{"id":32787,"date":"2013-08-05T11:39:39","date_gmt":"2013-08-05T11:39:39","guid":{"rendered":""},"modified":"-0001-11-30T00:00:00","modified_gmt":"-0001-11-30T04:00:00","slug":"pesquisador-avalia-solos-da-fronteira-agricola-na-amazonia-32787","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/pesquisador-avalia-solos-da-fronteira-agricola-na-amazonia-32787\/","title":{"rendered":"Pesquisador avalia solos da fronteira agr\u00edcola na Amaz\u00f4nia"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/crea-am.org.br\/img\/upload\/not130805images_(3).jpg\" \/><br \/>As pesquisas resultaram em tabelas que listam os elementos qu\u00edmicos, e suas respectivas quantidades, encontrados em cada estado. \u201cAlguns elementos podem ser considerados mais ou menos prejudiciais \u00e0s plantas, aos animais e ao homem\u201d, explica o professor Lu\u00eds Reynaldo Ferracci\u00fa Alleoni, do Departamento de Ci\u00eancia do Solo da Esalq, coordenador da pesquisa. Segundo ele, alguns elementos s\u00e3o nutrientes naturais e importantes para plantas e para o homem, mas que, em excesso, tornam-se prejudiciais.  \u201cOs dados coletados poder\u00e3o servir de base para os \u00f3rg\u00e3os ambientais dos respectivos estados comporem as tabelas de valores orientadores\u201d, conta Alleoni, lembrando que a medida atende a uma resolu\u00e7\u00e3o do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), do Minist\u00e9rio do Meio Ambiente. \u201cO objetivo, em alguns anos, \u00e9 que todos os estados brasileiros tenham suas tabelas que indiquem as informa\u00e7\u00f5es sobre os elementos qu\u00edmicos encontrados em seus solos nativos\u201d, informa. \u201cNo estado de S\u00e3o Paulo h\u00e1 uma tabela que j\u00e1 chegou a ser utilizada como refer\u00eancia em outros estados, o que n\u00e3o \u00e9 uma medida acertada\u201d, adverte o pesquisador. Os valores indicados a partir das pesquisas poder\u00e3o servir de base para a\u00e7\u00f5es dos respectivos governos estaduais no que diz respeito a planejamentos de culturas agr\u00edcolas e atividades agropecu\u00e1rias. \u201c\u00c9 o que denominamos valores naturais ou de refer\u00eancia\u201d, explica o docente. A partir destas informa\u00e7\u00f5es \u00e9 que os \u00f3rg\u00e3os ambientais e de pesquisa poder\u00e3o realizar ensaios ecotoxicol\u00f3gicos para adotarem os \u201cvalores de preven\u00e7\u00e3o\u201d ou \u201calerta\u201d. \u201cUma terceira medida seria ent\u00e3o estabelecer os \u2018valores de investiga\u00e7\u00e3o ou de interven\u00e7\u00e3o\u2019, obtidos a partir da modelagem de risco \u00e0 sa\u00fade humana, que teriam como objetivo definir valores m\u00e1ximos permitidos para implanta\u00e7\u00e3o de projetos residenciais, industriais ou agr\u00edcolas, com objetivo de impedir a\u00e7\u00f5es que viessem a prejudicar o homem e a pr\u00f3pria natureza\u201d. O professor informa ainda que os estudos integram um projeto de coopera\u00e7\u00e3o cientifica do Programa de P\u00f3s-Gradu\u00e7\u00e3o (PPG) em Solos e Nutri\u00e7\u00e3o de Plantas da escola, com o PPG em Agronomia da Universidade Federal Rural da Amaz\u00f4nia, com apoio da Capes (Procad Novas Fronteiras\/2007).    COLETA DAS AMOSTRAS    As \u00e1reas de coleta nos estados do Mato Grosso e Rond\u00f4nia foram realizadas em 2008 e divididas em 11 regi\u00f5es. J\u00e1 no Par\u00e1, foram entre 80 e 90 pontos de coleta das amostras de solo. Todo o material foi analisado nos laborat\u00f3rios da Esalq.  As amostras foram retiradas de camadas superficiais de solo, entre 0 e 20 cent\u00edmetros (cm) de profundidade para determinar os n\u00edveis naturais de elementos qu\u00edmicos como c\u00e1dmio, cobre, mangan\u00eas, cromo, n\u00edquel e zinco, entre outros. \u201cElementos como ferro, cobre, mangan\u00eas, molibd\u00eanio e zinco s\u00e3o nutrientes para as plantas\u201d, explica o pesquisador. \u201cMas podem ser t\u00f3xicos se a quantidade for muito superior \u00e0 necess\u00e1ria para adequada nutri\u00e7\u00e3o das plantas\u201d, explica.  Para que todas as jornadas de campo fossem realizadas, foi necess\u00e1rio mais de um ano devido \u00e0s dificuldades de acesso entre os pontos de coleta. Parte dos resultados atuais acaba de ser publicada na revista Enviromental Monitoring and Assessment, em sua edi\u00e7\u00e3o de julho de 2013. Alleoni orientou uma disserta\u00e7\u00e3o de mestrado sobre o tema, de Sabrina Novaes dos Santos, doutoranda em Solos e Nutri\u00e7\u00e3o de Plantas na Esalq e que tamb\u00e9m assina o artigo, juntamente com o professor Antonio Rodrigues Fernandes, professor associado II, do Instituto de Ci\u00eancias Agr\u00e1rias, Setor de Solos, Universidade Federal Rural da Amaz\u00f4nia, que cumpriu est\u00e1gio de P\u00f3s-Doutoramento na Esalq sob supervis\u00e3o de Alleoni.  Ele lembra ainda a participa\u00e7\u00e3o de mestrandos e doutorandos da Esalq que utilizaram resultados laboratoriais para estudos de modelagem em institutos de pesquisa do exterior, como a Holanda. \u201c\u00c9 importante que a USP estenda suas pesquisas para al\u00e9m do estado de S\u00e3o Paulo\u201d, ressalta. Fonte: Ci\u00eancia em pauta<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Estudos realizados na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP), em Piracicaba, apresentam um levantamento in\u00e9dito sobre os elementos potencialmente t\u00f3xicos encontrados em \u00e1reas de florestas nativas na fronteira agr\u00edcola da Amaz\u00f4nia, nos estados do Par\u00e1, Mato Grosso e Rond\u00f4nia.<\/p>\n","protected":false},"author":7,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[],"tags":[],"class_list":["post-32787","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32787","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=32787"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32787\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=32787"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=32787"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=32787"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}