{"id":31001,"date":"2015-09-18T11:07:12","date_gmt":"2015-09-18T11:07:12","guid":{"rendered":""},"modified":"-0001-11-30T00:00:00","modified_gmt":"-0001-11-30T04:00:00","slug":"72a-soea-china-investe-mais-em-energias-alternativas-31001","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/72a-soea-china-investe-mais-em-energias-alternativas-31001\/","title":{"rendered":"72\u00aa SOEA: China investe mais em energias alternativas"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/crea-am.org.br\/img\/upload\/not1442588595.jpg\" \/><br \/>FORTALEZA  (CE) &#8211; O que a China investe hoje em desenvolvimento de fontes alternativas de  energia representa muito mais do que \u00e9 feito por grandes pa\u00edses do mundo. A  quest\u00e3o \u00e9 que os chineses decidiram diminuir importa\u00e7\u00f5es de combust\u00edvel f\u00f3ssil  e encontraram nas outras fontes um \u2018fil\u00e3o\u2019 de in\u00fameras possibilidades e  oportunidades. O assunto foi abordado na palestra magna de quinta-feira (17),  sobre energia, abrindo as atividades do terceiro dia da 72\u00aa Semana Oficial da  Engenharia e da Agronomia (Soea), que acontece na capital cearense.    \u00a0    O  palestrante, professor Marcos Troyjo, economista, cientista pol\u00edtico e diretor  do Centro de Estudos sobre Governan\u00e7a Global da Universidade de Columbia,  tra\u00e7ou um panorama das megatend\u00eancias no mundo e os desafios relacionados \u00e0  quest\u00e3o energ\u00e9tica, destacando evolu\u00e7\u00f5es e tamb\u00e9m retrocessos ocorridos no  Brasil.     \u00a0    A palestra  foi mediada pela conselheira federal, engenheira eletricista e de seguran\u00e7a do  trabalho Ana Constantina Sarmento de Azevedo, a primeira mulher a assumir a  vice-presid\u00eancia do Confea; al\u00e9m da participa\u00e7\u00e3o, como debatedores, de Jurandir  Pican\u00e7o, especialista em Energia e coordenador do N\u00facleo de Energia da  Federa\u00e7\u00e3o das Ind\u00fastrias do Estado do Cear\u00e1 (Fiec); e de Renato Walter Rolim  Ribeiro, engenheiro eletricista e secret\u00e1rio-adjunto de Infraestrutura,  Energia, Minas e Telecomunica\u00e7\u00f5es do Cear\u00e1 (Seinfra).    \u00a0    Marcos  Troyjo alertou os pa\u00edses que constru\u00edram sua prosperidade baseados na extra\u00e7\u00e3o  e comercializa\u00e7\u00e3o do combust\u00edvel f\u00f3ssil, como Venezuela e R\u00fassia, pois sofrer\u00e3o  impacto diante da crescente utiliza\u00e7\u00e3o de fontes de energia alternativas e n\u00e3o  convencionais, citando como exemplo o g\u00e1s de xisto. \u201cHouston, nos Estados  Unidos, est\u00e1 se tornando uma nova \u2018Meca\u2019, a capital do g\u00e1s de xisto\u201d, comentou.  \u201cE os argentinos voltaram a ter confian\u00e7a em rela\u00e7\u00e3o ao seu futuro porque no  Sul daquele pa\u00eds encontram-se algumas das maiores reservas de g\u00e1s de xisto do  mundo. Por\u00e9m, eles n\u00e3o t\u00eam nem engenharia e nem capital para extrair esse  recurso do solo, e ao lado dessa constata\u00e7\u00e3o, percebe-se a \u2018onipresen\u00e7a\u2019 dos  chineses na Argentina\u201d, salientou.    \u00a0    O g\u00e1s de  xisto, tamb\u00e9m conhecido como g\u00e1s n\u00e3o convencional, tem assegurado nos \u00faltimos  anos um grande n\u00famero de defensores, que acreditam na sua utiliza\u00e7\u00e3o para a  redu\u00e7\u00e3o de custos. Conforme sites especializados, o g\u00e1s \u00e9 encontrado em uma rocha  porosa de mesmo nome, comprimido em pequenos espa\u00e7os dentro da rocha.    \u00a0    \u00a0    BRASIL    \u00a0    \u00a0    Em rela\u00e7\u00e3o ao  Brasil, Troyjo lembrou um dos grandes programas bem-sucedidos de substitui\u00e7\u00e3o  em larga escala dos derivados de petr\u00f3leo, o Pro\u00c1lcool, desenvolvido para  diminuir a depend\u00eancia do petr\u00f3leo adquirido no exterior e, consequentemente,  evitando que o Brasil ficasse vulner\u00e1vel aos choques de pre\u00e7os dos barris de  petr\u00f3leo muito frequentes na \u00e9poca. \u201cFoi um programa que possibilitou que o  Brasil chegasse ao s\u00e9culo 21 com oito em cada dez ve\u00edculos sustentados por  outro tipo de motor movido a combust\u00edvel Flex (etanol \/ gasolina)\u201d.        Entretanto,  apesar de ter avan\u00e7ado em determinados campos, o Brasil ainda permanece \u201csem  evolu\u00e7\u00e3o\u201d em outras \u00e1reas. \u201cQuando sediamos a Copa do Mundo em 1950, a renda  per capita do brasileiro equivalia a 1\/5 da de um norte-americano; em 1970,  quando o Brasil foi campe\u00e3o no M\u00e9xico, permanecia a mesma diferen\u00e7a; no ano  passado, quando ocorreu a Copa do Mundo em nosso pa\u00eds, a renda per capita do  brasileiro continuava sendo 1\/5 da renda per capita de um norte-americano, ou  seja, ao longo de um per\u00edodo grande de tempo, n\u00f3s n\u00e3o fomos capazes de melhorar  a nossa competitividade, que viesse a encurtar a dist\u00e2ncia de pa\u00edses como os  Estados Unidos, que lideram o mundo do ponto de vista econ\u00f4mico e tecnol\u00f3gico\u201d,  informou.    \u00a0    Para Troyjo,  energia, \u00e1gua e inova\u00e7\u00e3o s\u00e3o temas que acontecem dentro de um quadro maior,  sendo considerados como \u201ctend\u00eancias globais\u201d. \u201cPara tomarmos decis\u00f5es  espec\u00edficas, precisamos saber que medidas as grandes tend\u00eancias dos pr\u00f3ximos 20  anos v\u00e3o tornar nossas credenciais melhores ou mais dif\u00edceis para conduzirmos o  nosso desenvolvimento\u201d, disse.    \u00a0    Do ponto de  vista energ\u00e9tico, na avalia\u00e7\u00e3o do economista, o cen\u00e1rio mudou muito, pois uma  s\u00e9rie de tecnologias de energia passou a se tornar \u201creais alternativas\u201d de  desenvolvimento nas \u00faltimas d\u00e9cadas. \u201cMuitas decis\u00f5es estrat\u00e9gicas que se  faziam anteriormente mudaram, porque a crise energ\u00e9tica teve reflexos; hoje, de  cada dez barris de petr\u00f3leo que os EUA importam, apenas um vem do Oriente  M\u00e9dio; de cada dez que a China importa, apenas a metade vem dessa regi\u00e3o do  planeta; ent\u00e3o, aqueles pa\u00edses como Ir\u00e3, Iraque, Ar\u00e1bia Saudita, para quem eles  passaram a ser mais estrat\u00e9gicos\u201d, levantou o questionamento para a plateia.  \u201cIsso muda n\u00e3o apenas o papel energ\u00e9tico, mas tamb\u00e9m a quest\u00e3o geopol\u00edtica\u201d,  completou.    \u00a0    DEBATES    \u00a0    Os  debatedores discutiram quest\u00f5es relacionadas \u00e0 ado\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas equivocadas  que prejudicaram o desenvolvimento de projetos voltados \u00e0s energias renov\u00e1veis.  \u201cO Nordeste det\u00e9m o maior potencial de energia e\u00f3lica do Pa\u00eds, e \u00e9 preciso  transformar esses recursos naturais em oportunidades competitivas\u201d, comentou o  engenheiro eletricista Renato Walter Roli Ribeiro, que atuou como debatedor na  palestra.    \u00a0    Para o  conselheiro Dario Gutierrez, do CREA-AM, \u201co tema mostrou uma excelente vis\u00e3o da  geopol\u00edtica global, mudan\u00e7as e tend\u00eancias, e como o mundo tem evolu\u00eddo na  substitui\u00e7\u00e3o dos combust\u00edveis f\u00f3sseis\u201d. Um dos pontos que chamou a aten\u00e7\u00e3o do  conselheiro foi o investimento pesado feito pela China em energia renov\u00e1vel.  \u201cPara diminuir a depend\u00eancia de combust\u00edvel f\u00f3ssil, a tend\u00eancia com as novas  tecnologias \u00e9 a diminui\u00e7\u00e3o do pre\u00e7o de petr\u00f3leo e at\u00e9 questionamentos quanto ao  nosso pr\u00e9-sal. Precisamos fomentar a inova\u00e7\u00e3o, por meio da compet\u00eancia, do  empreendedorismo e atitudes, e isso n\u00e3o pode ser feito somente a partir de uma  iniciativa do Estado\u201d, completou.    \u00a0    Acyane do Valle    Equipe de Comunica\u00e7\u00e3o Confea\/Crea-AM    Revis\u00e3o: Lidiane Barbosa  Fotos: Jo\u00e3o Batista Fotografias  Banco de imagens: Jo\u00e3o Anast\u00e1cio e Paula Moreira    \u00a0    \u00a0    Assessoria  de Comunica\u00e7\u00e3o do CREA-AM    (92)  2125-7127    <a href=\"mailto:comunicacao@crea-am.org.br\" class=\"autohyperlink\">comunicacao@crea-am.org.br<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O assunto foi tema da principal palestra de ontem, sobre energia, na 72\u00aa Semana Oficial da Engenharia e Agronomia (SOEA).<\/p>\n","protected":false},"author":7,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[],"tags":[],"class_list":["post-31001","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/31001","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=31001"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/31001\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=31001"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=31001"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=31001"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}