{"id":31149,"date":"2016-01-26T18:01:22","date_gmt":"2016-01-26T18:01:22","guid":{"rendered":""},"modified":"-0001-11-30T00:00:00","modified_gmt":"-0001-11-30T04:00:00","slug":"workshop-no-inpa-mostra-que-secas-na-amazonia-podem-ser-mais-frequentes-e-longas-31149","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/workshop-no-inpa-mostra-que-secas-na-amazonia-podem-ser-mais-frequentes-e-longas-31149\/","title":{"rendered":"Workshop no Inpa mostra que secas na Amaz\u00f4nia podem ser mais frequentes e longas"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/crea-am.org.br\/img\/upload\/not1453845487.jpg\" \/><br \/>As secas extremas, que ocorreram nos anos de  2005-2010, na Amaz\u00f4nia, preocupam os cientistas. Elas podem ser ainda mais  frequentes e longas no futuro. Al\u00e9m disso, os modelos clim\u00e1ticos, que permitem  avaliar as mudan\u00e7as no clima, apontam que por volta de 2050 pode ocorrer uma  transi\u00e7\u00e3o na vegeta\u00e7\u00e3o na Amaz\u00f4nia de bosque tropical para savana.\u00a0     \u00a0    Para o pesquisador do Instituto Geof\u00edsico del Per\u00fa,  Jhan Carlo Espinoza, estes eventos s\u00e3o resultados da temperatura da regi\u00e3o do  Atl\u00e2ntico Tropical Norte, pr\u00f3ximo \u00e0 costa do Brasil at\u00e9 a \u00c1frica. \u201cQuando esta  regi\u00e3o est\u00e1 mais quente do que o normal, produz mais precipita\u00e7\u00f5es no Atl\u00e2ntico  e reduz as chuvas na Amaz\u00f4nia, causando secas extremas com os n\u00edveis dos rios  muito baixos\u201d, explica o pesquisador.    \u00a0    Estes dados foram mostrados pelo pesquisador  durante palestra no workshop internacional, que acontece desde a \u00faltima  segunda-feira (25), no Instituto Nacional de Pesquisas da Amaz\u00f4nia (Inpa\/MCTI).  O evento re\u00fane especialistas de v\u00e1rias partes do mundo na \u00e1rea de hidrologia,  climatologia, dendrocronologia e an\u00e1lises de is\u00f3topos na bacia amaz\u00f4nica.     \u00a0    Espinoza falou sobre os mecanismos clim\u00e1ticos que  produzem as secas e as inunda\u00e7\u00f5es extremas na Amaz\u00f4nia. De acordo com ele, as  secas t\u00eam sido intensas nas \u00faltimas d\u00e9cadas (2005 e 2010), por\u00e9m, as inunda\u00e7\u00f5es  passaram a ser mais frequentes, particularmente, depois dos anos 70.     \u00a0    De acordo com o pesquisador, antes daquele per\u00edodo,  as observa\u00e7\u00f5es mostram que houveram cinco grandes inunda\u00e7\u00f5es. Ap\u00f3s essa d\u00e9cada,  os pesquisadores observaram 18 inunda\u00e7\u00f5es extremas. \u201cExiste uma intensifica\u00e7\u00e3o  do ciclo hidrol\u00f3gico na Amaz\u00f4nia, o que est\u00e1 claro para a comunidade  cient\u00edfica\u201d, diz Espinoza.\u00a0     \u00a0    Ele explica que as inunda\u00e7\u00f5es s\u00e3o causadas,  principalmente, pelo evento La Nina, mas que n\u00e3o \u00e9 o \u00fanico fator que explica as  inunda\u00e7\u00f5es. \u201cQuando ocorre o fen\u00f4meno, existe mais fluxo de umidade que  ingressa na Amaz\u00f4nia, permanecendo nesta regi\u00e3o, ocorrendo precipita\u00e7\u00f5es de  chuvas. Isto incrementa o n\u00edvel dos rios, causando inunda\u00e7\u00f5es\u201d, explica o  pesquisador.     \u00a0    Segundo o pesquisador, existem tamb\u00e9m condi\u00e7\u00f5es de  temperatura no Atl\u00e2ntico Tropical Sul que favorecem a ocorr\u00eancia de mais chuvas  na Amaz\u00f4nia. \u201cO clima da Amaz\u00f4nia est\u00e1 controlado em grande medida com o que  ocorre nos oceanos. Cercada pelo Pac\u00edfico, por um lado com o El Nino, mas  tamb\u00e9m com condi\u00e7\u00f5es de temperatura no Atl\u00e2ntico\u201d.    \u00a0    As secas tamb\u00e9m t\u00eam o controle em ambas regi\u00f5es do  oceano com condi\u00e7\u00f5es de temperatura com o evento do El Nino, no Pac\u00edfico  Equatorial, o que produz d\u00e9ficit de precipita\u00e7\u00f5es na Amaz\u00f4nia. \u201cEste ano,  estamos observando um evento extremo do El Nino, no Pac\u00edfico Central, e est\u00e1  come\u00e7ando um d\u00e9ficit de precipita\u00e7\u00f5es\u00a0 na Amaz\u00f4nia tamb\u00e9m\u201d.    \u00a0    \u201c\u00c9 muito importante continuar realizando o  monitoramento das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas na Amaz\u00f4nia. Sem uma observa\u00e7\u00e3o de boa  qualidade \u00e9 muito dif\u00edcil fazer uma pesquisa s\u00e9ria\u201d, ressaltou Espinoza.    \u00a0    O pesquisador da Universidade de Leeds (no Reino  Unido), Manuel Gloor, falou sobre as recentes mudan\u00e7as no clima da bacia  amaz\u00f4nica e o impacto na floresta. J\u00e1 o pesquisador do Laborat\u00f3rio de Ci\u00eancia  do Clima e Meio Ambiente da Fran\u00e7a, Jonathan Barichivich, falou sobre as  perspectivas de longo prazo no ciclo hidrol\u00f3gico da Amaz\u00f4nia. O pesquisador do  Inpa, Jochen Schongart, abordou sobre os an\u00e9is das \u00e1rvores da regi\u00e3o alagadas e  central da Amaz\u00f4nia: o que eles nos falam sobre o crescimento do clima e a  rela\u00e7\u00e3o das condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas do passado.\u00a0     \u00a0    WORKSHOP    \u00a0    O workshop internacional prossegue at\u00e9 sexta-feira  (29). Nesta quarta-feira (27), os participantes\u00a0 far\u00e3o uma excurs\u00e3o de  campo nas bases de pesquisa do Inpa localizadas no rio Tarum\u00e3 e no Lago do  Catal\u00e3o (Iranduba).     \u00a0    \u00a0    Texto e foto: \u00a0Luciete Pedrosa \u2013 Ascom Inpa<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O evento re\u00fane especialistas de v\u00e1rias partes do mundo na \u00e1rea de hidrologia, climatologia, dendrocronologia e an\u00e1lises de is\u00f3topos na bacia amaz\u00f4nica. 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