{"id":32200,"date":"2012-07-16T17:20:28","date_gmt":"2012-07-16T17:20:28","guid":{"rendered":""},"modified":"-0001-11-30T00:00:00","modified_gmt":"-0001-11-30T04:00:00","slug":"precisa-se-de-engenheiros-e-operarios-32200","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/precisa-se-de-engenheiros-e-operarios-32200\/","title":{"rendered":"Precisa-se de engenheiros e oper\u00e1rios"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/crea-am.org.br\/img\/upload\/not120716hardhat.jpg\" \/><br \/>A conta \u00e9 de Priscila de Oliveira, s\u00f3cia da Search Consultoria, especializada em recrutamento. &#8220;Al\u00e9m de engenheiros de obras, o setor de constru\u00e7\u00e3o procura pedreiros, carpinteiros e serventes.&#8221;\u00a0Na avalia\u00e7\u00e3o de especialistas em recursos humanos, h\u00e1 maior escassez de profissionais em regi\u00f5es como o Centro-Oeste e o Nordeste. &#8220;Temos um d\u00e9ficit de 20 mil engenheiros ao ano, segundo dados do Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Confea)&#8221;, diz Fernanda Campos, s\u00f3cia da consultoria Mariaca.Para resolver o problema do &#8220;apag\u00e3o&#8221; de oper\u00e1rios e engenheiros, grandes construtoras, sindicatos e at\u00e9 redes de franquias de educa\u00e7\u00e3o investem na forma\u00e7\u00e3o de profissionais. Conforme estimativas do Instituto de Pesquisa Econ\u00f4mica Aplicada (Ipea), a demanda por pessoal na constru\u00e7\u00e3o civil deve subir de 2,5% a 5,5%, em 2012, em um cen\u00e1rio otimista. De acordo com Priscila, al\u00e9m da baixa rela\u00e7\u00e3o entre o n\u00famero de engenheiros e o tamanho da popula\u00e7\u00e3o, h\u00e1 um outro entrave que agrava a car\u00eancia de curr\u00edculos: o tempo necess\u00e1rio para a forma\u00e7\u00e3o profissional, que vai de seis a dez anos.A consultora lembra que os problemas de m\u00e3o de obra come\u00e7aram no in\u00edcio dos anos 1980, quando a economia brasileira estagnou e a demanda por profissionais caiu. &#8220;Parte dos engenheiros era deslocada para outros nichos, como o financeiro, que oferecia remunera\u00e7\u00f5es mais atraentes.&#8221;Hoje, os profissionais mais procurados s\u00e3o pedreiros, carpinteiros, serventes e engenheiros de obras. &#8220;Para suprir os gargalos, as construtoras criam programas de capacita\u00e7\u00e3o para mestres de obra, contratam estrangeiros e investem em inova\u00e7\u00e3o, para executar obras sem a necessidade de grandes equipes.&#8221;\u00a0Com grandes projetos como a amplia\u00e7\u00e3o do aeroporto de Confins, em Minas Gerais, uma via expressa no Maranh\u00e3o e a\u00e7\u00f5es de mobilidade urbana no Cear\u00e1, a construtora Marquise tem cerca de cem vagas em aberto neste m\u00eas, a maioria para cargos operacionais. &#8220;Na \u00e1rea administrativa, h\u00e1 coloca\u00e7\u00f5es para t\u00e9cnicos de n\u00edvel superior, principalmente engenharia civil, de produ\u00e7\u00e3o e mec\u00e2nica&#8221;, diz Ana Cl\u00e1udia Coelho, gerente de gest\u00e3o de pessoas do Grupo Marquise. A construtora contratou 1,5 mil pessoas em 2011 e deve admitir mais 2 mil profissionais em 2012, sendo 80% para a \u00e1rea <a href=\"http:\/\/operacional.Com\" class=\"autohyperlink\">operacional.Com<\/a> 3,8 mil funcion\u00e1rios, a Marquise desenvolve, em parceria com o Servi\u00e7o Social da Ind\u00fastria (Sesi), o projeto ConstruirRH, nos canteiros de obras, para forma\u00e7\u00e3o profissional, com aulas sobre t\u00e9cnicas construtivas. &#8220;O problema mais cr\u00edtico, al\u00e9m da escassez de profissionais de ci\u00eancias exatas, de tecnologias, executivos e oper\u00e1rios, \u00e9 a falta de capacita\u00e7\u00e3o diante das exig\u00eancias do mercado&#8221;, diz Ana Cl\u00e1udia. &#8220;As construtoras est\u00e3o vivendo um per\u00edodo de mercado aquecido, com grandes obras do Programa de Acelera\u00e7\u00e3o do Crescimento (PAC), da Copa do Mundo, das Olimp\u00edadas de 2016 e da explora\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo e g\u00e1s&#8221;, diz Fernanda Campos, da Mariaca. &#8220;O d\u00e9ficit de 20 mil engenheiros ao ano deve aumentar porque as universidades n\u00e3o formam o contingente necess\u00e1rio para atender a demanda. H\u00e1, pelo menos, 158 mil profissionais da \u00e1rea exercendo outras atividades.&#8221;\u00a0Segundo Fernanda, as posi\u00e7\u00f5es mais dif\u00edceis de preencher s\u00e3o para profissionais qualificados, como gerentes de obras e engenheiros. &#8220;Esse curr\u00edculo precisa ter conhecimento t\u00e9cnico, capacidade de lidar com finan\u00e7as, planejamento de projetos e grandes equipes&#8221;, diz. &#8220;As construtoras est\u00e3o oferecendo pacotes agressivos de remunera\u00e7\u00e3o e benef\u00edcios para capturar e reter os melhores empregados nos cargos de chefia.&#8221;\u00a0Antes mesmo de se formar em engenharia civil, o que s\u00f3 deve ocorrer me 2015, Vitor Hugo Palanca Barros, de 21 anos, j\u00e1 trabalha em uma construtora h\u00e1 um ano e cinco meses. Nas obras, o estagi\u00e1rio sente falta de mais carpinteiros e engenheiros.De olho nas necessidades do mercado, os s\u00f3cios Sidney Bezerra e Miguel Pierre investiram na Concretta, uma rede de franquias de escolas profissionalizantes, lan\u00e7ada h\u00e1 20 dias. O modelo de ensino oferece sete cursos de dois meses a um ano de dura\u00e7\u00e3o. Incluem aulas para encanador, eletricista, pedreiro, carpinteiro e pintor de paredes. &#8220;Al\u00e9m de profissionais que j\u00e1 trabalham na constru\u00e7\u00e3o civil, queremos atender construtoras que precisam qualificar pessoal e fazer parcerias com o governo&#8221;, diz Bezerra.Fonte: Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No Brasil, h\u00e1 seis engenheiros para cada mil habitantes, enquanto nos Estados Unidos e no Jap\u00e3o s\u00e3o 26 profissionais da \u00e1rea para cada mil pessoas.<\/p>\n","protected":false},"author":7,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[],"tags":[],"class_list":["post-32200","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32200","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=32200"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32200\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=32200"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=32200"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=32200"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}