{"id":32050,"date":"2012-04-11T14:28:14","date_gmt":"2012-04-11T14:28:14","guid":{"rendered":""},"modified":"-0001-11-30T00:00:00","modified_gmt":"-0001-11-30T04:00:00","slug":"indios-suruis-venderao-carbono-com-selo-verde-32050","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/indios-suruis-venderao-carbono-com-selo-verde-32050\/","title":{"rendered":"\u00cdndios suru\u00eds vender\u00e3o carbono com selo verde"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/crea-am.org.br\/img\/upload\/not12041112099448.jpeg\" \/><br \/>Os paiter-suru\u00eds, de Rond\u00f4nia, receberam na semana passada duas certifica\u00e7\u00f5es internacionais que lhes permitir\u00e3o fechar contratos para gerar cr\u00e9ditos de carbono pelo desmatamento que evitarem em seu territ\u00f3rio.O projeto explora o chamado Redd (Redu\u00e7\u00e3o de Emiss\u00f5es por Desmatamento), mecanismo que visa compensar financeiramente a manuten\u00e7\u00e3o de florestas tropicais, mitigando o g\u00e1s carb\u00f4nico que causa o aquecimento global.O l\u00edder da tribo, Almir Narayamoga Suru\u00ed, estima que o neg\u00f3cio possa gerar de R$ 2 milh\u00f5es a R$ 4 milh\u00f5es por ano at\u00e9 2038. O dinheiro ser\u00e1 aplicado em uma esp\u00e9cie de &#8220;fundo soberano&#8221; para alavancar atividades econ\u00f4micas sustent\u00e1veis, como o turismo e a produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola nas terras j\u00e1 desmatadas.O Projeto de Carbono Florestal Suru\u00ed, fruto de quatro anos de negocia\u00e7\u00e3o, \u00e9 o primeiro esquema ind\u00edgena de Redd a receber os selos VCS (Verified Carbon Standard) e CCB (Climate, Community and Biodiversity).Segundo Mariano Cenamo, do Idesan, ONG de Manaus que elaborou o projeto, o VCS d\u00e1 a garantia aos investidores de que a tribo segue uma metodologia criteriosa para avaliar a redu\u00e7\u00e3o das emiss\u00f5es. O CCB atesta que o projeto n\u00e3o afeta a biodiversidade ou os direitos dos \u00edndios.O mercado mundial de Redd ainda \u00e9 volunt\u00e1rio; sua regulamenta\u00e7\u00e3o deve ocorrer em 2020. Apesar disso, s\u00f3 em 2010, ele cresceu 35% e hoje \u00e9 estimado em US$ 250 milh\u00f5es por ano no mundo.Segundo Michael Jenkins, diretor da ONG americana Forest Trends, os potenciais clientes dos suru\u00eds incluem empresas em busca de &#8220;cr\u00e9ditos carism\u00e1ticos&#8221; para neutralizar emiss\u00f5es de seu processo produtivo. Quinze pa\u00edses est\u00e3o regulamentando mercados de carbono, e o Redd deve fazer parte deles.A valida\u00e7\u00e3o do projeto ocorre no momento em que o Redd em terras ind\u00edgenas anda na berlinda no pa\u00eds.A Funai (Funda\u00e7\u00e3o Nacional do \u00cdndio) e a Advocacia-Geral da Uni\u00e3o investigam 30 contratos de compra de cr\u00e9ditos de carbono fechados por aventureiros com \u00edndios Amaz\u00f4nia afora. Um deles, entre a empresa irlandesa Celestial Green e os l\u00edderes mundurucus, do Par\u00e1, pro\u00edbe a tribo de usar a pr\u00f3pria terra.O \u00fanico projeto apoiado pelo \u00f3rg\u00e3o federal \u00e9 o dos suru\u00eds -porque a etnia resolveu esperar a valida\u00e7\u00e3o antes de assinar contratos.&#8221;N\u00e3o faltou gente interessada&#8221;, diz Almir Suru\u00ed. &#8220;Mas nunca recebemos um centavo. O projeto foi todo bancado com dinheiro de doa\u00e7\u00e3o.&#8221;O respons\u00e1vel por levantar a verba foi Jenkins. Ele estima em US$ 1 milh\u00e3o o custo da montagem do projeto. O dinheiro foi usado em parte para contratar o Idesam, que inventariou o carbono estocado nas florestas da terra suru\u00ed e criou um modelo computacional para simular o desmatamento que ocorreria at\u00e9 2038 sem o Redd.Outra parte bancou um escrit\u00f3rio de advocacia para determinar se os \u00edndios tinham direito ao carbono de suas terras &#8211; t\u00eam. &#8220;Saiu caro, mas agora temos uma an\u00e1lise jur\u00eddica para 15% do territ\u00f3rio brasileiro&#8221;, diz Jenkins, em alus\u00e3o \u00e0 \u00e1rea total das terras ind\u00edgenas no pa\u00eds.Fonte: Revista Globo Rural<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma tribo amaz\u00f4nica que at\u00e9 a d\u00e9cada passada entregava suas terras \u00e0 explora\u00e7\u00e3o ilegal de madeira ser\u00e1 a primeira na\u00e7\u00e3o ind\u00edgena do mundo a faturar com uma nova commodity: o carbono da floresta mantida em p\u00e9.<\/p>\n","protected":false},"author":7,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[],"tags":[],"class_list":["post-32050","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32050","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=32050"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32050\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=32050"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=32050"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=32050"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}