{"id":32604,"date":"2013-04-15T11:21:34","date_gmt":"2013-04-15T11:21:34","guid":{"rendered":""},"modified":"-0001-11-30T00:00:00","modified_gmt":"-0001-11-30T04:00:00","slug":"megaobra-cruza-a-amazonia-para-transmitir-energia-32604","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/megaobra-cruza-a-amazonia-para-transmitir-energia-32604\/","title":{"rendered":"Megaobra cruza a Amaz\u00f4nia para transmitir energia"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/crea-am.org.br\/img\/upload\/not13041556.jpg\" \/><br \/>Cruzando a selva amaz\u00f4nica, sem danific\u00e1-la ambientalmente, 4 mil homens est\u00e3o construindo a maior linha de transmiss\u00e3o do pa\u00eds, desde Furnas. Trata-se do percurso que ligar\u00e1 Manaus, no Amazonas, a Macap\u00e1, no Amap\u00e1, passando por Tucuru\u00ed, no Par\u00e1. S\u00e3o 1.191 quil\u00f4metros de extens\u00e3o, numa obra que iniciou em novembro de 2011 e agora em 2013 come\u00e7a a entregar os primeiros trechos. A cargo do grupo espanhol Isolux C\u00f3rsan, o empreendimento, financiado pela SUDAM (Superintend\u00eancia de Desenvolvimento da Amaz\u00f4nia) e pelo BASA (Banco da Amaz\u00f4nia) custar\u00e1 aproximadamente R$ 3 bilh\u00f5es. Embutido neste valor, tem o custo da constru\u00e7\u00e3o, mas tamb\u00e9m o da log\u00edstica que envolve a obra. S\u00e3o 14 canteiros distribu\u00eddos ao longo do percurso, al\u00e9m de um porto flutuante e duas centrais de concreto para produzir 30 mil m\u00b3 de material a cada seis meses. Todo esse concreto ser\u00e1 usado para sustentar torres que medem de 45 metros a 320 metros de altura. \u201cEssas alturas s\u00e3o exig\u00eancias ambientais\u201d, explica o gerente do empreendimento, o engenheiro civil M\u00e1rio C\u00e9lio da Silva, afirmando que a travessia do rio Amazonas \u00e9 o ponto cr\u00edtico. Para cruzar o rio foram erguidas duas torres de 320 metros \u2013 peso unit\u00e1rio de 2.200 toneladas -, que est\u00e3o sustentadas sobre 390 pilastras de concreto, com 30 metros de profundidade cada uma.    A linha de transmiss\u00e3o ir\u00e1 distribuir a energia produzida pela hidrel\u00e9trica de Tucuru\u00ed, no Rio Tocantins-PA, al\u00e9m de conect\u00e1-la ao Sistema Interligado Nacional (SIN). A estrutura tamb\u00e9m servir\u00e1 para levar cabos de fibra \u00f3ptica \u00e0 regi\u00e3o amaz\u00f4nica, disseminando o acesso \u00e0 telefonia e \u00e0 internet \u00e0s localidades mais long\u00ednquas do pa\u00eds. Os dados e a energia el\u00e9trica percorrer\u00e3o 3.351 torres \u2013 em m\u00e9dia, uma a cada 355 metros. \u201cTodas elas receber\u00e3o concretagem especial, por causa do terreno e das condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas da floresta\u201d, afirma Nilson Pires Vieira, gerente de infraestrutura da megaobra.    Linha de transmiss\u00e3o tem 3.351 torres: em m\u00e9dia, uma a cada 355 metros.    Foram avaliadas v\u00e1rias alternativas para o tra\u00e7ado da linha de transmiss\u00e3o, at\u00e9 encontrar a que ofereceria menor impacto ambiental. Inicialmente foram consideradas seis op\u00e7\u00f5es. O tipo de vegeta\u00e7\u00e3o e o uso do solo foram pontos decisivos na escolha. Quando havia interfer\u00eancia em \u00e1reas legalmente protegidas, como terras ind\u00edgenas e unidades de conserva\u00e7\u00e3o, foram feitas mudan\u00e7as no tra\u00e7ado. Outro ponto importante do projeto disse respeito \u00e0 travessia de rios. O Amazonas, por exemplo, chega a ter at\u00e9 10 quil\u00f4metros de largura em alguns pontos.    Al\u00e9m de interligar sistemas isolados do extremo norte, o empreendimento vai diminuir o custo com gera\u00e7\u00e3o termel\u00e9trica. A conclus\u00e3o da obra possibilitar\u00e1 economia de R$ 2 bilh\u00f5es por ano. Com isso, o c\u00e1lculo \u00e9 de que a linha de transmiss\u00e3o se pagar\u00e1 em pouco mais de um ano e o fornecimento predominante ser\u00e1 de energia limpa e renov\u00e1vel. Com o fim do uso de combust\u00edvel f\u00f3ssil, cerca de 3 milh\u00f5es de toneladas de carbono deixar\u00e3o de ser lan\u00e7ados na atmosfera. O sistema permite acrescentar um terceiro circuito \u00e0 linha no futuro, usando o mesmo corredor. Fonte: Revista Obras e Funda\u00e7\u00f5es Geotecnicas<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Linha de transmiss\u00e3o ter\u00e1 1.191 quil\u00f4metros de extens\u00e3o e vai percorrer torres que chegam a 300 metros de altitude, sustentadas por 30 mil m\u00b3 de concreto<\/p>\n","protected":false},"author":7,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[],"tags":[],"class_list":["post-32604","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32604","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=32604"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32604\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=32604"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=32604"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=32604"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}