{"id":31224,"date":"2016-03-31T15:05:12","date_gmt":"2016-03-31T15:05:12","guid":{"rendered":""},"modified":"-0001-11-30T00:00:00","modified_gmt":"-0001-11-30T04:00:00","slug":"farinha-de-figado-de-tambaqui-desenvolvida-no-am-ajuda-a-controlar-carencias-nutricionais-31224","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/farinha-de-figado-de-tambaqui-desenvolvida-no-am-ajuda-a-controlar-carencias-nutricionais-31224\/","title":{"rendered":"Farinha de f\u00edgado de tambaqui desenvolvida no AM ajuda a controlar car\u00eancias nutricionais"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/crea-am.org.br\/img\/upload\/not1459448699.jpg\" \/><br \/>As v\u00edsceras  de peixe, que hoje s\u00e3o jogadas no lixo, podem servir como fonte de ferro para  fortificar alimentos como biscoitos, sopas e p\u00e3es, e combater a anemia, doen\u00e7a  que atinge 40% da popula\u00e7\u00e3o mundial. Estudo realizado no Instituto Nacional de  Pesquisas da Amaz\u00f4nia (Inpa\/MCTI) demonstrou que uma farinha produzida a partir  do f\u00edgado do tambaqui (Colossoma macropomum) possui alta concentra\u00e7\u00e3o de ferro  e biodisponibilidade, que \u00e9 a capacidade de absor\u00e7\u00e3o pelo organismo.O ferro \u00e9 um mineral essencial para o corpo  humano. \u00c9 utilizado para produzir hemoglobina, componente do sangue respons\u00e1vel  pelo transporte de oxig\u00eanio, assim como mioglobina, que al\u00e9m de transportar,  auxilia na reserva de oxig\u00eanio nas c\u00e9lulas musculares. A falta de ferro faz com  que o organismo produza menos c\u00e9lulas vermelhas caracterizando o quadro de  anemia, apresentando perda de apetite, diminui\u00e7\u00e3o da fun\u00e7\u00e3o imunit\u00e1ria,  altera\u00e7\u00e3o de pele e mucosas, baixo peso, altera\u00e7\u00f5es gastrointestinais,  altera\u00e7\u00e3o na fun\u00e7\u00e3o cerebral reduzindo o trabalho f\u00edsico e mental.\u00a0    Com o t\u00edtulo \u201cAproveitamento das farinhas das  br\u00e2nquias e do f\u00edgado de tambaqui (Colossoma macropomum) como fonte de  ferro: mito ou verdade\u201d, o trabalho tem como autores os pesquisadores do Inpa  Francisca das Chagas do Amaral Souza e Jaime Aguiar, vinculados \u00e0 Coordena\u00e7\u00e3o  de Sociedade, Ambiente e Sa\u00fade (CSAS). Os resultados da pesquisa foram  publicados em janeiro deste ano na revista African Journal of Biotechnology.     Segundo Aguiar, mais importante que fortificar os  alimentos com ferro \u00e9 avaliar a biodisponiblidade do mineral no organismo.  \u201cElevadas concentra\u00e7\u00f5es de ferro n\u00e3o resultam necessariamente em altas taxas de  aproveitamento pelo corpo humano\u201d, enfatiza.        O estudo teve como objetivo avaliar a biodisponibilidade  do ferro em ratos alimentados com dietas \u00e0 base da farinha de f\u00edgado e farinha  de br\u00e2nquias (guelras) de tambaqui. \u201cCom base nos resultados apresentados,  verificou-se que a concentra\u00e7\u00e3o de ferro da farinha de f\u00edgado de tambaqui \u00e9  altamente biodispon\u00edvel (absorvida) pelo organismo\u201d, explica Souza, que \u00e9  doutora em Biotecnologia.    A concentra\u00e7\u00e3o de ferro na farinha de f\u00edgado  est\u00e1 em torno de 86,74 mg\/100g, que \u00e9 superior a farinha de pulm\u00e3o, com 46,92  mg\/100g. Conhecido como bob\u00f3 ou bofe, o pulm\u00e3o de boi \u00e9 mais consumido no  Nordeste. Para a farinha de br\u00e2nquia, o ferro foi de 25,78mg\/100g e de baixa  biodisponibilidade, n\u00e3o recuperando a concentra\u00e7\u00e3o de hemoglobina dos ratos  an\u00eamicos. \u00a0Fonte: <a href=\"http:\/\/rotadosertao.com\" class=\"autohyperlink\">rotadosertao.com<\/a>    \u00a0    Conforme Aguiar, a farinha de br\u00e2nquia  caracteriza-se como uma estrutura de alta concentra\u00e7\u00e3o de lip\u00eddeos (gordura) e  prote\u00ednas. Ele explica que a hemoglobina (pigmento vermelho no sangue) obtida  nos primeiros dias para os grupos estudados com as farinhas de br\u00e2nquias e de  f\u00edgado n\u00e3o apresentou diferen\u00e7a significativa, mas depois de uma semana sim.  \u201cCom sete dias de experimento, apenas o grupo experimental do f\u00edgado de  tambaqui recuperou a concentra\u00e7\u00e3o de hemoglobina quando comparado aos demais  grupos\u201d, contou.    Os resultados demonstrados no estudo, principalmente  a utiliza\u00e7\u00e3o da farinha de f\u00edgado como fonte de ferro, revelam a import\u00e2ncia da  agrega\u00e7\u00e3o de valor, buscando possibilitar o aproveitamento dos res\u00edduos com  alto valor nutricional, visando o controle de car\u00eancias nutricionais.Fonte: <a href=\"http:\/\/mulherando.com\" class=\"autohyperlink\">mulherando.com<\/a>.br    \u00a0    DEFICI\u00caNCIA NUTRICIONAL\u00a0    \u00a0    Segundo a pesquisadora do Inpa, a nutricionista  Dionisia Nagahama, a anemia ferropriva \u00e9 uma das defici\u00eancias nutricionais mais  representativas, estando presente em diferentes classes sociais e condi\u00e7\u00f5es socioecon\u00f4micas.  No Brasil, \u00e9 considerada a defici\u00eancia mais prevalente e se destaca pela frequ\u00eancia  e efeitos.\u00a0    \u201cEm crian\u00e7as menores de cinco anos, a falta de  ferro pode provocar retardo no desenvolvimento neuropsicomotor, comprometimento  da imunidade, menor capacidade intelectual ou menor potencial cognitivo que  permanece a vida toda, podendo ser, portanto, irrevers\u00edvel, mesmo com o  tratamento\u201d, explica a nutricionista.     \u00a0    Com informa\u00e7\u00f5es e fotos da Ascom Inpa | Luciete  Pedrosa     \u00a0    Assessoria  de Comunica\u00e7\u00e3o do CREA-AM    (92)  2125-7127    <a href=\"mailto:comunicacao@crea-am.org.br\" class=\"autohyperlink\">comunicacao@crea-am.org.br<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O resultado revela a import\u00e2ncia da agrega\u00e7\u00e3o de valor, buscando possibilitar o aproveitamento dos res\u00edduos com alto valor nutricional.<\/p>\n","protected":false},"author":7,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[61,64],"tags":[],"class_list":["post-31224","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-agronomia","category-geo-minas-eng-quimica"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/31224","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=31224"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/31224\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=31224"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=31224"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=31224"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}