{"id":31859,"date":"2011-10-10T12:02:21","date_gmt":"2011-10-10T12:02:21","guid":{"rendered":""},"modified":"-0001-11-30T00:00:00","modified_gmt":"-0001-11-30T04:00:00","slug":"construcao-civil-precisa-de-mais-de-50-mil-operarios-em-manaus-31859","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/construcao-civil-precisa-de-mais-de-50-mil-operarios-em-manaus-31859\/","title":{"rendered":"Constru\u00e7\u00e3o civil precisa de mais de 50 mil oper\u00e1rios em Manaus"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/crea-am.org.br\/img\/upload\/not111010materia_10-10-2011_-_construcao_civil.jpg\" \/><br \/>N\u00e3o \u00e9 de hoje que o mercado de Manaus sofre com a falta de m\u00e3o de obra para a constru\u00e7\u00e3o civil. E o problema s\u00f3 tende a se agravar com o in\u00edcio das obras para a Copa de 2014. Hoje, o setor j\u00e1 emprega cerca de 80 mil pessoas, sendo 50 mil oper\u00e1rios (pedreiros, mestres, pessoal de acabamento, etc).Com as obras em andamento em 2012, a gera\u00e7\u00e3o de empregos deve chegar a 100 mil, segundo o Sindicato dos Trabalhadores da Constru\u00e7\u00e3o Civil do Amazonas (Sintracomec). Ser\u00e3o mais 50 mil vagas que ter\u00e3o de ser preenchidas. De onde vir\u00e1 esse pessoal? \u00c9 a pergunta que vem tirando o sono dos gerentes de obras nas construtoras. Uma alternativa para as empresas \u00e9 buscar os trabalhadores que atuam na informalidade.Levantamento do Sintracomec constatou que, considerando formais e informais, cerca de 150 mil pessoas trabalham em constru\u00e7\u00e3o civil em Manaus. Desses, no m\u00e1ximo 50 mil atuam com carteira assinada. Sobram 100 mil que podem ser recrutados pelas empresas. A Direcional Engenharia, por exemplo, promoveu neste final de semana, um mutir\u00e3o de contrata\u00e7\u00f5es no bairro S\u00e3o Jos\u00e9, na Zona Leste.A empresa precisa contratar, imediatamente, 1,5 mil trabalhadores para atuar em 19 obras espalhadas pela cidade. Outras sete obras est\u00e3o \u201cno forno\u201d, prontas para come\u00e7ar, o que deve elevar ainda mais a demanda por pessoal. A empresa quer evitar problemas como o que ocorreu na constru\u00e7\u00e3o do Gran Prix, no Parque Dez, no ano passado. Com a obra em andamento, faltou pessoal. E foi preciso realizar uma opera\u00e7\u00e3o de emerg\u00eancia para captar m\u00e3o de obra e evitar atraso na entrega.\u00a0Alguns setores s\u00e3o mais deficit\u00e1rios que outros. Para a parte de acabamento, por exemplo &#8211; onde atuam ladrilheiros, gesseiros, pintores, eletricistas, etc &#8211; algumas empresas tiveram que trazer profissionais de outros Estados. Foi o caso da Urbis Engenharia, que em Manaus atua em parceria com a Patrim\u00f4nio Incorporadora. \u201cToda minha equipe de gesseiros veio do Rio de Janeiro e do Piau\u00ed. S\u00e3o 57 pessoas\u201d, conta o diretor executivo da Urbis, Marco Bolognese. \u00c9 claro que h\u00e1 pessoal qualificado em Manaus, mas n\u00e3o em n\u00famero suficiente para atender a demanda das empresas.A estrat\u00e9gia da Direcional funcionou. A empresa montou na escola Honorina Vasconcelos, no S\u00e3o Jos\u00e9, um departamento pessoal completo. Os candidatos fizeram cadastro, entrevista e exame m\u00e9dico no pr\u00f3prio local, e sa\u00edram contratados. Marilene Rabelo Santana, 31, esteve l\u00e1. Ela vai trabalhar como servente, mesmo sem ter experi\u00eancia comprovada em carteira. Ela conta que faz trabalhos de pedreiro e azulejistas h\u00e1 anos, desde que perdeu o emprego no Distrito Industrial.Benef\u00edciospara segurar pessoal Diante da falta de pessoal, al\u00e9m de intensificar o recrutamento e promover treinamento no pr\u00f3prio canteiro de obras, as construtoras tamb\u00e9m precisam criar formas para segurar os trabalhadores e evitar que eles voltem para a atividade aut\u00f4noma ou procurem outra empresa.Algumas empresas est\u00e3o ampliando benef\u00edcios como b\u00f4nus de produtividade e plano de sa\u00fade. Na Patrim\u00f4nio Urbis, por exemplo, os benef\u00edcios de sa\u00fade s\u00e3o estendidos \u00e0 fam\u00edlia do trabalhador. Al\u00e9m de oferecer Participa\u00e7\u00e3o nos Lucros e Resultados (PLR), a Direcional tem projeto para melhorar a forma\u00e7\u00e3o escolar dos oper\u00e1rios.O vice-presidente do Sintracomec, C\u00edcero Cust\u00f3dio, ressalta que, se essas iniciativas forem disseminadas, as empresas poder\u00e3o atrair trabalhadores que est\u00e3o na informalidade. Ele pondera que muitos preferem trabalhar por conta pr\u00f3pria pelo simples fato de que ganham mais. Um pedreiro, por exemplo, trabalhando em uma construtora, recebe R$ 906. Por conta pr\u00f3pria, ele pode ganhar de R$ 2 mil a R$ 3 mil. \u201cPara valer a pena para o trabalhador que est\u00e1 na informalidade, s\u00f3 melhorando esse sal\u00e1rio e oferecendo benef\u00edcios\u201d, disse Cust\u00f3dio.Fonte: Portal A Cr\u00edtica.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com as obras em andamento em 2012, a gera\u00e7\u00e3o de empregos deve chegar a 100 mil, segundo o Sindicato dos Trabalhadores da Constru\u00e7\u00e3o Civil do Amazonas (Sintracomec). 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