo em treinamento.<br \/>\nMas, segundo agentes de mercado, a diversidade de atua\u00e7\u00e3o \u00e9 que pode fazer a diferen\u00e7a. Nesse sentido, companhias expostas a plataformas mais diversificadas, tanto em termos de renda quanto de distribui\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica, ganham destaque.<br \/>\n&#8220;Quanto mais diversificada e integrada a empresa, melhor. Se atuar em todos segmentos e tiver menos banco de terrenos concentrado, \u00e9 mais f\u00e1cil passar por esse tipo de crise&#8221;, ressaltou o analista Eduardo Silveira, da Fator, que destaca Gafisa e Rossi Residencial como as mais bem posicionadas em diversifica\u00e7\u00e3o.<br \/>\nFonte: M\u00fatua CAixa de Assit\u00eancia dos Profissionais do CREA<br \/>\nAscom CREA-AM<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O aquecimento da economia dom\u00e9stica, que fez a ind\u00fastria imobili\u00e1ria saltar e recuperar anos de atraso, fez o pr\u00f3prio setor de constru\u00e7\u00e3o civil de v\u00edtima.<\/p>\n","protected":false},"author":7,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[],"tags":[],"class_list":["post-30356","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/30356","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=30356"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/30356\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=30356"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=30356"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=30356"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}