{"id":32684,"date":"2013-06-13T11:09:36","date_gmt":"2013-06-13T11:09:36","guid":{"rendered":""},"modified":"-0001-11-30T00:00:00","modified_gmt":"-0001-11-30T04:00:00","slug":"pesquisadores-descobrem-planta-resistente-a-herbicida-em-rondonia-32684","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/pesquisadores-descobrem-planta-resistente-a-herbicida-em-rondonia-32684\/","title":{"rendered":"Pesquisadores descobrem planta resistente a herbicida em Rond\u00f4nia"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/crea-am.org.br\/img\/upload\/not130613agronomia.jpg\" \/><br \/>De acordo com o agr\u00f4nomo Hugo de Almeida Dan, um dos coordenadores do trabalho cient\u00edfico, a erva daninha, da esp\u00e9cie Bidens subalternans, conhecida comopic\u00e3o preto, n\u00e3o morre com a aplica\u00e7\u00e3o da primeira dose de pesticida na planta. Nas amostras coletadas em lavouras de soja e milho do munic\u00edpio de Vilhena (RO),  a planta resistiu at\u00e9 a quarta dose do herbicida. O pesquisador da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecu\u00e1ria (Embrapa) em Vilhena, Vicente Godinho, diz que tem conhecimento de propriedades da regi\u00e3o afetadas com este problema.  O agr\u00f4nomo do Ifro diz que teve conhecimento desta resist\u00eancia atrav\u00e9s de produtores da regi\u00e3o. \u201cEles entraram em contato, a\u00ed fomos verificar. Para fazer o teste, coletamos algumas amostras da propriedade que j\u00e1 usava herbicida e trouxemos para o campus. Depois fomos a um local que tamb\u00e9m tivesse pic\u00e3o, mas que nunca tivesse recebido doses do produto\u201d, explica Dan. Em seguida, as sementes colhidas foram semeadas em vasos separados.  Sete dias ap\u00f3s a germina\u00e7\u00e3o o grupo decidiu aplicar a primeira dose de herbicida nas mudas. As amostras coletadas em \u00e1reas em que nunca foram utilizados herbicidas, as mudas morreram ap\u00f3s a primeira aplica\u00e7\u00e3o do produto.\u00a0Diferente das sementes coletadas em propriedades de Vilhena onde havia hist\u00f3rico da utiliza\u00e7\u00e3o de pesticidas, como explica o agr\u00f4nomo. Ap\u00f3s o primeiro teste, os professores e alunos decidiram aplicar mais doses do produto qu\u00edmico na planta. \u201cPassamos a segunda, terceira e quarta dose na erva daninha, mas nada. Ela s\u00f3 morreu quando aplicamos a quinta dose\u201d, revela o pesquisador. Para Dan, o pic\u00e3o preto encontrado nas lavouras n\u00e3o teve nenhuma muta\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica. De acordo com ele, a planta sofreu apenas uma resist\u00eancia ao produto aplicado. \u201c\u00c9 como o corpo humano. Se tomarmos sempre o mesmo rem\u00e9dio, vai chegar o dia em que ele n\u00e3o vai mais fazer efeito, pois o organismo vai ganhar resist\u00eancia\u201d, explica.  De acordo com Vicente Godinho, pesquisador da Embrapa em Vilhena, a solu\u00e7\u00e3o para os produtores que est\u00e3o passando por este problema, \u00e9 a mudan\u00e7a do principio ativo do herbicida. \u201cTamb\u00e9m recomendamos a rota\u00e7\u00e3o de cultura na propriedade\u201d, explica. Godinho diz que a propaga\u00e7\u00e3o da erva daninha compromete a produ\u00e7\u00e3o, pois quando os produtores detectam estas plantas, costumam aplicar doses de herbicidas com mais frequ\u00eancia. \u201cIsso afeta o solo e a lavoura em geral\u201d, salienta o pesquisador.  Por se reproduzir com facilidade, Vicente afirma que o pic\u00e3o preto \u00e9 um risco para as lavouras do Cone Sul. \u201cCada planta produz centenas de sementes. Elas germinam r\u00e1pido, quatro dias, em m\u00e9dia. O problema est\u00e1 a\u00ed. Elas n\u00e3o germinam tudo de uma vez. O produtor passa o herbicida, pensa que morreu, mas dentro de poucos dias novas plantas aparecem. Isso \u00e9 uma estrat\u00e9gia de resist\u00eancia da planta\u201d, finaliza Godinho. Fonte: Ci\u00eancia em pauta<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Professores e alunos do Instituto Federal de Rond\u00f4nia (Ifro), campus de Colorado do Oeste, detectaram, atrav\u00e9s de pesquisas, uma planta resistente a herbicidas (produto qu\u00edmico utilizado na agricultura).<\/p>\n","protected":false},"author":7,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[],"tags":[],"class_list":["post-32684","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32684","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=32684"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32684\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=32684"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=32684"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=32684"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}