{"id":31106,"date":"2015-12-16T16:39:28","date_gmt":"2015-12-16T16:39:28","guid":{"rendered":""},"modified":"-0001-11-30T00:00:00","modified_gmt":"-0001-11-30T04:00:00","slug":"profissionais-que-trabalham-em-ambientes-com-atmosferas-explosivas-poderao-ter-certificacao-em-2016-31106","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/profissionais-que-trabalham-em-ambientes-com-atmosferas-explosivas-poderao-ter-certificacao-em-2016-31106\/","title":{"rendered":"Profissionais que trabalham em ambientes com atmosferas explosivas poder\u00e3o ter certifica\u00e7\u00e3o em 2016"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/crea-am.org.br\/img\/upload\/not1450297301.jpg\" \/><br \/>A certifica\u00e7\u00e3o  do profissional que trabalha em locais com \u00e1reas de risco para as chamadas atmosferas  explosivas j\u00e1 poder\u00e1 acontecer em 2016 no Brasil. O Instituto Nacional de  Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) vem elaborando o regulamento da  certifica\u00e7\u00e3o de compet\u00eancias dos profissionais e dever\u00e1 lan\u00e7\u00e1-lo no ano que  vem.    \u00a0    A informa\u00e7\u00e3o \u00e9  do engenheiro Nicolas Minguez, que integra o comit\u00ea t\u00e9cnico da  ABNT e realizou uma palestra na noite do dia 15 de dezembro sobre as normas atuais de  classifica\u00e7\u00e3o de \u00e1rea para atmosfera explosiva, no audit\u00f3rio do Conselho  Regional de Engenharia e Agronomia do Amazonas (CREA-AM), em Manaus. A  palestra, promovida pela Associa\u00e7\u00e3o dos Engenheiros e Arquitetos do Amazonas  (AEAA), registrou a participa\u00e7\u00e3o de profissionais, acad\u00eamicos e conselheiros do  CREA-AM. O diretor financeiro da autarquia federal, engenheiro agr\u00f4nomo Wandecy Gomes, fez a abertura oficial da palestra.Da esq. para dir. Diretor financeiro do CREA-AM, Wandecy Gomes, e o palestrante Nicolas Minguez.    \u00a0    As atmosferas explosivas, conforme sites  especializados, envolvem a mistura com o ar, em condi\u00e7\u00f5es atmosf\u00e9ricas, de  subst\u00e2ncias inflam\u00e1veis sob a forma de gases, vapores, n\u00e9voas ou poeiras, na  qual, ap\u00f3s igni\u00e7\u00e3o, pode gerar explos\u00f5es.    \u00a0    De acordo com  Nicolas Minguez, o Inmetro editou em 1\u00ba de outubro deste ano a Portaria n\u00ba  484\/2015 com o objetivo de realizar uma consulta p\u00fablica visando a cria\u00e7\u00e3o de  requisitos de avalia\u00e7\u00e3o da conformidade para compet\u00eancias pessoais para atua\u00e7\u00e3o  em \u00e1reas com atmosferas explosivas. \u201cProvavelmente, no in\u00edcio de 2016, ser\u00e1 editada  essa regulamenta\u00e7\u00e3o\u201d, afirmou Minguez, salientando que, no primeiro momento a  nova norma ter\u00e1 o car\u00e1ter \u201cvolunt\u00e1rio\u201d. \u201cPara que as empresas e profissionais,  espontaneamente, procurem o \u00f3rg\u00e3o indicado na regulamenta\u00e7\u00e3o e assim promovam a  sua certifica\u00e7\u00e3o na \u00e1rea de classifica\u00e7\u00e3o de riscos em ambientes com atmosfera explosiva\u201d.        Ainda de acordo  com o palestrante, duas entidades poder\u00e3o realizar essa certifica\u00e7\u00e3o, o Senai  do Rio de Janeiro e a Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Ensaios N\u00e3o-Destrutivos e  Inspe\u00e7\u00e3o (Abendi), no Estado de S\u00e3o Paulo. \u201cIsso \u00e9 fruto de uma a\u00e7\u00e3o iniciada  em 1986 quando come\u00e7ou a ser montado o laborat\u00f3rio de ensaio de equipamentos por  parte da Eletrobras, atrav\u00e9s do Centro de Pesquisas El\u00e9tricas, e houve todo um  processo de reconhecimento e melhoria dos produtos fabricados no Brasil, e,  posteriormente, a certifica\u00e7\u00e3o desses produtos, empresas e equipamentos; hoje  em dia, estamos no caminho da certifica\u00e7\u00e3o das pessoas que trabalham na  classifica\u00e7\u00e3o da \u00e1rea, inspe\u00e7\u00e3o, instala\u00e7\u00e3o, opera\u00e7\u00e3o e manuten\u00e7\u00e3o; por meio de  institui\u00e7\u00f5es, ter\u00e3o uma ferramenta para poder certificar a sua compet\u00eancia profissional  nesses segmentos; trata-se de um avan\u00e7o e estamos seguindo os pa\u00edses mais  desenvolvidos\u201d, comentou Nicolas Minguez.        \u00a0    PALESTRA    \u00a0    \u00a0    O engenheiro Nicolas  Minguez, em sua palestra na cidade de Manaus, destacou que a classifica\u00e7\u00e3o de  \u00e1reas para atmosfera explosiva \u201csignifica identificar, determinar em uma  instala\u00e7\u00e3o qual setor pode vir a ter presen\u00e7a de algum material perigoso, inflam\u00e1vel  ou combust\u00edvel, que gere um eventual um inc\u00eandio ou acidente de grandes  propor\u00e7\u00f5es\u201d.    \u00a0    No caso das  explos\u00f5es, \u00e9 preciso observar principalmente as consequ\u00eancias do acidente. \u201cEm  geral, s\u00e3o trag\u00e9dias que afetam o meio ambiente, destroem patrim\u00f4nios e vitimam  pessoas; as consequ\u00eancias de uma explos\u00e3o s\u00e3o extremamente significativas, seja  pequena ou em grandes dimens\u00f5es, por conta desses tr\u00eas fatores\u201d, enfatizou o  palestrante.    \u00a0    Na vis\u00e3o de  Minguez, ainda falta conscientiza\u00e7\u00e3o para esse assunto e que hoje as empresas e  profissionais somente se adequam \u00e0 preven\u00e7\u00e3o devido a uma exig\u00eancia legal, para  cumprir as normatiza\u00e7\u00f5es vigentes. \u201cNa verdade, t\u00eam se atendido \u00e0s exig\u00eancias pr\u00f3pria  da seguran\u00e7a, que s\u00e3o obrigat\u00f3rias por parte das autoridades, principalmente do  Minist\u00e9rio do Trabalho; ou seja, na pr\u00e1tica, os requisitos de seguran\u00e7a, de  preven\u00e7\u00e3o, via de regra, s\u00e3o atendidos n\u00e3o pela conscientiza\u00e7\u00e3o, mas sim para  cumprir a legisla\u00e7\u00e3o\u201d, ressaltou. \u201cO \u00f3rg\u00e3o mais sens\u00edvel do ser humano \u00e9 o \u2018bolso\u2019,  consequentemente, quando uma determina\u00e7\u00e3o atinge o seu bolso, a\u00ed que se procura  atender\u201d, acrescentou.        Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s  multas, o engenheiro comentou que a preocupa\u00e7\u00e3o com esse tema n\u00e3o \u00e9 nem tanto  pela multa em si, mas pelas consequ\u00eancias de uma eventual explos\u00e3o. \u201cO Minist\u00e9rio  do Trabalho, sindicatos e companhias de seguros est\u00e3o ficando mais atentos aos  riscos em seus ambientes organizacionais para n\u00e3o serem lesados\u201d, disse. Minguez  defendeu que as empresas t\u00eam que saber dos riscos existentes em seus ambientes  de trabalho e do passivo para atender a regulamenta\u00e7\u00e3o. \u201cTemos que caminhar no  sentido de melhorar a nossa seguran\u00e7a; ignorar isso \u00e9 algo extremamente grave\u201d.        Na palestra, o  engenheiro abordou tamb\u00e9m a participa\u00e7\u00e3o dos Conselhos Regionais de Engenharia  e Agronomia (CREA\u2019s) na contribui\u00e7\u00e3o da divulga\u00e7\u00e3o dessas normas, levando a  informa\u00e7\u00e3o \u00e0s ind\u00fastrias e demais empresas e colaborando na promo\u00e7\u00e3o de cursos  de capacita\u00e7\u00e3o entre os profissionais da \u00e1rea. \u201cDesta forma tamb\u00e9m os  profissionais ter\u00e3o maior conhecimento dos riscos que existem em suas  ind\u00fastrias pela utiliza\u00e7\u00e3o de diferentes materiais perigosos, a exemplo de que  acontece com um simples p\u00f3 de a\u00e7\u00facar\u201d, enfatizou, explicando que muitos engenhos  de cana-de-a\u00e7\u00facar at\u00e9 pouco tempo desconheciam que o p\u00f3 de a\u00e7\u00facar \u00e9 inflam\u00e1vel,  podendo provocar inc\u00eandios e outros acidentes.         \u201cNormalmente,  todo o setor de Petr\u00f3leo e G\u00e1s conhece muito bem essa quest\u00e3o dos riscos  relacionados \u00e0s atmosferas explosivas; contudo, o mesmo n\u00e3o acontece com os  setores que produzem farinha de trigo, milho, a\u00e7\u00facar, dentre outros, que muitas  vezes desconhecem completamente os riscos existentes no manuseio desses  produtos, por isso \u00e9 importante divulgar\u201d, disse.    \u00a0    DESCONHECIMENTO  DO PROFISSIONAL    \u00a0    \u00a0    O sinistro de  maior impacto que aconteceu recentemente no Brasil foi com o navio-plataforma  FPSO Cidade de S\u00e3o Mateus, no m\u00eas de fevereiro deste ano, em Aracruz (ES). Controlado  pela empresa norueguesa BW OffShore, oito pessoas morreram ap\u00f3s uma explos\u00e3o no  navio. \u201cO acidente aconteceu por falta de capacita\u00e7\u00e3o das pessoas que  intervinham nessa atua\u00e7\u00e3o; ou seja, eles tinham uma \u00e1rea classificada, mas n\u00e3o  tinham pessoal qualificado para interpretar essa classifica\u00e7\u00e3o de \u00e1rea e atuar  de acordo com as normas de seguran\u00e7a\u201d, citou Nicolas Minguez, lembrando dos  resultados das investiga\u00e7\u00f5es oficiais em rela\u00e7\u00e3o ao acidente.     ESHoje    No Brasil, entre  os Estados que mais seguem as normatiza\u00e7\u00f5es de classifica\u00e7\u00e3o de \u00e1reas de  atmosfera explosiva, o Rio de Janeiro lidera o ranking, tamb\u00e9m por reunir a  maior quantidade de empresas vinculadas \u00e0 \u00e1rea de Petr\u00f3leo e G\u00e1s.    \u00a0    O Senai do Rio  de Janeiro montou, em 2006, um centro de capacita\u00e7\u00e3o voltado para os  profissionais que atuam em locais com atmosferas explosivas. \u201cEssa a\u00e7\u00e3o  permitiu at\u00e9 o momento a capacita\u00e7\u00e3o de mais de 4,5 mil t\u00e9cnicos e engenheiros  de diversas empresas, numa experi\u00eancia inovadora na Am\u00e9rica Latina\u201d, afirmou o  engenheiro Nicolas Minguez.    \u00a0VEJA MAIS FOTOS AQUI !!!    \u00a0    Acyane do Valle     Fotos: CREA-AM    Foto | Arquivo:  ESHoje    \u00a0    \u00a0    \u00a0    \u00a0    Assessoria de Comunica\u00e7\u00e3o CREA-AM    (92) 2125-7127    <a href=\"mailto:comunicacao@crea-am.org.br\" class=\"autohyperlink\">comunicacao@crea-am.org.br<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A certifica\u00e7\u00e3o do profissional \u00e9 considerada por especialistas da \u00e1rea, como um avan\u00e7o e que o Brasil est\u00e1 seguindo a iniciativa dos pa\u00edses desenvolvidos.<\/p>\n","protected":false},"author":7,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[],"tags":[],"class_list":["post-31106","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/31106","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=31106"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/31106\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=31106"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=31106"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=31106"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}