{"id":31102,"date":"2015-12-15T17:00:20","date_gmt":"2015-12-15T17:00:20","guid":{"rendered":""},"modified":"-0001-11-30T00:00:00","modified_gmt":"-0001-11-30T04:00:00","slug":"profissional-da-1a-turma-de-engenharia-de-pesca-do-brasil-concede-entrevista-ao-portal-do-crea-am-31102","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/profissional-da-1a-turma-de-engenharia-de-pesca-do-brasil-concede-entrevista-ao-portal-do-crea-am-31102\/","title":{"rendered":"Profissional da 1\u00aa turma de Engenharia de Pesca do Brasil concede entrevista ao Portal do CREA-AM"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/crea-am.org.br\/img\/upload\/not1450211158.jpg\" \/><br \/>No dia 14 de dezembro \u00e9 comemorado o dia do  Engenheiro de Pesca e, nesta data, o Conselho Regional de Engenharia e  Agronomia do Amazonas (CREA-AM) teve a oportunidade de entrevistar o Dr. Paulo  Ramos Rolim, um dos pioneiros da \u00e1rea no Estado e no Brasil.    \u00a0    O primeiro curso de Engenharia de Pesca  brasileiro foi criado pela Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFPRE), na  cidade de Recife, tendo sua primeira turma colado grau no ano de 1974, com 42  alunos.    \u00a0    Paulo Ramos Rolim \u00e9 da primeira turma de  Engenharia de Pesca do pa\u00eds e foi o primeiro a vir trabalhar na Regi\u00e3o Norte,  no Estado do Amazonas, em maio de 1974. Pioneiro na extens\u00e3o rural, junto com o  tamb\u00e9m engenheiro de pesca Rigoberto Neide Pontes, a frente do planejamento,  participou de diversos programas e projetos importantes, como a implanta\u00e7\u00e3o do  Terminal Pesqueiro de Manaus, reorganiza\u00e7\u00e3o e estrutura\u00e7\u00e3o das col\u00f4nias de  pescadores do Estado e a implanta\u00e7\u00e3o da aquicultura no Amazonas.     \u00a0    Em seus 41 anos de exist\u00eancia no Brasil, o  curso de Engenharia de Pesca tem cooperado para o estudo dos assuntos  pesqueiros e aqu\u00edcolas com a forma\u00e7\u00e3o de mestres, doutores e especialistas em  diversas institui\u00e7\u00f5es de ensino, o que possibilita um aperfei\u00e7oamento dos  conhecimentos dos profissionais, inclusive, de outras \u00e1reas, como a  Oceanografia, Limnologia, Biologia pesqueira, Aquicultura, captura e tecnologia  de pescado.    \u00a0    Qual  a import\u00e2ncia dessa atividade?     \u00a0    Como uma atividade de produ\u00e7\u00e3o de alimentos  que \u00e9, a Engenharia de Pesca faz parte dos primeiros assuntos estudados no  mundo, que s\u00e3o as ci\u00eancias agr\u00e1rias. \u00c9 a \u00e1rea respons\u00e1vel pelo desenvolvimento  sustent\u00e1vel da produ\u00e7\u00e3o de pescado, seus produtos e subprodutos, e tem dado sua  contribui\u00e7\u00e3o para a oferta de alimentos, no caso o pescado e seus derivados, em  todas as regi\u00f5es do Brasil, seja pela a\u00e7\u00e3o da captura, seja pela aquicultura,  que \u00e9 o cultivo de organismos aqu\u00e1ticos em geral, n\u00e3o apenas peixes.    \u00a0    Tendo  sido parte da primeira turma dessa \u00e1rea formada no Brasil, como foi essa  experi\u00eancia? Quais os desafios naquela \u00e9poca para criar e formar uma turma de  Engenharia de Pesca?    \u00a0    Toda turma teve que enfrentar diversos  desafios e o primeiro deles foi a politicagem interna dos dirigentes da UFRPE.  Era um grupo forte, interessado em acabar com o curso de Engenharia de Pesca,  que havia sido criado na gest\u00e3o passada pelo professor Adierso Erasmo de  Azevedo, o ent\u00e3o reitor.    \u00a0    Fomos \u00e0 luta e \u00e9ramos n\u00f3s, da primeira  turma, liderados pelo saudoso colega Raimundo Evangelista, que enfrent\u00e1vamos as  amea\u00e7as de extin\u00e7\u00e3o do curso. Foi-nos, inclusive, oferecida a oportunidade de  ir para outros cursos. Mas, com muita coragem, n\u00e3o aceitamos.    \u00a0    Outra dificuldade era a aloca\u00e7\u00e3o de  professores, que acabou sendo suprida com contrata\u00e7\u00e3o de profissionais da  Superintend\u00eancia do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), da Universidade  Federal de Pernambuco (UFPE), do Laborat\u00f3rio de Ci\u00eancias do Mar da UFPE, e at\u00e9  mesmo um professor tempor\u00e1rio vindo do Uruguai. O curso s\u00f3 ficou estruturado  depois da contrata\u00e7\u00e3o dos professores japoneses Yoshito Motohashi e Joe Koike.    \u00a0    Posteriormente, com a formatura da primeira  turma, \u00e9 que a UFRPE abriu concurso p\u00fablico para contrata\u00e7\u00e3o de professores.  Participei e fui aprovado em primeiro lugar para a disciplina de Aquicultura,  bem como outros colegas, como Jos\u00e9 Arlindo Pereira e Agildo Galdino, foram  aprovados para outras disciplinas.    \u00a0    Nessa  primeira turma, formou alguma mulher?    \u00a0    Sim. Formaram-se quatro mulheres na  primeira turma.    \u00a0Conte  um pouco do trabalho realizado pelo Engenheiro de Pesca no Amazonas. Qual o  principal desafio de se trabalhar num Estado com propor\u00e7\u00f5es continentais,  dificuldades de log\u00edstica e, ao mesmo tempo, com abund\u00e2ncia de recursos  naturais.    \u00a0    Sendo o Amazonas um estado  &#8220;continental&#8221;, em 1975 as dificuldades eram grandes, mas o entusiasmo  era maior e n\u00e3o tinha obst\u00e1culo que parasse os pioneiros. Havia dificuldades de  comunica\u00e7\u00e3o, de transportes, de aloca\u00e7\u00e3o de profissionais da \u00e1rea para  trabalharem, mas a pujan\u00e7a do setor pesqueiro do Amazonas entusiasmava a todos  que aqui chegavam, e foram muitos.     \u00a0    Atualmente j\u00e1 s\u00e3o mais de 5 mil  piscicultores, quando n\u00e3o existia nenhum em 1975. Existem entidades de classe  dos pescadores funcionando em todos os munic\u00edpios do Estado, esta\u00e7\u00f5es e postos  de piscicultores em v\u00e1rios munic\u00edpios, tanto p\u00fablicos quanto particulares.    \u00a0    Tudo isso \u00e9 muito importante para a  Engenharia de Pesca, um dos melhores cursos do Brasil, e tamb\u00e9m para v\u00e1rios  cursos t\u00e9cnicos na \u00e1rea de Recursos Pesqueiros.    \u00a0Paulo Rolim e os  engenheiros de pesca Evandro Menezes, Klausak, Larry, Marcos Cerqueira,  Carminha e Jo\u00e3o Bosco Siqueira, em Manaus no ano de 1992.\u00a0            Como  o senhor visualiza a atividade no Estado do Amazonas em 2016?    \u00a0    Em 2016, a Engenharia de Pesca estar\u00e1  atuando prioritariamente em aquicultura, pois \u00e9 a atividade agropecu\u00e1ria que  mais cresce no Brasil e no Amazonas, e onde o Governo do Estado tem um programa  de desenvolvimento para todos os munic\u00edpios. Tamb\u00e9m haver\u00e1 atua\u00e7\u00e3o no ensino,  pesquisa e extens\u00e3o e em frigor\u00edficos de pescado.    \u00a0    Para  finalizar, como fazer para acabar com o desperd\u00edcio de pescado a cada ano no  Amazonas? Em 2014, toneladas de peixe estragaram e foram parar no lixo. O que  fazer?    \u00a0    O Estado do Amazonas \u00e9 o maior produtor de  pescado de \u00e1gua doce do Brasil, contribuindo com 12% de toda produ\u00e7\u00e3o de  pescado do pa\u00eds, mas, em contrapartida, apresenta um desperd\u00edcio muito grande.  Em tempos passados, estimava-se um desperd\u00edcio de 30%, atualmente, entretanto,  este percentual j\u00e1 foi reduzido.    \u00a0    Dentre os v\u00e1rios fatores que contribuem  para o problema do desperd\u00edcio de pescado, os principais s\u00e3o: o ato da despesca  em si, o manuseio, a conserva\u00e7\u00e3o a bordo e a distribui\u00e7\u00e3o e conserva\u00e7\u00e3o nas  feiras e mercados da capital.    \u00a0    Acredito que para minimizar esse problema o  Governo Estadual deveria criar uma linha de financiamento espec\u00edfica para as  reformas de todas as embarca\u00e7\u00f5es pesqueiras do Estado, implantando o sistema de  urnas nas suas caixas de gelar, oferecer cursos espec\u00edficos de higiene e  manuseio de pescado no desembarque e no transporte. A prefeitura, mormente da  capital, deveria reformar todas as feiras, adequando estruturas de conserva\u00e7\u00e3o  de pescado, c\u00e2maras frigor\u00edficas, caixas de resfriamento e expositores de  peixes.    \u00a0    \u00a0    \u00a0    Bianca Alves    Edi\u00e7\u00e3o: Acyane do Valle    Foto: Dr. Paulo Rolim    \u00a0    Assessoria de Comunica\u00e7\u00e3o CREA-AM    (92) 2125-7127    <a href=\"mailto:comunicacao@crea-am.org.br\" class=\"autohyperlink\">comunicacao@crea-am.org.br<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O engenheiro de pesca Paulo Ramos Rolim trabalha hoje em Manaus e \u00e9 um dos pioneiros da \u00e1rea no Amazonas.<\/p>\n","protected":false},"author":7,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[],"tags":[],"class_list":["post-31102","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/31102","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=31102"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/31102\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=31102"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=31102"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=31102"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}