{"id":31687,"date":"2011-05-31T14:11:41","date_gmt":"2011-05-31T14:11:41","guid":{"rendered":""},"modified":"-0001-11-30T00:00:00","modified_gmt":"-0001-11-30T04:00:00","slug":"construcao-naval-preve-contratar-15-mil-em-tres-anos-31687","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/construcao-naval-preve-contratar-15-mil-em-tres-anos-31687\/","title":{"rendered":"Constru\u00e7\u00e3o naval prev\u00ea contratar 15 mil em tr\u00eas anos"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"\" \/><br \/>&#8220;O cen\u00e1rio positivo \u00e9 baseado nas contrata\u00e7\u00f5es de navios e de plataformas, previstos no programa da Petrobr\u00e1s, e na implanta\u00e7\u00e3o de estaleiros em Alagoas, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Pernambuco e Esp\u00edrito Santo&#8221;, diz o presidente do Sinaval, Ariovaldo Rocha.<br \/>\nDe olho nessa movimenta\u00e7\u00e3o, o estudante de engenharia da Escola Polit\u00e9cnica da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP), Igor Rodrigues de Assis, de 24 anos, escolheu a \u00e1rea naval. &#8220;Fiquei sabendo que o curso estava em ascens\u00e3o e o mercado estava aquecido, com falta de profissionais&#8221;, afirma Igor, que est\u00e1 no \u00faltimo ano da gradua\u00e7\u00e3o.<br \/>\nO estudante, que faz est\u00e1gio no Instituto de Pesquisas Tecnol\u00f3gicas do Estado de S\u00e3o Paulo (IPT), s\u00f3 reclama do fato de a capital paulista n\u00e3o oferecer muitas oportunidades para estagi\u00e1rios e formados, apesar da sua universidade contar com um dos melhores cursos do Pa\u00eds. O problema \u00e9 \u00f3bvio: a cidade fica longe do mar.<br \/>\nNo curso de engenharia naval da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), os alunos n\u00e3o t\u00eam dificuldades para achar est\u00e1gios e empregos perto de casa. &#8220;Faltam profissionais em todos os n\u00edveis: engenheiros, tecn\u00f3logos e t\u00e9cnicos. \u00c9 uma demanda que n\u00e3o \u00e9 atendida, e a velocidade de forma\u00e7\u00e3o n\u00e3o acompanha. Por isso, a empregabilidade dos nossos rec\u00e9m-formados est\u00e1 perto dos 100%&#8221;, afirma o chefe do departamento de Engenharia Naval e Oce\u00e2nica da UFRJ, Luiz Felipe Assis.<br \/>\nNovo quadro<br \/>\nO professor, que tamb\u00e9m \u00e9 diretor t\u00e9cnico da Sociedade Brasileira de Engenharia Naval (Sobena), conta que h\u00e1 15 anos a universidade formava de 10 a 15 engenheiros por ano. &#8220;H\u00e1 dois anos, passamos a formar de 55 a 60 pessoas. Elas s\u00e3o rapidamente absorvidas pelo mercado com sal\u00e1rios iniciais de R$ 6 mil&#8221;, diz Assis.<br \/>\nO engenheiro Carlos Alberto Santos Machado, 41 anos, resume a hist\u00f3ria dos profissionais mais antigos do setor. Ele se formou pela UFRJ em 1994, \u00e9poca em que a constru\u00e7\u00e3o naval estava quase parada.<br \/>\n&#8220;Como os estaleiros de constru\u00e7\u00e3o de navios estavam falidos, ou falindo, fui trabalhar em uma pequena empresa de constru\u00e7\u00e3o de lanchas esportivas&#8221;, conta. Somente em 2002, quando a ind\u00fastria come\u00e7ava a dar sinais de recupera\u00e7\u00e3o, impulsionada pela Petrobr\u00e1s, ele conseguiu um emprego em uma empresa de certifica\u00e7\u00e3o de navios.<br \/>\nDesde ent\u00e3o, passou por diversas companhias e, neste ano, aceitou uma proposta para gerenciar um anexo do Estaleiro Alian\u00e7a, em Niter\u00f3i (RJ), que deve ficar pronto em julho. Ele est\u00e1 supervisionando a contrata\u00e7\u00e3o de 170 funcion\u00e1rios e sente na pele a falta de m\u00e3o de obra. &#8220;O grande desafio \u00e9 achar recursos humanos&#8221;, diz Machado.<br \/>\nDemanda<br \/>\nEm Santa Catarina, a procura por profissionais tamb\u00e9m \u00e9 alta. O Servi\u00e7o Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) de Itaja\u00ed formou 124 alunos no curso t\u00e9cnico em constru\u00e7\u00e3o naval no ano passado &#8211; com sal\u00e1rio inicial de R$ 2,5 mil. Mesmo assim, o diretor regional da institui\u00e7\u00e3o, S\u00e9rgio Roberto Arruda, quer aumentar as vagas do curso mais disputado da unidade.<br \/>\n&#8220;Infelizmente n\u00e3o consigo, pois n\u00e3o encontramos professores qualificados. O setor est\u00e1 t\u00e3o aquecido que a maioria dos alunos ainda n\u00e3o formados j\u00e1 est\u00e1 trabalhando&#8221;, afirma. Segundo o diretor, a situa\u00e7\u00e3o deve se agravar, pois 26 empresas do setor que ficam na regi\u00e3o j\u00e1 indicaram a cria\u00e7\u00e3o de cerca de mil novos empregos em breve.<br \/>\nQuem fez o curso se deu bem. O ga\u00facho Sidnei Ramos Leite, 56, saiu do Rio Grande do Sul para Santa Catarina procurando uma vaga na constru\u00e7\u00e3o civil. Ficou sabendo que o setor naval estava aquecido e entrou no curso do Senai. Formado em 2005, ele saiu do curso j\u00e1 empregado, por meio da indica\u00e7\u00e3o de um professor.<br \/>\nEle trabalhou em um primeiro estaleiro e em 2008 foi para a construtora Detroit, que emprega cerca de mil pessoas. Hoje, atua na \u00e1rea de projetos da empresa. &#8220;\u00c9 uma \u00e1rea que cresce e tem muita oportunidade de emprego&#8221;, afirma Sidnei.<br \/>\nFonte: M\u00fatua Caixa de Assist\u00eancia dos Profissionais do Crea<br \/>\nAscom Crea-AM<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Proje\u00e7\u00e3o \u00e9 do Sindicato da Constru\u00e7\u00e3o e Repara\u00e7\u00e3o Naval com base nas contrata\u00e7\u00f5es planejadas de pelo setor petrol\u00edfero.<\/p>\n<p>A constru\u00e7\u00e3o naval continua em franca expans\u00e3o no Brasil. Com crescente abertura de vagas desde o ano 2000, o Sindicato Nacional da Ind\u00fastria da Constru\u00e7\u00e3o e Repara\u00e7\u00e3o Naval e Offshore (Sinaval) trabalha com perspectiva otimista e prev\u00ea que cerca de 15 mil empregos diretos ser\u00e3o criados nos pr\u00f3ximos tr\u00eas anos.<\/p>\n","protected":false},"author":7,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[],"tags":[],"class_list":["post-31687","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/31687","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=31687"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/31687\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=31687"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=31687"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=31687"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}