{"id":31582,"date":"2020-02-06T14:19:09","date_gmt":"2020-02-06T14:19:09","guid":{"rendered":""},"modified":"-0001-11-30T00:00:00","modified_gmt":"-0001-11-30T04:00:00","slug":"novo-ciclo-de-crescimento-desafia-profissionais-da-engenharia-e-da-agronomia-31582","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/novo-ciclo-de-crescimento-desafia-profissionais-da-engenharia-e-da-agronomia-31582\/","title":{"rendered":"Novo ciclo de crescimento desafia profissionais da Engenharia e da Agronomia"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/crea-am.org.br\/img\/upload\/not1581012779.jpg\" \/><br \/>Um momento de retomada, um marco e um divisor de \u00e1guas sob a perspectiva da pr\u00f3xima d\u00e9cada, a d\u00e9cada de 20. Um ambiente geopol\u00edtico recheado de desafios, pautado pela busca de um Brasil mais eficiente e competitivo, com sustentabilidade, socioecon\u00f4mica e ambiental. Uma pauta ampla, liderada pelos projetos de infraestrutura, condi\u00e7\u00e3o primeira \u00e0 retomada do crescimento econ\u00f4mico do pa\u00eds. Mas tamb\u00e9m pela necessidade de forma\u00e7\u00e3o e capacita\u00e7\u00e3o profissional mais adequada ao enfrentamento de mundo mais tecnol\u00f3gico, de uma economia cada vez mais aberta e liberal.<br \/>\nUm mundo onde as engenharias e a agronomia, por ess\u00eancia, assumem papel de protagonistas, seja pela sua diversidade de atua\u00e7\u00e3o ou pela ent\u00e3o pela sua capacidade \u00fanica de gerar emprego, renda e influenciar a gera\u00e7\u00e3o de riquezas no Produto Interno Bruto (PIB) do pa\u00eds. Seja na atua\u00e7\u00e3o p\u00fablica ou privada, bem como na regulamenta\u00e7\u00e3o e representa\u00e7\u00e3o, uma atua\u00e7\u00e3o interdisciplinar que se constitui em uma das principais ferramentas ao desenvolvimento.<br \/>\nEntre as pe\u00e7as-chave deste quebra-cabe\u00e7as est\u00e1 o aumento da popula\u00e7\u00e3o mundial que demanda solu\u00e7\u00f5es de transporte, mobilidade urbana, destina\u00e7\u00e3o e reciclagem de lixo, uso racional da \u00e1gua, fontes alternativas e renov\u00e1veis de combust\u00edvel e produ\u00e7\u00e3o sustent\u00e1vel de alimentos, prote\u00edna animal e vegetal. Como pano de fundo, um mercado din\u00e2mico, digital e tecnol\u00f3gico, da ind\u00fastria 4.0, da agritech, a internet das coisas, da automa\u00e7\u00e3o.<br \/>\nE a\u00ed, o grande dilema, ou desafio, de como preparar melhor o profissional da pr\u00f3xima d\u00e9cada. J\u00e1 n\u00e3o basta saber. \u00c9 preciso saber fazer, alerta o engenheiro civil eprofessor Osmar Barros J\u00fanior, que coordena 500 alunos de Engenharia Civil na Universidade de Araraquara, S\u00e3o Paulo. Especialista em estruturas e c\u00e1lculo estrutural, ele \u00e9 vice-presidente do CONFEA (Conselho Federal de Engenharia e Agronomia). Barros J\u00fanior tamb\u00e9m representa o CONFEA no grupo de trabalho no Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o, onde se discutem mudan\u00e7as importantes para a forma\u00e7\u00e3o dos futuros profissionais. Para ele, este \u00e9 um ponto fundamental para garantir a compet\u00eancia e efici\u00eancia os profissionais dos pr\u00f3ximos dez anos.<br \/>\nO engenheiro destaca que ao longo das \u00faltimas d\u00e9cadas a mudan\u00e7a da legisla\u00e7\u00e3o educacional tornou poss\u00edvel a gradua\u00e7\u00e3o para uma camada maior da popula\u00e7\u00e3o e uma grande expans\u00e3o das institui\u00e7\u00f5es de ensino p\u00fablicas e privadas. \u201cCom o agravante da retra\u00e7\u00e3o do mercado \u00e9 \u00f3bvio que n\u00e3o existe espa\u00e7o para todos os profissionais que s\u00e3o colocados no mercado todos os anos. E a quantidade n\u00e3o necessariamente tem a ver com a qualidade\u201d, lamenta.<br \/>\nA boa not\u00edcia, motivo de debate constante do Conselho, \u00e9 que as diretrizes curriculares est\u00e3o mudando. Al\u00e9m de &#8220;saber&#8221; o profissional da pr\u00f3xima d\u00e9cada e \u201csaber fazer\u201d, diz o professor. Ele explica que durante a gradua\u00e7\u00e3o o aluno ter\u00e1 que fazer mais est\u00e1gios, pesquisas cient\u00edficas, ir para a obra, vivenciar na pr\u00e1tica o seu conhecimento, e de maneira mais efetiva.<br \/>\n&#8220;A partir disso, esperamos que o n\u00edvel dos profissionais melhore e que, n\u00e3o s\u00f3 estejam mais preparados para o mercado, mas surpreendam o mercado, trazendo solu\u00e7\u00f5es para este tempo\u201d, explica Osmar Barros J\u00fanior, vice-presidente do CONFEA.<br \/>\nAl\u00e9m disso, o grupo do Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o estuda formas de certificar os profissionais, avaliando periodicamente os cursos e as escolas de ensino superior. Tecnologia, gest\u00e3o e inova\u00e7\u00e3o s\u00e3o, segundo ele, compet\u00eancias fundamentais que os novos profissionais devem ter.<br \/>\nPara o engenheiro civil Lucio Fernando Borges, presidente do Crea-MG, o desafio est\u00e1 em manter-se informado na velocidade atual das frequentes descobertas de conhecimento, al\u00e9m de gerar novos conhecimentos. &#8220;A engenharia, agronomia e geoci\u00eancias s\u00e3o campos de conhecimento fundamentais para a evolu\u00e7\u00e3o da humanidade. O mundo passa por transforma\u00e7\u00f5es muito r\u00e1pidas e o profissional precisa acompanhar as novas tecnologias, as tend\u00eancias, caso contr\u00e1rio ter\u00e1 dificuldade em conquistar o seu espa\u00e7o. Por isso, \u00e9 t\u00e3o importante a necessidade de atualiza\u00e7\u00e3o cont\u00ednua&#8221;.<br \/>\nEle destaca que os profissionais dessas \u00e1reas com relev\u00e2ncia no futuro s\u00e3o aqueles capazes de desenvolver compet\u00eancias novas, com flexibilidade e capacidade para aprender e empreender constantemente. &#8220;Tudo isso alinhado \u00e0s demandas econ\u00f4micas, ambientais, sociais e culturais de cada local.&#8221; O mercado, segundo ele, exige uma forma\u00e7\u00e3o que vai al\u00e9m da t\u00e9cnica. &#8220;A busca \u00e9 por um perfil de profissional arrojado que domine diversas habilidades, como atitude empreendedora e capacidade de gest\u00e3o, de comunica\u00e7\u00e3o, de lideran\u00e7a, al\u00e9m de de exercer fun\u00e7\u00f5es em equipes multidisciplinares&#8221;, explica Borges.<br \/>\nO presidente do CREA-MG conta que, no intuito de dar subs\u00eddios t\u00e9cnicos para os profissionais neste sentido, a institui\u00e7\u00e3o promoveu no ano passado diversos eventos que tiveram como temas as cidades inteligentes e sustent\u00e1veis, a ind\u00fastria 4.0 e a intelig\u00eancia artificial. Assuntos que est\u00e3o em pauta na atualidade e v\u00e3o pautar a atua\u00e7\u00e3o profissional e a retomada do desenvolvimento econ\u00f4mico do Brasil.<br \/>\nBorges acredita que a valoriza\u00e7\u00e3o profissional passa, tamb\u00e9m, pela mobiliza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica. Para tanto, ele conta que possuem uma assessoria parlamentar e por meio dela, trabalham assuntos de interesses dos profissionais e da sociedade, como a criminaliza\u00e7\u00e3o do exerc\u00edcio ilegal das profiss\u00f5es de engenharia e agronomia. &#8220;Hoje, a nossa principal atua\u00e7\u00e3o \u00e9 a mobiliza\u00e7\u00e3o contra a PEC 108, que prop\u00f5e a altera\u00e7\u00e3o da natureza jur\u00eddica dos conselhos e ordens de p\u00fablicos para privados e acaba com a obrigatoriedade de inscri\u00e7\u00e3o&#8221;, explica o engenheiro.<br \/>\n\u00a0O mercado d\u00e1 sinais de reaquecimento<br \/>\n&#8220;O setor da constru\u00e7\u00e3o civil j\u00e1 d\u00e1 sinais de reaquecimento e as perspectivas s\u00e3o boas e desafiadoras ao mesmo tempo&#8221;, diz o engenheiro civil Osmar Barros J\u00fanior, vice-presidente do CONFEA. Ele faz uma leitura interessante da \u00faltima d\u00e9cada no setor, lembrando que a partir de 2010 tivemos um mercado aquecido economicamente, o que se refletiu na constru\u00e7\u00e3o civil, al\u00e9m de ind\u00fastria e todos os setores de maneira geral. &#8220;Comparado a isso, temos um in\u00edcio de d\u00e9cada mais desaquecido, por\u00e9m, com uma perspectiva real de retomada do crescimento&#8221;, afirma.<br \/>\nA vis\u00e3o est\u00e1 alinhada com as iniciativas e promessas do governo federal de aquecer a economia e retomar o crescimento a partir de investimentos em infraestrutura. Em especial na concess\u00e3o de \u00e1reas e obras estruturantes, como rodovias, portos, aeroportos e rodovias. Apenas na concess\u00e3o de ferrovias, o governo anunciou recentemente que espera atrair R$ 52,8 bilh\u00f5es em investimentos. A retomada de obras paralisadas tamb\u00e9m est\u00e1 no radar.<br \/>\nDados de maio de 2019, apurados pelo Tribunal de Contas da Uni\u00e3o, apontam que existem mais de 14 mil obras p\u00fablicas paradas no Brasil. Segundo Barros J\u00fanior, o poder p\u00fablico j\u00e1 d\u00e1 sinais de retomada destas obras este ano, principalmente as ligadas \u00e0 infraestrutura, transportes e mobilidade, gera\u00e7\u00e3o de energia. &#8220;Estamos vindo de uma retra\u00e7\u00e3o do mercado, devido ao contexto nacional pol\u00edtico, social, econ\u00f4mico, al\u00e9m dos desafios de estarmos num mercado global. O mercado ficou complicado para os profissionais&#8221;.<br \/>\nContudo, avalia, hoje a \u00e1rea da constru\u00e7\u00e3o civil come\u00e7a a reaquecer e o crescimento \u00e9 natural a partir de retomada de obras de infraestrutura, transporte, mobilidade e solu\u00e7\u00f5es cotidianas. &#8220;Nessa linha, o setor privado, um pouco mais lento e cauteloso, tamb\u00e9m reage.\u201d Para ele, as expectativas de mercado s\u00e3o as melhores e, neste contexto, o CONFEA tem como papel, mais do que a valoriza\u00e7\u00e3o profissional, a defesa do exerc\u00edcio da profiss\u00e3o de maneira a beneficiar toda a sociedade.<br \/>\nO integrante do conselho da Fiesp (Federa\u00e7\u00e3o das Ind\u00fastrias do Estado de S\u00e3o Paulo) e presidente do Sindicato das Ind\u00fastrias de Refrigera\u00e7\u00e3o, Aquecimento e Tratamento de Ar (Sindratar\u2013SP), engenheiro mec\u00e2nico Carlos Eduardo Trombini, confirma que o momento de crise vai passando progressivamente e agora o desafio \u00e9 a busca pelo aumento da produtividade e da participa\u00e7\u00e3o no mercado mundial. \u201cEstamos entrando na era da ind\u00fastria 4.0. O desafio agora \u00e9 vencermos esta demanda tecnol\u00f3gica e de inova\u00e7\u00e3o e financiarmos tudo isso (infraestrutura e produ\u00e7\u00e3o)&#8221;.<br \/>\nTrombini aposta que o caminho \u00e9 o crescimento ordenado dos diversos setores dos quais dependem este crescimento. &#8220;Precisamos de infraestrutura, transportes, que acomodem este desenvolvimento. Temos grandes desafios fiscais, financeiros, mas tamb\u00e9m precisamos olhar para a capacita\u00e7\u00e3o profissional, pensando inclusive com o olhar para as d\u00e9cadas de 30, 40\u201d. Para o engenheiro mec\u00e2nico e empres\u00e1rio, a d\u00e9cada que est\u00e1 chegando pode ajudar num desenvolvimento mais programado, controlado e sustent\u00e1vel.<br \/>\nQuanto ao capital humano, o empres\u00e1rio lamenta: &#8220;O Brasil tem sofrido bastante perdas, profissionais com especializa\u00e7\u00e3o, com conhecimento, temos perdido muita gente boa para outros pa\u00edses porque n\u00e3o temos investimento nisso.\u201d Para ele, o investimento na educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica, fundamental e superior \u00e9 uma a\u00e7\u00e3o fundamental agora, e da qual depende tamb\u00e9m o sucesso das pr\u00f3ximas d\u00e9cadas.<br \/>\n\u201cNossa educa\u00e7\u00e3o tem sido muito mais mercantil do que voltada a desenvolver habilidades de um profissional com as capacidades que precisamos. Temos que pensar l\u00e1 na frente, no s\u00e9culo, e investir na educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica e forma\u00e7\u00e3o profissional. Disso depende o futuro.&#8221;, diz Carlos Eduardo Trombini.<br \/>\nSeguran\u00e7a e abastecimento alimentar com sustentabilidade<br \/>\nNa \u00e1rea da produ\u00e7\u00e3o de prote\u00edna animal e vegetal o Brasil da pr\u00f3xima d\u00e9cada aposta e investe em uma produ\u00e7\u00e3o sustent\u00e1vel. &#8220;O Brasil \u00e9 um pa\u00eds estrat\u00e9gico para o abastecimento e seguran\u00e7a alimentar do mundo&#8221;, ressalta Kleber Santos, engenheiro agr\u00f4nomo, presidente da Confedera\u00e7\u00e3o dos Engenheiros Agr\u00f4nomos do Brasil (Confaeab). Por conta dessa realidade, uma voca\u00e7\u00e3o natural do Brasil, ele acredita que o principal desafio do pa\u00eds nesta pr\u00f3xima d\u00e9cada \u00e9 aumentar a produtividade com sustentabilidade.<br \/>\nPara isso, o agr\u00f4nomo destaca que a atua\u00e7\u00e3o dos profissionais brasileiros est\u00e1 muito focada em tecnologia e inova\u00e7\u00e3o. &#8220;A agricultura e pecu\u00e1ria brasileiras est\u00e3o em constante busca por ideias e processos que nos ajudem a cumprir nosso papel na produ\u00e7\u00e3o de alimentos para o mundo com excel\u00eancia, equil\u00edbrio ambiental e financeiro&#8221;, afirma.<br \/>\nNeste caminho, a organiza\u00e7\u00e3o em entidades que garantam a qualidade do exerc\u00edcio profissional, uma forma\u00e7\u00e3o acad\u00eamica de excel\u00eancia e a representatividade perante a comunidade \u00e9 essencial para se atingir as metas da d\u00e9cada, sentencia. &#8220;Mais do que objetivos corporativos, a ideia \u00e9 discutir o papel do profissional neste cen\u00e1rio no qual se busca o aumento da produtividade com sustentabilidade\u201d, diz.&#8221;<br \/>\n\u00a0<br \/>\nGazeta do Povo<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A retomada do crescimento econ\u00f4mico na pr\u00f3xima d\u00e9cada est\u00e1 condicionada a investimentos em infraestrutura.<\/p>\n","protected":false},"author":7,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[61,60,62,63,64],"tags":[],"class_list":["post-31582","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-agronomia","category-eng-civil","category-eng-eletrica-seg-trabalho","category-eng-mecanica-metalurgia","category-geo-minas-eng-quimica"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/31582","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=31582"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/31582\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=31582"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=31582"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=31582"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}