{"id":30468,"date":"2011-01-21T08:04:50","date_gmt":"2011-01-21T08:04:50","guid":{"rendered":""},"modified":"-0001-11-30T00:00:00","modified_gmt":"-0001-11-30T04:00:00","slug":"mapeamento-e-desafio-para-alertar-sobre-catastrofes-diz-pesquisador-30468","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/mapeamento-e-desafio-para-alertar-sobre-catastrofes-diz-pesquisador-30468\/","title":{"rendered":"Mapeamento \u00e9 desafio para alertar sobre cat\u00e1strofes, diz pesquisador"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"\" \/><br \/>De acordo com o pesquisador Carlos Nobre, que ir\u00e1 coordenar a implanta\u00e7\u00e3o do sistema, imagens obtidas por sat\u00e9lites e por avi\u00f5es podem ajudar a criar mapas, mas \u00e9 necess\u00e1rio que especialistas visitem as regi\u00f5es de risco. &#8220;N\u00e3o se pode fazer um levantamento gen\u00e9rico. As principais \u00e1reas exigem um levantamento \u00b4in situ\u00b4, os ge\u00f3logos t\u00eam que ir ao local&#8221;. Segundo o cientista, hoje n\u00e3o h\u00e1 um \u00f3rg\u00e3o federal que possa fazer todo o mapeamento, e ser\u00e1 necess\u00e1rio haver conv\u00eanios com universidades e centros de pesquisa.<br \/>\nNo projeto do sistema nacional, ao qual o G1 teve acesso, os mapas s\u00e3o necess\u00e1rios para alimentar um software que ir\u00e1 cruzar informa\u00e7\u00f5es do tempo (risco de chuva, enchentes, ventos etc.) com as regi\u00f5es onde moram pessoas e h\u00e1 riscos de desastres &#8211; s\u00e3o cerca de 500 que correm perigo de deslizamento e 300 expostas a enchentes.<br \/>\nQuando o sistema estiver a pleno funcionamento &#8211; o que vai levar cerca de quatro anos, segundo o projeto &#8211; ser\u00e1 poss\u00edvel avisar comunidades amea\u00e7adas com no m\u00e1ximo duas horas de anteced\u00eancia, explica Nobre.<br \/>\n&#8220;O tempo de previs\u00e3o varia conforme o tipo de desastre. Para uma bacia hidrogr\u00e1fica pequena de uma regi\u00e3o rural, como no Rio, s\u00e3o algumas horas. Para deslizamentos, \u00e9 poss\u00edvel ter uma boa estimativa de risco entre doze e seis horas [de anteced\u00eancia] e, no pior dos casos, duas horas&#8221;, diz.<br \/>\nA partir do momento em que o desastre for previsto, um aviso ser\u00e1 passado para as defesas civis e autoridades como a pol\u00edcia, bombeiros, defesa civil, prefeituras e For\u00e7as Armadas. O projeto prev\u00ea capacita\u00e7\u00e3o e integra\u00e7\u00e3o com esses \u00f3rg\u00e3os, mas n\u00e3o d\u00e1 detalhes sobre como isso ser\u00e1 feito.<br \/>\nNovos equipamentos<br \/>\nPara conseguir elaborar alertas detalhados, o MCT planeja comprar 15 radares meteorol\u00f3gicos, que operam em terra. Hoje o pa\u00eds tem 20 desses equipamentos em opera\u00e7\u00e3o. &#8220;O radar v\u00ea as nuvens, estabelece a espessura delas e consegue ver a chuva que est\u00e1 caindo: quanto, onde, para onde est\u00e1 se deslocando&#8221;, conta o meteorologista Marcelo Seluchi, coordenador-geral substituto do Centro de Previs\u00e3o de Tempo e Estudos Clim\u00e1ticos (Cptec), ligado ao Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).<br \/>\nApesar de o Brasil j\u00e1 ter mais da metade dos radares de que necessita, Seluchi diz que nem sempre se pode contar com eles, pois h\u00e1 dificuldade de fazer a manuten\u00e7\u00e3o dos equipamentos e faltam pe\u00e7as de reposi\u00e7\u00e3o. &#8220;O ideal seria ter um conjunto de radares para que, se um pare de funcionar, outro cubra a regi\u00e3o&#8221;.<br \/>\nA maior parte desses equipamentos seria ainstalada na regi\u00e3o Centro-Oeste e Nordeste, onde a cobertura \u00e9 quase inexistente. A opera\u00e7\u00e3o ficaria por conta do Departamento de Controle do Espa\u00e7o Aereo (Decea), que hoje cuida da maior parte dos radares, e de institutos de meteorologia, como o Inpe e o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).<br \/>\nO projeto do sistema de alertas inclui ainda instala\u00e7\u00e3o de cerca de 700 pluvi\u00f4metros &#8211; medidores de quantidade de chuva &#8211; e pequenas esta\u00e7\u00f5es meteorol\u00f3gicas em locais de risco. Os dados obtidos seriam enviados por telefone celular, e as comunidades seriam respons\u00e1veis por cuidar dos equipamentos.<br \/>\nPara analisar os dados enviados por sat\u00e9lites, sensores e radares, o MCT aposta na capacidade do supercomputador Tup\u00e3, recentemente adquirido pelo Inpe. A m\u00e1quina \u00e9 considerada o 29\u00ba computador mais r\u00e1pido do mundo, e consegue fazer uma previs\u00e3o do tempo mais espec\u00edfica, com progn\u00f3sticos diferentes para \u00e1reas pequenas. De acordo com Seluchi, a m\u00e1quina estar\u00e1 em pleno funcionamento a partir do segundo semestre deste ano.<br \/>\nPr\u00f3ximo ver\u00e3o<br \/>\nSegundo Nobre, os primeiros alertas de enchentes ou deslizamentos poder\u00e3o ser dados no final deste ano, pois a regi\u00e3o da Grande S\u00e3o Paulo j\u00e1 tem dados geol\u00f3gicos, radares e pluvi\u00f4metros para fornecer dados ao software que ir\u00e1 gerenciar o sistema. &#8220;Estamos fazendo testes na Grande S\u00e3o Paulo com radares da Aeron\u00e1utica em S\u00e3o Roque&#8221;, conta o pesquisador.<br \/>\nA partir do alerta emitido, contudo, o trabalho passa para as defesas civis, que precisar\u00e3o trabalhar em conjunto com o MCT. &#8220;N\u00e3o \u00e9 responsabilidade do sistema fazer a ponta final. O sistema vai municiar a defesa civil com informa\u00e7\u00f5es&#8221;, diz Nobre.<br \/>\nOs custos do sistema n\u00e3o est\u00e3o descritos no projeto, e o pesquisador n\u00e3o quis falar em n\u00fameros ao G1, pois o gasto seria dividido entre v\u00e1rias institui\u00e7\u00f5es e isso ainda estaria em discuss\u00e3o no governo federal.<\/p>\n<p>Treinamento<br \/>\nPara o diretor estadual da Defesa Civil de Santa Catarina, o major M\u00e1rcio Luiz Alves, a popula\u00e7\u00e3o e os \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos t\u00eam que ser treinados para receber alertas. &#8220;N\u00e3o basta dizer que vai chover forte, chover muito, se quem vai receber essa informa\u00e7\u00e3o n\u00e3o tem o h\u00e1bito de reagir a essas previs\u00f5es&#8221;.<br \/>\nSegundo o major, \u00e9 necess\u00e1rio construir uma rela\u00e7\u00e3o de confian\u00e7a entre os moradores e o \u00f3rg\u00e3o que vai dar o alerta do desastre, para que as pessoas sejam convencidas a tomar medidas de seguran\u00e7a. Para Alves, esse \u00e9 um trabalho dif\u00edcil, pois \u00e9 n\u00e3o \u00e9 raro acontecer de o alerta ser dado e o desastre n\u00e3o ocorrer. &#8220;Temos que explicar \u00e0s pessoas que a previs\u00e3o \u00e9 uma probabilidade&#8221;, diz.<br \/>\nPara o diretor da Defesa Civil, os meios de comunica\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m precisam ser treinados para comunicar desastres. Em Santa Catarina, a cartilha distribu\u00edda pelo \u00f3rg\u00e3o nas escolas indica o r\u00e1dio como principal meio para obter informa\u00e7\u00f5es antes e durante as cat\u00e1strofes. Ao contr\u00e1rio da internet e do telefone, ele n\u00e3o precisa de energia el\u00e9trica e continua funcionando quando cabos de comunica\u00e7\u00e3o s\u00e3o derrubados nas tempestades.<br \/>\nFonte: M\u00fatua Caixa de Assist\u00eancia aos Profissionais do CREA<br \/>\nAscom CREA-AM<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Confeccionar um mapa detalhado de mais de 800 \u00e1reas de risco em todo o pa\u00eds \u00e9 um dos maiores desafios para a implanta\u00e7\u00e3o do Sistema Nacional de Alerta e Preven\u00e7\u00e3o de Desastres Naturais, planejado pelo Minist\u00e9rio da Ci\u00eancia e Tecnologia (MCT) para diminuir o n\u00famero de mortes causadas por enchentes e deslizamentos. O projeto foi anunciado pelo governo federal na \u00faltima segunda-feira (17).<\/p>\n","protected":false},"author":7,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[],"tags":[],"class_list":["post-30468","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/30468","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=30468"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/30468\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=30468"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=30468"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=30468"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}