{"id":32391,"date":"2012-10-25T11:52:57","date_gmt":"2012-10-25T11:52:57","guid":{"rendered":""},"modified":"-0001-11-30T00:00:00","modified_gmt":"-0001-11-30T04:00:00","slug":"cresce-procura-por-engenharia-mostra-semesp-32391","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/cresce-procura-por-engenharia-mostra-semesp-32391\/","title":{"rendered":"Cresce procura por Engenharia, mostra Semesp"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/crea-am.org.br\/img\/upload\/not121025engenheiro-civil.jpg\" \/><br \/>A gradua\u00e7\u00e3o em Engenharia Civil \u00e9 a primeira no ranking, com alta de 49,2%. Logo em seguida est\u00e1 Engenharia de Produ\u00e7\u00e3o, com acr\u00e9scimo de 26,5%. Direito cresceu apenas 5,6% e Administra\u00e7\u00e3o caiu 0,1%.  Os n\u00fameros mostram, afirma o Semesp, uma resposta dos vestibulandos \u00e0 divulga\u00e7\u00e3o em massa de pesquisas que atestam a falta de engenheiros no Pa\u00eds. \u00c9 de olho nesse mercado que remunera bem e carece de m\u00e3o de obra que muitos jovens come\u00e7am a optar pela Engenharia em detrimento de cursos que s\u00e3o commodities por aqui, como Administra\u00e7\u00e3o, Direito, Enfermagem e Pedagogia &#8211; juntos, respondem por 40% do total de matr\u00edculas.  &#8220;S\u00f3 se fala nisso, que haver\u00e1 um apag\u00e3o de m\u00e3o de obra, que o Brasil est\u00e1 importando engenheiros da China. Isso tudo \u00e9 verdade e estimula quem est\u00e1 decidindo sua profiss\u00e3o&#8221;, diz Rodrigo Capelato, diretor do Semesp. Foi exatamente esse apelo que motivou Camila Pereira, de 21 anos, a se matricular, no in\u00edcio deste ano, no curso de Engenharia Civil da Anhembi Morumbi. &#8220;Minha primeira op\u00e7\u00e3o era Arquitetura, mas li uma reportagem que apontava a falta de engenheiros e mudei de ideia&#8221;, conta.  No caso de Camila, a troca foi feita antes do in\u00edcio do curso, mas n\u00e3o \u00e9 raro, nas salas de Engenharia, encontrar desistentes de outros cursos e at\u00e9 quem decidiu mudar de profiss\u00e3o. &#8220;Na minha turma, por exemplo, h\u00e1 arquitetos formados que recome\u00e7aram na Engenharia para incrementar a renda&#8221;, diz Camila. Ela ter\u00e1 o diploma apenas em 2016, fora do prazo para atuar nos grandes eventos esportivos, como a Copa do Mundo e a Olimp\u00edada. Mas ela tem certeza de que n\u00e3o lhe faltar\u00e1 emprego. &#8220;Penso em algo mais definitivo e que s\u00f3 tende a crescer, como o programa Minha Casa, Minha Vida, do governo federal.&#8221;  Defasagem  Apesar do otimismo de Camila, o aumento de calouros nos cursos de Engenharia n\u00e3o significa o crescimento no n\u00famero de egressos. Isso porque, al\u00e9m de os cursos de exatas j\u00e1 registrarem, por tradi\u00e7\u00e3o, um alto \u00edndice de evas\u00e3o, o porcentual deve crescer ainda mais com a chegada desse novo p\u00fablico, parte dele n\u00e3o vocacionado para a profiss\u00e3o. &#8220;O fen\u00f4meno \u00e9 recente, mas j\u00e1 d\u00e1 para prever que, estimulados pelas perspectivas de mercado, muitos sem afinidade com matem\u00e1tica, disciplina b\u00e1sica para o curso, decida estudar Engenharia e tenha de parar quando constatar o d\u00e9ficit de repert\u00f3rio&#8221;, diz Capelato, do Semesp.\u00a0O diretor da Escola de Engenharia e Tecnologia da Universidade Anhembi Morumbi, Fabiano Marques, percebeu a mudan\u00e7a de perfil. &#8220;As pessoas relacionam a educa\u00e7\u00e3o com a ascens\u00e3o social e acabam diminuindo a quest\u00e3o vocacional&#8221;, afirma. Neste ano, a institui\u00e7\u00e3o registrou um crescimento de 62% no n\u00famero de calouros de Engenharia Civil e de 65% nos de Engenharia de Produ\u00e7\u00e3o. Para n\u00e3o perd\u00ea-los um semestre depois, conte\u00fados fundamentais de matem\u00e1tica e f\u00edsica fazem parte do material extracurricular \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o na intranet e os professores tamb\u00e9m prestam atendimento para sanar essas defici\u00eancias. Na Universidade Cruzeiro do Sul, cresceu em 45%, neste ano, o n\u00famero de matriculados em Engenharia Civil. Se for considerado o aumento desde 2007, o n\u00famero de alunos quintuplicou, de 140 para 777.  De olho no aquecimento do mercado que levou para l\u00e1 estudantes pouco afins \u00e0s disciplinas das exatas, o coordenador do curso redesenhou a grade curricular. &#8220;Sem deixar de lado o conte\u00fado da pr\u00f3pria engenharia, inserimos aulas que ajudam o aluno a suprir suas car\u00eancias de matem\u00e1tica e f\u00edsica&#8221;, afirma Miguel Leon Gonzalez. Com isso, diz, conseguiu que a taxa de evas\u00e3o se estabilizasse em 10%.  Reten\u00e7\u00e3o  Com o maior n\u00famero de engenheiros, o desafio do mercado ser\u00e1 atra\u00ed-los e ret\u00ea-los na \u00e1rea. Pesquisa do Instituto de Pesquisa Econ\u00f4mica Aplicada (Ipea) de 2009 mostrou que, de cada dez engenheiros, seis atuam fora da \u00e1rea. Muitos sequer chegam a ter experi\u00eancia no segmento. S\u00e3o pin\u00e7ados, na sa\u00edda da gradua\u00e7\u00e3o, pelos programas de trainee do sistema financeiro, interessado em seu racioc\u00ednio l\u00f3gico. S\u00f3 neste ano, 36% dos trainees do Ita\u00fa s\u00e3o engenheiros.  &#8220;Conhe\u00e7o quem optou por esse caminho, at\u00e9 porque o sal\u00e1rio inicial \u00e9 maior&#8221;, diz Ernando Tesch Delorto, aluno do quinto semestre de Engenharia de Produ\u00e7\u00e3o na FEI. &#8220;Eu n\u00e3o quero isso. Mesmo que ganhe menos, quero trabalhar na minha \u00e1rea.&#8221;\u00a0Fonte: Estad\u00e3o<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nem Administra\u00e7\u00e3o nem Direito. Uma pesquisa do Semesp, sindicato das mantenedoras de ensino superior privado de S\u00e3o Paulo, comparou o n\u00famero de ingressantes no primeiro trimestre de 2012 em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo de 2011 e mostrou que s\u00e3o as Engenharias que mais registraram alta na procura.<\/p>\n","protected":false},"author":7,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[],"tags":[],"class_list":["post-32391","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32391","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=32391"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32391\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=32391"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=32391"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=32391"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}