{"id":32302,"date":"2012-09-11T11:29:41","date_gmt":"2012-09-11T11:29:41","guid":{"rendered":""},"modified":"-0001-11-30T00:00:00","modified_gmt":"-0001-11-30T04:00:00","slug":"forca-tarefa-para-formar-engenheiros-qualificados-32302","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/forca-tarefa-para-formar-engenheiros-qualificados-32302\/","title":{"rendered":"FOR\u00c7A-TAREFA PARA FORMAR ENGENHEIROS QUALIFICADOS"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/crea-am.org.br\/img\/upload\/not120911size_590_engenheiros.jpg\" \/><br \/>Com altas estimativas de demanda e pouca oferta de m\u00e3o de obra qualificada, muitas institui\u00e7\u00f5es de ensino j\u00e1 apostam na cria\u00e7\u00e3o de cursos para esses profissionais. Agora, \u00e9 a vez de organiza\u00e7\u00f5es sem fins lucrativos como o Instituto de Engenharia e o Sindicato dos Engenheiros de S\u00e3o Paulo tamb\u00e9m investirem na forma\u00e7\u00e3o da \u00e1rea.  De acordo com um estudo publicado pelo Instituto de Pesquisa Econ\u00f4mica Aplicada (Ipea), o Brasil precisar\u00e1 formar, at\u00e9 2020, 95 mil engenheiros por ano para sustentar um crescimento econ\u00f4mico anual por volta dos 4% (uma expans\u00e3o de 2,5% exigiria mais de 70 mil engenheiros por ano). Pelo mais recente levantamento da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Ensino de Engenharia (Abenge), o n\u00famero de formandos na \u00e1rea em 2010 foi de 41 mil.  O d\u00e9ficit de engenheiros, no entanto, n\u00e3o \u00e9 o \u00fanico dado que se destaca no levantamento. Ainda segundo o Ipea, menos de 30% dos formados em engenharia em 2008 sa\u00edram de universidades consideradas de alto desempenho, com conceito 4 ou 5 no Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o (MEC). A maior parte dos graduados (42%) formou-se em institui\u00e7\u00f5es com conceito 1 ou 2.  Especialistas concordam que a gradua\u00e7\u00e3o em engenharia, mesmo nas escolas mais renomadas, ainda n\u00e3o oferece o tipo de conhecimento de gest\u00e3o e neg\u00f3cios que o mercado exige hoje. Existe uma diferen\u00e7a entre o que as empresas precisam e o que a universidade ensina, diz Denise Retamal, diretora executiva da consultoria de recrutamento Rhio\u00b4s, especializada nas ind\u00fastrias de minera\u00e7\u00e3o, petr\u00f3leo &#038; g\u00e1s, energia, constru\u00e7\u00e3o civil, engenharia e infraestrutura. Para a consultora, o que mais falta atualmente s\u00e3o profissionais que aliem conhecimento em uma especialidade e experi\u00eancia no mercado, al\u00e9m de vis\u00e3o estrat\u00e9gica de neg\u00f3cios e idiomas estrangeiros.  Para Vanderli Fava de Oliveira, diretor de comunica\u00e7\u00e3o da Abenge, s\u00f3 agora os cursos de engenharia est\u00e3o come\u00e7ando a perceber a necessidade de transmitir aos profissionais habilidades relacionadas \u00e0 gest\u00e3o. As escolas est\u00e3o verificando que, al\u00e9m de formar a base tecnol\u00f3gica, precisam tamb\u00e9m ensinar a gerir essa tecnologia, explica.  De acordo com Oliveira, a velocidade com que as t\u00e9cnicas ficam obsoletas cria n\u00e3o s\u00f3 a necessidade de se manter atualizado constantemente, mas torna fundamental saber administrar a tecnologia &#8211; e n\u00e3o apenas us\u00e1-la. O que falta \u00e9 neg\u00f3cio, \u00e9 como ganhar dinheiro com engenharia, simplifica H\u00e9lio Guerra, presidente da Funda\u00e7\u00e3o para o Desenvolvimento Tecnol\u00f3gico da Engenharia (FDTE) e ex-reitor da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP).  Dessa demanda surgiu a Escola Superior de Neg\u00f3cios em Engenharia (Esne), fruto de uma parceria do Instituto de Engenharia, organiza\u00e7\u00e3o sem fins lucrativos fundada em S\u00e3o Paulo em 1916, e a FDTE, organiza\u00e7\u00e3o criada por Guerra e um grupo de professores da Escola Polit\u00e9cnica da USP nos anos 1970. Com aulas iniciadas em agosto, a escola oferece cursos de extens\u00e3o em neg\u00f3cios p\u00fablicos e privados em engenharia. Os temas abordados incluem gest\u00e3o de projetos, legisla\u00e7\u00e3o, finan\u00e7as e an\u00e1lise de risco. S\u00e3o assuntos que n\u00e3o s\u00e3o vistos na gradua\u00e7\u00e3o, diz Guerra. Os programas s\u00e3o voltados para engenheiros que j\u00e1 possuem experi\u00eancia e buscam se capacitar para assumir cargos de lideran\u00e7a, al\u00e9m de profissionais de outras \u00e1reas que participem de projetos.  J\u00e1 o Sindicato dos Engenheiros no Estado de S\u00e3o Paulo (Seesp) resolveu focar na gradua\u00e7\u00e3o para lidar com os desafios de qualidade na forma\u00e7\u00e3o em engenharia. No fim de 2009, come\u00e7ou a desenvolver o projeto do Instituto Superior de Inova\u00e7\u00e3o e Tecnologia (Isitec), fundado no ano passado. Com sede em S\u00e3o Paulo, come\u00e7a neste semestre a promover cursos de extens\u00e3o em \u00e1reas espec\u00edficas como propriedade intelectual e gest\u00e3o ambiental. Mas o grande projeto vir\u00e1 no ano que vem, quando a institui\u00e7\u00e3o come\u00e7ar\u00e1 a oferecer um curso de gradua\u00e7\u00e3o em engenharia da inova\u00e7\u00e3o. Vimos que a necessidade de profissionais que podem contribuir para o desenvolvimento de inova\u00e7\u00e3o de produto e de processo seria um gargalo para qualquer projeto de desenvolvimento do pa\u00eds, diz Antonio Octaviano, diretor-geral do instituto.  O curso pretende ter uma base mais generalista do que os outros cursos de engenharia. O profissional precisa ter um perfil diferente tanto do que t\u00ednhamos antes quanto do que ainda formamos, que \u00e9 o do engenheiro ultraespecializado, explica.  Com a inten\u00e7\u00e3o de desenvolver uma rela\u00e7\u00e3o permanente com o mercado, o curr\u00edculo do curso se concentra em gest\u00e3o, abrange \u00e1reas como a comunica\u00e7\u00e3o e quer promover a participa\u00e7\u00e3o de professores visitantes de outros pa\u00edses. A decis\u00e3o de focar a atua\u00e7\u00e3o do instituto na gradua\u00e7\u00e3o veio da necessidade de formar um profissional mais flex\u00edvel, capaz de transitar entre diferentes \u00e1reas &#8211; demanda que os idealizadores viram no mercado. A evolu\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica \u00e9 muito intensa. \u00c9 preciso ter a compet\u00eancia para transitar em diferentes \u00e1reas com mesma qualidade.    F<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quantidade e qualidade s\u00e3o os principais desafios que o Brasil deve enfrentar nos pr\u00f3ximos anos quando o assunto \u00e9 a forma\u00e7\u00e3o de engenheiros.<\/p>\n","protected":false},"author":7,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[],"tags":[],"class_list":["post-32302","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32302","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=32302"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32302\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=32302"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=32302"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=32302"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}