{"id":30619,"date":"2015-01-22T13:23:45","date_gmt":"2015-01-22T13:23:45","guid":{"rendered":""},"modified":"-0001-11-30T00:00:00","modified_gmt":"-0001-11-30T04:00:00","slug":"conselheiros-do-crea-representam-o-amazonas-em-evento-sobre-formacao-tecnologica-30619","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/conselheiros-do-crea-representam-o-amazonas-em-evento-sobre-formacao-tecnologica-30619\/","title":{"rendered":"Conselheiros do CREA representam o Amazonas em evento sobre forma\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/crea-am.org.br\/img\/upload\/not150122conselheiros.jpg\" \/><br \/>Representando o Conselho Regional  de Engenharia e Agronomia do Amazonas (CREA-AM) est\u00e3o os conselheiros,  engenheira qu\u00edmica, F\u00e1tima Ge\u00edsa Mendes Teixeira e o ge\u00f3logo Albertino de Souza  Carvalho. Pelo Confea, encontra-se o conselheiro federal, eng. Ind. Mec. Afonso  Ferreira Bernardes. O evento \u00e9 promovido pelo Conselho Federal de Engenharia e  Agronomia (Confea) e pelo CNE e inclui na pauta assuntos como: \u201cA necessidade  de regula\u00e7\u00e3o\u201d, \u201cRevalida\u00e7\u00e3o de Diplomas \u2013 Brasil sem Fronteiras\u201d e \u201cEduca\u00e7\u00e3o a  Dist\u00e2ncia\u201d    A articula\u00e7\u00e3o mais estreita e objetiva entre o  Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea) e as diretrizes do sistema  educacional brasileiro vem norteando o \u201cDi\u00e1logo\u201d, que poder\u00e1 estabelecer novos  paradigmas para a forma\u00e7\u00e3o das \u00e1reas tecnol\u00f3gicas. Uma interven\u00e7\u00e3o do  coordenador da Coordenadoria Nacional das C\u00e2maras Especializadas de Engenharia  de Seguran\u00e7a de Trabalho (CCEEST), engenheiro de seguran\u00e7a do trabalho Nelson  Burille, sintetizou uma das principais preocupa\u00e7\u00f5es manifestadas durante a  primeira etapa das discuss\u00f5es no CNE: a participa\u00e7\u00e3o efetiva do Confea nos  processos de cria\u00e7\u00e3o de cursos de gradua\u00e7\u00e3o relacionados \u00e0s \u00e1reas tecnol\u00f3gicas.    Busca por solu\u00e7\u00f5es    Em um debate prof\u00edcuo entre lideran\u00e7as,  profissionais e professores ligados ao Sistema Confea\/Crea e M\u00fatua e  representantes do CNE, bastante focado em torno de uma atua\u00e7\u00e3o mais decisiva do  Confea no processo de cria\u00e7\u00e3o de novos cursos, o evento contou com a  participa\u00e7\u00e3o do vice-presidente do Confea, eng. mec. J\u00falio Fialkoski, e abordou  ainda temas como curr\u00edculos de profissionais estrangeiros e Ensino a Dist\u00e2ncia.  Representando na ocasi\u00e3o o presidente do Confea, eng. civ. Jos\u00e9 Tadeu da Silva,  Fialkoski considerou que, \u201cembora tardio, o di\u00e1logo come\u00e7a a tempo de sanar  problemas j\u00e1 existentes e antecipar novas situa\u00e7\u00f5es visando evitar entraves  futuros\u201d. O vice-presidente enumerou uma s\u00e9rie de desafios a serem enfrentados  conjuntamente, daqui por diante. \u201cEsse di\u00e1logo visa em parte atender a essas  demandas. Todos querem fazer o melhor\u201d.    Ao contextualizar o ensino de determinadas mat\u00e9rias  que h\u00e1 pouco consumiam tr\u00eas meses de aula e hoje em uma semana podem ser  ministradas, Fialkoski reconheceu que o Confea enfrenta problemas como a  defini\u00e7\u00e3o das atribui\u00e7\u00f5es a serem concedidas aos formandos. \u201cMuito em fun\u00e7\u00e3o da  quantidade de t\u00edtulos, e tamb\u00e9m em fun\u00e7\u00e3o do aluno que, quando entra na  faculdade, n\u00e3o sabe o conte\u00fado das cadeiras e se decepciona quando vai requerer  suas atribui\u00e7\u00f5es ao Sistema Confea\/Crea e n\u00e3o recebe todas as atribui\u00e7\u00f5es que  pensava em receber\u201d.    A expectativa do livre tr\u00e2nsito de profissionais  nos pa\u00edses do Mercosul, a partir de 2015, enfrentar\u00e1, segundo Fialkoski,  desafios como a distin\u00e7\u00e3o na forma\u00e7\u00e3o, de na\u00e7\u00e3o para na\u00e7\u00e3o, do curr\u00edculo \u00e0  carga hor\u00e1ria. \u201cTemos colocado nossas preocupa\u00e7\u00f5es com os \u00f3rg\u00e3os envolvidos,  como minist\u00e9rio do Trabalho e das Rela\u00e7\u00f5es Exteriores\u201d. Outro tema abordado por  ele foi o ensino a dist\u00e2ncia para as engenharias. \u201cO ensino a dist\u00e2ncia caminha  a passos largos com autoriza\u00e7\u00f5es de funcionamento e precisamos definir junto  com o MEC os procedimentos de avalia\u00e7\u00e3o desses cursos\u201d, destacou o  vice-presidente do Confea para uma plateia formada por conselheiros federais do  Confea e do CNE, presidentes de Creas e de entidades nacionais do Sistema,  reitores e professores de universidades p\u00fablicas e privadas.    Consulta, demanda e EaD    \u201cVerdadeira bola de neve\u201d, como considera tamb\u00e9m o  coordenador-adjunto do Col\u00e9gio de Entidades Nacionais e presidente da Federa\u00e7\u00e3o  Nacional de Engenharia Mec\u00e2nica e Industrial (Fenemi), engenheiro mec\u00e2nico  Jorge Nei Brito, a cria\u00e7\u00e3o de cursos para a \u00e1rea tecnol\u00f3gica deveria contar com  uma posi\u00e7\u00e3o pr\u00e9via do Confea, na vis\u00e3o de muitos participantes do semin\u00e1rio. \u201cA  cria\u00e7\u00e3o de cursos de gradua\u00e7\u00e3o em Direito e em Medicina, Odontologia e  Psicologia, inclusive em universidades e centros universit\u00e1rios, dever\u00e1 ser  submetida, respectivamente, \u00e0 manifesta\u00e7\u00e3o do Conselho Federal da Ordem dos  Advogados do Brasil ou do Conselho Nacional de Sa\u00fade, previamente \u00e0 autoriza\u00e7\u00e3o  pelo Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o\u201d, diz o par\u00e1grafo 2\u00ba do art. 27 do decreto n\u00ba  5.773\/2006, lido por Burille, durante o debate expressivo, ap\u00f3s a terceira e  \u00faltima mesa da programa\u00e7\u00e3o.    Em resposta, o conselheiro do CNE\/MEC, Luiz Roberto  Liza Curi, divergiu desse posicionamento, fazendo um apelo para que os  profissionais \u201cmudem para transformar\u201d, questionando a necessidade da consulta  por parte dos representantes do Sistema Confea\/Crea, embora j\u00e1 consagrada a  outras categorias profissionais. \u201cO CNE \u00e9 um \u00f3rg\u00e3o de Estado, que trabalha  articulado com o MEC. N\u00f3s temos que mudar nossa postura. Em 97, fiz a proposta  desse decreto. Foi uma demanda apertada. E eu me pergunto da efic\u00e1cia dessa  medida. Se o CNE estivesse olhando o desenvolvimento sob a \u00f3tica da demanda,  teria sido algo mais profundo, do que ouvir os conselhos sobre novos cursos.  Qual a utilidade dessa consulta, se quem definia era esse Conselho (CNE)?  Devemos olhar para frente e ver qual a melhor participa\u00e7\u00e3o do Sistema  Confea\/Crea, no sentido de aproximar-se da demanda, de como elas ser\u00e3o  implementadas impactando na sociedade\u201d.    Aplaudido pelos participantes, Curi conclamou ainda  que o Confea contribua para a an\u00e1lise do que ele chamou de \u201cimpot\u00eancias\u201d dos  documentos. \u201cVoc\u00eas podem dizer que h\u00e1 impot\u00eancias nesses documentos. A gente  desconfia dessas impot\u00eancias, mas precisamos da vis\u00e3o de voc\u00eas. N\u00e3o se trata de  simplesmente mudar curr\u00edculos, mas de aperfei\u00e7oar processos de trabalho para  ajudar o pa\u00eds. A\u00ed sim, poderemos construir um pa\u00eds diferente\u201d, disse,  destacando o ineditismo deste di\u00e1logo, em rela\u00e7\u00e3o a outras \u00e1reas profissionais  e considerando ainda a necessidade de \u201caprender com os curr\u00edculos inovadores de  institui\u00e7\u00f5es estrangeiras, internacionalizando os programas, mudando na forma e  no conte\u00fado\u201d.    Ap\u00f3s este debate, o coordenador da CCEEST, Nelson  Burille, ratificou sua posi\u00e7\u00e3o, no sentido de que a consulta ao Confea seria um  \u201csubs\u00eddio\u201d para o aperfei\u00e7oamento dos cursos. \u201cSabemos que nossa posi\u00e7\u00e3o n\u00e3o  seria deliberativa, mas, em princ\u00edpio, por meio dela, os cursos estariam dentro  de uma formata\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica. Hoje, temos v\u00e1rios cursos criados sem ouvir o  Conselho, o Crea diz que n\u00e3o est\u00e1 sendo registrado nele. Esta seria uma medida  preventiva porque a Comiss\u00e3o de Educa\u00e7\u00e3o e Atribui\u00e7\u00e3o Profissional (Ceap) j\u00e1  teria ouvido e analisado os requisitos para o cadastro\u201d. Uma posi\u00e7\u00e3o defendida  ainda por outros participantes do semin\u00e1rio.    Caso do  coordenador da Coordenadoria Nacional das C\u00e2maras Especializadas de Engenharia  El\u00e9trica (CCEEE), S\u00e9rgio Cequinel. \u201cAs c\u00e2maras precisam ser ainda mais ouvidas  porque n\u00f3s efetuamos os registros, e verificamos, principalmente nos casos dos  cursos de Ensino a Dist\u00e2ncia (EaD), pessoas obtendo os registros por mandato de  seguran\u00e7a, uma situa\u00e7\u00e3o que poderia ser evitada. Temos que sair do retrovisor,  mas isso n\u00e3o pode virar um oba oba\u201d, diz, afirmando que sua vis\u00e3o \u00e9 de que os  cursos de Ensino a Dist\u00e2ncia tenham uma forma\u00e7\u00e3o presencial parcial.    Opini\u00e3o semelhante \u00e0 do coordenador da  Coordenadoria Nacional das C\u00e2maras Especializadas de Agronomia (CCEAGRO),  Kleber Santos, para quem as \u201cc\u00e2maras especializadas atuam diretamente na  quest\u00e3o dos registros profissionais e as coordenadorias j\u00e1 avaliaram como  inapropriado o Ensino a Dist\u00e2ncia para a Agronomia. Devemos ter uma  participa\u00e7\u00e3o mais efetiva do processo regulat\u00f3rio\u201d, disse, declarando-se ainda  favor\u00e1vel \u00e0 manuten\u00e7\u00e3o das diretrizes curriculares para a Agronomia. \u201cNesse  ponto, n\u00e3o h\u00e1 o que mudar. As diretrizes para a Agronomia est\u00e3o muito bem  elaboradas, adequadas. Mas cada caso \u00e9 um caso. Algumas engenharias podem ter  essa necessidade\u201d, sugeriu.      Kleber se manifestou ap\u00f3s o debate da mesa \u201cArticula\u00e7\u00e3o Confea e Sistema  Educacional\u201d, mediada pelo presidente da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Educa\u00e7\u00e3o de  Engenharia (Abenge), engenheiro eletricista Nival Nunes de Almeida, e que  contou ainda com a participa\u00e7\u00e3o do coordenador do Col\u00e9gio de Presidentes, eng.  civ. Jorge Roberto Silveira. \u201cUm aluno teve a necessidade de ter o registro,  mas, verificamos que seu curso n\u00e3o tinha uma s\u00e9rie de requisitos. Mesmo assim,  tivemos que fazer o registro, via legal. Temos Creas em todo o pa\u00eds, o que  significa que temos facilidade de fazer visitas, n\u00e3o apenas na hora em que os  alunos est\u00e3o se formando\u201d.    Discuss\u00e3o oportuna    Uma an\u00e1lise mais transversal sobre o Sistema  Confea\/Crea e a import\u00e2ncia do di\u00e1logo com o CNE foi desenvolvida pelo  coordenador adjunto do Cden, Jorge Nei Brito. \u201cTemos que deixar claro que s\u00e3o  esferas independentes. Alguns colegas dizem que n\u00e3o temos que dar satisfa\u00e7\u00e3o \u00e0s  institui\u00e7\u00f5es de ensino, n\u00e3o \u00e9 assim, essa \u00e9 uma quest\u00e3o legal, temos que  conversar. At\u00e9 porque quem qualifica s\u00e3o as institui\u00e7\u00f5es de ensino, tendo como  fundamento a nova Lei de Diretrizes e Bases. As atribui\u00e7\u00f5es ainda s\u00e3o dadas  pelo curr\u00edculo m\u00ednimo. Temos mais de 300 t\u00edtulos, ent\u00e3o o Sistema \u00e9  multiprofissional e se v\u00ea um tanto amarrado para dar as atribui\u00e7\u00f5es a todos  esses profissionais. Concordo com um dos colegas que apontou que o Confea  talvez n\u00e3o tivesse essas dificuldades, se houvesse um sistema informatizado  automatizado. Teria que ser um sistema unificado. Nesse sentido, j\u00e1  apresentamos propostas em Minas Gerais\u201d.    Jorge Nei Brito ainda apontou o problema de  sombreamentos com os arquitetos, o programa Ci\u00eancia sem Fronteiras e a educa\u00e7\u00e3o  a dist\u00e2ncia. \u201cHoje j\u00e1 temos 35 cursos na \u00e1rea de engenharia, est\u00e1 crescendo,  ampliando essa bola de neve da cria\u00e7\u00e3o de cursos. Mas, na \u2018Sociedade do  Conhecimento\u2019, as fronteiras est\u00e3o cada vez mais virtuais. O Confea, por ainda  estar registrando as atribui\u00e7\u00f5es pelo curr\u00edculo m\u00ednimo, ainda est\u00e1 a anos-luz  desta realidade. Acredito que haja boa vontade do sistema educacional de fazer  uma adequa\u00e7\u00e3o\u201d, disse, destacando ainda a recente reuni\u00e3o da Confedera\u00e7\u00e3o  Pan-Americana da Engenharia Mec\u00e2nica, El\u00e9trica, Industrial e Ramos Afins  (Copimera), no Confea. \u201cPela primeira vez a Copimera esteve no Brasil e desta  reuni\u00e3o saiu outra quest\u00e3o importante que \u00e9 a mobilidade dos profissionais  entre os pa\u00edses\u201d. Por fim, sugeriu que o di\u00e1logo entre o Confea e o CNE  continue, na forma de um GT ou uma comiss\u00e3o com uma agenda permanente, ideia  bem recebida por todos. \u201cTemos uma multiplicidade de atribui\u00e7\u00f5es, n\u00e3o podemos  parar tudo. A sociedade quer o avan\u00e7o\u201d.    A fixa\u00e7\u00e3o do di\u00e1logo entre as institui\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m  foi defendida pela diretora de Pol\u00edticas Regulat\u00f3rias da Secretaria de  Regula\u00e7\u00e3o e Supervis\u00e3o de Educa\u00e7\u00e3o Superior do Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o  (Seres-MEC), Simone Horta Andrade. \u201c\u00c9 um momento muito prop\u00edcio ao di\u00e1logo, a  esse \u2018feedback\u2019. Um dos temas desse grupo de trabalho poderia ser exatamente os  pareceres, as propostas, os cursos avaliados. Na educa\u00e7\u00e3o superior,  existem\u00a0 oportunidades no tr\u00e2mite do processo regulat\u00f3rio para que o  Confea se manifeste no \u00e2mbito daquele curso. O aprimoramento da manifesta\u00e7\u00e3o  dos conselhos demonstra para o sistema de avalia\u00e7\u00e3o do Conselho (CNE)\u00a0a  relev\u00e2ncia social dos cursos. Essa participa\u00e7\u00e3o do Conselho na regula\u00e7\u00e3o dos  novos cursos \u00e9 extremamente importante para o minist\u00e9rio, em cursos de \u00e1reas  tecnol\u00f3gicas em geral. Gostar\u00edamos de disponibilizar nosso cat\u00e1logo para essa  leitura cr\u00edtica do Conselho, acho que isso vai melhorar o processo. Sou  extremamente favor\u00e1vel a essa abertura,\u00a0\u00e0 constru\u00e7\u00e3o de um grupo de  trabalho com uma pauta permanente para o aprimoramento desta rela\u00e7\u00e3o\u201d.    Outra participa\u00e7\u00e3o efetiva, no semin\u00e1rio Di\u00e1logo  Confea\/CNE-MEC, ficou por conta do conselheiro da C\u00e2mara de Educa\u00e7\u00e3o Superior  do CNE e engenheiro eletricista Paulo Monteiro Braga Barone. \u201cPoder\u00e1 n\u00e3o ser a  primeira, nem a \u00faltima vez que nos reunimos. H\u00e1 cerca de sete anos, no programa  Inova Engenharia, da CNI, estivemos indiretamente unidos em uma pesquisa sobre  o emprego da engenharia brasileira. Portanto, temos uma hist\u00f3ria em comum, que  passa pelo trabalho das diretrizes curriculares, o trabalho da Abenge. \u00c9 hora  de juntar estas iniciativas, dando algumas diretrizes para que possamos  equacionar o mais rapidamente poss\u00edvel. O Confea j\u00e1 nos trouxe uma boa proposta  de um excelente material pedag\u00f3gico sobre \u00e9tica nos cursos de Engenharia.  Enfim, podemos reeditar este di\u00e1logo. E o CNE \u00e9 a casa do di\u00e1logo, uma das  nossas fun\u00e7\u00f5es \u00e9 assegurar a participa\u00e7\u00e3o da sociedade nas decis\u00f5es das normas  educacionais, \u00e9 aqui que as coisas podem ser catalisadas\u201d.    Tr\u00eas linhas de reflex\u00e3o     Paulo Barone descreve tr\u00eas linhas de reflex\u00e3o. Na  primeira, considerou \u201cmed\u00edocre\u201d a cobertura da educa\u00e7\u00e3o superior no pa\u00eds, de  acordo com Censo de 2010, contemplando apenas 12 milh\u00f5es de pessoas. \u201cUm n\u00famero  absolutamente rid\u00edculo que n\u00e3o nos permite dialogar numa perspectiva de  inser\u00e7\u00e3o internacional. Nosso avan\u00e7o \u00e9 merit\u00f3rio, mas \u00e9 insuficiente para a  tarefa que temos. Nossa educa\u00e7\u00e3o superior precisa passar a ser de massa. A  escolaridade tem que aumentar em todos os elos da cadeia produtiva. Temos que  aumentar todos os profissionais, especialmente os engenheiros\u201d.    Em seguida, fazendo uma analogia com o futebol,  afirmou que \u00e9 preciso olhar o que o pa\u00eds precisa. \u201cTemos problemas, mas  precisamos melhorar, olhando para o lado de cima da tabela do campeonato.  Precisamos de cursos de engenharia que ganhem o campeonato, que sejam de  alt\u00edssimo n\u00edvel. Nossos problemas n\u00e3o podem ser o foco da nossa a\u00e7\u00e3o.  Precisamos encontrar uma capacidade de competitividade sist\u00eamica\u201d. E,  finalmente, ele declarou que o foco da forma\u00e7\u00e3o deve estar conectado com o  futuro.    \u201cOs engenheiros ser\u00e3o os cidad\u00e3os que v\u00e3o conduzir  as obras p\u00fablicas. Esses engenheiros que a gente gostaria que n\u00e3o fossem os  respons\u00e1veis pela queda de viadutos. Esses engenheiros v\u00e3o ajudar a melhorar o  problema dos desvios or\u00e7ament\u00e1rios de obras p\u00fablicas. Somos pessoas educadas  para produzir resultados sociais e \u00e9ticos. No mundo complexo de hoje, devemos  refletir em que dire\u00e7\u00e3o as coisas progridem e que medidas devem ser tomadas  para que a forma\u00e7\u00e3o acompanhe as coisas desse mundo. Hoje preparamos pessoas  com um regime de trabalho diferente do mundo fordista. No entanto, programas de  atividades, baseados em temas transversais e que deem iniciativas aos  estudantes, ainda s\u00e3o pouco usados e valorizados\u201d.    O conselheiro do CNE descreveu que essa posi\u00e7\u00e3o,  mais identificada com o tempo de hoje, est\u00e1 distante da conduta dos cursos que  criam novas disciplinas, isoladas de um curr\u00edculo mais amplamente inovador,  como seria o caso de uma disciplina de sustentabilidade em um curso de  Engenharia Civil. \u201cO engenheiro \u00e9 integrador de conhecimentos, n\u00e3o  fragmentador. Conhece a viabilidade econ\u00f4mica, a legisla\u00e7\u00e3o. Essas coisas todas  se integram em um profissional que precisa de uma experi\u00eancia de s\u00edntese, caracter\u00edstica  essencial da engenharia. Temos que ter mais intelig\u00eancia na formula\u00e7\u00e3o de  curr\u00edculos, mudando a perspectiva de an\u00e1lise, sem o modelo fragmentador.  Devemos enxergar outros eixos que nos permitam compreender como formar melhor  os garotos do s\u00e9culo XXI, que s\u00e3o os futuros engenheiros que v\u00e3o ajudar a fazer  o futuro deste pa\u00eds\u201d.    Debate    Durante o  debate que marcou o encerramento da programa\u00e7\u00e3o \u2013 e que levou a alguns  protestos pelo tempo ex\u00edguo para as quest\u00f5es, estipulado em um minuto \u2013 foram  respondidas quest\u00f5es como a do conselheiro federal eng. civ. M\u00e1rio Amorim,  referente \u00e0 evas\u00e3o profissional. J\u00e1 o conselheiro do Crea-PE, Maur\u00edcio Pina,  voltou a destacar a import\u00e2ncia de o Confea ter uma participa\u00e7\u00e3o mais efetiva  em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 aprova\u00e7\u00e3o dos cursos, enquanto o presidente da Associa\u00e7\u00e3o Nacional  de Engenharia de Seguran\u00e7a do Trabalho (Anest), engenheiro Francisco Machado,  destacou a necessidade de ser promovida uma audi\u00eancia p\u00fablica para definir  aspectos discutidos durante o semin\u00e1rio. \u201cUma excelente ideia, mas precisamos  ter um objetivo muito bem definido. Precisamos caminhar um pouco mais nos  debates, inclusive em f\u00f3runs virtuais, se for preciso\u201d, sugeriu Luiz Roberto  Curi.    \u201cA Ceap agradece a oportunidade deste debate no  CNE, com a expectativa de que, em 2015, possamos formar essa comiss\u00e3o para que,  ainda mais fortes, possamos discutir alguns desses problemas\u201d, considerou o  engenheiro agr\u00f4nomo Daniel Salati, membro da Comiss\u00e3o de Educa\u00e7\u00e3o e Atribui\u00e7\u00e3o  Profissional do Confea.    Com perguntas dirigidas ao representante da  presid\u00eancia do CNE, Jos\u00e9 Fernandes de Lima, e ainda ao conselheiro federal  Daniel Salati e ao presidente da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Ensino Agr\u00edcola  Superior (Abeas), eng. agr. Fernando C\u00e9zar Juliatti, al\u00e9m dos demais  participantes das tr\u00eas mesas do semin\u00e1rio, Simone Horta Andrade voltou a se  manifestar para destacar que existe j\u00e1 espa\u00e7o para a participa\u00e7\u00e3o do Conselho  quanto \u00e0 viabilidade do curso. \u201cEsse GT para discutir essa participa\u00e7\u00e3o,  inclusive em rela\u00e7\u00e3o a sua expans\u00e3o geopol\u00edtica, \u00e9 muito importante para esse  aprimoramento do di\u00e1logo, que pode ser feito por acompanhamento dos egressos e  tamb\u00e9m por um sistema de geolocaliza\u00e7\u00e3o dos cursos. Uma vez mapeados os profissionais,  facilita-se o trabalho do \u00f3rg\u00e3o regulador, a Seres. Seria interessante que o  Confea tivesse essa participa\u00e7\u00e3o na avalia\u00e7\u00e3o da demanda de cursos\u201d.    Di\u00e1logo cont\u00ednuo    A \u00f3tica da nomenclatura e das disciplinas  ministradas e ainda o impacto na forma\u00e7\u00e3o profissional e no setor de empregos  foram os primeiros motes do semin\u00e1rio. \u201cTemos que definir o caminho a tomar. O  Confea esteve e sempre estar\u00e1 aberto para dialogar, e reconhece o papel de  todos, da academia, do setor empresarial, do mercado profissional\u201d, considerou  ainda o vice-presidente do Confea, eng. mec. J\u00falio Fialkoski, agradecendo aos  conselheiros Daniel Salati e Gustavo Braz, respectivamente, membro e  coordenador da Comiss\u00e3o de Educa\u00e7\u00e3o e Atribui\u00e7\u00e3o Profissional (Ceap), do  Confea, especialmente envolvidos com a realiza\u00e7\u00e3o do semin\u00e1rio, que, para ele,  em \u00faltima inst\u00e2ncia, \u201cvisa oferecer profissionais capacitados ao mercado de  trabalho\u201d.    Por sua vez, Jos\u00e9 Fernandes de Lima, representando  o\u00a0 presidente do CNE, Gilberto Garcia, tamb\u00e9m revelou suas preocupa\u00e7\u00f5es  com quest\u00f5es envolvendo a forma\u00e7\u00e3o em engenharia. Ele reconheceu que \u00e9 preciso  abrir um di\u00e1logo entre todos os atores interessados e envolvidos com a quest\u00e3o  da forma\u00e7\u00e3o dos engenheiros no pa\u00eds. Para Fernandes, a ideia \u00e9 que este seja o  in\u00edcio de um di\u00e1logo que tem que ter continuidade. \u201c\u00c9 importante que tenhamos  bons posicionamentos com a participa\u00e7\u00e3o dos diversos setores\u201d, disse o  pesquisador, que, na condi\u00e7\u00e3o de presidente do CNE, antecipara algumas  discuss\u00f5es, em mar\u00e7o do ano passado, da plen\u00e1ria do Confea.    Ao referir-se ao reconhecimento dos alunos formados  na \u00e1rea Ci\u00eancia e Tecnologia e de Tecnologia da Informa\u00e7\u00e3o, Fernandes  questionou qual seria o conte\u00fado das mat\u00e9rias formativas para ensinar a  tecnologia que est\u00e1 no dia a dia das pessoas. \u201cIsso precisa aparecer na sala de  aula. Mas, como faremos para tirar do curr\u00edculo alguma coisa antiga que  atrapalha, ocupa espa\u00e7o,\u00a0 para colocar uma disciplina nova sem aumentar a  carga hor\u00e1ria? E isso depende de negocia\u00e7\u00e3o a ser feita\u201d, afirmou, destacando  que \u00e9 preciso cuidado porque, em geral, \u201cquerendo reformar, aumentamos os  curr\u00edculos de forma\u00e7\u00e3o. Nossa experi\u00eancia mostra que sempre aumenta. J\u00e1 fui  reitor e nunca vi diminuir, a tend\u00eancia \u00e9 essa, e precisamos estar preparados  para esse embate e para as decis\u00f5es que temos que tomar\u201d.    Especializa\u00e7\u00f5es, denomina\u00e7\u00f5es, compara\u00e7\u00f5es     A compara\u00e7\u00e3o com universidades estrangeiras foi  colocada por Fernandes como uma quest\u00e3o que ganha contornos cada vez mais  fortes com a chegada de brasileiros e tamb\u00e9m estrangeiros formados no exterior  e que retornam ao pa\u00eds para trabalhar. \u201cO que tem que ser feito com a carga  horaria que \u00e9 diferente?\u201d, indagou Fernandes, diante das cr\u00edticas sobre  as\u00a0 35 horas\/aula dadas por semana no Brasil. \u201cO que n\u00e3o deixa tempo para  o aluno estudar\u201d, afirmou, antes de salientar que n\u00e3o estava se posicionando,  mas apenas colocando a quest\u00e3o. \u201cN\u00e3o somos n\u00f3s a mudar essa realidade. MEC e  Inep t\u00eam que definir qual o profissional que queremos para depois determinar as  horas\/aula\u201d.    Outra  discuss\u00e3o exposta por Fernandes de Lima foi a das especializa\u00e7\u00f5es e  denomina\u00e7\u00f5es dos cursos, uma vez que existem faculdades com t\u00edtulos bem espec\u00edficos  e outros n\u00e3o. \u201cAt\u00e9 que ponto podemos ou n\u00e3o criar denomina\u00e7\u00f5es? Reconhecemos o  titulo de engenheiro, simplesmente, ou engenheiro com seus subt\u00edtulos? Isso  cria debates, na hora de registrar diplomas para obter atribui\u00e7\u00f5es e o  reconhecimento por\u00a0 outras universidades no Brasil por diplomados no  Brasil\u201d. Para Fernandes de Lima, \u00e9 importante n\u00e3o simplesmente continuar  formando, mas questionar se esse profissional continuar\u00e1 dando conta das  tarefas. \u201cQuais as demandas do futuro para prepararmos esses profissionais?\u201d,  indagou, finalizando sua participa\u00e7\u00e3o.    Dividida em tr\u00eas mesas, a programa\u00e7\u00e3o do semin\u00e1rio  tratou, ainda pela\u00a0 manh\u00e3, dos \u201cDesafios e Perspectivas dos profissionais  frente aos cursos de Engenharia\u201d, na primeira mesa, e da \u201cAvalia\u00e7\u00e3o dos cursos de  engenharia e dos impactos na forma\u00e7\u00e3o e emprego\u201d, tema da mesa 2. A mesa 01 foi  composta por Fernando Bemerguy, representando o Sistema Confea\/Crea, Fernando  Cesar Juliatti, presidente da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Ensino Agr\u00edcola Superior  (Abeas), Jos\u00e9 Ot\u00e1vio Mentem, tamb\u00e9m da Abeas, Luiz Roberto Liza Curi,  conselheiro do CNE\/MEC, e por Nival Nunes de Almeida, presidente da Associa\u00e7\u00e3o  Brasileira de Ensino de Engenharia (Abenge). A segunda mesa foi composta Luiz  Roberto Curi,\u00a0 Andrea Sanches, coordenadora de curso de Agronomia, Cl\u00e1udia  Griboski, diretora do Inep, Marcos Tozzi e Vanderli e Oliveira, ambos da  Abenge, e Vanildo Souza de Oliveira, da Universidade Federal de Pernambuco.    Com informa\u00e7\u00f5es dos jornalistas: Maria Helena de  Carvalho e Henrique Nunes\/Confea.    Edi\u00e7\u00e3o: Ros\u00e2ngela Azedo    Assessoria de Comunica\u00e7\u00e3o do CREA-AM    (92) 2125-7127    <a href=\"mailto:creamazonas@gmail.com\" class=\"autohyperlink\">creamazonas@gmail.com<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na manh\u00e3 desta quinta-feira (22), em Bras\u00edlia, os representantes do Sistema Confea\/Crea e M\u00fatua e do Conselho Nacional de Educa\u00e7\u00e3o (CNE), al\u00e9m de professores de diversas universidades do pa\u00eds, continuam reunidos para as discuss\u00f5es do semin\u00e1rio \u201cDi\u00e1logo Confea\/CNE-MEC: as engenharias na perspectiva da demanda\u201d.<\/p>\n","protected":false},"author":7,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[],"tags":[],"class_list":["post-30619","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/30619","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=30619"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/30619\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=30619"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=30619"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=30619"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}