{"id":30364,"date":"2010-10-13T13:38:55","date_gmt":"2010-10-13T13:38:55","guid":{"rendered":""},"modified":"-0001-11-30T00:00:00","modified_gmt":"-0001-11-30T04:00:00","slug":"novas-usinas-condenam-hidrovias-30364","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/novas-usinas-condenam-hidrovias-30364\/","title":{"rendered":"Novas usinas condenam hidrovias"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"\" \/><br \/>Os reservat\u00f3rios gigantes, utilizados durante anos na constru\u00e7\u00e3o de usinas, acabavam &#8220;corrigindo&#8221; as corredeiras e quedas d&#8221;\u00e1gua, o que facilitava a navega\u00e7\u00e3o. Sem eles, a passagem de barca\u00e7as com carregamentos s\u00f3 ser\u00e1 feita com a constru\u00e7\u00e3o, em alguns casos, de um n\u00famero quase tr\u00eas vezes maior de eclusas &#8211; esp\u00e9cie de comporta que permite embarca\u00e7\u00f5es subirem e descerem os rios.<br \/>\nPara contornar as barreiras ambientais e explorar a capacidade de gera\u00e7\u00e3o de energia nos rios amaz\u00f4nicos, o setor el\u00e9trico abandonou o velho modelo de constru\u00e7\u00e3o de hidrel\u00e9tricas e passou a desenvolver projetos conhecidos como usinas fio d&#8221;\u00e1gua. Essa nova forma busca concentrar o fluxo do rio para movimentar as turbinas, evitando alagamento de grandes \u00e1reas.<br \/>\nA hidrel\u00e9trica de Belo Monte, no Rio Xingu (PA), \u00e9 um exemplo de usina fio d&#8221;\u00e1gua. Na d\u00e9cada de 70, quando come\u00e7ou a ser estudado, o empreendimento com 11.233 megawatts (MW) de pot\u00eancia resultaria no alagamento de \u00e1rea de 1.200 quil\u00f4metros quadrados, o equivalente a mais de dois ter\u00e7os da cidade de S\u00e3o Paulo. Com as mudan\u00e7as no projeto, a \u00e1rea alagada caiu para 516 quil\u00f4metros quadrados.<br \/>\nAs cinco usinas que o governo pretende construir no Rio Teles Pires (MT) at\u00e9 2016 tamb\u00e9m ser\u00e3o feitas pela nova modelagem. Isso vai postergar mais uma vez a constru\u00e7\u00e3o da hidrovia Teles Pires-Tapaj\u00f3s, o que desagrada produtores rurais da regi\u00e3o.<br \/>\nSegundo Luiz Ant\u00f4nio Pagot, diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), se o modelo antigo de usina fosse usado em Teles Pires, o governo teria de construir seis hidrel\u00e9tricas, com uma eclusa ligada a cada projeto, para garantir a navegabilidade dos 1,4 mil quil\u00f4metros entre a foz do Tapaj\u00f3s e o munic\u00edpio de Nova Cana\u00e3 do Norte (MT).<br \/>\nPelo novo modelo, o n\u00famero de eclusas a serem constru\u00eddas para garantir a navegabilidade subir\u00e1 para 14. &#8220;Esse \u00e9 o problema do fio d&#8221;\u00e1gua. Acrescenta custo. \u00c9 preciso fazer mais eclusas, trabalhar mais os rios, fazer derrocagem (retirada de pedras), canais de navega\u00e7\u00e3o&#8221;, diz Pagot.<br \/>\nEstudos preliminares indicam que, para garantir a navega\u00e7\u00e3o do Teles Pires seriam necess\u00e1rios cerca de R$ 14 bilh\u00f5es em investimentos, ou seja, R$ 1 bilh\u00e3o para cada 100 quil\u00f4metros de rio. O problema \u00e9 que o potencial de carga a ser transportada \u00e9 de, no m\u00e1ximo, 5 milh\u00f5es de toneladas por ano.<br \/>\nPrioridades<br \/>\n Apesar da vontade de aumentar o transporte de cargas pelos rios, o investimento em rodovias e ferrovias ainda est\u00e1 no topo da lista de prioridades do governo. O potencial de navega\u00e7\u00e3o no Pa\u00eds \u00e9 de 63 mil quil\u00f4metros, mas s\u00f3 20,6% s\u00e3o usados. Segundo estimativas da Ag\u00eancia Nacional de Transportes Aquavi\u00e1rios (Antaq), as hidrovias respondem por 11% das cargas transportadas pelo Pa\u00eds, enquanto as rodovias abocanham 60%.<br \/>\n&#8220;N\u00e3o temos recursos para ficar esbanjando e o cobertor \u00e9 curto&#8221;, diz Pagot. &#8220;Dar condi\u00e7\u00f5es de navega\u00e7\u00e3o para um rio atrav\u00e9s de eclusas, barragens, derrocamento e n\u00e3o ter carga para transportar n\u00e3o faz sentido.&#8221;<br \/>\nA import\u00e2ncia das hidrovias tamb\u00e9m pesa na hora de decidir onde investir. Se o investimento estimado para Teles Pires fosse aplicado no Tiet\u00ea-Paran\u00e1, a quilometragem de navega\u00e7\u00e3o no complexo saltaria dos atuais 700 quil\u00f4metros para 2,2 mil quil\u00f4metros e o volume de carga transportada passaria de 5 milh\u00f5es de toneladas\/ano para 30 milh\u00f5es. O Tiet\u00ea-Paran\u00e1 beneficia regi\u00f5es em cinco Estados. &#8220;Talvez at\u00e9 2018 a gente esteja com a nova hidrovia do Tiet\u00ea-Paran\u00e1 pronta e at\u00e9 2030 com Teles Pires-Tapaj\u00f3s&#8221;.<br \/>\nMUDAN\u00c7A<br \/>\nUsinas antigas<br \/>\nOs grandes reservat\u00f3rios das hidrel\u00e9tricas constru\u00eddas no passado ajudavam a dar condi\u00e7\u00f5es de navegabilidade aos rios, pois as \u00e1reas alagadas corrigiam as corredeiras e quedas d&#8221;\u00e1gua<br \/>\nFio d&#8221;\u00e1gua<br \/>\nPara diminuir os impactos ambientais, o governo decidiu construir as novas usinas no regime chamado fio d&#8221;\u00e1gua, que reduz o alagamento das \u00e1reas<br \/>\nRio Teles Pires<br \/>\nPelo modelo antigo, ao construir a Hidrel\u00e9trica Teles Pires, o governo teria de levantar seis eclusas para permitir a navegabilidade do rio. Com o regime fio d&#8221;\u00e1gua, o n\u00famero de eclusas sobe para 14<br \/>\nInvestimentos<br \/>\nDe acordo com estudo preliminares, para tornar o Rio Teles Pires naveg\u00e1vel, o governo teria de investir algo em torno de<br \/>\nR$ 14 bilh\u00f5es, valor bem maior que o da constru\u00e7\u00e3o de uma das usinas do Rio Madeira.<br \/>\nFonte: M\u00fatua Caixa de Assist\u00eancia dos Profissionais<br \/>\nAscom CREA-AM<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A solu\u00e7\u00e3o encontrada por t\u00e9cnicos em engenharia do setor el\u00e9trico para construir hidrel\u00e9tricas na Amaz\u00f4nia, sem a necessidade de grandes alagamentos e p\u00e2nico entre ambientalistas vai dificultar a implanta\u00e7\u00e3o de hidrovias na regi\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"author":7,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[],"tags":[],"class_list":["post-30364","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/30364","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=30364"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/30364\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=30364"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=30364"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=30364"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}