{"id":31805,"date":"2011-08-31T15:29:36","date_gmt":"2011-08-31T15:29:36","guid":{"rendered":""},"modified":"-0001-11-30T00:00:00","modified_gmt":"-0001-11-30T04:00:00","slug":"plastico-verde-ganha-mercado-e-atrai-investimentos-31805","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/plastico-verde-ganha-mercado-e-atrai-investimentos-31805\/","title":{"rendered":"Pl\u00e1stico verde ganha mercado e atrai investimentos"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/crea-am.org.br\/img\/upload\/not110831ilu_garrafaverde.jpg\" \/><br \/>O produto, impulsionado pela demanda de embalagens aliment\u00edcias e de itens de higiene e beleza e pelo forte apelo mundial por sustentabilidade, deixou de ser visto como um concorrente direto do pl\u00e1stico produzido com petr\u00f3leo e deu origem a um novo mercado, cujo protagonismo tende a ser brasileiro. O primeiro passo foi dado pela Braskem, com a instala\u00e7\u00e3o de uma f\u00e1brica em Triunfo (RS) no ano passado e an\u00fancio de constru\u00e7\u00e3o de uma nova unidade de resinas em 2013. A americana Dow Chemical e a belga Solvay tamb\u00e9m t\u00eam projetos anunciados para o Brasil, todos com base na cana-de-a\u00e7\u00facar e voltados para nichos de mercado. \u201cFalamos de um novo produto, que precisa cada vez mais ser diferenciado do produto convencional. \u00c9 um biopol\u00edmero que deve ser comparado com outros biopol\u00edmeros\u201d, destaca o diretor de Neg\u00f3cios Qu\u00edmicos Renov\u00e1veis da Braskem, Marcelo Nunes. A produ\u00e7\u00e3o de resinas com uso de fontes renov\u00e1veis ainda \u00e9 bastante restrita mundialmente, com capacidade total de pouco mais de 700 mil toneladas anuais, segundo dados da associa\u00e7\u00e3o europeia que acompanha o mercado de biopl\u00e1sticos. A Braskem \u00e9 l\u00edder, com capacidade anual de 200 mil toneladas de polietilenos (PE) verdes, volume que, entretanto, representa menos de 1% da produ\u00e7\u00e3o mundial dessa resina. O volume excedente \u00e9 concentrado principalmente em pa\u00edses do hemisf\u00e9rio norte que utilizam como mat\u00e9ria-prima milho e trigo, entre outros produtos. At\u00e9 2015, a produ\u00e7\u00e3o mundial de biopol\u00edmeros dever\u00e1 ter um salto de 136%, prev\u00ea a European Bioplastics, para 1,7 milh\u00e3o de toneladas anuais. Caso a estimativa seja confirmada, \u00e9 previsto que o Brasil seja um dos principais destaques dessa proje\u00e7\u00e3o.F\u00e1bricasO projeto da Solvay de construir uma linha de produ\u00e7\u00e3o de PVC a partir de fontes renov\u00e1veis, interrompido durante a crise econ\u00f4mica iniciada nos Estados Unidos em 2008, previa a produ\u00e7\u00e3o de 60 mil toneladas anuais de eteno verde, a partir de cana-de-a\u00e7\u00facar, e capacidade praticamente id\u00eantica de PVC. A Dow, cujo projeto tamb\u00e9m ficou interrompido durante a crise, mant\u00e9m em sigilo a capacidade da f\u00e1brica que construir\u00e1 no Brasil em parceria com a japonesa Mitsui. O plano \u00e9 ter uma f\u00e1brica com escala mundial, conceito que nos padr\u00f5es de resinas produzidas a partir do petr\u00f3leo representa uma capacidade m\u00ednima de 300 mil a 350 mil toneladas anuais. O projeto, assim como a unidade da Solvay, ser\u00e1 abastecido por etanol, o que dever\u00e1 ampliar a representatividade do produto extra\u00eddo da cana-de-a\u00e7\u00facar na fabrica\u00e7\u00e3o total de biopol\u00edmeros. A novidade do projeto da Dow, anunciado no m\u00eas de julho, ser\u00e1 a integra\u00e7\u00e3o das planta\u00e7\u00f5es com a usina e a f\u00e1brica de resinas. Modelo semelhante ser\u00e1 adotado nos futuros projetos verdes da Braskem &#8211; a f\u00e1brica em opera\u00e7\u00e3o em Triunfo \u00e9 abastecida por etanol produzido nas regi\u00f5es Sudeste e Centro-Oeste. Para atender a unidade, a Dow e a Mitsui construir\u00e3o uma usina com capacidade de 240 milh\u00f5es de litros de etanol. \u201cMas esse volume n\u00e3o atender\u00e1 a totalidade da demanda (da f\u00e1brica de resina), por isso, o projeto, que ainda est\u00e1 em fase de estudo de engenharia inclui tamb\u00e9m uma expans\u00e3o na produ\u00e7\u00e3o de etanol\u201d, diz o diretor de Neg\u00f3cios para Alternativas Verdes e de Desenvolvimento de Novos Neg\u00f3cios da Dow para a Am\u00e9rica Latina, Luis Cirihal. PesquisasO objetivo da Dow \u00e9, assim como a Braskem, ter um produto vi\u00e1vel financeiramente e capaz de abrir novos mercados para a resina verde. \u201cFalamos de um projeto a n\u00edveis competitivos globais e de uma tecnologia com espa\u00e7o muito grande para avan\u00e7ar\u201d, diz o executivo. O avan\u00e7o vir\u00e1 principalmente do desenvolvimento de novas tecnologias para a rota verde de resinas e das pesquisas sobre a cana-de-a\u00e7\u00facar. \u201cA produtividade comercial da cana, que em regi\u00f5es mais competitivas \u00e9 de 90 a 100 toneladas por hectare ao ano, poder\u00e1 atingir 180 a 200 toneladas por hectare ao ano dentro de 10, 15 ou 20 anos\u201d, diz o gerente de desenvolvimento estrat\u00e9gico do Centro de Tecnologia Canavieira (CTC), Jaime Finguerut. A cana de a\u00e7\u00facar, segundo o especialista, tem capacidade para produzir em m\u00e9dia o dobro de biomassa do milho, o mais pr\u00f3ximo dentro seus concorrentes. Al\u00e9m das perspectivas otimistas, o ambiente atual de pre\u00e7os elevados do petr\u00f3leo tamb\u00e9m \u00e9 um ponto favor\u00e1vel \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de resinas verdes. \u201cAcredito que o etanol como substituto da gasolina \u00e9 perfeitamente vi\u00e1vel com o petr\u00f3leo entre US$ 40 e US$ 60 o barril. Hoje, com a alta de custos do etanol, essa janela est\u00e1 mais para US$ 60\u201d, diz o gerente do CTC.Fonte: Revista Globo Rural<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em substitui\u00e7\u00e3o ao petr\u00f3leo, a cana-de-a\u00e7\u00facar. A migra\u00e7\u00e3o do combust\u00edvel f\u00f3ssil para fonte renov\u00e1vel, inicialmente vista com desconfian\u00e7a, ganhou novo status no Brasil menos de um ano ap\u00f3s o in\u00edcio das opera\u00e7\u00f5es da primeira f\u00e1brica local de resina fabricada a partir do etanol.<\/p>\n","protected":false},"author":7,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[],"tags":[],"class_list":["post-31805","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/31805","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=31805"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/31805\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=31805"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=31805"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=31805"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}