{"id":30526,"date":"2011-03-14T09:18:23","date_gmt":"2011-03-14T09:18:23","guid":{"rendered":""},"modified":"-0001-11-30T00:00:00","modified_gmt":"-0001-11-30T04:00:00","slug":"alta-tecnologia-faz-predios-resistentes-a-terremotos-30526","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/alta-tecnologia-faz-predios-resistentes-a-terremotos-30526\/","title":{"rendered":"Alta tecnologia faz pr\u00e9dios resistentes a terremotos"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"\" \/><br \/>Os estudos sobre constru\u00e7\u00f5es resistentes a terremotos come\u00e7aram fora do Jap\u00e3o na d\u00e9cada de 70. Dois pesquisadores, Robert Park e Thomas Paulay, iniciaram estudos na Nova Zel\u00e2ndia sobre como desenvolver elementos de constru\u00e7\u00e3o, como o pilar e a laje, mais resistentes aos abalos s\u00edsmicos. Depois do terremoto de Kobe, em 1995, que matou cerca de 6,5 mil pessoas, os japoneses passaram a investir mais em novas tecnologias na constru\u00e7\u00e3o civil. &#8220;Os japoneses levaram  t\u00e9cnicas j\u00e1 desenvolvidas a um n\u00edvel assustador&#8221;, diz Dantas.<br \/>\n\u00c0 prova de tudo<br \/>\nAo construir um novo pr\u00e9dio, a preocupa\u00e7\u00e3o come\u00e7a na funda\u00e7\u00e3o, parte do edif\u00edcio que fica em contato com o solo. Os pr\u00e9dios ganham alicerces com suspens\u00e3o para absorver o impacto gerado pelo terremoto. Nos pr\u00e9dios como os do governo japon\u00eas, s\u00e3o instalados amortecedores eletr\u00f4nicos, que podem ser controlados \u00e0 dist\u00e2ncia. Em pr\u00e9dios mais simples s\u00e3o usados amortecedores de molas que funcionam de um jeito parecido \u00e0 suspens\u00e3o de ve\u00edculos. Os engenheiros tamb\u00e9m colocam um material especial para amortecer as jun\u00e7\u00f5es entre as colunas, a laje e as estruturas de a\u00e7o que comp\u00f5e cada andar. &#8220;Esse material ajuda a dissipar a energia quando a estrutura se movimenta em dire\u00e7\u00f5es opostas, assim o pr\u00e9dio n\u00e3o esmaga os andares intermedi\u00e1rios&#8221;, explica Dantas. Todos os andares possuem, al\u00e9m de paredes de concreto, uma estrutura de a\u00e7o interna, que ajuda a suportar o peso do pr\u00e9dio.<br \/>\nP\u00eandulo<br \/>\nUma das partes mais importantes dos pr\u00e9dios com tecnologias mais modernas contra terremotos \u00e9 o sistema de contrapeso inercial: instalada na parte mais alta, uma bola pesada o bastante para movimentar o pr\u00e9dio no sentido contr\u00e1rio \u00e0s vibra\u00e7\u00f5es do solo atenua o movimento e permite que o pr\u00e9dio se mantenha 40% mais est\u00e1vel durante um terremoto.<br \/>\nOs vidros das janelas, uma das partes mais sens\u00edveis da constru\u00e7\u00e3o, s\u00e3o envolvidos por borracha, para que n\u00e3o fiquem em contato direto com a esquadria de a\u00e7o. Com isso, enquanto o pr\u00e9dio sacode, o vidro tamb\u00e9m se movimenta, por\u00e9m de maneira controlada.<br \/>\nEste conjunto de tecnologias permite que os pr\u00e9dios mais modernos do mundo passem por terremotos sem comprometer a estrutura f\u00edsica da constru\u00e7\u00e3o. Contudo, como cada pr\u00e9dio pode ser constru\u00eddo para suportar uma intensidade m\u00e1xima de terremoto, alguns edif\u00edcios podem desabar ap\u00f3s enfrentar uma s\u00e9rie de abalos s\u00edsmicos em um curto espa\u00e7o de tempo. &#8220;Uma estrutura j\u00e1 debilitada por um tremor inicial est\u00e1 suscet\u00edvel a danos maiores&#8221;, diz Dantas.<br \/>\nControle \u00e0 dist\u00e2ncia<br \/>\nOs engenheiros de pa\u00edses localizados em regi\u00f5es com alta movimenta\u00e7\u00e3o de placas tect\u00f4nicas tentam preparar os pr\u00e9dios para suportar terremotos de diversas intensidades. Novos estudos mostram que em breve empresas poder\u00e3o ajustar os sistemas de conten\u00e7\u00e3o das constru\u00e7\u00f5es pelo computador no momento em que o terremoto come\u00e7ar. &#8220;Todas essas tecnologias ser\u00e3o controladas em conjunto a partir de informa\u00e7\u00f5es de sensores&#8221;, diz Dantas.<br \/>\nAo instalar sensores em todos os elementos que comp\u00f5e uma edifica\u00e7\u00e3o, um engenheiro receber\u00e1 informa\u00e7\u00f5es em tempo real sobre o in\u00edcio, intensidade e varia\u00e7\u00f5es do terremoto. Depois de analisar as melhores t\u00e9cnicas, ele acionar\u00e1 via internet os dispositivos que controlam cada estrutura flex\u00edvel do pr\u00e9dio. Ser\u00e1 poss\u00edvel, por exemplo, aumentar a velocidade do p\u00eandulo para compensar movimentos bruscos causados pelo terremoto.<br \/>\nEntre as universidades que conduzem estudos cient\u00edficos sobre o assunto est\u00e3o a Universidade de Nagoya (Jap\u00e3o) e a Universidade de Washington (EUA). Os sistemas, contudo, ainda n\u00e3o est\u00e3o prontos para instala\u00e7\u00e3o em pr\u00e9dios.<br \/>\nFonte: M\u00fatua Caixa de Assist\u00eancia aos Profissionais do Crea<br \/>\nAscom Crea-AM<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em meio \u00e0 destrui\u00e7\u00e3o causada pelo terremoto seguido de tsunami que atingiu a costa leste do Jap\u00e3o sexta-feira (11), o maior da hist\u00f3ria do pa\u00eds, pr\u00e9dios continuam em p\u00e9 apesar do forte tremor.  O que explica isso s\u00e3o as altas tecnologias de engenharia civil desenvolvidas h\u00e1 anos pelos japoneses para minimizar os preju\u00edzos e mortes causados pelos desastres naturais. &quot;Eles concebem o pr\u00e9dio como um elemento din\u00e2mico, j\u00e1 que ele estar\u00e1 sempre sujeito a movimentos em qualquer dire\u00e7\u00e3o&quot;, explicou Andr\u00e9 Dantas, engenheiro civil especialista em log\u00edstica de desastres e professor associado da Universidade de Canterbury (Nova Zel\u00e2ndia), em entrevista ao iG.<\/p>\n","protected":false},"author":7,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[],"tags":[],"class_list":["post-30526","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/30526","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=30526"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/30526\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=30526"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=30526"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=30526"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}