{"id":31483,"date":"2017-02-06T13:41:38","date_gmt":"2017-02-06T13:41:38","guid":{"rendered":""},"modified":"-0001-11-30T00:00:00","modified_gmt":"-0001-11-30T04:00:00","slug":"peixes-e-oleos-amazonicos-interessam-empresas-incubadas-31483","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/peixes-e-oleos-amazonicos-interessam-empresas-incubadas-31483\/","title":{"rendered":"Peixes e \u00f3leos amaz\u00f4nicos interessam empresas incubadas"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/crea-am.org.br\/img\/upload\/not1486402879.png\" \/><br \/>Comprar um produto natural de qualidade nos  supermercados ou at\u00e9 mesmo naquela feira de bairro \u00e9 complicado. Fica dif\u00edcil o  consumidor reconhecer a pureza da mat\u00e9ria-prima que, muitas vezes, \u00e9 adulterada  para revenda.Pensando na qualidade dos produtos naturais,  no bem-estar do consumidor e na Biodiversidade como um todo, duas empresas das  40 incubadas que tiveram seus projetos aprovados e financiados pelo Programa  Sinapse da Inova\u00e7\u00e3o desenvolveram ideias revolucion\u00e1rias para melhor atender a  demanda do ramo aliment\u00edcio regional.O programa Sinapse est\u00e1 ligado a Fapeam  (Funda\u00e7\u00e3o de Amparo \u00e0 Pesquisa do Estado do Amazonas) e ao Certi (Funda\u00e7\u00e3o  Centros de Refer\u00eancia em Tecnologias Inovadoras).Os projetos inovadores s\u00e3o: &#8220;Preparo de  Pratos Prontos para o Consumo a Base de Pescados Embalados sob Atmosfera  Modificada -Bioeconomia&#8221;, do professor, engenheiro de pesca, mestre e  doutor em Aquicultura, Marcondes Agostinho Gonzaga; e o &#8220;Sensor  eletroqu\u00edmico para qualifica\u00e7\u00e3o de \u00f3leos e extratos vegetais do Amazonas&#8221;,  desenvolvido pelo professor da Ufam e diretor da empresa E-Bios, Ricardo Brito.O primeiro projeto, o de pratos prontos de  pescado ligado a empresa incubada AquaNorte, tem o objetivo de criar um  alimento de conveni\u00eancia diferente dos produtos que j\u00e1 existem no mercado. Que  consiste em EAM (Embalagem com a Atmosfera Modificada), ou seja, a inclus\u00e3o de  produtos aliment\u00edcios com barreira a gases, onde o meio gasoso \u00e9 modificado  para inibir a deteriora\u00e7\u00e3o e tamb\u00e9m para manter a melhor qualidade do alimento  perec\u00edvel durante sua vida &#8220;in natura&#8221; ou, aumentando sua  vida-de-prateleira.De acordo com o idealizador do projeto, o  professor Marcondes Gonzaga, este processo, juntamente com uma correta manipula\u00e7\u00e3o  e aplica\u00e7\u00e3o do frio, permite prolongar em at\u00e9 15 dias a vida \u00fatil do pescado  refrigerado, pois o sistema controla as rea\u00e7\u00f5es qu\u00edmicas, enzim\u00e1ticas e  microbiol\u00f3gicas. &#8220;A princ\u00edpio a pesquisa est\u00e1 sendo feita com tr\u00eas  esp\u00e9cies de peixes: o Pirarucu, Tambaqui e o Aruan\u00e3. Estamos trabalhando nesses  peixes que n\u00e3o s\u00e3o nem congelados e nem prontos, mas sim, frescos. Eles s\u00e3o  embalados sob uma determinada atmosfera, tendo uma vida \u00fatil superior aos dos  produtos convencionais, com as caracter\u00edsticas de um produto natural&#8221;,  explica Marcondes.Sobre a comercializa\u00e7\u00e3o do produto embalado,  o professor prev\u00ea para o final do m\u00eas de fevereiro. &#8220;Para a distribui\u00e7\u00e3o,  vamos tentar focar nas grandes empresas como rede varejista de supermercados,  pequenos emp\u00f3rios, lojas de conveni\u00eancia e alguns restaurantes que queiram  abra\u00e7ar nosso produto, o prato r\u00e1pido&#8221;, conclui o professor. \u00a0Valor do alimentoO prato custar\u00e1 algo em torno de R$ 10 a R$12  a por\u00e7\u00e3o para uma pessoa. &#8220;E nesse prato o peixe vem acompanhado de outros  produtos naturais como os legumes, que j\u00e1 s\u00e3o comercializados cozidos a  vapor&#8221;, informa.Tamb\u00e9m para a comercializa\u00e7\u00e3o, o professor  prever uma capacidade produ\u00e7\u00e3o de 50 toneladas por m\u00eas de peixes vindos da  piscicultura. &#8220;Esses peixes v\u00eam de alguns munic\u00edpios como L\u00e1brea, Fonte  Boa, Mara\u00e3, Tef\u00e9 e outros onde s\u00e3o feitos os manejos&#8221;.Para a pesquisa do projeto, Marcondes contou  com a parceira do professor Marcos Amorim, da UEA, pesquisador Nilson Carvalho,  do Inpa e mais alguns colaboradores que ir\u00e3o fazer os arranjos t\u00e9cnicos e  administrativos como o economista, Pedro Monteiro, e o administrador Willian  Douglas do Nascimento.A empresa AquaNorte est\u00e1 incubada na Ag\u00eancia  de Inova\u00e7\u00e3o na Incubadora da UEA (Universidade do Estado do Amazonas), no  pr\u00e9dio da Eso (Escola Superior de Estudos Sociais), localizada na avenida  Castelo Branco, bairro da Cachoeirinha.\u00a0Outra empresa Enquanto uma empresa cuida da conserva\u00e7\u00e3o do  alimento natural por mais tempo, a outra incubada, e-Bios, busca desenvolver  sensores que possibilitem a qualifica\u00e7\u00e3o de plataformas de diferentes  mat\u00e9rias-primas como, por exemplo, \u00f3leos de copa\u00edba, manteigas, extratos,  vegetais e outros.Atrav\u00e9s do projeto &#8220;Sensor eletroqu\u00edmico  para qualifica\u00e7\u00e3o de \u00f3leos e extratos vegetais do Amazonas&#8221;, o professor  da Ufam, Ricardo Brito afirmou que os produtos naturais do Estado, como \u00f3leos e  extratos, carecem de uma metodologia de qualifica\u00e7\u00e3o que faz com que o valor  agregado seja bem baixo. &#8220;Ent\u00e3o o que propomos \u00e9 valorizar a mat\u00e9ria-prima  amazonense, n\u00e3o s\u00f3 no mercado nacional como no internacional&#8221;.H\u00e1 um ano no mercado e com 10 pesquisadores  envolvidos, a e-Bio est\u00e1 em processo de incuba\u00e7\u00e3o na incubadora da Ufam, que  faz parte do Sinapse. &#8220;Tivemos recursos recebidos do Sinapse que foi o  start da nossa Startup, porque nos abriu um monte de possibilidades e tamb\u00e9m  ajudou muito na divulga\u00e7\u00e3o das nossas ideias. Tivemos v\u00e1rias propostas a partir  dessa divulga\u00e7\u00e3o pelo edital do programa. E hoje a empresa est\u00e1 crescendo e n\u00f3s  j\u00e1 temos contratos com v\u00e1rias empresas e projetos em conjunto com institui\u00e7\u00f5es.  Mais, o mais importante \u00e9 elevar a pesquisa que desenvolvemos no laborat\u00f3rio da  Ufam.E sobre a comercializa\u00e7\u00e3o do produto, Brito  informa que a empresa ainda est\u00e1 com o projeto em desenvolvimento. &#8220;Como  funcionar\u00e1 o sensor, uma determinada cooperativa que produz a mat\u00e9ria-prima X e  tem interesse de comprar esse produto, mas n\u00e3o sabe qual a qualidade dele.  Ent\u00e3o criamos padr\u00f5es de qualidade para evitar a falsifica\u00e7\u00e3o dessa  mat\u00e9ria-prima, que essa cooperativa extraia e queira vender para uma ind\u00fastria  de cosm\u00e9tico ou aliment\u00edcio. Provaremos atrav\u00e9s do sensor que aquela  mat\u00e9ria-prima \u00e9 verdadeira ou \u00e9 adulterada&#8221;. \u00a0Para cada mat\u00e9ria-prima a empresa  desenvolver\u00e1 um sensor espec\u00edfico De baixo custo, o sensor n\u00e3o poder\u00e1 ser  vendido de forma unit\u00e1ria. &#8220;O maior custo \u00e9 a m\u00e3o de obra e  desenvolvimento para cada necessidade. Cada sensor sa\u00ed por um pre\u00e7o de R$1,20.  E o aparelho de medi\u00e7\u00e3o nos valores entre R$150 a R$200. O diferencial desse  sensor \u00e9 a tecnologia embutida nela. Que n\u00e3o podemos revelar&#8221;.\u00a0O Grupo e-Bio faz testes em grafenoDesde 2013 na Ufam, o professor Walter  Ricardo Brito \u00e9 l\u00edder do Grupo em Bioeletr\u00f4nica, Dispositivos Fotovoltaicos e  Qu\u00edmica de Materiais e desenvolve experimentos em tr\u00eas linhas de pesquisa no  referido laborat\u00f3rio: desenvolvimento de c\u00e9lulas solares a partir de pigmentos  vegetais extra\u00eddos na Amaz\u00f4nia; processo de transfer\u00eancia de grafeno para  matrizes polim\u00e9ricas; e cria\u00e7\u00e3o de sensores bioeletr\u00f4nicos para reconhecimento  e teste em diversos extratos vegetais.\u00a0PioneirismoA ideia da primeira pesquisa \u00e9 desenvolver  c\u00e9lulas solares a partir de extratos vegetais da Amaz\u00f4nia, com base nos estudos  com c\u00e9lulas modificadas de Graetzel. Os fotossensibilizadores (excitados pela  luz) naturais prov\u00eam de extratos e pigmentos de plantas Amaz\u00f4nica, que s\u00e3o  estudados pela equipe em projetos relacionados ao desenvolvimento de  dispositivos fotovoltaicos para gerar energia. Na pr\u00e1tica, o grupo pretende  produzir c\u00e9lulas solares em kits de baixo custo e boa efici\u00eancia. &#8220;Elas  podem substituir energia el\u00e9trica para fazer funcionar r\u00e1dios ou l\u00e2mpadas&#8221;,  diz o professor, ao lembrar que as c\u00e9lulas de sil\u00edcio produzidas hoje em larga  escala s\u00e3o caras e poluentes.Para fabricar as c\u00e9lulas solares, hoje \u00e9  utilizado um material chamado ITO, que \u00e9 importado de Taiwan. No entanto, esse  material n\u00e3o \u00e9 flex\u00edvel e tem custo elevado. Ao buscar a solu\u00e7\u00e3o para o  problema, um projeto para transfer\u00eancia de grafeno (material formado por \u00fanica  camada de \u00e1tomos de carbono, enquanto o grafite \u00e9 formado por v\u00e1rias camadas  que deslizam quando \u00b4gastamos\u00b4 a ponta), que \u00e9 mais barato e flex\u00edvel.\u00a0                                                                                                                                                                            Fonte: Jornal do Commercio<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Duas empresas das 40 incubadas que tiveram seus projetos financiados pelo Programa Sinapse da Inova\u00e7\u00e3o desenvolveram ideias revolucion\u00e1rias no ramo aliment\u00edcio regional.<\/p>\n","protected":false},"author":7,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[],"tags":[],"class_list":["post-31483","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/31483","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=31483"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/31483\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=31483"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=31483"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=31483"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}