{"id":31781,"date":"2011-08-12T12:51:36","date_gmt":"2011-08-12T12:51:36","guid":{"rendered":""},"modified":"-0001-11-30T00:00:00","modified_gmt":"-0001-11-30T04:00:00","slug":"brasil-estuda-construir-hidreletricas-em-7-paises-da-america-latina-31781","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/brasil-estuda-construir-hidreletricas-em-7-paises-da-america-latina-31781\/","title":{"rendered":"Brasil estuda construir hidrel\u00e9tricas em 7 pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"\" \/><br \/>Os projetos tentam atender \u00e0 crescente demanda por energia da regi\u00e3o, que vive um per\u00edodo cont\u00ednuo de expans\u00e3o econ\u00f4mica, mas, em alguns casos, enfrentam resist\u00eancia local de ambientalistas e de cr\u00edticos de um suposto &#8220;imperialismo&#8221; do Brasil.<br \/>\nAs usinas, que gerariam cerca de 12 mil MW (Itaipu, a segunda maior hidrel\u00e9trica do mundo, gera 14 mil MW), seriam erguidas em associa\u00e7\u00e3o com empreiteiras locais e tamb\u00e9m abasteceriam o mercado brasileiro.<br \/>\nLan\u00e7ado neste ano, o Plano Decenal de Expans\u00e3o de Energia cita projetos para a constru\u00e7\u00e3o de hidrel\u00e9tricas no Peru, na Bol\u00edvia, na Guiana e na fronteira com a Argentina.<br \/>\nEntre os projetos, est\u00e3o seis usinas no Peru, que totalizariam aproximadamente 7 mil MW de capacidade instalada.<br \/>\nAs hidrel\u00e9tricas, listadas em acordo assinado em 2010 pelos ent\u00e3o presidentes Luiz In\u00e1cio Lula da Silva e Alan Garc\u00eda, custariam US$ 15 bilh\u00f5es (cerca de R$ 23 bilh\u00f5es) e seriam geridas pela Eletrobr\u00e1s, estatal brasileira do setor el\u00e9trico.<br \/>\nNo entanto, em junho, o Peru cancelou a licen\u00e7a provis\u00f3ria de um cons\u00f3rcio brasileiro para a constru\u00e7\u00e3o da primeira das usinas, no rio Inambari. A decis\u00e3o ocorreu em meio a protestos no departamento (Estado) de Puno, o mesmo que abrigaria a hidrel\u00e9trica, pela cassa\u00e7\u00e3o de todas as concess\u00f5es nos setores energ\u00e9tico e minerador do Peru.<br \/>\nPara Sinval Gama, superintendente de opera\u00e7\u00f5es internacionais da Eletrobr\u00e1s, cabe agora \u00e0 empresa esperar pelas novas diretrizes a serem definidas pelo governo do presidente Ollanta Humala, que assumiu o cargo em julho.<br \/>\n&#8220;Cada pa\u00eds \u00e9 soberano, cabe aos investidores se adequar \u00e0s regras&#8221;, disse \u00e0 BBC Brasil.<br \/>\nManifestantes peruanos alegam que as usinas seriam mais ben\u00e9ficas ao Brasil do que ao Peru, j\u00e1 que o pa\u00eds andino arcaria sozinho com o preju\u00edzo ambiental das obras.<br \/>\nEm resposta a este argumento, Gama afirma que o cons\u00f3rcio estuda formas de exportar a energia excedente a outros pa\u00edses, como Chile e Argentina. &#8220;Assim, a energia poder\u00e1 ser exportada para onde o Peru achar melhor.&#8221;<br \/>\nOutros pa\u00edses<br \/>\nNa Bol\u00edvia, a Eletrobr\u00e1s estuda a implanta\u00e7\u00e3o da hidrel\u00e9trica Cachoeira Esperan\u00e7a, com 800 MW.<br \/>\nNa Guiana, a companhia verifica a viabilidade de uma usina com pot\u00eancia de 1.500 MW e est\u00e1 mapeando o potencial hidrel\u00e9trico total do pa\u00eds, estimado em 8 mil MW.<br \/>\nA energia poder\u00e1 ser importada pelo Brasil por meio de interliga\u00e7\u00f5es em Roraima e substituir o uso de combust\u00edveis f\u00f3sseis na regi\u00e3o.<br \/>\nH\u00e1 ainda duas usinas binacionais, que produziriam 2 mil MW, em estudo entre o Brasil e a Argentina, a serem instaladas no rio Uruguai.<br \/>\nAl\u00e9m desses empreendimentos, segundo Sinval Gama, a Eletrobr\u00e1s iniciou negocia\u00e7\u00f5es sobre poss\u00edveis investimentos no Suriname e na Guiana Francesa. Tamb\u00e9m h\u00e1 previs\u00e3o de constru\u00e7\u00e3o de uma hidrel\u00e9trica na Nicar\u00e1gua.<br \/>\nD\u00e9ficit energ\u00e9tico<br \/>\nPara Gama, embora a car\u00eancia de energia na Am\u00e9rica Latina favore\u00e7a no longo prazo os planos de expans\u00e3o da Eletrobr\u00e1s, no curto prazo, pode acarretar em decis\u00f5es equivocadas dos governos.<br \/>\n&#8220;Quando o sapato aperta, procura-se um sapato folgado e s\u00f3 depois \u00e9 que se v\u00ea qual sapato \u00e9 o melhor&#8221;, disse.<br \/>\nEle explica que a urg\u00eancia em gerar energia pode fazer com que os pa\u00edses optem por investimentos com resultados mais r\u00e1pidos, como em usinas termel\u00e9tricas.<br \/>\n&#8220;Mas a solu\u00e7\u00e3o por uma matriz limpa e renov\u00e1vel nunca pode ser de curto prazo&#8221;, afirmou. Segundo Gama, a constru\u00e7\u00e3o de uma hidrel\u00e9trica exige uma s\u00e9rie de estudos e licen\u00e7as que dificilmente s\u00e3o conclu\u00eddos em menos de dez anos.<br \/>\nImperialismo brasileiro<br \/>\nAo mesmo tempo em que estimula a internacionaliza\u00e7\u00e3o da Eletrobr\u00e1s, o governo brasileiro tenta evitar que os investimentos da estatal nos vizinhos sejam vistos com ressalvas pelas popula\u00e7\u00f5es locais, como se refletissem uma esp\u00e9cie de &#8220;imperialismo brasileiro&#8221; na regi\u00e3o.<br \/>\nPor isso, segundo um diplomata brasileiro ouvido pela BBC Brasil, o governo advoga que as rela\u00e7\u00f5es com os vizinhos n\u00e3o devem ocorrer somente no campo econ\u00f4mico, mas tamb\u00e9m em coopera\u00e7\u00e3o em pol\u00edticas sociais e em seguran\u00e7a nas fronteiras, por exemplo.<br \/>\nQuanto aos acordos energ\u00e9ticos, o Itamaraty diz que o Brasil busca situa\u00e7\u00f5es em que haja ganhos para os dois lados e ampara as negocia\u00e7\u00f5es em tratados internacionais, que tenham respaldo de todas as partes.<br \/>\nNa avalia\u00e7\u00e3o do governo, a integra\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica pode gerar um melhor aproveitamento das diferentes fontes de energia dispon\u00edveis na regi\u00e3o, favorecendo o desenvolvimento m\u00fatuo das economias.<br \/>\nFonte: M\u00fatua Caixa de Assist\u00eancia dos Profissionais do Crea<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O governo brasileiro realiza estudos para construir usinas hidrel\u00e9tricas em ao menos sete pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina.<\/p>\n","protected":false},"author":7,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[],"tags":[],"class_list":["post-31781","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/31781","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=31781"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/31781\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=31781"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=31781"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=31781"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}