{"id":31797,"date":"2011-08-25T16:58:30","date_gmt":"2011-08-25T16:58:30","guid":{"rendered":""},"modified":"-0001-11-30T00:00:00","modified_gmt":"-0001-11-30T04:00:00","slug":"rio-de-6-mil-km-e-descoberto-embaixo-do-rio-amazonas-31797","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/rio-de-6-mil-km-e-descoberto-embaixo-do-rio-amazonas-31797\/","title":{"rendered":"Rio de 6 mil km \u00e9 descoberto embaixo do Rio Amazonas"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/crea-am.org.br\/img\/upload\/not110825rioamazonas_175958.jpg\" \/><br \/>Os dois cursos  d\u2019\u00e1gua t\u00eam o mesmo sentido de fluxo &#8211; de oeste para leste -, mas se  comportam de forma diferente. A descoberta foi poss\u00edvel gra\u00e7as aos  dados de temperatura de 241 po\u00e7os profundos perfurados pela Petrobras  nas d\u00e9cadas de 1970 e 1980, na regi\u00e3o amaz\u00f4nica. A estatal procurava  petr\u00f3leo.Fluidos que se movimentam por meios porosos &#8211; como a  \u00e1gua que corre por dentro dos sedimentos sob a Bacia Amaz\u00f4nica &#8211;  costumam produzir sutis varia\u00e7\u00f5es de temperatura. Com a informa\u00e7\u00e3o  t\u00e9rmica fornecida pela Petrobras, os cientistas Valiya Hamza, da  Coordena\u00e7\u00e3o de Geof\u00edsica do Observat\u00f3rio Nacional, e a professora  Elizabeth Tavares Pimentel, da Universidade Federal do Amazonas,  identificaram a movimenta\u00e7\u00e3o de \u00e1guas subterr\u00e2neas em profundidades de  at\u00e9 4 mil metros.O dados do doutorado de Elizabeth, sob  orienta\u00e7\u00e3o de Hamza, foram apresentados na semana passada no 12.\u00ba  Congresso Internacional da Sociedade Brasileira de Geof\u00edsica, no Rio.  Em homenagem ao orientador, um pesquisador indiano que vive no Brasil  desde 1974, os cientistas batizaram o fluxo subterr\u00e2neo de Rio Hamza.Caracter\u00edsticasA  vaz\u00e3o m\u00e9dia do Rio Amazonas \u00e9 estimada em 133 mil metros c\u00fabicos de  \u00e1gua por segundo (m3\/s). O fluxo subterr\u00e2neo cont\u00e9m apenas 2% desse  volume com uma vaz\u00e3o de 3 mil m3\/s &#8211; maior que a do Rio S\u00e3o Francisco,  que corta Minas e o Nordeste e beneficia 13 milh\u00f5es de pessoas, de 2,7  mil m3\/s. Para se ter uma ideia da for\u00e7a do Hamza, quando a calha do  Rio Tiet\u00ea, em S\u00e3o Paulo, est\u00e1 cheia, a vaz\u00e3o alcan\u00e7a pouco mais de 1  mil m3\/s.As diferen\u00e7as entre o Amazonas e o Hamza tamb\u00e9m  s\u00e3o significativas quando se compara a largura e a velocidade do curso  d\u2019\u00e1gua dos dois rios. Enquanto as margens do Amazonas distam de 1 a 100  quil\u00f4metros, a largura do rio subterr\u00e2neo varia de 200 a 400  quil\u00f4metros. Por outro lado, a s \u00e1guas do Amazonas correm de 0,1 a 2  metros por segundo, dependendo do local. Embaixo da terra, a velocidade  \u00e9 muito menor: de 10 a 100 metros por ano.H\u00e1 uma  explica\u00e7\u00e3o simples para a lentid\u00e3o subterr\u00e2nea. Na superf\u00edcie, a \u00e1gua  movimenta-se sobre a calha do rio, como um l\u00edquido que escorre sobre a  superf\u00edcie. Nas profundezas, n\u00e3o h\u00e1 um t\u00fanel por onde a \u00e1gua possa  correr. Ela vence pouco a pouco a resist\u00eancia de sedimentos que atuam  como uma gigantesca esponja: o l\u00edquido caminha pelos poros da rocha  rumo ao mar.Fonte: Yahoo<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pesquisadores do Observat\u00f3rio Nacional (ON) encontraram evid\u00eancias de um rio subterr\u00e2neo de 6 mil quil\u00f4metros de extens\u00e3o que corre embaixo do Rio Amazonas, a uma profundidade de 4 mil metros.<\/p>\n","protected":false},"author":7,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[],"tags":[],"class_list":["post-31797","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/31797","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=31797"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/31797\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=31797"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=31797"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=31797"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}